Mini-turno - The worst day of loving someone, is the day that you lose them.
Você não precisa suportar sozinha, eu estou aqui, divida a dor comigo. - abaixou-se na frente dela e passou a enxugar as lágrimas da garota. Engoliu em seco enquanto tentava organizar as palavras em sua mente. - Eu sei que deve ser terrível para você, mas eu prometo que vou ficar do seu lado, e cuidar de você e te proteger tão bem quanto eles fariam se estivessem aqui ainda. - disse isso e se lembrou de quando a garota havia chegado em sua casa, se o Soohyun de antigamente soubesse que estaria dizendo isso agora ele com certeza acharia que estava louco. Porque a verdade é que ele não havia gostado muito da ideia da garota em sua casa no inicio, mas agora era ciente do quão babaca havia sido aquela época - não que tivesse mudado muita coisa até então mas de fato já não era o mesmo-. E não era como se estivesse tentando se redimir agora mas queria mostrar a Eunhye que ele não era babaca o tempo todo, que sabia se importar com as pessoas e com os problemas delas. Porque tinha mania de não ligar muito para o outros, mas quando se tratava de amigos e de sua família seria capaz de tudo para defendê-los mesmo que não fossem fazer o mesmo por ele em uma situação inversa.. Ouviu o pedido de desculpas e negou com a cabeça. - Não diga isso, você não é idiota, é só que ninguém é forte o tempo todo. E você não precisa usar essa máscara na minha frente, eu prometi, lembra? Naquele dia no meu quarto. Eu disse… Eu disse que iria ser o seu herói mesmo achando que não tenho nenhuma vocação para isso. Eu com todos os meus defeitos aceitei ser essa pessoa por você, por sua causa, então por favor, não diz uma coisa dessas. Não diz que preferia ter ido embora. Não faz isso com você. - pediu de forma mais sincera que conseguia naquele momento. Enquanto retirava alguns fios de cabelo colados no rosto dela por conta das lágrimas. Mas não esperou para ver se ela falaria alguma coisa, levantou-se do chão e segurou nas mãos dela a fazendo levantar. - Vem, você precisa voltar a dormir e eu vou dormir com você. Nada que não tenhamos feito antes. - disse se referindo ao dia que foram a balada. Passou um braço pelo ombro dela, a guiou até a cama e colocou ela sentada lá. - Vou buscar um pouco de água para você. Prefere que acenda as luzes ou deixe como está?-
- Não dá pra dividir, não é como um caderno em que posso te emprestar, nem um segredo, no qual desabafo pra você. - Suas lágrimas desceram novamente. - E se eu te perder também? - Deixou aquela pergunta no ar. Era claro seu medo de perder pessoas. E isso explica o fato de ser fria muitas vezes, o fato de ser relacionar definitivamente com alguém a deixava nervosa. Receosa, por que em seu ser acreditava que em algum momento perderia. E ela não suportaria mais nenhuma perda, nenhuma. Levantou com a ajuda dele e sentou-se na cama. Estava em silencio. Ouviu cada palavra dele cuidadosamente. - Lembro sim. Mas você sente o que eu sinto? Não me importo mais comigo. Não sei porque estou aqui ainda, talvez eu tenho a falsa esperança de que tudo melhore. - Sua voz era distante assim como seu olhar. - Não quero água, sei que não vou dormir. - Levou suas mãos a cabeça e arrumou alguns fios. - O que esta fazendo ai tão longe? - Esperou que viesse ao seu lado. Quando o mesmo fez, encostou seus ouvidos no coração dele. Ouvir as batidas dele, a acalmava. Queria aquilo, precisava de algo vivo perto de si, e que bom que era ele. Colocou uma de suas pernas em cima dele, estava praticamente o usando como o seu travesseiro. E não era má ideia. Deixou sua mão entra por baixo da camisa, queria sentir aquele corpo quente, subiu pelas costas, e na volta deixou um caminho com suas unhas. - Por que você aceitou ser meu herói, mesmo sabendo que eu prefiro vilões? - Perguntou levantando o olhar para ele. De primeiro foi aos olhos do mesmo, mas depois começou a analisar cada parte do rosto, parou nos lábios dele. Que desejo era aquele que estava sentindo? Afastou-se dele e sentou no colo do mesmo. O encarou um pouco seria, o que realmente queria? Será que estava se apaixonando? Não entendia como tudo aconteceu para eles serem amigos, mas gostava daquilo. Gostava de ter um porto seguro. Colocou seu rosto na curva do pescoço dele e o abraçou. Estava como uma gatinha dengosa, querendo carinho. Sentir aquele perfume a fez lembra do primeiro beijo deles. “Ah foi tão bom.” Não negava que queria repetir a dose, mas será que podia? Voltou seus olhos aos dele e devagarinho aproximou seus rostos. Estavam próximos, mas seus lábios não se tocavam, levou suas mãos ao rosto dele e fez algumas caricias. Fechou os olhos e tocou seus lábios nos dele. Foi doce, quase que sem jeito. Era uma dúvida. Será que posso? Então realmente o beijou, começou doce, mas em pouco tempo se tornou quente. Até onde poderia ir? Era correto?
















