shin hye-sun? não! é apenas a seon-yun lilac, ela é filha de perséfone, do chalé 26 e tem 25 anos. a tv de hefesto informa no guia de programação que ela está no nível ii, mas está no acampamento há 15 anos, sabia?
lila é bastante altruísta, mas também dizem que é pessimista.
afetuosa como ela, lila é uma pessoa extremamente carinhosa e carente, já que é órfã e não tem família. sua principal missão é dentro do acampamento, fazendo com que os semideuses mais novos (crianças e adolescentes) tenham suporte e apoio (pessoal e emocional). frequentemente é vista nos campos de morango, ajudando na manutenção do plantio ou com algum grupinho de semideuses crianças, isso quando não está falando sozinha pela maldição que recebeu de hades. além disso, também fica fazendo suas tarefas para tentar desempacar do nível ii de poder, já que desenvolveu um bloqueio que nunca conseguiu avançar.
headcannons.
quando a rainha do submundo desconbriu mais um filho do seu esposo, resolveu sair para o mundo mortal, na tentativa de espairecer sobre a nova traição de hades. nesta noite, havia escolhido a coreia do sul para conhecer sua cultura e costumes. foi então que conheceu um sujeito sedutor, que a abordou com um sorriso simpático e confortante. o homem tentou anima-la, conversando com a deusa por um bom tempo, sem saber exatamente quem era. papo vai, papo vem, ambos decidiram dançar juntos, perséfone passando a noite inteira provocando hades, que tentava alcança-la com suas sombras. quando finalmente cedeu ao mortal, ela já estava se sentindo melhor e decidiu presentea-lo com uma criança. entretanto, ao final da noite, quando perséfone o deixou sozinho, hades levou sua alma ao mundo dos mortos.
fruto de uma noite proibida da deusa, lilac nasceu numa noite chuvosa de outubro, mais precisamente no dia 30. persefone teve de deixar os domínios de hades para que ela não nascesse nos domínios do marido e acabasse morta. assim, a deixou na porta de um velho sátiro, que cuidaria e despistaria a criança das investidas de hades contra sua vida.
lilac cresceu com o pai adotivo, que sempre fora muito cuidadoso e amoroso, oferecendo-lhe uma vida como se fosse sua própria filha. a semideusa conseguiu passar 10 anos escondida, até que em um dia ordinário, ao voltar da escola, uma quimera desconfiou do sangue mestiço da menina e começou a persegui-la, até ter a certeza de que era, quando ela viu o sátiro se juntar a menina. foi então que o ataque começou.
george então a instruiu para o acampamento meio-sangue, apesar de toda a agonia durante o ataque, mas infelizmente não sobreviveu.
lila passou dois anos no chalé de hermes, sem a reclamação do seu parente divino, não entendia muito bem o que era ou o motivo de tudo aquilo ter acontecido e parte de si ficou em negação por muito tempo. mas em contrapartida, lila fez muitos amigos e aprendeu muitas coisas, embora sempre tivesse a sensação de não-pertencimento, as vezes pensava ser uma impostora e não ser uma semideusa de fato.
sua atividade favorita era o treino com arco e flecha, do que foi um desastre total no início, mas após muito treinamento, conseguiu finalmente dominar a arma com maestria.
após dois anos no acampamento, perséfone finalmente a proclamou. pouco tempo depois, fora convocada à uma missão, do qual conseguiu concluir com sucesso e, após a sua conquista, a deusa presenteou a filha com um anel que, posteriormente, lilac descobriu ser uma arma e como usa-la. apenas após a proclamação, lila conseguiu treinar o seu poder, mas ficou estagnada no segundo nível.
por não ter nenhuma família, além dos campistas, lila é integral no acampamento e estava presente no jantar durante a profecia, sendo uma das responsáveis por conter o panico dos semideuses menores.
poder:
intoxicação: lila expele do próprio corpo um espécime de névoa vermelha com toxina, que confunde os inimigos e semideuses, deixando-os confusos, tontos, com náuseas ou falta de ar, porém não é um poder letal ainda. a parte ruim do poder é que não se concentra apenas em algo maligno, então qualquer um pode ser afetado por ele, estando num raio de até 5m de distância da semideusa.
