𝐒𝐲𝐧𝐨𝐩𝐬𝐢𝐬 : Coming home to find a touched starved Bucky | drabble + porn without plot
Bucky’s broad chest heaved under the half-unbuttoned white dress shirt, exposing his chest exposing the faint scars that mapped his body. His pants hung open at the fly, the zipper pulled down just enough for his flesh hand to slip inside, gripping his hardening cock with desperate strokes. The metal fingers of his other hand clenched into a pillow, pressing it hard against his mouth to stifle the, needy groans escaping. His eyes were squeezed shut, body sprawled out like a man starved, hips bucking subtly into his own fist.
You'd come home early, hoping to surprise him, but the sounds from the bedroom door drew you in. Peeking through the crack, you watched, heart pounding as Bucky worked himself faster, his metal arm flexing with restraint. Sweat beaded on his forehead, his breaths ragged against the fabric. He was so lost in it, touch-starved from weeks of neglect, that he didn't hear your soft footsteps approaching. Closer now, you took in the full sight: legs spread wide, shirt riding up to reveal the V of his hips, his hand pumping steadily along his thick length. “Enjoying yourself?”you said, voice low and teasing, leaning against the bedpost. Bucky's eyes snapped open, blue and wide with shock. He yanked the pillow away, his face flushing a deep red as he froze mid-stroke. “Baby... fuck—“ he stammered, voice husky and breathless, caught red-handed in his most vulnerable moment.
You smirked, eyes roaming over his exposed skin, lingering on the way his cock twitched in his grip. “Don't stop on my account,” you murmured, stepping closer, your own arousal stirring at the sight of him so undone. Bucky's flustered expression softened, his metal hand reaching out to grab your wrist. He guided your hand down, pressing your palm against his cock where his own fingers had been. “Help me?” he pleaded, voice rasp with need, his flesh hand falling away as he let you take over. Your fingers wrapped around his cock, feeling the weight and heat of it, the veins pulsing under your touch. He was already slick with pre-cum, making the glide easy as you started stroking him—slow at first, base to tip, twisting your wrist just the way he liked. Bucky groaned, head falling back against the pillows, his metal arm bracing against the headboard. “God, yes... just like that,” he rasped, hips lifting to meet your hand.
You leaned in, free hand pushing his shirt open further to trace the ridges of his abs, feeling them contract under your fingertips. “All that stress from Congress... this what you needed?” you teased, pumping faster now, thumb circling the sensitive head to smear the leaking fluid. “Fuck, yeah,” Bucky panted, eyes locking onto yours, dark with lust. His flesh hand gripped the sheets, knuckles white, while the metal one hovered near your shoulder, cool fingers brushing your neck. “Been thinkin' about you... your hands on me... every damn night.” He thrust up into your fist, the wet sounds of skin on skin filling the room, his cock swelling thicker in your grasp. You varied the pace, squeezing tighter at the base before loosening up the shaft, watching his face contort with pleasure. “Tell me how bad you want it,” you demanded, voice dropping lower, your own pants tightening uncomfortably.
“So bad, baby... please, don't stop—ah, shit,” Bucky whimpered, his body arching as you focused on the underside, stroking that spot that made his thighs tremble. Pre-cum dribbled steadily now, coating your fingers, making each slide smoother, filthier. His breaths came in sharp gasps, chest rising and falling rapidly, the flush spreading down his neck.You could feel him getting close—the way his cock throbbed, the tension coiling in his muscles. “Gonna cum for me, Bucky? Right here in my hand?” you whispered. “Yes—fuck, yes, I'm—“ Bucky's words cut off in a guttural moan, his hips snapping up one last time. Hot spurts of cum erupted from his tip, painting your fingers and splattering across his stomach in thick ropes. He shuddered violently, metal hand clamping down on your arm—not hard enough to hurt, just enough to ground himself—as wave after wave pulsed out, his body milking every drop under your relentless strokes.
Bucky slumped back, chest heaving, a satisfied grin breaking through the haze. “Christ... that was... thank you,” he murmured, pulling you down for a messy kiss, tasting of relief and lingering desire.
gente, tenho alguns plots guardados aqui, e queria muito a opinião de vocês pra dissertarmos sobre, vermos se realmente se encaixam nos idols que imaginei… queria muito que vocês opinassem!
em primeiro temos; cheol papai.
── .✦ imaginei um smut do papai scoups sendo viúvo, e contratando você para ser babá do filho ou filha dele. o mais puro plot clichê, onde ele se apaixona pela babá, e acaba transando com ela. smut com contexto, sabe? ume pegada mais bonitinha mesmo.
em segundo, temos; san ghostface.
── .✦ aqui uma coisa mais cachorra mesmo; você sendo a namorada do woonyong, e comentando com ele que tinha muita vontade de ser fodida com ele fantasiado de ghostface. seu desejo é realizado, mas por baixo da máscara não é seu namorado, e sim o melhor amigo dele: san.
por último, mas não menos importante; mingyu cowboy.
── .✦ você atenta de todas as maneiras possíveis o peão da fazenda de seus pais, até que ele atenda seus desejos: foder você escondido do seu pai, com muito peso na consciência, e medo de ser demitido.
★. Sinopse: as coisas seriam mais simples se você abaixasse a cabeça e agisse como um bom ômega de décadas atrás, mas você sempre o confronta, e ele devolve com vantagem. Os dois saem um pouco mais fracos toda vez.
🚨Avisos/tags: NSFW, universo abo, sexo bruto, sexo desprotegido, violência, sangue, ingestão de sangue, briga, linguajar grosseiro, meio sombrio e Rafe sendo um filho da puta de marca maior.
★. Palavras: 3.8k
2° pessoa - passado/presente
Você é fodido enquanto sangue vaza do seu nariz.
O balanço do corpo apressa a linha que desce.
A boca de Rafe acumula sangue enquanto ele te fode.
O bufar expele o excesso para além dos lábios.
E o gatilho que disparou a bestialidade de hoje, foi um amargo episódio de ontem...
Você aproveitava o frescor do domingo na varanda de casa, mergulhando nas últimas sete páginas do romance água com açúcar que procrastinara tanto para terminar. Mas teve o foco roubado por um cheiro ardido que irrompeu de repente, dominando o espaço e fazendo seu nariz pinicar.
Uma silhueta familiar se aproximava, com passos de bigorna e o pescoço curvado.
Era JJ atravessando o quintal, seu maninho.
Ele sentou em cima da mesa, bem onde você apoiava o livro, propositalmente próximo demais, obrigando-o a retirar a sexta arte dali para dar espaço ao traseiro folgado.
A essência que JJ rotineiramente exalava assemelhava-se ao aroma cítrico de uma laranja; naquele momento, era como se o ácido da fruta acumulasse forças no alto, carcomendo-a do topo ao centro.
No céu de madeira velha, uma lâmpada amarela brincava de sol, iluminando os hematomas marcados no rosto e o roxo vivo circulando um dos olhos do alfa.
Você foi tomado por preocupação e, após segundos assimilando, por raiva. Mas reprimiu o sentimento, pois sabia que era pela falta de serenidade que seu irmão viera tão invasivo a seu encontro.
Você agasalhou as costas da mão dele com a palma quentinha da sua, permitindo que seus feromônios pairassem para amaciar os nervos. — O que aconteceu? — esperava por um tom desagradável na resposta; via-se esmagando os dedos de JJ caso ele o fizesse encolher na cadeira.
Entretanto, apesar de permanecer bicudo, a voz do loiro entrou mansa nos ouvidos. — O nojentinho do seu namorado Kook aconteceu, pra surpresa de zero pessoas.
— Eu não namoro aquele traste! — negou de supetão.
Vocês treparam em uma festa uma vez, dentro de uma jacuzzi, e, desde então, Rafe se tornou uma cadela louca por você. Fora uma sexta borrada. Você não estava sóbrio, e Rafe também não - era o que ele dizia -, mas das três fodas e do boquete que vieram depois, vocês recordariam até caducar.
Enquanto tratava dos roxos e vermelhos do garoto azedo, você ponderava sobre faltar no trabalho amanhã.
Afinal, cuidava do jardim da família Cameron. Trocar qualquer tipo de interação com o cara que agredira seu irmão era o mesmo que pedir demissão - e talvez um processo.
Você estava possuído.
Ainda assim, seus pés pousaram nas terras douradas pela manhã.
Até metade do dia, conseguiu evitar a tormenta. Podou os arbustos dos fundos quando Rafe surgiu na entrada; dava meia-volta para afogar as plantas que decoravam o hall sempre que ele brotava nos fundos. Às vezes, adiantava as pausas entre os afazeres, fingindo uma sede insaciável e se entupindo de água, antevendo o xixi como mais uma desculpa para evaporar, caso o execrável decidisse transitar no mesmo espaço que você.
O dia parecia um texto prolixo que não chegava ao ponto; te lembrava do livro que aturou durante meses para chegar a um final tão brocha quanto o início e o meio.
Você se perguntava se ele não tinha um rolê para se acabar, um daqueles encontros de gente burguesa para ir ou uma carreira de pó para cheirar.
A real era que, quando tinha o seu açúcar pesando na balança, passava a ser você e fio da meada. Seu cheiro virava um braço extenso e rosa-chiclete, culminando num punho rente ao rosto de Rafe, que o atraía com um indicador sedutor.
Ele levaria a tempestade até você.
A piscina era o passo final. Você esperava, no máximo, ter que juntar algumas folhas com a rede - o trato nela era constante - e, pisando no chão quente de pedra que cercava a fundura, não testemunhou nenhuma surpresa sobre a água.
Mas, fora dela, repousava Rafe em uma espreguiçadeira.
Ele usava óculos escuros, podendo encarar o céu radiante. Suor acumulava abaixo do nariz e grudava os fios castanhos na testa. Do lado, um copo de limonada ao sol que, por milagre, não borbulhava. Os lábios dele, entreabertos, disparavam arfares pesados.
Seus pés travaram de imediato, o tronco avançando um pouco mais antes de também petrificar.
A visão era ampla. Foi uma missão impossível deixar de reparar na mão que se arrastava sobre o abdômen exposto, lenta e levemente, enquanto a segunda se perdia no poliéster, subindo e descendo sob o tecido preto, logo ali, do outro lado da piscina.
As pernas de Rafe estavam afastadas, com os pés firmes no chão, um de cada lado da espreguiçadeira. Ele ondulava os quadris para cima, um tanto fora de ritmo com a palma veloz. O cordão branco da única peça vestida, desamarrado, escorria para os lados, diluindo-se nas listras laterais da bermuda. Na segunda camada, a mão e o pau tinham veias salientes tensionadas, e o pano fino brilhava tanto quanto a pele suada, incapaz de conter o que a protuberância liberava.
Ao ar livre, desprotegido de qualquer olhar desavisado, Rafe se masturbava.
Você sentiu o cheiro da excitação do alfa de longe.
Amêndoas.
E desconfiou, obviamente. Aquele cheiro já estivera impregnado em suas roupas, afinal.
Era sedutor; te chamava.
De jeito nenhum você era um desavisado!
Rafe sorriu, e não foi para o sol que tanto observava; os lábios rosados se esticaram para você.
E bastou aquilo para que seus dentes colidissem e a raiva se acumulasse nos punhos cerrados. Para não espairecer na mandíbula do Cameron, você girou os calcanhares.
Não voltando, mas, sim, fugindo.
Pois Rafe o perseguia.
Os passos dele eram lentos, opostos ao seu caminhar apressado. — O que foi, lobinho? Tá me evitando por quê? — a voz vinha pelas costas, exalando presunção.
O apelido cantarolado era excruciante aos ouvidos e provocava ainda mais seus tremores. — Não fala comigo! — na finaleira, a frase se distorceu em um rosnado.
Rafe riu da sua zanga, sem captar a potência destrutiva à frente. Ele apostava baixo no fogaréu que emanava de você e se divertia enquanto podia. — Eu até gosto dessa brincadeira de perseguir e tal, mas você tá fugindo de mim o dia todo... — a presença do alfa elevou-se na retaguarda, tomando o cenário verde atrás. — Paciência tem limite, ainda mais se o cara estiver com o pau torando dentro da calça. — apertou o passo, perseguindo-o a pés descalços, amassando a grama até você com vontade de morder.
A pressa dele influenciou a sua, que da raiva nasceu e, do instinto, passou a ser criada.
Avistando o galpão do jardim entre a folhagem baixa, você mal pensou antes de correr até lá. Mas a vantagem de estar na frente não adiantou muito, tendo em conta que, ao chegar à zona de esperança, só houve tempo de abrir as portas e se pôr lá dentro. Assim que foi fechá-las, a palma pesada de Rafe bateu contra a madeira.
A partir dali, não havia insistência, força ou oração que o impedisse de entrar.
Ele dedicou o mínimo de si ao empurrar, e foi o suficiente para ir contra as suas vontades. Rafe ocupou o pequeno espaço junto a você, fechou a saída e permaneceu em frente a ela, sendo a muralha viva que frustrava as tentativas de fuga ensaiadas na sua cabeça.
O Cameron abriu a boca, mas o que ele pretendia dizer nunca foi expresso.
Porque você o calou com o punho.
Encará-lo plenamente era o limite que você tanto evitou ultrapassar durante o dia; não conseguir culminou em você silenciar os próprios instintos e avançar sem desviar os mirantes, acertando a mandíbula do alfa com um nível de violência que nunca direcionou a ninguém e que até duvidava cultivar dentro de si.
Por ainda estar embalado na aura odiosa, não foi capaz de reagir, de se surpreender com a própria atitude.
Diferente de Rafe, que, após o impacto, pendeu o rosto para o lado e, com o rosto pendido, ficou.
A força do golpe o fez voltar meio passo, tocando a área atingida. Ardência emergiu de dentro e encheu rapidamente as bochechas. Rafe cuspiu algo mais denso e líquido do que saliva naquele chão.
Para ele, era difícil crer que alguém com punhos tão pequenos o tivesse feito sangrar. A face virava uma nebulosa estupefata, encarando uma estrela vermelha na areia.
— Você… — Rafe lambeu o indicador e o médio, umedecendo-os na língua sangrenta. — Com esses pulsos finos… — voltou a te encarar, os olhos azuis mais frios do que antes. — Foi capaz de fazer isso comigo? — posicionou os dedos sujos de sangue ao lado da ruptura e sorriu, os lábios esticados para o lado machucado do rosto e um filete vermelho escorrendo do canto da boca. — Você é mesmo uma caixinha de surpresas… pena que nem todas são boas; na real, a maioria é bem ruim. — te gravou de baixo para cima, achando fofa a sua bravura, mas, ao mesmo tempo, cansado de lidar com ela.
Os feromônios se espalharam. Você reconhecia a solidez da excitação do alfa, intransparente naquele momento; marcava na bermuda, sem cueca para pacificar.
Você tinha certeza de que Rafe ficou mais duro após o soco.
Assim como você ficou molhado depois de dá-lo.
Seguida da explosão bruta, veio a percepção de que o cara à sua frente não havia expelido apenas sangue... Uma espiadinha ligeira serviu aos seus olhos a mancha de pré-sêmen acumulando-se onde a ponta do pau esticava o tecido, pouco acima do meio das coxas.
O alfa molhava a frente da bermuda, já você, molhava a frente e a traseira do short que vestia. Por sorte, seu blusão cobria as manchas, e a lubrificação não vazava tanto a ponto de escorrer pelas coxas. Os inibidores - que você nunca esquecia de tomar antes de frequentar a residência dos Cameron - também ajudavam no controle dos feromônios.
Você ergueu a cabeça, observando o dano que causara ao rosto esbelto. "Ele fica bonito machucado", pensou "devia apanhar mais".
Acima do seu feito, havia um corte na sobrancelha de Rafe; você se lembrou de JJ lhe narrando a porradaria de domingo, e isso te fez sentir o chão sob os pés. — Fica longe do meu irmão. — deu um passo à frente, mas parou antes do segundo, senão escorreria. — Se eu souber que você o machucou, juro que faço isso aí na sua cara parecer um carinho. — era uma ameaça que você não sabia como cumpriria, mas que garantia a tentativa.
Rafe franziu as sobrancelhas, ignorando o ardor da ferida. — Pera… é por isso que cê tá tão esquivo hoje? — levou dois dedos acima do nariz, beliscando a pele no espaço entre os olhos. — O merdinha não aturou a surra e ainda precisa que um ômega o defenda? Que deprimente. E ele ousa se considerar um alfa? Porra...
JJ era orgulhoso, ele nunca te pediria para assumir uma rixa que não fosse sua. Você era apenas um irmão preocupado.
O alfa cruzou os braços, rindo baixinho do próprio pensamento antes de externalizá-lo. — Ele te usou pra descarregar, né? Foi gozada dentro ou fora? — largou ao vento e fixou os olhos em você, entretido. — Espero que fora. Seria um puta desperdício um ômega tão bonito dar à luz a uma ninhada de bizarrinhos deformados. Já assistiu Pânico na Floresta?
Seu olhar mergulhou nas íris claras.
Não tinha como digerir.
Os punhos cerraram, os músculos tencionaram e o sangue esquentou. — Para de falar merda! — rosnou enquanto sentia a ânsia escalar a garganta.
Por motivos diferentes, você queria rasgar seu estômago e o de Rafe com os dedos.
— Cadê o senso de humor, lobinho? Tô brincando! — ele estava com a cabeça levemente inclinada, e os olhos pareciam travados no tempo. Era um semblante arrogante na superfície que, para quem encarava, tornava-se um malévolo inquietante. — Mas eu não julgaria, sabe… se eu tivesse um irmão gostoso como você, acho que não resistiria à tentação.
Você recuou a passos duros conforme Rafe se aproximava serenamente. Nesses segundos arrastados, pensou no porquê de não ceder ao baixo nível, e não encontrou motivos. Já não mais exalava do mesmo doce, nem com a influência amendoada do alfa tiranizando no galpão.
Rafe encaminhou a palma rumo à sua bochecha para acariciar, mas você deu um tapa estalado nela antes que pousasse. — Você tem uma irmã gostosa. Já pensou em foder ela? — um sorriso quase lhe escapou quando Rafe travou no lugar. — No cu dos outros é refresco, né? Babaca!
