Sábado, 17 de maio de 2025
Cliffs of Moher: Escolhemos ficar
Nossa viagem pela Irlanda foi muito além do turismo — foi sobre reencontros, paisagens que nos tocam profundamente e escolhas que dizem muito sobre quem somos.
Deixamos a Irlanda do Norte rumo à costa oeste, cruzando o país até chegar a um dos lugares mais impressionantes que já vimos: os Cliffs of Moher. Foram mais de cinco horas de estrada, mas o destino fez tudo valer a pena.
Com seus 14 km de extensão e até 210 metros de altura, as falésias são um verdadeiro espetáculo natural. A vista do Oceano Atlântico, o ar gelado no rosto, o céu azul limpo e o mar lá embaixo, se movendo suavemente (nem rápido, nem devagar) criaram uma atmosfera quase mágica. Subimos, paramos, fotografamos… até que, sem perceber, estávamos com as pernas ao ar, rindo, livres.
Foi nesse momento que escolhemos ficar.
Sim, ficar. Não se jogar. Não fugir. Estar ali, inteiros. Escolhemos permanecer na vida, mesmo com suas vertigens e seus abismos. Escolhemos nos renovar. Cada um de nós, à sua maneira, entendeu que aquela parada era também um recomeço. Estar diante daquela força da natureza nos lembrou o quanto estar vivo pode ser arrebatador.
Durante toda essa viagem, estivemos cercados de cantoria, estrada, silêncio confortável e conversas que curam. Criamos entre nós um espaço seguro, onde pudemos ser exatamente quem éramos naquele momento. Nos apoiamos, nos escutamos, e nos permitimos viver tudo com verdade. 🍀
De volta à Dublin, encerramos nossa passagem pela Irlanda em grande estilo: à noite, fomos ao pub McGowans, onde o Thits trabalha. Naquele dia, ele foi nosso anfitrião. Ganhou vales de drinks, nos apresentou aos colegas, circulou entre mesas com alegria, contou como o lugar e a relação acolhedora foi construída noite por noite — e a gente só observava, felizes por vê-lo tão à vontade, tão respeitado e tão ele mesmo. Aquele lugar tem a energia dele.
Brindamos com Guinness, rimos alto e celebramos a vida. Porque foi isso que fizemos por aqui: celebramos a vida. E agora, voltamos para nossas rotinas mais inteiros, mais conscientes e, principalmente, mais gratos.
Essa "trip" foi o lembrete de que é possível parar, respirar, escolher — e ficar. E que sorte a nossa por termos feito isso juntos. 🌊