habilidades:
na primavera: cura sobre-humana
no inverno: agilidade fisica e mental
arma:
um pequeno anel com uma pedra vermelhas e folhas, simbolizando uma rosa, presenteado por persefone após a conquista da primeira missão da semideusa. esse anel, ao ser manuseado três vezes, vira um arco e, ao mesmo instante, uma aljava se forma em suas costas com flechas com pontas venenosas. quando disparadas, ao atingir o alvo, a flecha se desintegra, retornando à aljava.
maldição:
lilac sempre fora uma lembraça da traição de perséfone à hades. e como prova de sua apatia pela semideusa, quando a garota foi reclamada pela rainha do submundo aos doze anos de idade, hades lhe lançou uma maldição (ficou pistola). é por isso que consegue ver fantasmas em suas piores formas e é perseguida por eles até então. frequentemente possui episódios de insônia por estar sendo assombrada por algum fantasminha camarada.
"eu não sei o que estamos fazendo, eu sou péssima em estratégia..." lilac começa a explicar, observando a filha de afrodite, com o cenho franzido e uma expressão cansada, respirando fundo para tentar se concentrar novamente, embora tivesse quase certeza que não conseguiria avançar mais de nível e estava quase desistindo. "minhas estratégias são sempre fugir pra o lugar mais distante que eu puder."
˚。 ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ com a permissão silenciosa, primrose passou para dentro do chalé rapidamente, antes que pudesse ser vista por mais alguém. ━━ eu caí. ━━ respondeu baixinho, no caminho para o banheiro. então, esperou até que chegasse lá e fechasse a porta atrás das duas. sabia que colocar o braço debaixo da água ia arder, mas mesmo assim respirou fundo e abriu a torneira, deixando a água fria lavar o sangue que cobria o machucado. ━━ não! não precisa chamar ninguém. tá tudo bem. ━━ apressou-se a dizer, aumentando sua tortura e lavando o machucado com sabão. primrose também não era nenhuma expert em ferimentos, mas sabia que tinha que limpar com sabão. ━━ eu estava na praia… ━━ retomou a explicação, fechando a torneira e procurando papel higiênico para secar o que podia. ━━ já passou do horário, né? tinham uns patrulheiros vindo, me assustei e caí na fuga. patético, eu sei. mas eu não posso mais ser pega. se existe uma cota, eu com certeza já bati. ━━ comentou, por entre uma risadinha. estava que virou uma risada genuína como que ouvira. ━━ não vou sair das suas vistas. ━━ prometeu, mesmo que isso não significasse nada. por fim, deu seu braço para que a outra colocasse as gazes.
ela assentiu calma com a explicação sobre o machucado, mas ficou calada, ajudando-a a enfaixar a abertura no braço dela. "talvez fique uma cicatriz." comentou baixinho, mas não conseguiu conter a risadinha fraca e com total respeito quando ela falou sobre a cota batida de advertências. nunca tinha ouvido falar sobre algum semideus que foi expluso ou desintegrado por receber reclamações. "não se preocupe..." falou, terminando o trabalho das gazes. "não vou falar nada a ninguém. você quer ficar por algum tempinho, enquanto os patrulheiros passam? é só não acordar meus irmãos..." ofereceu, com um sorriso simpático, embora achasse quem já tinham acordado mesmo. "o que estava fazendo acordada essa hora na praia? é algum tipo de ritual ou algo assim?"
❛ keep it. it looks better on you. ❜ — @pcrplecolor
“Mesmo?” Os olhos de Peony brilharam com a surpresa de receber um presente de forma tão espontânea. Quer dizer, ela estava acostumada, sendo uma atriz famosa no mundo mortal, mas era sempre bom receber atenção. Ela ajeitou a jaqueta que agora era sua, olhando-se no espelho de seu quarto. Lila era uma boa companhia para o fim daquela tarde, e gostava de conversar com ela, principalmente quando precisava desabafar pelos últimos acontecimentos do Acampamento. “Mas isso é mágico ou algo do tipo?” Questionou, mexendo nos bolsos que haviam na peça. “Ou a mágica está em ter vários bolsos internos?” Peony riu, já tentada a enfiar alguns esmaltes e batons diversos ali. “Obrigada. Eu deveria te dar um presente agora...” Cutucou o próprio queixo enquanto olhava pelos arredores de seu quarto, perguntando-se que tipo de joia ou roupa poderia combinar com Lila.