O Cameron vacilou, com o olhar disperso e o lábio inferior contido atrás dos dentes. "Touché" mentalizou. — Não sou como você, Pogue. Eu não dou brecha. — tentava equilibrar-se na mesma postura, mas você sabia que o atingira, e, para ele, isso era mais doído que o soco de minutos atrás. — A Sarah é uma vadia; ela com certeza já ouviu esse tipo de coisa. Só seria um problema se chegasse até mim, aí eu teria que defender o nome da família quebrando alguns dentes.
Ele estava pedindo.
E você estava disposto a dar.
Sua mão, com a palma aberta daquela vez, voou na mesma direção, para acertar o mesmo lado, cutucar e piorar a divisão.
Mas ela parou a centímetros do rasgo.
Rafe segurou seu pulso, rodeando-o até que os dedos se encontrassem e formassem um segundo andar com as pontas. — Eu planejava ser carinhoso… mas se você prefere brincar assim, por mim, tudo bem. — começou a apertar, sentindo o contorno dos ossos abaixo das camadas macias.
Você engoliu um chiado de desconforto, puxando o braço num movimento que também jogava seu corpo para trás.
A insistência só piorava a dor do aperto - qual seria a cor da marca? - mas, para sua surpresa, se viu livre dele. Rafe o largou, e suas costas, por pouco, não bateram contra a parede.
Ao encará-lo, não teve tempo de formular um xingamento para cuspir, pois viu o punho do alfa crescer em sua direção numa velocidade que te faria tremer, caso a distância permitisse.
Acertou seu nariz em cheio e, agora sim, cá estamos.
Você vê por meia pupila; tudo turvo. As bochechas estão quentes, a madeira raspa no dorso, o corpo abrasa e os cheiros são uma zorra. A dor, concentrada no meio da cara, ainda causa enxaqueca, mas deixou de ser a grande influência há incontáveis minutos.
Desde que você cambaleou, com as mãos cobrindo a área atingida, e Rafe abaixou a bermuda, você tenta distinguir o momento em que a aflição, que te deixava zonzo, deu lugar à bambeza causada pelo pau dele, que te abre sem um pingo de cuidado.
Tudo se diluiu tão rápido... você ficou sem saber o que sentir!
Rafe o socou; dói, mas é suportável. Agora ele está fodendo o seu buraco escorregadio contra a parede de madeira, a mesma em que você se chocou depois que ele lhe bateu.
É gostoso, mas você está puto.
Os feromônios exalados pelo alfa têm mais poder do que a mão grande apertando sua cintura e o braço musculoso que se engancha na parte de trás do seu joelho, levantando sua perna direita.
Com o queixo sobre seu ombro, Rafe arfa. — Tá molhadinho... — pressiona o peito nu contra o seu peito coberto, roçando o abdômen suado na sua piroca inchada enquanto investe para dentro e para fora numa vagareza torturante. — faz… faz muito tempo? Pensei que fosse… fosse doer quando eu metesse…
A fala atrai sua atenção e liberta sua cabeça da repetição de pensar em tudo sem mover um músculo.
Você leva as mãos para o pescoço do Cameron, espremendo. Ao sentir o gogó protuberar sob os dedos, você penetra com as unhas, rasgando meias-luas nas laterais.
Rafe fita seus olhos, com a respiração presa e a boca entreaberta. Os quadris travam na retirada; centímetros grossos esfriam enquanto a ponta alojada despeja pré-sêmen na sua entradinha, misturando porra à lubrificação natural. O cheiro dele vai custar a sair de você. — Que fachada... Não adianta fingir que é forte! — devido a escassez de ar, a voz soa acelerada.
Não há hipocrisia na frase, ele apenas gosta de sentir suas mãos o matando.
Gosta tanto que bate a virilha na sua bunda.
E só não colide com as bolas porque elas estão cativas abaixo do cós da bermuda - que se encontra arriada até o começo das coxas, com a barra esvoaçando nos joelhos.
Você responde no momento em que aquele pau enorme atola nas suas entranhas. — Não tô fingindo! — foi um grito. Um grito choroso que você escolhe ignorar. — É difícil pra você lidar com alguém que não pode controlar? — suas paredes, contraindo, chupando e chamando para dentro, fazem do seu tom uma baderna manhosa e embolada. Pelo menos você não gagueja.
Ocupa tanto espaço dentro e fora de você.
Dentro e fora...
— Não posso controlar? — murmura Rafe, baixo e arrastado. Ele sente as nuvens dentro de você, pulsando tão forte que dói. As pálpebras pesam, ocultando metade dos olhos. — Engraçado você dizer isso de pernas abertas pra mim, se contorcendo enquanto meu caralho arregaça seu buraquinho. — um sorriso debochado cairia bem agora, mas o alfa apresenta concentração e pupilas dilatadas.
Ele admira suas lágrimas, prestes a derramar as próprias.
— Não é disso que eu tô falando! — você chora de frustração, sem saber se por querer gozar ou pela raiva que cresce junto ao prazer.
— Mas é o que tá acontecendo. E você adora, ama quando eu mostro quem manda. — as marteladas retornam mais rápidas, mais fundas e mais quentes.
Seu ventre acende.
Você joga a cabeça para trás e arrasta as unhas cravadas para baixo, abrindo linhas na carne do pescoço à frente, de onde pequenas e grandes bolhas de sangue se acumulam. O suor leva algumas delas, salgando as feridas.
Influenciado pelo ardor que a sujeira gera, Rafe lateja muito forte, mal sentindo a pele que cobre o pau de tão duro que está. — Uh! Cacete! — emite por entre os lábios, mais audível a cada segundo. O alfa afasta as pernas para bater profundamente em seus nervos, lança os quadris para frente ao que também joga a cabeça para trás e, aos poucos, reconquista sua fragrância adocicada, ficando bêbado com ela.
A madeira colada às suas costas treme conforme seu corpo balança no sentido dos golpes violentos, indo para cima e para baixo contra a estrutura áspera - você é um fantoche fincado no pinto dele.
O movimento tira um fio de sangue do seu nariz lesado. Desce rápido demais, e você sente o gosto primeiro, quando já enferruja os lábios.
Não há tempo para compreender, pois a boca macia de Rafe se fecha sobre a sua.
Ele curva o pescoço para meter a língua, empurrando a própria saliva e o seu sangramento para dentro, assim como estoca a própria porra e faz a sua lubrificação retornar no buraco de baixo; chega rosa no queixo e pinga branco no chão.
Os gemidos manhosos do alfa ecoam na sua garganta, abafados quando as pausas para respirar alto terminam. Os narizes atritam-se brevemente, provocando uma lamúria. A mão que antes apertava sua cintura agora abraça seu quadril, puxando-o de encontro às estocadas ansiosas, e o braço que levanta sua perna segue firme na missão, mesmo com o suor dificultando.
Sob tantos estímulos, Rafe se perde no formigamento crescente do abdômen e esquece das outras funções; ele constantemente para de mover a língua, só gemendo contra seus lábios enquanto fode.
Mas você está enjoado de sentir apenas o gosto do que lhe foi arrancado naquela união.
Durante o espancamento remodelador, sua mão encarna a dona aranha e sobe pela nuca dele, juntando os fios castanhos entre os dedos. Um puxão violento finda o que você chamaria de 'bate boca' e, antes que um protesto escape, você enfia dois dedos bem lá no fundo. — Lambe. — sussurra.
Mas ele morde.
Então você separa as juntas - mesmo que machuque -, encontrando, no interior da bochecha, a ferida que parou de sangrar, e usa o dedo médio para pressioná-la.
Rafe choraminga e espreme os olhos; dói. Mas, em compensação, ele fica mais duro e, de testa franzida pelo desconforto, soca forte.
Só quando jorra gozo, lágrimas e sangue do alfa é que você volta a beijá-lo.
Entretanto, o que perdura é o bater de lábios, com o Cameron soltando gemidinhos entrecortados, eufórico enquanto o abdômen contrai e exaltado ao se testemunhar entupindo seu ventre de porra grossa.
O saco convulsiona como se houvesse um coração pulsando em cada bola.
Ele tenta focar no beijo, mas o cérebro já virou mingau. — Nngh, porra! — os olhos brilham com lágrimas que não descem, quase totalmente brancos de tão revirados. Rafe suga o lábio inferior para dentro, se mordendo e exibindo os dentes.
Os corpos estão colados. Suor é cola.
Aquela piroca entra e sai com tanta brutalidade que sua bunda bate na parede atrás, e o esperma praticamente o penetra junto, sendo lançado no formato de fios espessos que imediatamente chutam a porta do destino.
O esporro continua e Rafe para, fincado até os pelinhos da virilha encostarem na sua rodela inchada. O sêmen é demais, se acumula na borda e esguicha pelos lados. A parcela que fermenta dentro é cremosa, muito quente; te deixa aéreo, falham-te as pernas.
O alfa pressiona os dedos sobre a sua barriga, projetando o formato da própria glande através da pele.
Rafe não acha o seu ponto G, ele força o seu ponto G a encontrar o pau dele.
No decorrer das últimas latejadas no seu buraquinho, você finalmente chega lá: a ansiedade domina o seu peito por breves segundos, antes que quilos de frustração sejam expulsos junto da porra saltando do seu pau negligenciado, manchando sua camiseta e banhando o abdômen de Rafe.
Aquele sorriso estúpido regressa e tudo rui para você, como antes de trepar loucamente. — Só a minha pica pode entrar aqui, entendeu? — o pau dele não amolece por completo, mas ele tem a decência de retirá-lo devagar - o formato fica - e te ajudar a se equilibrar.
Você quer limpar o sangue da cara, mas desiste - os braços estão molengas demais.
O ar esfria seu anel arregaçado, que contrai enquanto a carga acumulada cai feito cascata. Rafe observa fixamente no tempo em que levanta a bermuda e leva uma das mãos para baixo do cós, a fim de ajeitar a posição do pau sob o tecido.
— Aham. Vai sonhando. — você responde com tédio, evitando a face de Rafe para um bem maior.
O alfa se põe de costas, arrastando os pés rumo à porta e abrindo uma fresta para verificar os arredores. — Tomou a pílula? É bom ter tomado. — desbrava um nível novo de rouquidão, ainda descendo do pico.
— Tomei antes de vir pra cá. — apesar da raiva e do nojo matinais, você sabia que não resistiria, então precaveu-se.
— Bom garoto. — ele volta a te encarar, respirando pela boca enquanto o peitoral pesado infla e desinfla.
Você decide que vai dormir na Kiara aquela noite; não podia voltar para casa cheirando a amêndoas.
*Vamos fingir que eu não usei o hífen de maneira totalmente errônea OK! O travessão já tá na fala, se eu usasse em qualquer outro sentido ficaria confuso 😩 e também é a minha primeira vez escrevendo abo!!! Não sei se fiz bem
⤿ Toji não é alguém que demonstra carinho, pelo menos não do jeito que você imaginaria. Ele prefere passar tempo com você, fazendo jantares românticos — na medida do possível — e passando tempo com você.
⤿ Ele é surpreendentemente bom na cozinha, principalmente se tratando de carnes. Ele pode não admitir, mas adora quando você o elogia.
⤿ Ele foi quem deu o primeiro passo no relacionamento. Você trabalhava em uma cafeteria local que ele frequentava; não muito depois o homem o chamou para sair depois do expediente.
⤿ O que ele mais gosta no relacionamento de vocês é que não há cobranças, vocês confiam o suficiente um no outro para serem livres.
⤿ Não é muito bom com presentes, ele é muito indeciso quando se trata de presentear você, tanto que demorou mais de 4 meses para escolher a aliança perfeita.
⤿ O que ele mais gosta em você fisicamente é sua altura, você é bastante baixo se comparado à ele e o mesmo adora isso e o fato de te conseguir dominar tão facilmente.
⤿ Gosta de te chamar de "gatinho", sente que te define bem e combina com seus olhos levemente afiados.
⤿ Seus pais não são os maiores fãs de Toji, o acharam muito velho e bruto para alguém como você, mas mantém uma relação de respeito mútuo.
𝐍𝐒𝐅𝐖 ✔︎
⤿ A primeira vez de vocês demorou para acontecer — para os padrões de Toji, é claro — você era virgem e não sabia quase nada sobre esse mundo. Não é preciso dizer o quanto Toji ficou feliz em te ensinar tudo que podia.
⤿ Apesar de nunca ligar para o bem-estar de seus parceiros de caso após o sexo, você foi diferente, ele foi gentil e atencioso em sua medida, até mesmo lhe dando um banho rápido após o ato.
⤿ Gosta apenas de ser o ativo e dominar você, não lida muito bem com o fato de receber ordens.
⤿ Sem proteção na maioria das vezes, possui um pau grosso e sente que preservativos o apertam muito.
⤿ Nao recusa uma boa foda, mesmo em público, basta ficar duro e ele te levará até algum canto minimamente escondido.
⤿ É alguém muito sexualmente ativo, mesmo que já não esteja tão novo.
⤿ Por incrível que pareça, não é um fã de sexo no chuveiro ou em lugares que envolvam água.
「𝗚𝗢𝗝𝗢 𝗦𝗔𝗧𝗢𝗥𝗨」
𝐒𝐅𝐖 ✔︎
⤿ Satoru é a pessoa mais melosa que você vai conhecer, ele é tão apegado a você que é difícil não os ver juntos em qualquer lugar que você esteja.
⤿ Satoru é burro, não sabe cozinhar e tão pouco limpar alguma coisa, sempre teve funcionários para realizar essas tarefas durante toda a sua vida. Porém, ele gosta de ficar ao seu lado sempre que você está cozinhando, tentando aprender mais para caso algum dia você o deixe cozinhar junto.
⤿ Se conheceram em uma festa privada, sua beleza rapidamente capturou a atenção do garoto mais alto.
⤿ Demorou muito para o mesmo conquistar você, teve que provar que poderia sim ser um namorado bom e atencioso, abandonando de vez as múltiplas festas que ia.
⤿ Adora toques físicos e elogios, gosta de te abraçar e pegar em seu colo, sua altura e força — infelizmente — facilitam isso.
⤿ Não tem pena nenhuma de seu dinheiro, ama gastá-lo com presentes caros e personalizados para você, adora o mimar e nunca te deixa recusar nada.
⤿ Seus programas favoritos com você são viagens para fora do país, adora conhecer novos lugares com você ao seu lado.
⤿ A característica que ele mais gosta em você são seus lábios macios e carnudos, ele é obcecado de uma forma não saudável por eles.
⤿ Adora quando você faz seu skincare perto dele, sempre pede para que você faça nele também.
⤿ Sua altura o torna muito desajeitado, então sempre leva pequenas broncas de você por derrubar coisas.
𝐍𝐒𝐅𝐖 ✔︎
⤿ Satoru é alguém bastante criativo, então sempre arruma um jeito de inovar o sexo e a forma de dar e sentir prazer.
⤿ É majoritariamente ativo, já experimentou ser o passivo e não gostou muito, com você os papéis são bem definidos, com ele sendo o ativo sempre.
⤿ Uma coisa que o mesmo adora é ser provocado em público, sentir sua mão deslizar por sua coxa e virilha por debaixo da mesa em jantares o deixa louco. Mas não se engane, ele não vai o foder em público, será paciente e esperará até poder te levar para casa.
⤿ Usa preservativos em quase todas a vezes, tem uma gaveta lotada deles, com diferentes texturas e sabores.
⤿ É um grande apreciador de preliminares extendidas, ama usar seus longos dedos em você.
「𝗚𝗘𝗧𝗢 𝗦𝗨𝗚𝗨𝗥𝗨」
𝐒𝐅𝐖 ✔︎
⤿Suguru é alguém que transita bastante entre dois mundos, o de amar seus beijos e carinhos, porém não conseguir demonstrar na mesma intensidade o que sente por você.
⤿ Vocês se conhecem desde muitos novos, eram melhores amigos que se tornaram namorados após crescerem.
⤿ É muito ciumento com você — era desde que eram apenas amigos, mas isso intensificou —, ele não admite, mas as vezes odeia o fato de ser namorado de alguém tão bonito e chamativo.
⤿ Não sabe externalizar seus sentimentos quando algo dentro de seu relacionamento o incomoda, apenas fica mais distante e frio até que você perceba.
⤿ Ele adora tomar banhos longos com você em sua banheira, longe dos barulhos de fora e com a sua doce companhia.
⤿ A parte que ele mais gosta em você são seus cabelos, possuem leves cachos que ele adora traçar os dedos e sentir o doce cheiro do seu shampoo de morango.
⤿ Você deu o primeiro passo definitivo, foi o primeiro a beijar e a propor coisas mais sérias. Isso é algo que ele agradece, talvez ele nunca tivesse esta coragem.
⤿ É muito inseguro com sua aparência, principalmente se comparado à você, alguém que sempre é elogiado e reconhecido por sua figura e aura angelical.
⤿ Seus pais os apoiaram incondicionalmente, eles sempre deram leves indiretas de como Suguru seria o genro e homem perfeito para cuidar de você, podemos imaginar a festa quando vocês anunciaram seu noivado.
𝐍𝐒𝐅𝐖 ✔︎
⤿ Geto é lento no sexo, gosta de ser carinhoso e aproveitar ao máximo cada minuto com você.
⤿ Sempre o ativo, mas prefere ser submisso, sente-se mais confortável recebendo ordens ao invés de dá-las.
⤿ Ambos eram virgens quando fizeram sexo pela primeira vez, foi um momento de descoberta para ambos.
⤿ Tem uma leve fantasia de ser vendado por você, mas não sabe como te contar isso.
⤿ Sempre usa preservativos, isso não é discutível.
⤿ Não gosta de rapidinhas ou provocações em público, é bastante tímido e reservado.
⤿ Não sabe receber provocações muito bem, se envergonha facilmente.
⤿ Demorou 6 meses de namoro para sua primeira vez, já que ambos queriam mas não sabiam como falar para o outro.
