Passei anos estudando tecnologia da informação
Do ponto de vista técnico; estudei métodos, padrões e ferramentas
Tais estudos me renderam a capacidade de resolução de problemas de lógica
E unindo coerentemente pedaços de problemas resolvidos
Arquiteto e construo softwares, aplicativos, sites
Interessante, mas técnico
Quando me dei conta do que fazia, fiquei descontente, sempre encarei desenvolvimento de software como uma atividade humana (do termo ciências humanas)
Andei confuso, questionando por quê tantos dizem que software é exato
Penso e sinto os aplicativos como metafísicos, para mim não faz sentido
Por entender a construção de aplicativos como algo metódico e simplório, havia de buscar algo no que faço, que fizesse meus olhos brilharem, como um dia brilharam ao escrever “Hello World” no console utilizando Pascal, ou como quando gravei meu primeiro registro em uma tabela em um banco de dados com um programa feito em Java.
Fui em busca do que pudesse me fazer desconstruir o conceito de informata que me foi passado através das escolas
Queria abrir a mente para o dinamismo da informação, e esquecer, mesmo que somente neste contexto, o termo Engenharia
Pesquisando sobre as influências da tecnologia da informação na humanidade, mais especificamente nos grupos sociais, cheguei a leitura do Cibercultura, livro de Pierre Levy
O conteúdo desse livro serviu como um mestre que me tirou as vendas dos olhos, ou que pelo menos me mostrou uma toca do coelho na qual me lancei sem exitar
Me reformou como tecnólogo da informação
Descobri que tecnologia da informação é pura filosofia, sociologia e antropologia
Certamente foi como rejuvenescer meus pensamentos sobre a grande rede
Engraçado que com uma lógica intrinseca, seguindo um caminho que eu mesmo tracei por entre a WWW (Word Wide Web de Tim Berners Lee)
Senti através do meu monitor, por entre as janelas usando meu mouse (criações de Engelbart) para navegar
O grande paradoxo da universalidade sem totalidade, que agrega a esse espaço um tipo de infinitismo e o faz tão ameaçador e ao mesmo tempo uma ferramenta para construção do conhecimento
Criei mentalmente filtros de informação, que me fazem ler um artigo ou não ler
Naveguei através do ciberespaço, em meio a multimodularidade
Hiperdocumentos ligados uns aos outros me trouxeram até aqui, nesse blog multimodal hipermidiático que complementa o grande hiperdocumento.
Com muito entusiasmo, percebo que os grandes pioneiros da tecnologia da informação, se misturam entre filósofos e engenheiros da computação
E que computadores são apenas os dispositivos que nos colocam em contato com esse enorme documento
E então meus olhos brilham de novo para esse universo da informação