ela assentiu para a pergunta de peony, realmente tinha ficado tão bem nela que era até injusto não ser dela. além disso, lila não usava tanto aquela jaqueta fazia um tempo. sorriu ao ver a outra se admirando no espelho, lilac sempre fora uma grande admiradora das filhas de afrodite. "a mágica está em ter vários bolsos, mas eu acredito que também deva escolher o próprio dono." brincou, dando uma risadinha, sentando-se na cama da semideusa. "ah, não precisa se preocupar com isso..." tentou recusar que ela se incomodasse. "de verdade. à não ser que queira me maquiar quando tivermos algum lual. aí eu deixo." falou, já que nunca conseguira se maquiar além do básico.
"Isso!" Ele exclamou, animado. Era raro estar na presença de alguém que o divertia, ao contrário do clima pesado das pessoas que costumava manter ao seu lado, com exceção de uma outra semideusa que agora não vinha ao caso. "Traumatizados anônimos, talvez? Daria um bom clube de faculdade." Ele retribuiu ao sorriso, aceitando os morangos oferecidos. Não pôde deixar de reparar que aparentemente ela gostava tanto de morangos quanto ele, o que era uma coisa boa, pois nunca havia conhecido alguém com um apetite tão semelhante. "Poxa, eu imagino. O que me surpreendeu mesmo nisso tudo é você ter conseguido sair dos reinos de Hades inteira. Como fez isso?" Perguntou Nik, genuinamente interessado na história da garota.
"você é criativo. eu adorei o nome..." ela comentou, dando uma risadinha. "traumatizados anônimos, precisamos criar esse clube." ainda estava rindo, porque realmente, por mais que o teor da conversa fosse mórbido, ainda tinha um fundo de brincadeira que agradava. "bom, eu quase não consigo. cérberus me atacou quando eu estava indo embora, eu só saí viva porque minha mãe pareceu ter piedade durante o ataque e ordenou que o pet deles me deixasse em paz... mas essa cicatriz aqui..." falou, apontando para uma entrada em seu próprio braço, era funda e ainda aderente ao músculo, lhe rendeu uns bons meses de recuperação. "foi o presentinho dele. eu meio que escondi meu rosto com os braços assim, enquanto eu estava deitada." falou, demonstrando o que fez na hora. "a outra cabeça atacou perto da minha costela, e a terceira mais aqui em cima do mesmo braço." mostrou onde estavam as cicatrizes por cima da blusa, já que não gostava de nenhuma delas. falava até com um pouco de tristeza em sua voz, mas não queria aprofundar naquele assunto.
-- Eu não aguento mais ficar naquele lugar. - Héktor assentiu andando com a ajuda da muleta. - Muito mórbido e não tem nada pra fazer, mas em minha defesa a garota de Apolo disse se precisar ir ao banheiro, pode ir... Só peguei um atalho maior. - Ele deu de ombros ao soltar um riso zombeteiro. - Vi uma galera saindo daqui com cestas cheias e me deu vontade de comer alguns. Até pedi, mas ele não quiseram me dar então vim eu mesmo colher. Sobraram alguns bons?
lilac assentiu com a resposta, era claro que ninguém gostava de passar tanto tempo assim na enfermaria, então se compadecia com o rapaz. "eu entendo, eu também não gosto da energia daquele lugar. se quiser, pode sentar por aí." ofereceu, não tinha exatamente um lugar para se sentar, então lilac sempre sentava no chão quando ficava à toa nos campos de morango, normalmente era em período noturno, mas ele estava ali naquele momento, então não achava que iria ajudar na colheita. pegou alguns morangos fartos e bem vermelhos, escolhendo os frutos mais docinhos que encontrava em seu alcance e chegou perto dele, estendendo a mão para que ele pudesse aceitar. "prove e me diga se estão bons." falou, sorrindo e voltando a atenção para colher mais e encher outra cesta. "eles não quiseram te dar? alguns são bem ciumentos quando se tratam dos morangos. eu mesma vivo roubando. não conte isso à ninguém ou te dou uns bem azedos das próximas vezes."