「𝗡𝗔𝗡𝗔𝗠𝗜 𝗞𝗘𝗡𝗧𝗢」
𝐒𝐅𝐖 ✔︎
⤿ Ele definitivamente é a parte quieta do relacionamento de vocês, mas não se engane; ele adora te ouvir falar por horas à fio sobre algo que você gosta.
⤿ Você era seu novo secretário particular, ele te achou bonito desde o primeiro dia; mas as primeiras investidas sérias dele começaram após dois meses de trabalho.
⤿ Você foi o primeiro garoto que ele se relacionou, o assustou um pouco, visto que vocês tinham uma diferença de nove anos e personalidades quase opostas.
⤿Ele adora gastar sua fortuna com você, levando-o para restaurantes caros e exclusivos quase todas as noites quando sai do trabalho.
⤿ Assim que engataram um relacionamento, Nanami o tirou de seu trabalho mal remunerado e passou a pagar o aluguel e contas do apartamento de sua mãe.
⤿ Adora que você o visite em seu escritório, quando não fica envergonhado, até pede para que você fique sentado em seu colo o resto do dia.
⤿ Seu traço físico favorito em você é sua cintura fina, que ele tanto adora envolver suas grandes mãos.
⤿ É um apreciador de joias, então não é uma grande surpresa quando o mesmo chega em sua casa com colares e pulseiras feitas exclusivamente para você.
⤿ A princípio, as pessoas os enxergariam como um sugar daddy, porém, ele nunca se viu assim e nem quer que você o veja.
⤿ Ele adora te deixar dormir em seu colo enquanto responde seus e-mails tarde da noite, você é alguém que dorme cedo e se encaixa perfeitamente acima do homem mais velho.
⤿ Sua mãe o adora, visto que é um homem educado e elegante, acha que combina com você.
𝐍𝐒𝐅𝐖 ✔︎
⤿ Nanami é experiente na cama — algo que você estranhou, visto que ele era muito quieto —, você gozou em apenas alguns minutos após ser estimulado pelos dedos do loiro.
⤿ Ele é apaixonado por seus boquetes, adora fazer você engolir cada centímetro do seu pau grande e grosso.
⤿ Diferente de muitos homens, Nanami prioriza muito o prazer de seu parceiro, não para até lhe fazer gozar quantas vezes ele achar melhor.
⤿ Seu fetiche secreto é super-estimulação, em ambas as partes, mas tem receio de que você não consiga fazer isso com ele.
⤿ Sexo no escritório o deixa louco, as manhãs dele se baseiam em esperar pelo momento em que você leva a comida que cozinhou no almoço para ele — apesar de não ser a comida a única coisa que ele irá comer.
⤿ O uso de camisinhas não é obrigatório, porém se tê-las disponíveis irá usar.
⤿ Odeia e ama o fato de namorar alguém tão safado quanto você, ser deixado com o pau duro em suas calças sociais não é exatamente a melhor forma de passar o expediente.
— O barulho das hélices do ventilador velho era o único som que se ouvia no quarto de Mingi, seu corpo relaxado na cama após 10 horas de trabalho na fábrica, cada centímetro do seu corpo doía e seus músculos pareciam que iam romper a qualquer instante. Seus olhos negros se abriram ao som da notificação em seu celular, um áudio de seu namorado, clicou e logo a mensagem foi reproduzida.
| Hyung, meus pais saíram hoje, você pode vir me fazer companhia? Tô me sentindo sozinho
Um sorriso de canto se abriu no rosto do mais velho, finalmente aqueles velhos deram a brecha que ele precisava, a tensão em seus músculos deu lugar ao calor no meio de suas pernas, respondeu o garoto com uma frase curta.
Chego em 20 minutos, bebê |
Haru abriu a porta com aquela expressão hesitante, o olhar baixo, os lábios carnudos úmidos e um moletom largo demais cobrindo metade das coxas. As meias brancas, os pés descalços, o calção curto de dormir que deixava espaço demais para imaginação.
— Você veio mesmo… — ele murmurou com um sorrisinho safado, desviando o olhar, como se não estivesse morrendo de expectativa desde que apertou enviar naquele áudio.
Mingi entrou com passos pesados. A jaqueta preta ainda aberta sobre a camiseta justa. A calça escura moldava cada músculo das pernas, e o volume na frente deixava pouco pra imaginação, um sorriso de canto em seu rosto.
— Você me chamou, gatinho. Não posso deixar você carente e sozinho, certo? — ele perguntou, a voz baixa, arrastada, cheia de algo que soava como promessa. O sorriso era discreto, mas o olhar era de pura fome e tesão.
Haru fechou a porta com os dedos trêmulos. O peito batendo acelerado por dentro do tecido largo do moletom. Eles ficaram frente a frente por longos segundos, e Haru sentiu o cheiro quente de perfume misturado ao suor leve de Mingi, um aroma masculino e encorpado, tão próximo que o fazia querer pedir que Mingi apenas o jogasse por cima do ombro e o fodesse até a manhã.
Ele ergueu as mãos lentamente, seu rosto uma mistura de timidez e tesão.
Mingi apenas o observava, seus olhos nublados por luxúria seguindo cada movimento do mais baixo, a maneira como suas mãos pequenas e trêmulas seguravam em seu peitoral, como se quisesse um ponto de apoio.
— Posso, hyung? — Haru perguntou em um sussurro, seus olhos grandes e brilhantes alternando entre o olhar de Mingi e o pau do maior já duro em sua calça jeans preta.
O sorriso de Mingi cresceu em seu rosto, sua mão grande apertando levemente a bochecha corada de Haru.
— É todo seu, bebê. Mata essa carência sua com essa boquinha
A resposta foi o suficiente para que o menor ficasse de joelhos na sua frente, sua mão pequena traçava o desenho do pau de Mingi com curiosidade e desejo, suas unhas roçando por toda a extensão. Explorou de mão cheia, apertando levemente a carne grossa coberta pelo jeans que agora parecia apertado demais, sua mãozinha mal conseguindo cobrir a área inteira.
— Está tão duro, hyung. Ele fica assim só de me ver? — Haru murmurou, mais pra si mesmo do que pro outro, seus olhos mais interessados no que o aguardava do que na expressão de Mingi.
Um som gutural e quase animalesco saiu da garganta de Mingi, o peito arfando em tesão e desejo pelo garoto que agora estava ajoelhado no meio de suas pernas.
— Você me olha desse com essa carinha de puta, e quer que eu fique de pau duro? — respondeu com a voz arrastada, o peito subindo devagar com a respiração pesada, enquanto um sorriso de canto brincava em seu rosto.
Os lábios de Haru depositaram leves beijos por toda a extensão coberta do pau do mais velho, sentindo-o pulsar por liberacão. A mão ainda delineava, apertava, massageava devagar, enquanto os lábios começavam a explorar, ainda com aqueles olhinhos brilhantes e inocentes que faziam Mingi querer o afogar com seu pau.
— Você tá uma tesão beijando meu pau assim, bebê. Mas agora tira ele, usa essa boquinha nele direito, por favor.
Haru obedeceu sem dizer uma palavra, apenas um sorriso puxando o canto de seus lábios. Os dedos finos foram até o botão da calça, abriram com cuidado, e depois puxaram o zíper que lutava para conter o membro do mais velho com a lentidão de quem saboreava cada segundo. A cueca boxer preta estava colada ao pau grosso e pulsante, tanto pelo suor quanto pelo tamanho que tinha que comportar, pressionava forte contra o tecido apertado, a glande manchada de pré-gozo, implorando liberação.
Haru continuou provocando, dando leves mordidas na base do pau coberto, sua língua dando uma longa lambida do eixo à ponta, o gosto salgado e álmiscar invadindo suas papilas.
E então, ele puxou a cueca pra baixo.
O pau saltou com peso, grosso, com veias salientes e a cabeça já molhada de pré-gozo. Haru engoliu em seco, seus lábios ficando seco ao ver o que o aguardava.
— Nossa… — ele sussurrou, os olhos fixos e brilhantes naquele pedaço de carne puramente deliciosa.
— Você ainda se impressiona, gatinho? Ele já esteve na sua boquinha tantas vezes. — Mingi riu, a voz arrastada de quem já estava a ponto de explodir, usando uma de suas mãos para balançar levemente seu pau próximo ao rosto do mais novo.
— Ele sempre parece muito grande, hyung — disse com um biquinho brincalhão em seus lábios fofos.
Haru segurou com as duas mãos. Uma na base, firme, a outra explorando a cabecinha, sentindo o pré-gozo sujar suas mãos. Era quase hipnótico, ele lambia os lábios enquanto começava a passar a língua pela base, subindo devagar até alcançar a cabeça e envolver com os lábios, o sabor salgado e o cheiro almiscarado fazia sua entrada pulsar de tesão.
— Isso gatinho, chupa pra mim — Mingi murmurou, os olhos meio fechados, o maxilar travado e um sorriso de canto em seu rosto enquanto usava todo seu autocontrole para não foder Haru de maneira que ficaria rouco por semanas.
Haru sugava devagar, com a boca pequena tentando dar conta da grossura de Mingi. A cada movimento, mais saliva escorria pelo pau e queixo de Haru, pingando na calça abaixada. A língua de Haru rodeava a glande com maestria enquanto ela estava alojada em sua boca, seus olhos grandes se virando para cima, em busca de reconhecimento, que vinha em forma de gemidos roucos.
— Porra, gatinho. Essa sua boquinha me deixa louco, sabia? — disse com a voz baixa e rouca, seus dedos emaranhados nos fios do menor — Vai deixar eu gozar nessa boquinha, amor?
O mais novo afastou um pouco, lambendo a ponta sensível do mais velho, depois sussurrou com a respiração falha
— Por favor, hyung.
Mingi segurou seu queixo com delicadeza, puxando de volta com um sorriso malicioso, seus olhos escuros e nublados de luxúria focados no mais baixo.
— Então continua chupando, amor.
E Haru voltou, sem contestação alguma.
O boquete ficou mais sujo e desleixado, o garoto menor agora tentava engolir o máximo que conseguia do pau do mais velho, fazia pressão com os lábios, sua mão pequena estimulando a parte considerável que ele não conseguia engolir, sentindo o pau latejar cada vez mais forte. A glande pulsava com mais veemência agora, melada, o sabor salgado preenchendo a boca de Haru. Mingi soltava suspiros cada vez mais pesados, os dedos afundando no cabelo do garoto, a respiração dele estava irregular.
E então veio.
Os jatos de porra quente, forte, direto na garganta de Haru, ele engoliu o que conseguiu, o resto escorreu pelos lábios, pelo queixo e pingou em suas coxas. Mas ele continuava chupando, sugando até o último espasmo, como se fosse viciado naquele gosto amargo e levemente salgado. Quando tirou a boca, ofegante, o rosto estava com os fios brancos dos últimos espasmos após retirar o pau de Mingi da boca, respiração curta, os olhos grandes vidrados e nublados por luxúria.
Mingi o puxou pelo queixo, passou o polegar pelo canto da boca do garoto menor e empurrou devagar o esperma para entre os lábios. Haru gemeu baixinho, chupando o dedo com o que restava de força. O pau dele estava duro dentro do shorts, a cueca encharcada. Mas ele nem pedia socorro. Só esperava até o momento em que Mingi o levaria para cama.
— Porra, gatinho. Sabia que me dá um puta tesão esse rostinho seu cheio da minha porra, hm? — perguntou com um sorriso de canto, suas mãos grandes apertando as bochechas de Haru — Quarto dos seus pais, bebê? — perguntou com um sorriso, pegando o garoto menor em seus braços fortes, começando a subir as escadas.
Haru assentiu com um sorrisinho safado em seu rosto, escondendo seu rosto no peitoral do mais alto e ouvindo o clique da porta.
Provavelmente vou começar a escrever mais sobre idols de kpop agora, mesmo que talvez não dê tanta leitura, então caso queiram fazer pedidos a respeito disso, estão abertos.
𝒔𝒊𝒏𝒐𝒑𝒔𝒆. “Para sua surpresa: namorar um especialista
em sexo não era nada fora do comum. Isso até 𝗠𝗶𝗻𝗴𝗵𝗮𝗼
decidir trocar de posição: de um 𝗻𝗮𝗺𝗼𝗿𝗮𝗱𝗼 sexólogo
para, bom, um sexólogo 𝗻𝗮𝗺𝗼𝗿𝗮𝗱𝗼.”
─── 𝘁𝗲𝗿𝗮𝗽𝗲𝘂𝘁𝗮 𝘀𝗲𝘅𝘂𝗮𝗹! 𝘅𝘂 𝗺𝗶𝗻𝗴𝗵𝗮𝗼 × 𝗹𝗲𝗶𝘁𝗼𝗿𝗮.
𝗖𝗔𝗧𝗘𝗚✷𝗥𝗜𝗔: smut. 𝗣𝗔𝗟𝗔𝗩𝗥𝗔𝗦: 22.000.
𝗔𝗩𝗜𝗦✷𝗦: descrição de sexo explícito, dinâmica de
dominação e submissão, pussy spanking, masoquismo,
penetração, dacryphilia, ass play, tapas no rosto, squirt,
cum eating, degradação, hate-sex & superestimulação.
─── 𝗡✷𝗧𝗔𝗦: não, eu nunca assisti dr. who.
— 𝗦𝗘𝗦𝗦𝗜✷𝗡 𝟬𝟭: Segunda-feira, 31 de março.
Poderia contar nos dedos quantas vezes já havia entrado no consultório do seu namorado. O motivo não era por recusa dele ou sua — honestamente, sequer existia um motivo. Só nunca havia um pretexto para que você estivesse lá. Por isso, quando Minghao insistiu que você fosse pessoalmente vê-lo ao invés de te esperar na cafeteria do outro lado da rua como sempre fazia, sua cabeça se encheu de curiosidade. E, modéstia à parte, era uma mulher muito criativa. Já contabilizava a vigésima quarta teoria da conspiração quando o elevador finalmente chegou ao seu andar.
Na vigésima sexta teoria, caminhava entre os corredores, observando como as diferentes especializações que compunham o edifício faziam com que o interior dele mais parecesse um mosaico. Nessa história, o único ponto positivo para a sensibilidade dos seus olhos é que as cores escolhidas eram todas sóbrias — felizmente, analistas tinham a tendência estranha de fugir de qualquer coisa que não remetesse a madeira velha e traumas parentais.
A carreira do seu namorado nunca se mostrou como empecilho para você. Pelo contrário! Não negava que o fato despertou um interesse maior no início, sentiu-se mais atraída e nem era pelo motivo mais óbvio. O ponto atrativo, na verdade, foi o fato de Minghao ser uma caixinha de surpresas logo no início. Desde a maneira que haviam sido apresentados um ao outro até o jeito galanteador que ele usou contigo já nas primeiras interações — nada conseguiu te fazer presumir que aquela área era a paixão do homem.
O próprio Minghao foi responsável por desmistificar muita coisa que havia em sua mente. Através dele, foi fácil perceber como as pessoas costumavam ser tendenciosas quando o assunto era sexo, não havia meio termo — era puritanismo ou depravação. E, especialmente para as que foram levadas a acreditar que “amor é divino” e “sexo é animal” da maneira mais pejorativa possível, a ocupação de Minghao soava como balela e você provavelmente saía como promíscua por escolher estar com alguém assim.
Tudo extremamente coberto de ignorância.
Existe sempre, é claro, o lado “inocente” da ignorância. Nem toda desinformação tem origem na intolerância e um exemplo perfeito disso foram suas amigas. Elas foram as primeiras a te interrogar sobre Minghao quando vocês assumiram o relacionamento, uma pergunta conseguiu ser mais inacreditável que a outra. O consenso entre elas era o de que você namorava alguma espécie de deus do sexo magnífico — ouvir seu namorado ser descrito como a própria reencarnação de Eros não deveria ser tão engraçado como foi.
Mesmo não sendo explícita quanto a todos os detalhes, você não foi hipócrita ao ponto de encenar a farsa da castidade. Era fato que Minghao sabia muito bem o que estava fazendo — por vezes, bem até demais — isso não deu para negar. Assim como era perceptível o quão mais fogosa você havia se tornado por causa dele.
Porém, existia um empecilho em ser mais aberta quanto às suas experiências com o homem: você não era de fazer propaganda.
Fosse dentro ou fora das ilustres ‘quatro paredes’, Minghao havia sido um verdadeiro achado e você não estava disposta a dividir nem mesmo suas impressões sobre o que ele era capaz de fazer com você. Pois, assim como cada detalhe que compunha Minghao, era tudo somente seu.
Vigésima oitava teoria, seu namorado abriu a porta com um sorriso doce.
Talvez devesse parar de pensar. Ele sempre esvaziava sua mente afinal.
“Doutor Hao?”, brincou, uma expressão comicamente séria no rosto. Não foi longe, ganhou um puxão pelo braço para enfim entrar na sala e um beijo cálido quando a porta se fechou. Encolheu-se o máximo que pôde no aperto dele, adorava livrar-se da responsabilidade de manter o equilíbrio. Tão acostumada a ser segurada com tanta posse que sequer cogitava a possibilidade dele te deixar cair.
“Pensou muita bobagem antes de chegar aqui?”, ele murmurou contra os seus lábios sem pretensão alguma de estar errado.
“Como você sabe?”
“Eu não te disse o motivo quando você perguntou.”, um sorriso condescendente pintava a boca. Costumava brincar com o quão ‘maluquinha’ você se tornava quando precisava esperar por algo.
“Você é um chato.”, resmungou, largando um beijo molhadinho na bochecha do homem. “Deveria ter falado só quando a gente chegasse em casa.”, nesse contexto, ‘casa’ se referia a qualquer lugar no qual vocês dois estivessem juntos — seu apartamento ou o dele.
“Não sou de levar trabalho pra casa, amor.”, sorriu ameno. “Bom, pelo menos não até hoje.”, a observação despertou mais curiosidade ainda e ficou nítido no seu rosto. “Vai fazer sentido.”, ele explicou. “Vem sentar, meu bem.”