Seguia a outra, os passos da moça sendo mais rapidos do que ele imaginava que seria, então se focou alguns segundos em acompanhar ela para não ficar para trás. A animação dela era contagiante então era facil reparar que Ian também ficava agitado aos poucos com tudo. "Bem, eu to com isso faz bastante tempo, então…" Ele jogou os ombros para cima, tentando demonstrar desdém, mesmo que todo dia fosse uma luta diferente com as criaturas em sua volta. "Ah, que nada, eles já esperam que nós não vamos comparecer, eu acho." Brincou, mesmo assim tentando evitar caminhos que todos poderiam passar. Ian passou por um dos bebedoros espalhados por ali para pegar agua antes de ir para a tal caverna, pronto para ver o lindo caminho feito pelos filhos de démeter, porém tinha algumas coisas para contar para ela. "Viu quem esta de volta?" Perguntou. Deixou com que a menina enrolasse o braço no seu enquanto caminhavam pela caverna, estava ansioso pelas frutinhas também. "Uno? Acho que já joguei… Podemos jogar xadrez mesmo, na verdade, não sei se estou com cabeça para aprender coisas novas…" Reclamou de leve, andando por entre os caminhos até conseguirem enxergar um pequeno arco de flores que não estava ali naturalmente. "Ali, uma das entradas…" Apontou.
lilac gostava de como ian ficava melhor quando ela estava por perto, não porque achava que tinha algo a ver com isso, mas ao menos conseguia distrai-lo. "ótimo, mas vamos no refeitório primeiro. quero pegar algumas babidas antes." pediu, dando um pulinho no pavilhão e pegando apenas dois refrigerantes e saindo em seguida para seu chalé. pegou rapidamente o xadrez e seguiu para a caverna. "quem está de volta?" perguntou, franzindo o cenho, ao tentar procurar na sua memória alguém que não sabia que estava fora do acampamento, fazendo o caminho da caverna. quando viu o caminho de frutinhas, aproveitou para colher algumas e observou a entrada que ele estava apontando. terminou de colher as frutas, entregando a ele, já que não conseguia levar tudo nas próprias mãos e entrou com o amigo. "eu nunca canso desse lugar." falou, ajeitando as coisas no chão antes de sentar e tirar as botas para colocar os pés na água, balançando e o chamando para que ele pudesse sentir a água nos próprios pés também. "vem, a água está ótima."
O sol da manhã banhava os campos de morangos, lançando suas sombras entre as plantações. Héktor avançava sem pretenção entre as fileiras, apesar da muleta que sustentavam o seu corpo. A bota ortopédica envolvia seu tornoezeo, testemunha inanimada de um recente contratempo -- para não dizer batalha contra monstros. Seu olhar perspicaz percorria o cenario familiar, e mesmo diante da adversidade, seus lábios curvaram-se em um sorriso surpreendentemente genuíno acomapnhando a risada de @pcrplecolor que havia dito i haven’t laughed like this in a long time. - Pimenta nos olhos dos outros é refresco, né? - Indagou sem esperar uma resposta, acompanhando a risada. - Tô virando entretenimento nesse acampamento já.
estava ajudando na plantação naquela manhã, com um rabo de cavalo preso no topo da sua cabeça, ainda era insuficiente para não faze-la sua sob aquele sol em sua pele. até algo lhe chamar atenção, franzindo o cenho quando viu o rapaz andando de muletas e com uma bota ortopédica em seu pé. ele cairia facilmente naquele solo instável, o que estava fazendo ali? ela não pôde deixar de dar uma risadinha, mas a risada aumentou quando ele a acusou. "me desculpe, eu não queria ser rude. é só que... você pode cair aqui." ela explica-se, ainda distante do semideus, voltando a atenção à plantação em sua frente. "o que está fazendo aqui? não deveria estar na enfermaria? se quisesse morangos, era só pedir."
Ele assentiu com a cabeça, concordando com ela. "Acho que você tá certa, mas ele tá longe de ser meu herói... Pra começar, seria pelo menos o vilão da minha história." Nik sorriu. Era bom finalmente expor uma parte de seus problemas para alguém que também estava expondo os dela. "Sabe, existe um conceito que diz que as pessoas se unem por um trauma em comum, e através desse grupo conseguem superar..." Deixou o final no ar, procurando mentalmente por referências ou se era isso mesmo. "Lilac... é um nome bonito. Quem quer que tenha escolhido, teve muito bom gosto. Eu sou Nikolas, muito prazer!" Ele estendeu a mão para cumprimentá-la. "Você conheceu sua mãe? Como foi?" Perguntou, curioso.
ela deu uma risadinha com a explicação sobre o pai ser o maior vilão da vida dele, não podia dizer que não entendia. prestava atenção nas palavras dele, sem querer interromper, enquanto comia seus morangos como pipoca, vez por outra, oferecendo a ele também. "é tipo alcóolatras anonimos? eu já ouvi falar." abriu um sorrisinho ao compartilhar o mesmo pensamento dele. "obrigada. o meu pai tinha um ótimo gosto." ela fala com orgulho, mencionar seu pai adotivo não era tão doloroso agora, só gostaria de ter sido capaz de mudar o destino dele, mas tinham coisas que fugiam das mãos dela, certo? "foi numa missão, onde eu tive de ir no submundo devolver um artefato que ela queria. quase que eu não saio viva, mas no último segundo ela me ajudou a ir embora. imagine uma filha de perséfone entrar bem na boca do leão... não foi legal."
Os espiritos de Ian não eram necessariamente espiritos de pessoas formadas, era quase como a essência pós-morte de espiritos, só o vácuo, a alma em forma de poeira e fumaça, passando pela sua cabeça soltando mensagens que viam no além para Ian, e também parte da energia que tem despejando sobre o semideus, por isso ele não se importava normalmente com suas palavras pejorativas, mas depois dos monstros e de ter usado até demais, parecia que tudo estava piorando. "Alguns não tem, mas acho que infelizmente estou acostumado…" Comentou, dando um sorriso de leve junto a ela. Ela sente pena de você… O espirito disse e ele só continuou prestando atenção na outra. A seguiu passando pelo vulto que cismava em ficar em sua visão andando com a outra para o pavilhão para ver se tinha algo que ele pudesse beber. "Acho que não, bem, acho que nós deveriamos estar em alguma aula, mas eu não vou em nenhuma." Ele disse, cutucando a outra com o cotovelo. Por isso… Ele passou a mão no ar dissipando o vulto que suspirava em seu ouvido antes que pudesse terminar de falar. "Podemos sim! Fiquei sabendo que os filhos de Démeter fizeram um caminho muito bonito até lá esses dias, não sei se ainda tem…"
"eu te admiro por se acostumar com essa atrocidade. eu não consigo." lilac respondeu, virando a cabeça rapidamente para falar com ian, enquanto caminhava um tanto rápido e animada. "ótimo, eu não vou também. mas temos de tomar cuidado para não sermos pegos." deu uma risadinha quando ele lhe cutucou, segurando o braço dele com suas mãos, enquanto caminhavam. tinha uma memória muito afetuosa de ian desde que chegaram no acampamento, ele tinha se tornado alguém que a entendia com sua maldição, afinal, quase passava pelo mesmo e sentia um carinho absurdo pelo amigo. não o deixaria na mão quando ele estivesse precisando dela. "eu soube disso também! eu espero que esteja, eu adoro pegar as frutinhas que eles plantam, é sempre tão suculentas. podemos fazer um piquenique com joguinhos, o que acha? um dos filhos de hermes conseeguiu um novo para mim. chama "uno", já ouviu falar? mas eu vou levar o bom e velho xadrez."