Seguir a orientação foi um movimento irregular para quem era habituada a praticamente se jogar em cima de Minghao em qualquer ocasião na qual estivessem à sós. Sentou-se na poltrona oposta à ele, tudo formal demais.
“Eu quero te pedir algo.”, pela primeira vez, ele pareceu receoso.
“Por que não mandou mensagem?”
“Não é um pedido como namorado. É como profissional.”, a situação tomava ar mais misterioso a cada esclarecimento. Você não quis piorar, balançou a cabeça como quem incentiva que ele prossiga com o que estava prestes a falar.
“Eu tenho uma conferência em maio com alguns colegas de profissão.”, isso ainda não te dizia nada. Assistiu-o cruzar as pernas, alcançando uma caneta na mesinha ao lado para brincar com o objeto. “A proposta é que cada um de nós leve algo novo para ser discutido durante as reuniões, só que todos os meus experimentos ainda estão em andamento.”, acrescentou, girando-a entre os dedos. “E eu ainda não tenho conclusões produtivas 'pra nenhum deles. Mas tenho algo em mente.”, agora você também observava a caneta. “Quero testar os efeitos que a abstinência sexual tem na memória... só que é difícil encontrar algum casal que esteja disponível 'pra isso no momento. Especialmente porque o experimento precisa durar ao menos trinta dias completos.”, o tom desceu ao fim da última frase, pareceu ter concluído o que queria dizer.
“Eu…”, você iniciou. “Eu não entendi.”
“Qual parte? O experimento ou…?”
“O pedido. Como isso tá relacionado a mim?”, perguntou, confusa demais. Minghao sorriu sacana, sua inocência parecia ser muito seletiva às vezes.
“Eu quero testar os efeitos da abstinência com você, amor.”, esclareceu. Como esperado, tomar consciência do fato só fez com que mais perguntas surgissem na sua cabeça. Seu namorado percebeu isso facilmente, bastou observar o silêncio ruidoso que você fazia — provavelmente escolhendo quais dúvidas deveria sanar primeiro.
“No caso, a gente não vai transar por um mês inteiro?”, o óbvio nem sempre é óbvio, então perguntar não ofende.
“Não exatamente. O ponto da abstinência só recai sobre a parte de ter um orgasmo.”, seu namorado já havia te explicado que ‘transar’ é um termo muito amplo, mas você aparentemente custava a lembrar disso. “Algumas práticas de caráter sexual ainda serão permitidas, porque existe outra hipótese que eu quero testar. Mas nada que coloque a regra principal em risco.”
“Então… sem gozar?”, quis confirmar.
“Sem gozar.”
Ficou em silêncio outra vez. Não ser a única pessoa criativa do relacionamento tinha seus defeitos. Detestava quando Minghao te lembrava disso.
“Mas como assim efeitos da abstinência?”, franziu a testa. Não rejeitava a ideia ainda, só precisava colocá-la na balança para ser capaz de avaliar.
“Não posso te dar os detalhes, amor. Te influenciaria.”, tornou-se mais relaxado, parecia ser capaz de ver através de você — a falta de um ‘não’ imediato deixou claro que você estava sim muito aberta a cair no papinho dele. “Eu preciso tentar manter ao menos os outros 50% do meu corpus o mais neutro possível 'pra não interferir no experimento.”, metade do que foi dito não entrou nos seus ouvidos.
E, tinha certeza, Minghao era gostoso ‘pra cacete quando falava todo inteligente assim, porém parte do tesão sumia quando o assunto em questão era te deixar sem um orgasmo por tanto tempo.
“Não é antiético tratar alguém próximo de você?”, cruzou os braços. Seu namorado havia se metido em uma fria, agora teria que responder tudo que você quisesse.
“É.”, deu de ombros. “Mas digamos que eu não vou exatamente te dar a minha visão como profissional.”, inclinou o rosto, apoiando a ponta da caneta no queixo.
“Então ‘cê vai me dar sua visão como o quê?”
“Como parceiro sexual.”, disse, como se o fato melhorasse alguma coisa. “Boa parte dos exercícios que eu recomendo envolvem somente o casal, sabia?”, tentava a todo custo atribuir sentido à ideia, torná-la sedutora. “Pensa nisso como um exercício entre eu e você. Enquanto amantes.”, você mordeu um sorriso dentro da boca, o empenho dele em te convencer se tornava cada vez mais explícito.
“E se der errado?”
“Daí eu desisto do experimento.”, declarou, tentando parecer simplório. “Mas não tem como dar errado, meu amor. Você só precisa se segurar.”, a última frase te fez soltar um riso nasal. Como assim ‘você’? Ele não entra na equação?
“Sou só eu quem vai ficar em abstinência?”
“Já te disse que é um exercício pro casal, amor. Eu também vou participar.”, explicou e nitidamente já não tinha tanta paciência assim. “E, pensando bem, vai ser mais interessante ver os efeitos em mim mesmo.”
“E por que, em sã consciência, eu me colocaria numa situação assim?”, a essa altura você só perguntava para encher o saco.
“Você não precisa aceitar se não quiser.”, suspirou finalmente. Certo, você daria fim às perguntas. “Mas, como parceira da minha vida inteira e grande apoiadora da carreira do seu namorado, bem que ‘cê podia me fazer esse favor…”, fez charme, dando ênfase exatamente onde ele sabia ser necessário para te amolecer. “Eu te compenso no final, meu amor. Prometo.”, lambeu os lábios meio sugestivo. Sequer precisava de tanta cerimônia, você já havia concordado dentro da própria cabeça somente por ser Minghao falando — admitia ser manipulável sem um pingo de vergonha de si própria.
“Tá bom.”, revirou os olhos, como se estivesse prestes a fazer um grandíssimo favor — e, de fato, estava. “Mas é só isso? Só não gozar e pronto?”, pergunta retórica, você sabia não ser só isso.
“Vou precisar fazer algumas sessões contigo. Tanto para falar sobre o experimento, quanto para te ouvir relatar sobre algumas memórias sexuais e… testar os seus limites.”, tentou mascarar a própria alegria em te ver concordar. Um sorriso sem razão escapando quando um ‘sessões?’ meio confuso saiu da sua boca — sinal que você havia deliberadamente ignorado a última frase dele. “É como uma das que eu fiz com você no início do relacionamento, lembra? Eu preciso de uma opinião franca sobre as suas experiências sexuais passadas.”
Lembra.
Claro que você lembra.
Lembra do quão vergonhoso foi narrar abertamente sobre o fiasco que foi a sua primeira vez.
“Você já ouviu todas elas.”, torceu a boca só de pensar.
“Com outras pessoas. Não ouvi as que são sobre mim. Quero que você se restrinja somente a elas.”, céus, ele falava igualzinho a sua psicóloga. Talvez fosse o ar do consultório, não o via agir assim em casa — certificaria-se de nunca comprar incensos da mesma fragrância que ele usava no local.
“Pra quem tá aqui como meu ‘parceiro sexual’—”, fez aspas com os dedos, “— você 'tá sendo formal demais…”
“Te deixa nervosa?”, foi uma pergunta genuína, mas soou como provocação.
“É desconfortável. Só te ouço falando assim em palestra. Me sinto uma estranha.”
“Vamos fazer parecer uma conversa normal então.”, relaxou a postura mais ainda, as pernas se descruzando. “Não vou te interrogar, fala só o que tiver vontade.”
Ele queria mesmo iniciar uma sessão agora? Do nada? Típico de Minghao.
“Mesmo assim. É esquisito falar sobre você pra você.”, agora era meio a meio — metade um teste de paciência pro seu namorado, metade verdade. Ele revirou os olhos, um sorrisinho impaciente no canto da boca.
“Vem pro meu colo, amor.”, reposicionou-se, as pernas bem abertas. Você não era boba de negar o convite, levantando o tecido da sainha para conseguir se sentar confortavelmente.
Logo foi acolhida num beijo lânguido, com gostinho de saudade. Minghao nunca ia com sede ao pote, mas deixava sua garganta seca. Sentia sua língua contra a dele, chupava forte, gostava de babar sua boquinha só para produzir aqueles estalinhos barulhentos… tudo sem nunca largar a lentidão inquietante.
“É igual falar sacanagem ‘pra mim, meu bem. Sei que ‘cê gosta.”, sussurrou, o nariz roçando contra sua bochecha.
“Mas eu só falo quando tô com tesão…”, reclamou, como se estivesse longe disso. Envolvia a nuca dele entre os dedos, buscando por mais um pouquinho do beijo meio amargo — deveria ser o sabor de algum chá, já que o homem não fazia questão de os adoçar.
“Eu resolvo isso.”, te apertou pela cintura, a língua brincando com seu lábio inferior. “Começa pela nossa primeira vez, ‘mô.”, o timbre era manso, sequer parecia estar te pedindo alguma coisa. Desse jeito, foi fácil ignorar as circunstâncias nas quais estava metida, no fim das contas só descontava a falta que fazia ter passado o dia inteirinho sem o namorado. Suspirava, enchia a boca com a língua quente e os dedos com o cabelo macio, acolhia a pele do pescoço dele entre os dentinhos quando podia — pois sabia o quão fraco ele ficava com a ação.
O contato tornava-se mais cálido. O homem também forçava a abertura da própria boca para abrigar sua língua dentro dela, produzindo um ruído molhado extremamente obsceno. Ainda que a intenção fosse te deixar mais confortável, Minghao não deixava de ser controlador — prendendo seu maxilar entre os dedos, limitava seus movimentos.
“Amor?”, chamou num suspiro, franzindo a testa com a mordida dolorida que ganhou no canto da boca. “Primeira vez, lembra? Fala comigo.”
“Eu…”, precisou de tempo para raciocinar. Lambendo a boquinha babujada para engolir a saliva do homem. “Eu achei que você seria mais romântico.”, foi a única coisa na qual conseguiu pensar de imediato, seu namorado pareceu desconcertado.
“E eu não fui?”
“Até certo ponto. Mas você foi…”, lambeu a boca outra vez, dessa vez só por notar que ele não sabia tirar os olhos dela. “Mais safado do que eu esperava.”, o comentário fez Minghao sorrir meio canalha.
“Eu sou literalmente um sexólogo, amor.”
E ele provavelmente nunca havia ouvido falar em “Casa de ferreiro, espeto de pau.”.
“Só que você não aparenta ser do jeito que é. É tão certinho…”, esfregou as mãos contra o peitoral firme, admitia que o jeito meio recluso era um dos pontos mais atraentes nele. Precisou conter um sorriso antes de fazer o próximo comentário: “Não achei que ia me fazer de vagabunda logo de primeira.”, ganhou um apertão na bunda que te fez saltar.
“Não exagera…”, ele mesmo precisou conter o sorriso. Posturado, mas incapaz de esconder a carinha de puto. “Não foi tão sério assim.”
“Não. Eu molhando sua cama inteira não foi tão sério assim.”, ironizou, um revirar de olhos insolente acompanhando a afirmação. Minghao parecia ser muito fã da falsa modéstia que sustentava sempre que você mencionava o quanto ele te satisfazia — agia como se o ego gigantesco não fosse cristalino aos seus olhos.
“Tá vendo como é mais fácil falar quando essa bucetinha tá escorrendo?”, estalou a língua no céu da boca, dedilhando sua calcinha para comprovar o próprio ponto. “Soube abrir a boca rapidinho.”, alfinetou — seus ataques ao jeito equilibrado dele nunca passavam batido.
Os dedos esguios envolveram seu cabelo num rabo de cavalo mal-arranjado, mas firme. Sendo forçada a olhar para cima num movimento leve, sua primeira reação foi abrir a boquinha — Minghao havia te condicionado a fazer certas coisas inconscientemente, o primeiro impulso era sempre satisfazer. Uma expressão sacana surgiu no rosto do homem ao notar o ato, especialmente quando você expôs a língua sem nem hesitar, como se esperasse algo para engolir.
Das poucas certeza que tinha na vida, a maior delas nesse momento era a de que a sessão havia ido por água abaixo. Não havia mais nada em sua mente que contribuísse com o interesse dele em saber sobre a primeira vez de vocês.
“Eu não fiz isso na primeira vez.”, ele negou com a cabeça, a mão livre alcançando seu maxilar, o polegar adentrando a cavidade, pressionando contra o músculo molhado. Não houve espanto nas expressões dele quando você acolheu o dígito inteiro dentro da boca. Suja, chupou-o com gula, largando-o logo em seguida num estalo molhado que arrancou um sorriso do homem. “Okay. Disso eu lembro.”
“Vai me ensinar a te chupar de novo?”, piscou os olhinhos, doidinha para que ele aceitasse a sugestão.
“E eu preciso?”
“Precisa.”, balançou a cabeça rapidinho, adorava se fazer de mocinha desesperada. “Quero daquele jeitinho, Hao. Faz tempo que você não faz assim…”, abriu as pernas como conseguiu, insinuando exatamente ao que se referia, mas seu namorado não precisava de muitas explicações. O “jeitinho” nada mais era do que uma dinâmica de imitação que ele mesmo havia te ensinado como fazer.
No início do relacionamento, Minghao era habituado a usar o seu corpo para explicar o quê queria que você fizesse com o dele sob a justificativa de que a mecânica era basicamente a mesma. A estratégia para te ensinar a mamar ele direitinho — que consistia em você imitar com a boca exatamente o que ele fazia com a sua buceta — soou um tanto ridícula quando o homem te introduziu à ela pela primeira vez, mas quem era você para questionar um especialista naquela época? Obedeceu quietinha e desde então nunca perdeu o tesão em tê-lo dentro da sua boca.
Não precisou da mesma cerimônia que foi necessária na primeira vez. Conhecia todas as regras e o que cada movimento significava. Afastou a calcinha de lado enquanto seu namorado se esticou para pegar o lubrificante na gaveta. Era minucioso, fez questão de lambuzar a entrada do canalzinho antes de encharcar dois dedos da mão esquerda.
“A gente vai inverter dessa vez. Me mostra como você quer que eu faça.”, explicou, acariciando as dobrinhas molhadinhas. Você concordou novamente, mordendo a boquinha assim que se lembrou de um detalhe:
“A porta tá destrancada…”, miou cada palavrinha, nem se deu ao trabalho de dissimular um tom de preocupação convincente.
“Ninguém entra no meu consultório sem bater.”, te mostrou uma expressão descrente, conhecia o jeitinho fingido como a palma da mão. Colou a boca na sua orelha, como se houvesse a necessidade de falar ainda mais baixo — um segredo só de vocês dois. “E eu sei que você gozaria nos meus dedos se alguém entrasse, não se faz de sonsa.”, o timbre mais grave que o comum, dava para ouvir o sorrisinho. A bucetinha patética nem mesmo te deu a chance de o contrariar ou de fingir que ele estava errado, vazou bem nos dedos dele ao fim da insinuação.
“Não sabia que me provocar fazia parte do experimento.”, arfou, um carinho gostoso no clitóris te impedindo de falar corretamente.
“Eu te avisei que fazia. Tô sendo profissional, amor.”, contestou sério demais, finalmente se afastando para oferecer os mesmos dois dedos, agora na mão oposta, bem em frente ao seu rosto.
Você segurou o pulso dele entre as mãos, mantendo-o firme, o olhar fixo no do homem quando selou a pontinha dos dígitos. A intenção inicial não parecia ser sentir prazer, mas sim dar o showzinho que seu namorado queria. De linguinha para fora outra vez, você lambeu as digitais como uma gatinha, deixando a saliva escorrer sob o músculo. Minghao foi ligeiro em espelhar as ações, roçando o clitóris sensível com a mesma velocidade. Sentiu o estômago queimar com o carinho, sinal que estava mais carentinha do que gostaria.
Você encheu a boca o quanto pôde, o quanto conseguia ser sujinha não era novidade para o homem. Fez biquinho, cuspindo devagar bem em cima dos dedos esguios — a expressão deixando explícito que era em tom de desafio. Porém Minghao nunca foi de responder com facilidade quando era incitado à algo:
“Eu não vou cuspir nela.”, afiou o olhar, rindo da sua reação desapontada.
Contrariada, engoliu os dedos até a base sem fazer cerimônia, sabia que isso seu namorado seria obrigado a reproduzir sem contestar. Nem o fato do buraquinho estar gotejando impediu que a brusquidão fizesse arder e isso te obrigou a rir. Que porra, só conseguiu literalmente sorrir com o incômodo — pervertida ‘pra caralho, surpreendia até Minghao.
Agora, cheinha até a borda, não economizou em nada quando passou a mamar os dedos dele com gula. Tirava-os até a pontinha da boca, levando-os à gargantinha fechada sem dificuldade alguma, gemia dengosa quando o narizinho roçava o polegar curvado do homem — porque isso significava tê-lo esfregando os dedos bem no fundo do canalzinho.
Já rebolava sedenta, nunca tinha o suficiente. A cabeça subia e descia, um barulhinho pegajoso soava por todo o cômodo junto aos chorinhos quando tentava acolhê-lo na sua garganta. Os olhos semi-cerrados começavam a arder, porém não deixava de encarar o namorado. Ele permanecia com a mesma expressão impassível no rosto e ela te deixava encharcada em todas as ocasiões. Sentia tesão no ar de escárnio que ela carregava, como se ele não largasse tudo para te deixar cheinha de pau sempre que você pedia, como se ele não estivesse duro ‘pra cacete nesse exato momento… como se só fosse mais uma putinha no colo dele. Rebolou mais forte. Porra, tava tão excitada. Sentia o corpinho inteiro arrepiando.
“Tá tão gostosa, amor.”, o elogio acompanhou um selo casto na sua testa. O jeito brusco que os dedos lutam contra o aperto das suas paredes em nada combinam com a expressão de dó que pinta as feições do homem, que parece sentir pena do quão arruinada você se mostra quando busca por satisfação — como se ele estivesse te quebrando por vontade própria. E era exatamente o que ele fazia, vocês dois sabiam, por isso que seu corpo enfraquecia tanto, por isso que se sentia tão quente ao ponto de ter que se esfregar em Minghao, ainda que isso não fosse remediar a situação.
A garganta formigou com o nome do namorado, queria gemer ‘pra ele, resmungar sobre o quanto queria dar de verdade, repetir o nome do homem até que a palavra deixasse de fazer sentido dentro da sua boca. Porém sabia que no segundo em que largasse os dedos dele, teria todo o estímulo arrancado de você. Disposta a se dar mais prazer, acelerou o movimento, sugando os dígitos com mais fome ainda.
Entorpecida, não estava pronta para ser contrariada outra vez, entretanto não teve muita escolha quando assistiu Minghao retirar os dedos de você numa lentidão agonizante. Aquilo não era um espelho do que você fazia com a boca, afinal ainda tinha os dedos dele roçando na entradinha da sua garganta. Mesmo a remoção foi extremamente obscena, o fiozinho pegajoso e esbranquiçado que conectava o canalzinho aos dígitos dele só se rompeu quando ele afastou o suficiente.
O homem não dispensou a chance de provar, sugando os próprios dedos num grunhido satisfeito. Sabia ter te frustrado, porém queria te assistir lembrar do motivo por conta própria: o experimento.
“Agora eu preciso que você imagine isso acontecendo mais algumas vezes por um mês inteiro…”, comentou ameno, retirando os dedos da sua boca na mesma lentidão. “Consegue aguentar?”, ergueu as sobrancelhas em tom de confronto. Um riso desorientado fez seu peito balançar.
Então seria assim?
Sentia pulsação no meio das suas pernas rastejar pelo corpo inteiro — atordoada demais para ser capaz de oferecer uma resposta satisfatória no momento. Se aperta contra o vazio, goteja, quase dói, causa aflição e, ainda assim, você sabe que não pode fazer nada para remediar.
É excitante.
“Você podia ter avisado…”
[...]
Presa na mesma posição que Minghao havia te deixado quando te levou no colo até ali, você jurava que seu corpo seria sugado pelo estofado macio do divã. Hipersensível, notava que a palpitação no meio das suas pernas se dissipava aos poucos. Ponderava sobre o quão estranhamente gostosa era a sensação ainda que estivesse “insatisfeita”.
Minghao nunca fazia nada pela metade com o seu corpo. Definitivamente precisaria de um tempo para se acostumar com a nova dinâmica.
Não sabe quando passou a secá-lo descaradamente. Sentado numa poltrona logo ao lado, o homem parecia absorto demais com o que escrevia na caderneta apoiada em um dos encostos da lateral. Era lindo concentrado como estava. O corpo imponente, as sobrancelhas franzindo a cada pensamento diferente que surgia, a mão segurando a caneta, o volume que ainda não havia sumido no meio das pernas muito bem abertas, tudo parecia tão sexy…
Até que ponto essa fixação repentina nos detalhes era fruto do orgasmo que você não teve?
Riu para si mesma com o pensamento e foi o bastante para atrair a atenção do seu namorado – que retribuiu o sorriso mesmo sem saber do que se tratava. Te ofereceu um grunhido questionador, ainda sem parar de escrever e você se viu obrigada a surgir com algo para falar:
“Essas anotações são sobre mim?”, ajustou a postura, apoiando a cabeça em uma das mãos.
“São.”
“Posso ver?”, sorriu, sabia a resposta.
“Não.”, soou como uma pergunta retórica, ele riu desacreditado. “Eu nunca deixo meus pacientes verem o que eu anoto.”
“Por que não? Você tá escrevendo sobre eles afinal…”, questionou e nesse ponto seu namorado tinha total noção de que você só queria tirar uma com a cara dele.
“É antiético.”, usou a palavra no mesmo timbre que você havia usado mais cedo, fez questão de te olhar nos olhos — tornando as próprias intenções claras.
“Também é antiético socar os dedos na buceta de uma paciente sua.”, direta, sem filtro algum.
“Você é muito obscena às vezes, sabia?”, ele afiou os olhos, entretanto, contrário ao que disse, não pareceu minimamente balançado com o comentário.
“E você é muito careta pra um sexólogo.”, rebateu.
Minghao só pôde rir de canto dessa vez, voltando a escrever. O silêncio confortável se instaurou por mais alguns minutos até o som da caneta se tornar cada vez mais espaçado — sinal que ele finalmente estava acabando.
“Quais suas expectativas quanto ao experimento? Acha que consegue concluir sem problemas?”, te olhou interessado, provavelmente queria tomar nota da sua resposta.
“Confio no meu taco, amor.”, mordeu o lábio, convencida. Vivia para provocar o homem, não segurou a língua outra vez: “A parte interessante vai ser tentar te fazer perder.”, ganhou exatamente aquilo que não queria, um sermão:
“É algo sério, _____. Não uma competição.”, Minghao nunca admitia, mas tinha a mania de te chamar pelo nome sempre que queria passar seriedade. “Eu realmente preciso que você só se comprometa com isso se estiver disposta a ir até o fim.”, completou. Não soou irritado, mas definitivamente não estava para brincadeiras.
“Você não tem senso de humor…”, estalou a língua no céu da boca. “Eu me comprometo, Minghao.”, deu ênfase ao nome dele já que ele havia feito questão de te chamar pelo seu. Seu namorado pareceu finalmente se dar conta da escolha e mordeu um sorriso dentro da boca.
“Promete que vai respeitar as regras até o fim dos trinta dias?”
“Prometo.”, assegurou.
“Sem tentar nenhuma gracinha, amor.”, inclinou a cabeça, te conhecia bem demais. “Promete que vai seguir minhas instruções?”
“Já disse que sim.”, forçou uma insolência que era claramente de brincadeira.
“Excelente.”, sorriu amistoso, largando a caneta. “Vem cá.”, bateu nas próprias coxas, indicando onde te queria outra vez. Obediente, quase saltitou até ele. Seu namorado te olhou com adoração, satisfeito demais em ser objeto de alegria ‘pra você.
A admiração quase fez ele não perceber que você estava olhando para as anotações assim que se sentou. Quase. Ainda era um homem muito atento, tanto que virou a caderneta assim que notou.
“Espertinha.”, riu da sua expressão insatisfeita, selando o biquinho que surgiu nos seus lábios. “Meu bem?”, a voz grave, do jeitinho que ele sabia que você gostava de escutar. “Sua primeira instrução oficial é me fazer uma massagem quando a gente chegar em casa.”, selou seu pescoço. Tinha noção que precisava de pouco para te conquistar.
“Abuso de poder também é antiético, sabia?”
— 𝗦𝗘𝗦𝗦𝗜✷𝗡 𝟬𝟮: Domingo, 13 de abril.
Quase duas semanas haviam se passado desde o último contato que sequer fazia alusão a algo sexual entre você e o seu namorado. Parte disso era mérito do seu período menstrual que veio abrir o mês com chave de ouro. E, se descartasse todas as sessões de amasso no banco do motorista sempre que ele te buscava do trabalho e os acontecimentos nada inocentes que vocês tiveram no sofá quando, supostamente, deveriam estar assistindo a algum filme juntinhos… eram quase duas semanas.
A rotina não havia sido prejudicada. A noção de que sexo era conexão, mas não era regra foi discutida entre vocês dois logo no início. Tinha-o da mesma maneira que sempre teve, como se nada estivesse fora do lugar. Porém isso não te impedia de sentir falta ou mesmo de pensar vezes demais sobre a situação. Não te surpreendia. Sabia que memórias eram o maior sintoma de saudade — acontecia o mesmo quando você prometia a si mesma que comeria menos doces, sempre se pegava lembrando do quão bom seria ter açúcar correndo pelo seu sangue. Só que rememorar era sintoma leve. Minghao estava ali o tempo todo para remediar a situação. As mãos ainda em sua pele, o gosto na sua boca, a voz gentil no seu ouvido… parecia suficiente.
Ou, pelo menos, era no início.
O verdadeiro teste ao seu autocontrole havia começado fazia algo por volta de três dias. Seu namorado precisou fazer uma breve viagem a trabalho e o experimento, que aos seus olhos estava sendo fácil, finalmente se mostrou como uma pedra no seu sapato — grande demais para você conseguir ignorar. Era como se a ausência do homem finalmente te fizesse capaz de enxergar que você sentia falta dele em outros sentidos.
“Amor?”, o chamado te tirou do limbo no qual sua mente estava presa. “Ainda tá aí?”
“Tô. Acabei me distraindo, desculpa.”
“Certo… bom, foi só isso que discuti no encontro de hoje. E você?”, perguntou atencioso. “O que fez do seu dia?”
“Nada demais.”, mordeu um sorriso sapeca entre os lábios. “Só pensei em você.”
“O dia inteiro?”
“O dia inteirinho.”, acenou com a cabeça como se ele pudesse te ver. Não tinha receio em soar como boba apaixonada, especialmente por saber como aquilo amolecia o coração de Minghao.
“É sério, meu bem… fala o que você fez além disso, então.”
“Hmmm, fui pro trabalho cedinho. Ah, e comprei aquela sobremesa que você gosta na volta.”, mordeu a pontinha do dedo, já sabia o que esperar.
“Deixou um pouquinho ‘pra mim?”
“Depende.”, não esperou que ele questionasse. “Se você for bonzinho quando chegar amanhã, eu deixei. Caso contrário, eu comi tudinho.”, uma risada baixinha soou do outro lado.
“A gente conversa quando eu chegar, amor.”, assegurou. “E o quê mais?”
“Mais nada. Não fui pra academia, porque tava com preguiça e agora ‘tô aqui.”
“Mas ao menos tá fazendo os exercícios que eu te mandei?”, o questionamento te fez torcer o nariz, achou que ele nunca mais voltaria nesse assunto — que fosse coisa de momento. Lembra-se de como, na primeira vez que o ouviu mencionar os malditos “exercícios”, pensou que as palavras ‘assoalho pélvico’ deveriam existir só no vocabulário da sua ginecologista, ninguém mais. Namorar Minghao significava falar sobre tudo nesse mundo e às vezes você se esquecia disso.
“Eles são esquisitos, mô...”, resmungou.
“Mas fazem bem pra você. Já te expliquei os benefícios.”, a naturalidade em conversar sobre isso em nada te agradava agora, queria desviar o assunto da sua buceta o mais rápido possível.
“Eu sei disso, mas…”, suspirou derrotada, enfrentando mentalmente a vergonha para enfim murmurar uma confissão meio inaudível — você mesma tinha a noção de que soou ininteligível.
“Não te ouvi.”, ele te arrancou outra bufada em frustração. Precisou aumentar o tom de voz a contragosto:
“Eu fico excitada quando faço.”, torceu o rosto ao final da frase, talvez fosse mais produtivo ter guardado essa informação só para você. Ouviu um risinho contido do outro lado da linha e teve certeza: deveria ter guardado a informação. “Não ri!”, repreendeu em irritação, ainda que um sorriso enfeitasse sua boca também.
“Faz parte, meu bem.”, tentou apaziguar, a satisfação explícita na voz dele. Você sabia exatamente a expressão que ele estava fazendo. “A circulação sanguínea aumenta no local.”
“Que saco!”, revirou os olhos, o sorriso permanecia intacto. “Parece que tudo me deixa excitada ultimamente.”, resolveu chutar o balde. Se iriam abrir mão das amenidades para conversar sobre isso, faria questão de ser aberta… era o que ele queria, não era? Já haviam dançado em volta do assunto por tempo suficiente, desde o início da ligação. Você sequer sabe dizer porque sentia tanta vontade de falar sobre isso — talvez porque sexo fosse a única coisa na sua cabeça nos últimos dias.
“Só ultimamente?”, tinha um traço de sarcasmo na pergunta.
“Eu não era assim antes, Hao. Nem começa.”, fez bico. “Tô começando a ser agora que você tá me deixando passar fome…”
“Passar fome?!”
“Sim. Quero te comer e você não deixa mais.”, como uma pobre coitada, era assim que você soava.
“Essa conversa tá ficando esquisita, amor. O celibato já tá começando a afetar sua cabeça.”, não havia seriedade alguma nesse trecho do diálogo, Minghao estava acostumado com cada uma das suas peculiaridades — especialmente com as coisas estranhas que saíam da sua mente.
“Como que essa coisa vai te ajudar mesmo? Me lembra, por favor. Pra eu não desistir.”, aconchegou-se mais no travesseiro, sentindo o cheirinho do perfume dele na camiseta que usava.
“Não posso te dar detalhes, já disse. Mas pensa que a abstinência vai fazer com que você resgate as memórias de maneira mais eficiente. É isso que eu quero observar.”, um silêncio curto se instaurou logo após a frase, isso definitivamente não soou como um motivo válido. Ele sabia. Tanto que tentou ser mais claro: “Assim é mais fácil de você lembrar o que te fez gozar pra mim, amor.”
“Queria gozar pra você agora.”, não raciocinou, disse sem pensar. Um arrepio esquisito tomou conta do corpo assim que finalizou a frase, a mera menção a algo assim te tirava o ar.
Quando o silêncio pairou sobre a linha telefônica outra vez, você soube imediatamente que coisa boa não viria a partir daqui. Desde o início estava claro que o movimento natural seria tornar a situação cada vez mais complicada para vocês dois. Minghao gostava de brincar com a própria comida, era fato. Entretanto tudo era feito sob a premissa dele estar contribuindo para o experimento, tornando a ansiedade cada vez mais pungente para fins científicos apenas… só que ele não era o único analista dessa história. Você tinha as tendências do seu namorado na palma da mão, já havia perdido as contas de quantas vezes foi envolvida numa cama de gato só para ser observada de longe — era, até certo ponto, tão ‘especialista’ quanto ele.
“Quer, meu bem? A bucetinha tá carente?”, a língua até mesmo ardeu com a provocação barata. Você sentiu uma fisgada gostosa no ventre, Minghao era um filho da puta. “Não posso te deixar gozar, amor. Você sabe.”, houve um farfalhar de tecidos do outro lado da linha, ele provavelmente estava se ajustando na cama. “Mas posso te dar uma sessão. Pra você ao menos fazer carinho nela, sabe?”
“Não é justo…”, choramingou. Não sabia dizer se a proposta era boa ou ruim. Mas só de ganhar permissão para se dar um pouquinho de prazer, você se sentia cada vez mais tentada a aceitar.
“Não é.”, ele confirmou, o tom condescendente. “Mas vale a pena, sim? A melhor parte da coisa é psicológica.”, você não conseguia pensar no que havia de ‘melhor’ nisso. “O sentimento de antecipação aumenta…”’ acrescentou. O timbre descia aos poucos, tornando-se mais grave. “A ansiedade…”, aqui os neurônios patéticos já não raciocinavam muito bem. Era uma armadilha e você sabia. “A vontade de sentir de verdade…”, quase gemeu entre as palavras. Nada te impediu de apertar as perninhas. “É só nisso que você consegue pensar... Mais nada.”, outra fisgada deliciosa no ventre. Você concordou com a cabeça, como se ele pudesse ver. “Não é?”
“Hao.”, viu-se contra a parede. Você realmente precisava responder alguma coisa? Ficaria satisfeita só de poder se tocar ouvindo ele falar com você desse jeito.
“Fala pra mim, amor. No quê você tá pensando agora?”
“Não…”, choramingou a recusa. Não queria participar de porcaria de sessão nenhuma. Queria Minghao mandando e desmandando em você, te dizendo exatamente o que fazer com o seu corpo até você gozar.
“A gente tá nessa junto, _____. Não quer a chance de brincar com a minha cabeça também?”, sugestivo, agia como se vocês dois estivessem em pé de igualdade nessa história.
Cacete. E tem essa opção?
Você sinceramente não se via conseguindo fazer isso nesse estado. Mas se fosse para agradar o homem:
“Quero.”
“Então fala pra mim.”
Houve um longo momento de silêncio outra vez. Você debatia consigo mesma se devia falar sobre o que havia pensado o dia inteiro, sentia-se acanhada ainda que o homem tivesse te dado o aval para isso. Suspirou. Se estava na chuva era para se molhar:
“Tô pensando em quando você me fez usar aquele plug no seu aniversário e me fodeu na bancada depois…”, a voz foi se tornando cada vez mais baixa a cada palavra dita, mas Minghao escutou — e escutou muito bem.
Você não precisava ver para vislumbrar o sorriso sacana que adornava os lábios grossinhos. E ele não precisou estar presente para fazer com que você se remexesse nervosa na cama, arrepiando numa excitação ainda meio reprimida.
“E por quê justamente essa memória tá na sua cabeça agora, amor?”, e lá vinham as perguntas difíceis. “O que tem de especial nela?”, tudo soou extremamente provocativo. No fim, Minghao era bom demais no que fazia: sabia bem como te lançar numa espiral de pensamentos.
“Eu não sei, eu…”, balbuciou. Havia sim uma resposta em sua mente, porém achava que entraria em combustão só de cogitar verbalizá-la.
“Sou só eu, amor. Não existe vergonha.”, ele assegurou.
Você precisou de mais alguns segundos, a cintura inquieta remexeu-se na cama enquanto tentava processar uma maneira de colocar seu tesão em palavras.
“Eu nunca tinha ficado cheia daquele jeito antes…”, sentiu-se contraindo só de lembrar. “Não sabia que era tão gostoso.”, a pele ardeu com a urgência de tocar no próprio corpo. Precisou afastar as pernas, os peitinhos se eriçando — era fácil demais para Minghao e ele nem precisava estar no cômodo. “Eu imaginei você no lugar do plug.”, mordeu a pontinha de um dos dedos após a confissão, nervosa.
“É algo que você tem vontade de fazer?”, a pergunta por si só te acendeu. Caralho, claro que queria. Senão não estaria se molhando inteira só por tocar nesse assunto.
“Sim. Só que você nunca disse nada…”
“Você nunca me pediu, amor.”
“Eu quero…”, miou baixinho. As pernas não paravam quietas, esfregando-se na cama para descontar a excitação. “Pra caralho.”, intensificou. Fazia pouco tempo que percebeu seu interesse extremo nisso, algumas preferências suas só passaram a existir quando Minghao apareceu na sua vida, nunca havia experimentado com mais ninguém.