Passar um tempo na plantação de morangos foi uma decisão muito bem tomada de quem estava quase o tempo todo na enfermaria cuidando dos outros e esquecendo de si mesmo. A visão de sua pequena Lila fez com que ele desenhasse um sorriso animado, fazendo com o que seu caminho fosse até ela sem hesitação. “Quero sim” Pegou o morango que lhe foi oferecido e levou até a boca, provando da fruta e suspirando com o sabor delicioso, simplesmente amava morangos. “Taeyang saiu um pouco do chalé hoje, ele ficou o tempo todo escondido debaixo da cama depois do que aconteceu” Falava sobre o seu cachorro, podendo ver o rabo muito peludo como o ponto guia do animal por entre a plantação de morango. Quando ouviu a mulher falar sobre aquele lugar estar menos assustador, ele imaginou do que se tratava, chegou a olhar a sua volta e suspirou, voltando o olhar para ela. “Está sendo incomodada de novo? Quando eu fui fazer meu curso na cidade, eu fiquei alguns dias lendo alguns livros sobre estudos espirituais, é coisa séria para os humanos, sabia? Existem algumas teorias que fazem bastante sentido, quer tentar?”
lilac sorriu quando ele aceitou o morango, mas desviou sua atenção para o rabo peludo balançando feliz entre a plantação, dando uma risadinha em seguida. "ele merecia brincar na terra um pouquinho." falou, voltando a atenção ao tio, assentindo para a pergunta dele, mas sem lhe dar uma resposta vocal. "claro! o que encontrou sobre?" pergunta, se sentando na plantação e esperando que ele fizesse o mesmo, enquanto mordia outro morango e ignorava o espírito tentando confundir sua cabeça. "alguns humanos também tem a infelicidade de ver, não é? gostaria de saber o motivo..." falou a última parte um tanto reflexiva e para si mesma.
Ian gostava de Lilac, o que deixava tudo pior para ele. Não queria ser um estorvo ou um peso na consciência de ninguém. Já tinha aprendido a lidar com os espiritos em seu ouvido, ou pelo menos por grande parte, e os vultos não mais o assustava, mas odiava quando eles decidiam usar algum truque diferente e o pegava de surpresa. Ninguém nunca havia mencionado seu pai daquela maneira. Ele respirou fundo, tentando focar em Lilac. "Só… Eles estão tentando novas táticas, só isso." Ele disse, com uma risada um pouco vergonhosa. Odiava falar sobre eles porque não queria que qualquer interação com ele se tornasse em pessoas ficando com pena dele. "Eu… Eu adoraria, mas…" Ele sentiu um frio pela espinha. Lilac não nos ouve, correto? Eu posso falar o que eu quiser... Um dos vultos apareceu novamente envolta de sua cabeça passando lentamente como uma fumaça pelos seus cabelos e atravessou o seu rosto como se fossem soprados em direção a Lilac. "Eu…" Ian seguiu o espirito com os olhos e o forçou a voltar para ele. "Me desculpa… Essa invasão… Eu fui um pouco além da conta." Brincou, sua mão indo até a sua cabeça. Fazendo piadas… Você se esforça mesmo em não parecer um… "Tem bastante aprontando… Vamos dar uma volta? Quero beber alguma coisa…"
tentava decifrar as expressões do amigo e ele parecia um tanto aflito, embora tivessem uma amizade de anos, não conseguia invadir o espaço pessoal dele com medo dele se sentir desconfortável, então apenas aceitou a resposta, assentindo tristemente. esperou a resposta seguinte dele, até ver outra sombra se personificar atrás de ian e lhe tirar a atenção, até que veio em sua direção, fazendo a filha de perséfone dar um pulinho na cadeira. mas ela deu uma risadinha divertida, em vez de reagir de uma forma negativa. "não se preocupe, ian, eu sei que não faz por mal. está tudo bem." ela o tranquiliza, balançando as mãos em sua cabeça. "mas tenho que te contar, esse não tinha um cheiro agradável." falou, brincando junto. "claro! vamos." ela aceita, se levantando e indo buscar com ele o que ele queria. "você tem algo para fazer agora de tarde? estava pensando se não quer ir à caverna dos deuses, lá é sempre bem tranquilo."