“É? Põe no viva-voz e deixa o celular pertinho.”, pareceu ignorar o que você havia dito, mas Minghao nunca dava ponto sem nó. “Agora coloca dois dedinhos na boca, amor. E fecha os olhos.”, acrescentou quando ouviu uma confirmação sua. “Tá sem calcinha?”, pergunta retórica. “Usa a outra mão ‘pra brincar com a bucetinha, amor.”, murmurou e você quase saltou da cama de felicidade. Abrindo as perninhas totalmente sapeca. “Devagar. Só por fora.”, obediente, fez um carinho leve. “E mama os dedinhos, bebê. Deixa bem molhadinho.”, foi como um estalar de dedos no seu rosto.
Lembrou-se que estava de boquinha cheia, voltando a chupar as falanges com dedicação. Babou, deixou a saliva escorrer e fez todos os barulhinhos obscenos que pôde para o namorado, assim como obedeceu de bom grado quando ele pediu para usar os dedinhos encharcados na sua buceta. Mole de tesão, totalmente maleável.
“Eu preciso de detalhes, amor. O que mais você lembra?”
Estúpida com o estímulo, não conseguiu responder à pergunta. Os círculos que fazia no pontinho sensível se tornaram ainda mais apertadinhos ao ouvir a voz do namorado. O contato se espalhava aos poucos, esfregou também as dobrinhas dando-se conta do quão melada estava.
“Droga, Hao…”, choramingou, a ponta do indicador ameaçando alargar a entradinha.
“Tá gostoso, amor?”, soou entretido, parecia entender que você não estava mais em condições de manter uma conversa decente com ele.
“Tá…”, balançou a cabeça desesperados. “Eu ‘tô com tanto tesão…”, escorreu nos próprios dedos ao fim da frase, seu corpo confirmava tudo que dizia.
“Vai pegar o plug, então.”, a sugestão te causou incômodo não pelo que tinha que ser feito, mas sim pelo fato de ter que parar de se tocar.
“Hao-”
“Você sabe como funciona, não adianta reclamar.”, falou com um pouco mais de autoridade. “Anda, meu bem. Sei que você se preparou 'pra isso, não sou idiota…”, e essa autoridade se justificava no fato de te conhecer bem até demais. Droga. “Te deixo pegar o menorzinho dessa vez, não vou te fazer sofrer.”, nesse ponto já havia parado com o estímulo, levantando-se da cama com pesar.
O percurso foi quase humilhante, parte pelo quê estava prestes a fazer e parte por ter que suportar a lubrificação quente escorrendo entre as suas coxas. Tentou fazer pouco caso para si mesma quando voltou com o objeto e um frasco de lubrificante nas mãos, mas vibrava tanto em excitação que sentia o estômago arder.
“Peguei.”
“Muito bom. Fica de quatro na cama, amor.”, a solicitação quase te fez protestar. Caralho, era degradante demais, mesmo estando sozinha. “É mais fácil assim. Confia em mim.”, ele previu a reclamação. Você obedeceu com pesar, o corpo arrepiando completamente — quis enfiar seu rosto no travesseiro e sumir. “Agora você vai passar muito lubrificante, meu bem.”, cada instrução que seguia te lançava na mesma espiral de refletir sobre as coisas que você era capaz de fazer só por estar com tesão.
“Pronto.”, balbuciou, nesse ponto o rosto inteiro queimava.
“Devagar, amor. Quando você se sentir pronta.”
Contou até dez mentalmente, respirando fundo. Estaria mais receosa se não fosse pela memória teimosa daquela noite na sua cabeça, lembrando do quão mole de tesão aquilo te deixou. Forçou a pontinha com isso em mente, o corpo retesando com o choque de temperatura.
“É gelado.”, resmungou, os olhos apertados.
“É, não é? Tenta relaxar ‘pra entrar mais fácil. Brinca com ele um pouquinho.”, o jeitinho de manejar as palavras por si só te fez ceder um pouco mais. Mordeu a boca num dengo gostoso, roçando a pontinha no canalzinho mais apertado até se sentir relaxar. Fantasiou, lentamente tornando-se mais íntima com esse tipo de estímulo… tão perdida em pensamento que mal registrou quando conseguiu colocá-lo por completo.
“Amor…”, fez manha, ele entendeu.
“Agora deita de bruços pra se tocar. Sei que ‘cê gosta assim.”, o sorrisinho safado era nítido no tom de voz, te deixava mansa ‘pra caralho — deitou quase que no mesmo segundo. “Enche a bucetinha também pra ficar tão cheinha quanto eu te deixei.”, genuinamente acabaria enlouquecendo por ouvi-lo falando assim com você. A pele esquentou, o tesão tomou conta do seu corpo ao ponto de esfregar o rostinho na cama no automático. Encaixou a mão no meio das perninhas, contente por poder voltar a fazer carinho ali. Recolheu tanto melzinho quanto conseguiu, usando-o como lubrificação para encaixar dois dígitos no canalzinho. “Rebola nos dedinhos, amor. Tá tão apertadinha, não tá?”, o timbre do namorado não escondia que ele estava tão excitado quanto você. Falava manso, não te surpreenderia se ele também estivesse se tocando. “Se diverte e geme ‘pra mim, bebê. Vou te mandar parar quando for a hora.”, já se contorcia, forçando-se contra a sua mão. Murmurou um ‘uhum’ baixinho, mas nem sabe se ele ouviu.
Reposicionou a mão como pôde, pressionando os dígitos contra as paredes apertadinhas. O relevo do plug agora era nítido contra seus dedos, esfregou as pontinhas ali exatamente como já havia experimentado com o namorado certa vez e precisou morder a boca quando um chorinho dengoso escapou — ele ouvia tudo, você tinha noção. A carne tremia dentro da própria pele, sentia-se convulsionando sempre que repetia a ação. Era como ter seus dois buraquinhos estimulados ao mesmo tempo, a porcaria do plug te deixava fraca. Fez mais uma vez. Mais forte. Mais rápido.
“Por favor, por favor, por favor...”, repetia em staccato para o homem que respirava fundo contra o microfone do outro lado da linha. Cega pela própria gula, usou o polegar para esfregar o pontinho sensível. Esticando a mão de um jeito dolorido, já que não sabia desistir de manter os dedinhos socados dentro de você. Derreteu com o próprio carinho, a canhota perdendo a força até mesmo para sustentar seu corpo na cama. Outro chorinho, esse ainda mais manhoso que o anterior — ouviu seu namorado praguejar do outro lado da linha. “Eu preciso gozar…”
Perdeu o controle e foi nítido até mesmo para ele que sequer era capaz de te ver. A mão que antes se equilibrava no colchão agarrou a base do plug, forçou mais fundo, ameaçou tirá-lo… a combinação se repetindo até que você estivesse avidamente se fodendo com o brinquedo. Manipulada pelo próprio prazer, apoiou os joelhos contra o colchão, empinando-se em direção à porta. A cabeça cheia de Minghao, presa à fantasia de que ele era o responsável por te encher em outros sentidos também. Rebolou contra o plug, forçando o rostinho contra o travesseiro, porque honestamente já não sabia mais controlar o volume da própria voz.
“Porra, me fode…”, balbuciou o pedido. Apertava os olhos com firmeza, idealizando seu namorado atrás de você. Retirou os dedos da bucetinha sensível, apoiando a palma contra o colchão para erguer o tronco. A mão que forçava o plug agora tinha mais autonomia para fazê-lo. Tirava o objeto lambuzado quase que por completo só para enfiá-lo de uma vez só — com toda a força que tinha. O buraco mais apertadinho pulsava atordoado, totalmente desacostumado a ser usado dessa maneira.
Os olhinhos mantinham-se quase presos na parte de trás da cabeça, não paravam de revirar. A buceta pingava, pensando no quão gostoso seria se abrir inteirinha num dildo bem grande ou no pau do seu namorado. Foda-se. Qualquer coisa serviria. Só precisava de mais. Um gemidinho quebrado arranhou a garganta quando o rabinho guloso apertou o plug bem fundo — quase não conseguiu puxá-lo de volta.
Delícia. Ficou mais encharcada ainda.
“Tá doendo… por favor…”, pouco do que soou inteligível. Estava em estado de puro delírio, a mente tão fodida quanto o corpo. “Me m-machuca, Hao… ah, ah porra… me faz gozar…”, o pedido era inédito até para você que sequer tinha noção o que estava dizendo.
Minghao soube que era o suficiente. Que já havia descoberto até mais do que havia antecipado. Era hora de dar um basta, você não tinha mais discernimento para se fazer parar por conta própria.
“_____. Já chega.”, firme, alto o bastante para ter certeza que seria ouvido por você. E, de fato, foi. A percepção de que teria que parar com a brincadeira veio de imediato — era obediente demais afinal. Sentiu que ia começar a chorar por isso.
“Mô, por favor, por favor… eu preciso-”
“É o suficiente.”, interrompeu. “Já passou do limite.”, o tom de alerta fez você se contorcer. Suspirou derrotada, soltando a base do plug com muito pesar para finalmente colocar o telefone contra a orelha outra vez.
Respirava descompassadamente, o corpo tremelicando sempre que algum espasmo mais forte fazia seus buraquinhos se apertarem. Era como ter passado por um choque muito rápido, ainda não raciocinava o que fez ou o que disse — todas as energias focadas em se recompor.
“Tá bem, meu amor? Levanta ‘pra ir se limpar.”, a solicitação veio com certo receio, geralmente era Minghao quem fazia isso por você. Ele concordou ao que ouviu um “espera” ser murmurado. Mas não conseguiu ignorar a rispidez presente na sua voz — te conhecia bem demais, sabia que se tornava arisca quando era impedida de gozar. Quis quebrar o gelo: “Dorme plugadinha ‘pra mim, meu bem. Já que 'cê ama se sentir cheia.”, alfinetou, nesse ponto não sabia se estava ajudando ou piorando sua situação. “Se ficar carente pode brincar com ele um pouquinho, mas você sabe as regras, não sabe?”
Você revirou os olhos e nem foi por bom motivo dessa vez. Tentava lutar contra a própria vontade de pular no pescoço do namorado — mimada, tudo culpa de não ter conseguido o que queria.
“Sem gozar…”, respondeu entediada.
“Isso. Você é tão bonita toda obediente, bebê.”, fez tipo. Você tinha noção que o tom adocicado na voz dele nada mais era que uma tentativa de ‘amansa-fera’ e, talvez, isso tenha te deixado mais chateada. Limitou-se a outro grunhido para concordar. “Vai passar…”, ele estava na ponta dos pés. “Pensa que é um jeito de ir dormir pensando em mim, meu bem.”
Inacreditável. Você riu em descrença, finalmente relaxando um pouco mais.
“Você é um insuportável.”
“Também tô morrendo de saudades.”
“Chato.”, já sorria abertamente. Minghao precisava aprender a parar de te quebrar tão fácil. “Eu te amo.”
“Eu também te amo, meu amor.”
— 𝗦𝗘𝗦𝗦𝗜✷𝗡 𝟬𝟰: Sábado, 19 de abril.
Endireitou a coluna quando sentiu os dígitos gelados resvalando bem no fim da abertura dorsal do vestido. Queria mesmo era se debruçar sobre a mesa, pelo menos assim estaria escondida o suficiente para retorcer o rostinho quando sentisse necessidade. Mas não. A situação basicamente te obrigava a manter a postura de boa moça: gentil e sofisticada.
Nos poucos dias em que teve o namorado de volta muita coisa aconteceu. Primeiro, quase queimaram a largada com a chegada de Minghao — habituados com reencontros quentes demais, ficaram próximos de arruinar o experimento logo na escada do prédio. O (quase) acontecido levou ao segundo strike: o homem precisou contornar a situação da melhor maneira que conseguiu, conduzindo a sessão número três no local mesmo — malas e tudo ao pé dos degraus como espectadores. Foi aí que, terceiro, Minghao resgatou mais uma de suas fixações sexuais: o apreço por ser estimulada em locais públicos. E isso explica o agora, ou o número quatro: um vibrador enfiado no meio das suas pernas em um evento de extrema importância para a carreira do seu namorado.
Por isso, sentiu-se tão grata quando finalmente sentaram-se em uma das mesas mais ao fundo do salão. Se precisasse ouvir mais algum senhor de meia idade parabenizar seu namorado pelos brilhantes artigos publicados enquanto tinha-o brincando com sua sanidade com um controle dentro do bolso dele sentia que iria enlouquecer. Entretanto, desde que haviam se sentado ali, sua situação tornou-se dezenas de vezes pior.
A mente ficava turva a cada gole que dava na própria taça, encarava o movimento no ambiente com os os olhos desfocados. Numa espiral de agonia, concentrada em como a vibração era intensa o suficiente para te fazer arrepiar, mas não para te fazer gozar. Já havia tentado trocar de posição, cruzar e descruzar as pernas… nada adiantava. Nem mesmo encarar seu namorado com uma expressão de pura aflição era suficiente. Minghao se mostrava indiferente a toda situação, uma das mãos permanecia no bolso, porém não fazia a mínima menção de acabar com seu sofrimento — seja aumentando a velocidade ou desligando o aparelho completamente.
“Aquela é Eloise Fontaine, amor. O maior nome de casa.”, finalmente parou de ignorar o fato de estar sendo encarado por você, mas ainda assim não tirou os olhos do palco mais à frente. Você custou a desviar o olhar, porém o fez.
Ainda que distante, a mulher parecia estar na casa dos cinquenta ou sessenta anos, os cabelos grisalhos em evidência adornavam o rosto. Possuía também um sorriso doce, tão aconchegante como uma vovó. Os traços remetiam a algo europeu — você não era a melhor em julgar pela aparência — e talvez isso explicasse o sobrenome.
“Ela foi minha supervisora por um bom tempo. Aprendi muito do que eu sei com ela.”, completou. Os olhos demonstravam uma admiração genuína pela mulher que agora discursava sobre alguma coisa que seus ouvidos mal captavam. “Olha ‘pra mim.”, pediu baixinho, observando suas expressões com atenção. “Eu vou aumentar a potência e você vai continuar me olhando. Sem se mexer.”, o aviso lançou um arrepio pela sua espinha. Respirou fundo, preparando-se mentalmente. Um clique soou baixinho, perto o suficiente para você escutar. O dispositivo foi rápido em obedecer.
Cacete. Mais forte do que havia antecipado na própria cabeça. Apertou os olhos, o corpo curvando num solavanco que você jura ter tentado conter — sem sucesso.
“Se controla.”, acariciou seu antebraço com a ponta dos dedos, assistindo a cena se desenrolar com certa curiosidade. “Quer ouvir algo engraçado?”, o questionamento era a última coisa que você esperava escutar de Minghao no momento.
Deveria ser piada. Literalmente.
“Agora?”, indagou em descrença.
“Agora.”, ele riu do tom ofendido, a cena era divertida demais. “A Eloise tem estudo muito famoso sobre exibicionismo, sabia? Com as implicações dele enquanto doença.”, a última frase te fez virar a cabeça meio incrédula, por alguns segundos até se esqueceu do inferno que se passava no meio das suas pernas — isso deveria ser ‘engraçado’? “Existem níveis, amor.”, ele sorriu abertamente, pareceu entretido com a sua reação. “Não é todo mundo que sofre disso como um distúrbio.”, esclarece, correndo os olhos pelas suas pernas só para assistir o modo como elas se apertavam. “Algumas pessoas só molham a bucetinha pro namorado. Sem nenhum problema.”, sorriu ameno. Mais um clique. A velocidade das vibrações permaneceu a mesma, mas agora era intercalada com um pulsar intenso.
A sensação contínua de prazer já começava a resultar em exaustão, numa fraqueza de quem só quer se aliviar logo. Aconchegou a lateral do corpo no homem o quanto pôde, ainda tinha em mente que precisava ser cuidadosa, só que começava a deixar de se importar com isso a cada pulsar insistente no meio das pernas. Impulsionou a cintura para frente num rebolar tímido que não passou despercebido pelo homem.
“Quietinha. Senão todo mundo vai notar.”, afagou seu cabelo com ternura, um sorriso sacana te fazendo arrepiar.
“Não vão…”, quase gemeu as palavras. Observava-o por baixo dos cílios, colocando-se numa posição de submissão proposital.
“É um evento cheio de especialistas nisso, meu bem.”, selou sua testa. “Eles com certeza sabem reconhecer um orgasmo.”, agora sua bochecha. Finalmente perto o suficiente para sussurrar no seu ouvido: “Especialmente se você for continuar fazendo essa carinha de vagabunda.”, o tom gentil o suficiente para não soar degradante. Você precisou morder o lábio inferior, agarrando-se aos ombros dele como se precisasse disso para se manter no chão.
Não era mais capaz de aturar o jeitinho tão sexy e meio traiçoeiro sem fazer absolutamente nada. Olhou de soslaio por bons segundos para se certificar que não estavam sendo observados antes de tomá-lo num beijo necessitado. Fez o melhor que conseguiu para não ir com muita sede ao pote — dada a situação —, porém acabou se perdendo assim que teve uma das mãos dele te segurando pelo rosto, te controlando. Minghao tinha a própria estratégia para manter as coisas interessantes, inclinava a cabeça o suficiente para esconder o ósculo, aproveitando-se disso para brincar com a língua dentro da sua boca.
A intensidade da vibração foi aumentada de repente. Você saltou, gemendo contra os lábios do homem. Uma das mãos foi até o interior da coxa de Minghao, apertando com força. O jeitinho que as pernas se apertavam fazia com que o brinquedo estivesse totalmente contra o seu pontinho.
Que se dane.
Já rebolava na porcaria do vibrador sem pudor algum.
“_____. Para.”, ele murmurou, interrompendo o beijo. Você sequer cogitou parar. Muito pelo contrário, acelerou o movimento. A boquinha bem feita se abriu, expondo a língua pro namorado — pedindo claramente para que ele cuspisse ali, numa provocação barata. Minghao teve o suficiente, desligou o brinquedo de imediato. “Você tá esquecendo de onde a gente ‘tá, _____.”, repreendeu entre-dentes. O apertão na cintura que seguiu do alerta quase te fez gemer.
Ficava fora de si quando era estimulada o suficiente, especialmente pela quantidade interessante de taças de vinho que havia dentro do seu corpo. Não conseguia se arrepender, se desculpar ou mesmo parar de provocar — não se Minghao não te colocasse no seu lugar e você faria o que fosse possível para que ele o fizesse.
Definitivamente não precisou de muito. Só a insolência de perturbá-lo num local tão arriscado como aquele tirou seu namorado do eixo e deu para ver na cara dele.
[...]
“Tira a calcinha.”, foi a primeira coisa que ouviu depois de bons minutos em completo silêncio.
No tempo que antecedeu o comando, fora arrastada até um banheiro mais ao fundo do prédio por um Minghao bastante alterado e colocada em cima de uma bancada como se não pesasse nada. Perdeu as contas de quantas vezes trocou as pernas no trajeto e quase foi de cara no chão, sendo salva somente porque o homem não largou seu braço em nenhum momento. Incapaz de reconhecer o local no qual se encontrava, respirava fundo para recompor a respiração.
“Mas… o experimento…”, atordoada. Levou somente alguns segundos para fazer o próprio julgamento da situação. O veredito? Ia ser fodida ali mesmo.
“Eu sei, caralho. Eu ainda lembro.”, refutou, não te deu nem tempo de elaborar. “Só que ‘cê não vai gozar, né? Não vai me decepcionar.”, parecia tentar te convencer ou convencer a si mesmo que aquilo funcionaria. Raciocínio lento, as mãos e os olhos ocupados demais em livrar seus peitos do vestido.
“Eu não sei. Eu-”
“Não vai, amor.”, negou, mais firme dessa vez. Os olhos subindo para os seus como se te desafiasse a contrariá-lo outra vez. “Me obedece e tira a calcinha.”, arrematou, não dando mais abertura para qualquer outra coisa. Você se esticou de um jeito estranho para concluir a ação, pois teve que fazê-la sem descer da bancada.
A calcinha e o vibrador foram parar no bolso de um Minghao satisfeito, já que obteve êxito na tarefa de tirar seu vestido do caminho, finalmente beijando seus seios como queria ter feito desde o início. A língua quente correu entre o vão, deixando um rastro de saliva pegajosa que logo te fez arrepiar por conta do ar frio do ambiente. Abocanhou um deles, mamando com uma fome ruidosa. Fazia jus à embriaguez que de fato experimentava, parecia tonto, meio mole só por poder te tocar dessa maneira.
“Tô tão desesperado por isso, desde aquela porra de ligação. Nem sei porque inventei essa merda toda.”, a confissão saiu de forma despreocupada, enquanto ele alternava para encher a boca com o outro seio. Os dedos alcançaram sua intimidade exposta, brincando com a lubrificação que vazava excessivamente. “Eu poderia jogar tudo pro alto agora, bebê, sabia?”, colou a boca na sua orelha, o sopro quente exalando álcool e fazendo seus pelos se eriçarem. “Arruinar essa bucetinha inteira até te deixar chorando ‘pra mim.”, emaranhou os dedos no seu cabelo, pouco se importando com o local que eles tinham acabado de tocar.
“Não fala assim…”
“Shhhhhh. É a minha sessão, amor. Eu posso falar o que eu quiser.”, enfatizou o ‘minha’, como se não estivesse claro quem tinha o controle da situação. Um beijo molhado foi deixado na sua testa antes que ele te puxasse até que seu rosto estivesse enfiado no pescoço dele — graças a altura da bancada. Boa parte do cheiro de perfume masculino já havia se dissipado, mas o pouco que havia ainda reagia com a química do suor dele. Te inebriava, quase sufocava… quis sentir com a própria língua, porém limitou-se ao ‘ter vontade’ apenas.
O homem voltou a brincar com a sua bucetinha sem pudor algum e no sentido literal da palavra: como um brinquedo. Esfregava os dedinhos, fazia carinho, esticava as dobrinhas para exibir o lugar, alargava a entradinha com a ponta do dedo… estava te enlouquecendo. Efetivamente Minghao não fazia absolutamente nada que te desse prazer, só te enlouquecia.
“Porra…”, sussurrou, o timbre grave, mas você ainda foi capaz de escutar. A palma envolveu sua intimidade outra vez, apertando com certa posse. “Ela tá pedindo uns tapinhas, amor.”, lançou por alto, parecia ter resistido a esse pensamento desde que começou a te tocar. “Deixa eu bater um pouquinho?”, o pedido manso te fez arrepiar, apertando as unhas contra os ombros dele. “Quero tanto isso, porra, tanto…”, o clamor acompanhou um cafuné gostoso, você roçou o nariz no pescoço dele para retribuir. “Deixa?”, repetiu o pedido e você ficou surpresa consigo mesma, uma vez que jurava já ter dito sim. Afastou-se, concordando com a cabeça enquanto o olhava diretamente.
Minghao apoiou a canhota no interior da sua coxa para te manter aberta. Ele não necessariamente precisava fazer isso, porém tinha experiência o bastante para saber que o primeiro tapa sempre te fazia assustar — acabava fechando as pernas involuntariamente. Envolveu sua intimidade com a destra, um carinho que sempre fazia para te livrar da tensão inicial. Você respirou fundo. Minghao nunca avisava.
E, de fato, não houve alerta quando o primeiro tapa veio. O susto te fez saltar e a ardência leve te fez apertar os dedos contra o mármore da pia — sequer registrou a sensação, precisaria de mais que isso. Ele parecia satisfeito, envolvendo as dobrinhas com as palmas outra vez.
“Mais um?”, interrogou contra a sua orelha, um beijinho estalado sendo deixado no topo da sua cabeça. Você precisou respirar fundo antes de concordar. “Vamos deixar mais interessante então.”, o tom ameno causou um arrepio esquisito. Levou segundos para ser moldada como uma boneca novamente, teve suas pernas ainda mais afastadas uma da outra e foi agarrada pelo pulso até que uma de suas mãos estivesse exatamente onde seu namorado queria. “Eu preciso bater no lugar certo, amor.”, começou, arrumando o máximo que podia do seu cabelo atrás da orelha. “Abre ‘pra mim?”, envolveu seu pescoço com uma das mãos te fazendo olhá-lo nos olhos. Você soube exatamente o que fazer.
Seduzida pelo olhar inquieto do homem que parecia dividido entre uma leve embriaguez e tesão você executou o que havia sido instruída a fazer, esticando as dobrinhas com os dedos o quanto podia, agora totalmente exposta para o namorado. Sabia ser o que Minghao havia te pedido e teria fingido maior acanhamento se não houvesse tanto álcool em seu sangue.
Os tapas que se sucederam conseguiram te despir de todo o pudor que havia em se entregar para ele ali. Gemia, pulsava, contorcia-se em incômodo e ainda assim era incapaz de tirar os olhos dos dele. Talvez assim conquistasse a piedade do homem, mesmo que ela consistisse em tê-lo te fodendo como uma vadia pervertida. O biquinho crescia, os olhos se molhavam e Minghao tinha total consciência do que você estava implorando para ter, porém isso só conseguia deixá-lo mais exasperado — tão frustrado quanto você, pois odiava admitir que também queria tanto aquilo. Isso fez com o que o impacto não aumentasse em cadência, mas em força.
Nada te preparou para o quão anestesiada a situação fazia você se sentir, de repente não havia mais dor — era o mesmo que ter algo embaixo da sua língua, te entorpecendo, te embriagando… o ritmo permanecia igual, ele não tinha pressa. Gostava de te dar tempo para respirar entre cada impacto, porém falhou em notar como você gradativamente não se esforçava mais para fazer isso. A bucetinha pulsava, tão dessensibilizada quanto você e era incapaz de te deixar perceber a bagunça que fazia na superfície abaixo de você, o quanto pingava saudades do namorado.
As pálpebras pesaram, inclinou-se para frente, entregando o corpo frágil a ele e tendo total confiança que ele te traria de volta em algum momento. Deliberadamente tornou a própria respiração mais escassa, inspirando cada vez menos ar para dentro dos próprios pulmões. Mais um. O peito reclamou quando você não conseguiu responder a mais um impacto, inerte, completamente mole contra o homem. Mais um. A sensação de sufocamento fazia você se contorcer em aflição, os olhinhos revirando por trás das pálpebras.
Mais um.
Mais forte dessa vez.
A asfixia pareceu alcançar estado irreversível. Agora estava tão superestimulada que não conseguia voltar a respirar nem se tentasse se forçar a fazê-lo. Nesse ponto, a boquinha aberta também escorria, se babava inteirinha e, mesmo fora de si, sabia que só precisava segurar mais um pouco para conseguir o que queria. O clitóris inchadinho não cessava o pulsar teimoso, só precisava que Hao acertasse ali com força suficiente, só precisava que…
“_____. Respira.”, não.
Não, não, não.
“Sei o que você tá tentando fazer, não desobedece.”, o apertão no quadril que acompanhou o tom rigoroso te fez pulsar gostoso ‘pra caralho. Inquieta, rebolou buscando por algo que te preenchesse por completo. Você deveria ter calculado que Minghao não ignoraria o tempo que você ficou sem respirar.
Que asfixia te fazia gozar não era novidade para nenhum de vocês dois — e justamente por ser o autor da descoberta, ele foi rápido em perceber a tentativa.
“Respira.”, o comando conseguia ser mais doloroso que os tapas, pois significava abrir mão do orgasmo que você já sentia tão pertinho — estava a um passo de se molhar inteira, mal achava que dava para segurar.
Teimosa, fechou as perninhas num solavanco, apertando a bucetinha melada entre as coxas o quanto podia. A pressão te fez soltar um gemido desesperado, o canalzinho contraia sem controle algum — quis enfiar todos os seus dedinhos ali de uma vez só.
“Não goza, _____. Abre as pernas.”, soou mais firme, já que não foi ouvido da primeira vez. As mãos fizeram o trabalho de abrir suas coxas com muito esforço. “Sem apertar.”
“Hao, eu… porra, por favor…”, falhou em conseguir falar corretamente, o ar voltando para os pulmões como um soco — de repente sentia seu corpo inteiro de uma vez só. Enfim, abriu mão do que tanto queria.
A sensação foi embora ressentida, tanto que lhe deixou somente um incômodo dolorido entre as perninhas. Só aí teve noção do que quase havia feito, do que quase havia arruinado. Sentiu culpa, ainda que não fosse a única responsável pela situação.
“Me desculpa…”, saiu esganiçado, esbarrando entre os seus arfares. Minghao pareceu não dar muita atenção, ainda tão intoxicado quanto você.
“Respira. Respira ‘pra mim, amor.”
— 𝗦𝗘𝗦𝗦𝗜✷𝗡 𝟬𝟱: Segunda-feira, 21 de abril.
O modo como acordou naquele dia deixou claro que o tempo havia começado a agir sobre você de maneira muito mais intensa — ou “irritante”, seja lá como quisesse colocar. Se viu tentada a fugir dos próprios rituais e rotinas quando tudo o que pensou durante eles foi em ligar correndo para o seu namorado, mesmo que essa não fosse a melhor das ideias. O início da semana costumava ser um marcador de distância entre você e Minghao, ele com a agenda cheia de pacientes e sessões e você lotada com as próprias demandas e ocupações.
Levantou com o pé esquerdo. Nada estava bom e não havia o que pudesse ser feito para resolver. Fez tudo em total silêncio durante a manhã, como se fosse um fantasma dentro da própria casa. Evitou pensar demais, evitou a mensagem de “bom dia” do namorado, evitou o espelho, evitou lembrar do experimento e em como provavelmente o seu humor péssimo era fruto dele — se recusava a admitir. Evitou tudo que te fizesse ter vontade de entrar em si mesma e nunca mais sair.
O dia pareceu se alongar infinitamente quando pôs os pés fora de casa, até o café que sempre pedia no caminho pro trabalho demorou mais tempo que o normal para ficar pronto. Cometeu todos os tipos de erros bobos durante o percurso das horas e se deu o privilégio de ficar extremamente puta com todos eles. Só não se deu o direito de chorar. Esse não. Seria admitir derrota. Estava desregulada, totalmente fora do lugar. O tom frio da única mensagem que enviou ao namorado no fim do expediente provavelmente deixou claro boa parte de tudo o que Minghao precisava saber: não estava bem.
Esperou-o do lado de fora do prédio assim como informou que faria. Havia acordado consigo mesma de não falar sobre o assunto. Não queria seu namorado tentando remediar nada. E, por todo o trajeto que vocês fizeram até o seu prédio, conseguiu se manter firme na sua decisão. No entanto, deveria ter previsto que não iria passar batido por tanto tempo assim:
“Agora a gente pode conversar?”, ele se desfez do cinto de segurança. O carro estacionado em uma das vagas que ele encontrou — que, por sinal, era bem afastada, visto que essa era a hora em que os moradores já haviam voltado para casa.
Você brincou com as próprias unhas, debateu consigo mesma os melhores jeitos de se livrar da responsabilidade de tocar nesse tema com Minghao, só que até mesmo seu silêncio pareceu incomodar:
“Amor…”, iniciou, porém não pretendia falar mais nada além disso. Queria que a iniciativa de falar sobre viesse da sua parte.
Suspirou. Trilhou um caminho confuso entre as ideias que tinha na cabeça, tentando organizá-las da maneira mais racional que conseguia no momento. Mas o que saiu não foi exatamente muito organizado:
“Eu sinto sua falta. Eu não sei, eu-”, gaguejou e sentiu-se mais frustrada ainda por isso, tanto que precisou calar-se novamente para pensar. “Isso tá me estressando tanto, Hao.”, desatou o cinto de segurança, já se sentia sufocada o suficiente. “É ridículo, droga, um saco.”
“Tô perguntando isso da maneira mais gentil possível, meu bem…”, o tom se tornou mais ameno ainda. “...mas você acha que tá relacionado com o que aconteceu no evento ou com a fase do ciclo que a gente tá?”, titubeou, como se andasse na ponta dos pés entre as palavras. Mente cheia, você não processou aonde ele queria chegar.
“Fase?”
“Período fértil, meu amor.”, esclareceu. “Sempre cai nessa data, lembra?”
“Não sei. Acho que as duas coisas.”, suspirou, o lembrete era mais alvo de irritação que de esclarecimento de fato, não queria pensar nisso. “Eu só tô sentindo tanto sua falta... você nunca ficou tanto tempo longe assim de mim.”, apertou as palmas das mãos de maneira impaciente. O coração pesado, de quem tenta explicar um aborrecimento que não sabe o porquê de estar sentindo — ainda que soubesse.
“Eu não ‘tô longe de você...”
“Não fisicamente.”, mirou de canto só para constatar que o homem ainda te despia com o olhar — mas longe de possuir caráter sensual, Minghao te fazia nua emocionalmente. “Quer dizer, é fisicamente sim. Eu- eu não sei.”, a linha de raciocínio que já não era tão estável parecia ruir mais.
“Respira fundo e tenta me explicar, meu bem.”, os dedos alcançaram seu braço, correndo pelo pulso até entrelaçar as mãos de vocês. “Você se refere a parte sexual, certo?”, esperou o ‘sim’ que eventualmente veio. “Eu não te dar esse tipo de atenção como eu sempre dei, faz com que sua visão sobre mim mude?”, acariciou sua mão com o polegar — queria deixar claro que não teria problemas com a resposta, seja lá qual fosse ela.
“É errado se eu disser que sim? Porque eu tô me sentindo péssima por isso.”, existia desconforto em admitir. Tanto que precisou fazer-se mais clara: “Eu sei que você me ama. E eu te amo com ou sem sexo, mas desde que isso tudo começou parece que eu tô sendo rejeitada o tempo inteiro.”
“Eu não tô te rejeitando, meu amor. Você sabe os motivos por trás de tudo que eu estou fazendo.”, moderava a própria maneira de falar a todo momento. Queria esclarecer o que estava acontecendo, mas não queria soar como se estivesse invalidando seus sentimentos.
Você, por outro lado, se sentia quebradiça. O contato entre as mãos de vocês quase ruiu o com seu pensamento novamente. De repente, não queria mais ter razão.
“Eu sei disso em teoria. Mas não dá pra ficar em paz com você dizendo não pra mim o tempo todo.”, encarou o jeito que os dedos se entrelaçavam. Minghao aparentava ter sido feito para te acolher de corpo e alma, talvez estivesse sendo estúpida por estar perdendo a cabeça com algo tão banal assim. Recolheu os próprios pedaços, diminuindo a situação por conta própria: “Droga, é ridículo, não é?.”
“Shhhhhh. Nada disso, amor. Eu te entendo, hm?”, só que ele não deixaria você minimizar algo que era tão importante ao ponto de te deixar mal. Levou o enlace até os lábios, beijando a parte dorsal da sua mão “É normal, é tão importante quanto qualquer outro aspecto num relacionamento.”, usou a ponta dos dedos para virar o seu rosto na direção dele com delicadeza.
O olhar que trocaram foi intenso, mas não durou muito. Minghao pousou um selo demorado nos seus lábios. Sem alarde, só queria sentir sua boca na dele, te assegurar que estava ali. Você suspirou devagar, acolhendo ainda mais o lábio inferior dele entre os seus. O contato findou-se, mas mantiveram as testas coladas.
“Existe alguma alternativa que você consiga pensar ‘pra tornar as coisas mais fáceis?”, o arzinho quente do sussurro quase te distraiu da tarefa de tentar responder à pergunta. Rendeu-se a um balançar de cabeça lento, negando. “Ou algo que eu deva fazer?”, outra opção, mesma resposta. “Amor, olha ‘pra mim…”, fez pressão nos dedos que ainda seguravam seu queixo, você se viu obrigada a olhá-lo nos olhos outra vez. “Me ensina a ser melhor.”, suplicou, as sobrancelhas franzidas. Naquele momento pareceu existir somente uma solução possível: que Minghao parasse de te dizer ‘não’.