Wilfred conseguia ver as pessoas que eram bom em meditação, pessoas que não era muito bons e nem estavam se esforçando, e pessoas que realmente não era para elas. Dava para ver e sentir como o corpo da pessoa se mantinha inquieto e como a energia que emanavam não era de relaxamento, era de ansiedade para que aquilo acabasse. E bem, isso era contra o principio da meditação de aproveitar o momento e não entrar em um ciclo de desespero. A aula acabou e ele liberou os semideuses com um aceno, era tarde da noite, então óbvio que usariam aquele momento para ir dormir logo em seguida, já tinha feito aquilo algumas vezes. Mas era filho de Hipnos, então era injusto falar sobre isso. Porém enquanto voltava para a concentração reparou outra pessoa lá. "Ah… Não, tudo bem…" Ele disse, abrindo seus olhos calmamente, sua feição era relaxada, as características de ser filho do deus do sono ficavam óbvias nele enquanto em meio a meditação. "Talvez essa forma de meditação não seja para você…"
lilac observou as expressões relaxadas e sonolentas do rosto do mais velho, dando uma risadinha quando ele mencionou sobre a técnica de meditação e deu de ombros, concordando com a cabeça. "existem outras formas?" perguntou, descrente, afinal lilac não conseguia enxergar o propósito de meditação. "eu não acho que qualquer uma seja. parece impossível."
Nik pegou o morango e sorriu levemente para ela, visivelmente agradecido. Abocanhou a fruta e mordeu um pedaço, sobrando ainda metade. Era incrível como os morangos do acampamento eram todos gigantes e naturais - as maravilhas da magia. "Se você quiser, te consigo umas iguais. Sério, não há filho de Nyx nem de Hades que consiga enxergar naquela escuridão!" Brincou mais uma vez, deixando escapar mais uma risadinha. "Ah, eu entendo. Tem muita coisa rolando por aqui, como se não bastasse os problemas particulares que temos, né? Parece que vivemos em função do divino, e que se dane a gente." Ele desabafou, frustrado com sua situação com seu pai. "Eu sou filho de Thanato. Até hoje ele não entrou em contato comigo... Seria irônico eu precisar morrer para finalmente vê-lo, né?" Às vezes sua boca aberta o trazia alguns prejuízos, mas nesse caso pensou que não teria problema se abrir um pouquinho, nunca se sabe de onde vem um amigo. "Ah, e não, não me deixam sair depois do horário, é um risco que eu escolho correr. Se as harpias vierem, a gente sai correndo, certo?" Sorriu.
"deuses, se me conseguir uma dessas, eu tenho certeza que todos os dias teriam roxos diferentes nas minhas canelas." lilac responde quando escuta sobre os outros semideuses não serem capazes de enxergar no escuro. "eu provavelmente vou querer mesmo assim." ela sorri e assente, pegando outro morango e mordendo a fruta. tão doce que podia jurar que colocavam açúcar ou algo assim. "exato. e nem adianta a gente reclamar, porque nada muda." falou, com um gosto amargo na boca pela afirmação. "talvez você tenha até sorte por isso. já ouviu o ditado que diz para não conhecer os seus heróis?" pergunta, o encarando brevemente e deu de ombros. "minha mãe também não era lá o que eu esperava. talvez no fundo, ela se importe, só não faz tanta questão de demonstrar." lilac já havia aprendido a perdoar perséfone, mas não significava que tinha feito as pazes com a forma que os semideuses eram tratados. "certo." concorda, dando ruma risadinha fraca. "meu nome é lilac, sou filha de perséfone."
Dando um sorrido divertido direcionado para a jovem semideusa enquanto mexia na panela, as mãos agéis de Mason movia com destreza os ingredientes. "Bem, temos uma seleção de temperos aqui. Um pouco de pimenta, orégano, manjericão... você sabe, o básico. Vou improvisando conforme o gosto e a inspiração do momento. Cozinhar é uma arte, afinal." Ele ouviu sobre o ataque recente e arqueou a sobrancelha com interesse. "Ataque? Não sabia disso, parece que tenho perdido as novidades. Mas sapatos desaparecendo? Isso é novo. Talvez seja um presente do deus da travessura, quem sabe?" Mason deu uma risada descontraída, mostrando que estava levando a situação na esportiva. "Se precisarem de ajuda com os sapatos, é só chamar. Não sou especialista em encontrar calçados, mas posso tentar." Enquanto conversavam, o aroma delicioso da refeição começava a se espalhar pelo chalé, tornando o ambiente ainda mais acolhedor.
assentiu para a explicação dele, observando os temperos em cima da mesa, observando-o preparar a comida, mas ergueu os olhos quando ele mencionou o ataque, franzindo o cenho brevemente. "é, aconteceu há um tempinho. acho que você não estava por aqui." falou, dando uma risadinha fraca em seguida. "provavelmente. os sapatos era de um irmão seu, então acho que será devolvido em breve." ela respondeu, sentindo o cheiro da refeição. "tá ficando com um cheiro ótimo, você fez algum curso de culinária ou já nasceu com dom?"
Já estava melhor doa questão das lamparinas após a invasão, bem ainda estava recuperando, então invés de tentar se acalmar pela floresta, tentou ajudar as outras pessoas pelo acampamento, mas ainda sim, sua cabeça doía com todos aqueles espíritos falando em sua cabeça. Parecia ter algo errado com o mundo dos deuses porque parecia que os espíritos não estavam só falando de suas próprias ansiedades e querendo o assustar como sempre, o que já estava acostumado, dessa vez, pareciam estar querendo falar sobre algo a mais, algo importante, mas ao mesmo tempo que isso intrigava Ian, ainda desconfiava daquilo. Você é um fraco, seu pai o usou na única forma que... A voz nunca havia mencionado seu pai antes e isso fez com que ele levasse um susto batendo com a mão na mesa de madeira do anfitrião onde havia parado para pensar, mas foi naquele momento que ouviu alguém se sentar ao lado dele. "O que houve?" A voz dizia, e ele se virou preocupado. "Ah nada, nada demais..." Ele conseguia ouvir a risada do vulto se dissipando aos poucos.
o humor de lilac sempre mudava quando avistava ian em algum lugar por perto. adorava a companhia do semideus e principalmente como o tirava da zona de conforto. mas franziu o cenho quando viu o semblante preocupado e, em seguida, o vulto se dissipando. "o que houve?" questionou, sentando-se ao lado dele, mas cerrou os olhos, sem acreditar na resposta dele. "eu te conheço há 15 anos, eu sei quando está mentindo para mim. mas não precisa falar se não quiser. eu sei que é uma platéia difícil." lilac comenta, falando sobre o vulto que estava presente com ele momentos antes. não era segredo para o amigo que ela conseguia vê-los também, só não conseguia escuta-los quando eles falavam com o semideus. "quer caçar pirralhos para ocupar a cabeça?" ela questiona, de uma forma carinhosa, afinal, adorava se ocupar com os semideuses mais novos. "aposto que tem um bocado aprontando."
Nik olhou aos arredores da semideusa que aparecera aparentemente do nada, sem entender muito bem com quem ela estava falando. Ela havia acabado de se juntar a ele, então levou alguns segundos para concluir que não fazia muito sentido. Acabou não comentando nada, pois não queria constrangê-la ou algo assim, mas ficou com aquele pensamento na cabeça. Ele ofereceu um sorriso afetuoso à ela, simpatizando-se pelo semblante que a mesma apresentava. Com certeza ela não dormia fazia algum tempo. Nikolas sentou-se novamente na terra novamente e ajeitou-se por entre os galhos e folhas. "Eu costumo passar as noites em claro, o sol não me agrada muito, então eu durmo durante o dia. Tenho persianas ótimas no chalé, as pessoas acham que é mágica, mas é só Pottery Barn." Ele riu, então a convidou para sentar-se com alguns tapinhas no chão. "E você? Está... tudo bem?"
lilac se sentou no chão quando foi convidada, enquanto comia o morango, dando uma risadinha quando ele mencionou as persianas. "deuses, eu queria que esse fosse meu problema, pelo menos conseguiria dormir de dia... eu vou pedir persianas iguais." falou, em tom de brincadeira e com um sorrisinho no rosto, imaginando o dia cheio que teria pela frente, agora que mal conseguia dormir. "está... é só que a cabeça está cheia de coisas." ela responde, mentindo um pouco. não tinha certeza se ele via o mesmo que ela, mas ele não parecia estar assustado, então preferiu não falar sobre. pegou outro morango e ofereceu à ele. "eles costumam te deixar fora do chalé depois que passa da hora? o que faz sozinho?"