“Eu quero uma sessão, Hao.”, esforçou-se para deixar o tom mais neutro possível. Estava consciente que o pedido seria alvo de recusa, foi um acordo silencioso que fizeram após o quase fiasco que se sucedeu na última sessão.
“Você sente que precisa de uma sessão ou só quer que eu te toque?”, a pergunta veio depois de um longo suspiro. Era explícito que ele desviou do ‘não’ imediato só para não te frustrar mais ainda.
“Eu não sei.”, sabia sim.
“Sabe.”, ele confirmou com a cabeça. Te instigava a racionalizar a situação, porém você não queria fazê-lo. “Tenta pensar com clareza, amor. Vai ficar mais complicado essa semana, mas a gente tá quase lá.”
“Por favor…”, choramingou, envolvendo o rosto dele entre as mãos. Colou as testas de vocês outra vez, um bico enorme nos lábios — fazia birra como uma criança.
“Aguenta só mais um pouco, meu bem.”
“Me ouve como namorado dessa vez.”, o rostinho tristonho chegava a ser comovente, mas não tanto quanto a vozinha embargada. “Eu preciso, por favor…”, roçou os lábios contra os dele. “Só hoje.”
Minghao suspirou. Era fraco. Muito fraco quando o assunto era você.
“Promete que não vai tentar quebrar nenhuma regra?”, o tom foi quase frustrado, ele não esperava abrir mão da própria decisão tão facilmente. Você precisou de muito para não deixar um sorriso enorme escapar.
“Prometo. Só preciso de você.”, balançou a cabeça avidamente. Selando a boquinha do namorado diversas vezes. O homem amoleceu com a clara demonstração de gratidão, sorrindo apaixonado contra a sua pele. Não se aguentou, envolvendo sua boca em um beijo quente. O cuidado e devoção sempre te acertavam em cheio — num lembrete explícito que Minghao era seu homem, seu namorado. Ele envolveu seu cabelo entre os dedos, guiando a dança como sempre fazia e ainda assim conseguiu te enfraquecer com a demonstração de posse.
Não esperou ser convidada para saltar a marcha e se sentar no colo do homem, aquilo tudo era seu e, até certo ponto, tinha liberdade para fazer o que bem entendesse. Os corpos e as bocas se emaranhado num aperto erótico, a pele esquentando ao ponto do ar condicionado do carro se tornar insignificante. Agarrou uma das mãos que estava em seu quadril, levando até os seus seios, incitando-o a apertá-los.
Lentamente se cansava do comportamento comedido dele, não queria uma simples demonstração de carinho, precisava que ele te tocasse com mais cobiça — como se precisasse disso tanto quanto você. Seu namorado finalmente deu um passo à frente, enfiando a mão por baixo da camiseta para ser capaz de livrar seus seios do sutiã. Os dígitos gelados roçando contra a pele cálida dos seus seios te fizeram ondular a cintura com fervor.
Encharcava-se fácil e perdia o controle com mais facilidade ainda.
As carícias arrastaram-se pela barriga, alcançando a barra da saia que havia se enrolado quase que por completo, subindo até sua cintura. Ele esfregou os dedos contra a sua calcinha, sentindo a renda molhada melar também os dedos dele, o polegar pressionou seu clitóris. Você arfou contra a boca masculina, perdendo-se, ansiando por mais. Vibrou em expectativa quando teve a calcinha arrastada de ladinho e só não reclamou da falta de contato que sucedeu a ação, pois seu namorado abria o próprio cinto com certo desespero.
A boca secou, foi difícil impedir que a expressão de choque não se transformasse em uma de esperança, cogitando a possibilidade de Minghao simplesmente jogar a toalha sem mais nem menos. Moveu o quadril inquieta, a entradinha não parava de apertar — reclamando da sensação de vazio. Quase gemia sozinha, embriagada com a vontade de foder gostoso com o namorado.
“Eu vou entrar, mas a gente não vai se mexer. Tudo bem?”, o aviso fez seu estômago apertar em desapontamento. Quis fingir estar de acordo, quis muito… mas não podia, não conseguia. “É só ‘pra ficar pertinho.”, selou sua boquinha, consolando a decepção que ele parecia saber que viria. “Quero te dar a certeza que não ‘tô te rejeitando, meu amor.”, doce, lento o suficiente para a sua cabecinha ser capaz de processar.
Contra a parede, viu-se compelida a concordar. Ficar cheinha de Minghao era muita coisa se comparasse ao pouco que teve nessas últimas semanas. Respirou fundo quando o homem voltou a afastar sua calcinha, usando a glande para recolher parte da lubrificação que escorria. Pulou involuntariamente quando Minghao fez menção que iria entrar, nem sabe o porquê.
“Tem certeza que consegue fazer isso?”, ele quis confirmar, a mão livre arrumando seu cabelo atrás da orelha. “Respira fundo.”
A ponta resvalando na sua entradinha fez seu corpo saltar novamente, mas dessa vez Minghao não usou o movimento como pretexto para se afastar. Forçou sua cintura para baixo com lentidão, o olhar atento ao seu rostinho — havia presumido que seria desconfortável para você, já fazia tempo desde a última vez que sentiu algo te abrindo assim.
O arrepio que cortou sua pele fez um tremor esquisito rastejar pelos seus músculos. Tinha consciência do quão quebrável aparentava ser agora e isso estava explícito no modo como seu rosto esquentava. Cada centímetro te deixando deliciosamente fraca. Era cru demais para um momento tão ínfimo, não deveria ser digno de descontrole — mas foi.
A mente ébria experimentou dois segundos de sobriedade quando você percebeu que talvez acabaria tendo um orgasmo por conta disso, porém não poderia de maneira alguma deixar que Minghao chegasse à mesma conclusão. Foi esperta, escondendo-se no pescoço febril a tempo de ocultar os seus olhinhos revirando quando a glande rígida forçou abertura no fundo do canal apertado.
Custou a suprimir o próprio gemido, a vontade realizando-se de um jeito ou de outro com as unhas cravando os braços do namorado. Notou não ser a única a quase perder a compostura quando foi abraçada com vigor contra o corpo maior. Respiravam fundo, balançando numa sincronia aparentemente ensaiada. Não teriam ficado nessa por mais tempo que o necessário se não fosse pelo buraquinho carente que não parava de pulsar — o prazer que cada aperto oferecia estava gerando frustração em Minghao, iria acabar estragando tudo se continuasse a ter o próprio pau estimulado com tanta fome. Precisou intervir:
“Amor, o processo é o mesmo, tudo bem?”, pronunciou cada palavra entre arfares gradativamente mais controlados. Acariciou suas costas, queria que você voltasse a si mesma. Não funcionou de início, pouco do que ele disse realmente foi entendido por você. “Tenta me responder com clareza e pensa antes de falar.”, relembrou, apertando o abraço para confirmar que você o ouvia. “De 0 a 10, o quão difícil está sendo o experimento?”, você já havia respondido a essa mesma questão vezes demais.
Deveria ser fácil, não é?
Talvez fosse se você estivesse escutando alguma coisa de fato.
Forçou os seios contra o peitoral dele, queria compensar a falta de movimento com a proximidade. Sentia-se escorrendo, quase pingando e não dava para ignorar — mesmo tentando muito. Só sabia pensar em ser fodida até chorar.
“Amor?”, ele buscou resposta outra vez.
“Não sei…”, foi tudo o que conseguiu formular num sussurro. O ar quente arranhou o pescoço dele e o membro espasmou. Cacete, ele teve certeza que você sentiu. E comprovou isso com a rebolada nada tímida da sua cintura logo em seguida. Gostoso ‘pra caralho. Sequer seguraram dessa vez: gemendo um pro outro com tanto tesão que foi o bastante para perceber o quão próximos estavam de perder a cabeça como no outro dia.
Você ganhou um apertão dolorido no quadril — e provavelmente ganharia um pedido de desculpas muito arrependido depois. O corpo moveu-se junto ao dele quando Minghao respirou fundo, recuperando o pouco que ainda havia do próprio discernimento.
“Meu bem, sem se mexer.”, não precisou ver para saber que a ordem era séria. Ele tinha um tom muito específico para quando estava estabelecendo limites — limites que você nunca era estúpida o suficiente para testar. Não até agora. “Você sabe as regras.”, autoritário, sussurrou entre os dentes.
Porra, você ia se babar de tanto tesão. Como daria um jeito de explicar pro seu namorado que não queria conversar, não queria brigar, não queria ouvir sermão… não estava óbvio? Queria dar a buceta até ficar burra, droga, faria qualquer coisa por isso.
“De 0 a 10, _____?”, repetiu. O quão na pior ficaria se mandasse ele calar a boca nesse momento?
“Seis?”, incerta, chutou a primeira coisa que veio na mente e esperava muito que esse fosse um número entre 0 e 10.
“Você tem certeza?”, pergunta retórica. Roçando a ponta do nariz contra o pescoço masculino entorpecia-se com o cheirinho gostoso dele. “Amor, você ouviu minha pergunta?”, quis confirmar. Você já trocava os sentidos na própria mente, queria experimentar a sinestesia de sentir o cheiro dele na sua língua. “Ei. Olha pra mim.”, mais que um pedido, Minghao fez questão de te puxar pela nuca. “Meu bem, tem certeza que você consegue se controlar?”, vislumbrar o rostinho avermelhado e os lábios cheios não fez bom trabalho em remediar seu estado, nem respondeu a pergunta — era como se ele sequer tivesse questionado alguma coisa. “Amor?”
“Consigo.”, finalmente, escolheu a resposta segura, a que ele provavelmente queria escutar. “Eu quero te beijar.”, tentou chegar mais perto da boca bonita, mas a pressão na sua nuca te impediu antes que pudesse fazê-lo.
“Responde o que eu tô te perguntando primeiro. Lembra que isso ainda é uma sessão.”, e de novo: rejeição.
Rejeição, rejeição, rejeição.
Era só o que ele sabia fazer ultimamente. Só o que fazia você sentir. E, especialmente hoje, é o último sentimento no qual você gostaria de pensar. O dado foi lançado outra vez, agora não via a situação com os mesmos olhos — não com a mesma paciência. Sentia-se a porcaria de um rato de laboratório, ele sequer lembrava que você ainda era namorada dele por acaso?
“Não revira os olhos pra mim, _____.”, alertou e você só notou que havia feito isso após ouvi-lo.
“Desculpa.”, cuspiu do jeito mais automático que já havia feito em toda a sua vida, não havia sinceridade alguma.
“De novo. De 0 a 10, o quão difícil ‘tá ?”, ele queria reagir com tanta hostilidade quanto você, mas estava claro que o lado profissional não permitia que ele o fizesse. Mais frustrada ainda ao constatar que Minghao estava agindo como se você fosse uma paciente, fez questão de ser seca:
“Dez.”
“Ansiedade?”
“Dez.”, mesmo tom, mesma irritação.
“Como você categoriza o seu humor hoje?”, tudo muito robótico, mas nada suficiente para mascarar o fato dele estar pulsando como a porra de um pervertido dentro de você. Jurava que ia surtar se ouvisse mais alguma pergunta estúpida.
“Arrependimento.”, não dava para expressar mais sarcasmo que agora.
“Eu preciso de respostas sérias, _____.”
“Eu não tô rindo, tô?”, forçou um semblante entediado. Minghao detestava insolência, você tinha total noção disso. E se ele não fosse aproveitar a ira que escureceu os olhos dele como deixa para te usar sem dó alguma, ele sinceramente poderia ir pro inferno.
“Você ao menos já escolheu a experiência que vai ser relatada na sessão?”, levantou o rosto, aproveitando o máximo que posição permitia para te olhar de cima. E você não ia sair de mãos vazias hoje, estava convencida disso.
“Tô pensando.”, fez pouco, deu de ombros. Desvencilhando-se do aperto dele como podia, desabotoou a camiseta que estava usando, expondo o sutiã rendadinho. “Preciso relaxar um pouquinho pra conseguir pensar melhor.”, sugestiva, desfez-se das alças, puxando a peça até que conseguisse expor os seios por completo.
“Só que você precisa me falar algo. Senão não faz sentido.”, Minghao não desviou o olhar do seu rosto nem por um segundo — conhecia-te como a palma da própria mão.
“Eu não consigo lembrar de nada.”, dissimulou, arrastando cada palavrinha dentro da boca. Disposta a ganhar a atenção dele a todo custo, exibiu-se mais ainda. Apoiou as costas no volante com cuidado, abrindo as perninhas para deixar exposto o ponto no qual vocês estavam conectados. Minghao foi incapaz de ignorar dessa vez, a lascívia encoberta por uma expressão de desaprovação.
“Então não acho que deveríamos iniciar a sessão até você ser capaz de lembrar.”, resistente até o último segundo. “Levanta, _____.”, os dedos pressionando seu quadril fizeram menção de erguer seu corpo. Irritou-se, ele só poderia estar brincando contigo.
“Não enche, Hao. Qual é...”, revirou os olhos e dessa vez havia sido claramente proposital, queria que ele visse.
“Você sabe as regras. A gente não tá fazendo isso por diversão.”
“Quando foi pra me mamar anteontem você não lembrou de porra de experimento nenhum.”, estava jogando cada vez mais baixo, tão tomada pela própria frustração que sequer era capaz de avaliar que esse definitivamente não era o melhor jeito de conseguir o que queria. Porém havia uma diferença entre seu objetivo final e a sua vontade atual, pois o desejo de agora era um só: tirar seu namorado do sério. “Por que as regras só valem pra mim nesse caralho?”
“_____, não testa minha paciência.”
E você definitivamente estava conseguindo.
“E você vai fazer o quê, Minghao?”, pronunciou o nome dele com o mesmo tom insolente que ele havia usado para falar o seu.
“Sessão encerrada. Sai do meu colo.”, sem expressão, sinal claro que havia perdido a calma. Você, no entanto, não se moveu um centímetro sequer para obedecer. E, se estivesse sendo sincera, sentia-se cada vez mais excitada em desafiá-lo. “_____.”, alertou. As mãos lutando contra a pressão que você mesma fazia para se manter no colo dele. Tinha força suficiente para te tirar dali no segundo que quisesse, mas claramente queria que a ação partisse de você — queria submissão da sua parte.
“Por que tudo tem que ser do seu jeito, hein? E se eu não quiser sair? E se eu quiser acabar com essa merda toda agora?”, o controle esvaindo-se a cada questionamento. Muito pior, livrou-se da postura aberta que havia se colocado, praticamente indo para cima dele a fim de tomar o que tanto queria.
“Eu já disse-”
“Você se acha tão superior com esse seu autocontrole ridículo, não é?”, desafiou, sem pudor algum. Os seios fazendo pressão contra o peitoral dele outra vez, faltava um empurrãozinho para que os narizes se encontrassem. Minghao pulsou, a porra espessa vazando dentro de você, porém o semblante permaneceu frio. Um erro. Seu tesão em arruinar a falsa expressão de desdém te obrigou a apertar todos os botões dele de uma vez só. “Porra, dá pra ver na sua cara que cê tá puto, amor. Para de fingir.”, riu baixinho. Deu risada sem acanhamento algum. Riu porque tinha completa noção de que, para um terapeuta, Minghao curiosamente odiava não ter controle sobre situações que o envolviam.
Agarrou um dos pulsos dele e precisou forçar as unhas na pele frágil para que ele aceitasse largar seu corpo. Puxou a mão do homem até que ela estivesse bem no meio das suas pernas e Minghao se viu desarmado demais para te impedir de forçar os dedos dele contra o seu pontinho. O contato fez sua cintura tremelicar, ainda não havia se livrado da sensibilidade patética que vinha de não ter tido a permissão de gozar em tanto tempo. Ainda que não fosse o objetivo ali, não foi estúpida ao ponto de não tirar proveito da situação: forçou um carinho gostoso contra o lugar inchadinho e seu namorado se viu cada vez menos disposto a te fazer parar quando sentiu você apertando ele com gosto.
“Bate aqui, vai. Desconta em mim.”, manhosa, sussurrou o pedido contra o rosto dele. “Você quer me foder, não quer? Tô tão molhada, Hao… tão fácil…”, rebolou com mais discrição, sabia que levaria bronca se deixasse muito óbvio. “Me fode… faz qualquer coisa…”, o homem apertou os olhos numa expressão sôfrega, os ombros relaxando em fraqueza. “Por favor, amor…”, choramingou mais ainda, um sorrisinho de canto surgindo ao notar que não era mais você quem “forçava” o carinho — Hao agora brincava com sua bucetinha por conta própria. Roçou a boquinha contra a bochecha dele, o corpinho voltando a arrepiar e derreter ao ser acolhido com tanto chamego. “Bate em mim, eu não tô me comportando direito…”, numa voz trêmula, apelou para o óbvio. Tava mole de tesão, cacete, as palavras saíam sem que você fizesse esforço algum. “Bate que eu gozo bem gostoso no seu pau.”, dengosa, pediu enfim.
Era baixa, injusta e sem limite algum.
Minghao respirou fundo. As mãos te apertando de um jeito nada agradável quando num impulso só suspendeu seu corpo, saindo de dentro de você num movimento de cintura rápido. Não se deu ao luxo de seguir encarando sua expressão desacreditada, fechando os olhos e indicando o banco do passageiro com um menear de cabeça. Pressionou as pontas dos dedos contra os olhos quando você finalmente obedeceu. Claramente alterado, sequer se deu ao trabalho de guardar o membro rígido dentro da calça — estava encharcado, a bagunça que você tinha feito dele pingava no tecido.
“Se veste.”, disse firme, os dedos ainda cobrindo os olhos.
“Por quê?”, soou contrariada ainda que soubesse exatamente o motivo, tudo fruto da repentinidade da mudança.
“Pra subir pro seu apartamento.”, finalmente ajustou-se dentro das próprias roupas. “Você não tá em condições de colaborar com o experimento hoje.”, não se deu ao trabalho de te dirigir o olhar e talvez essa tenha sido a parte que que mais te enfureceu.
Era isso, você havia virado nada mais que a porra de um experimento ‘pra ele.
“É brincadeira, não é?”, riu sem humor algum. Tão frustrada como nunca se sentiu, os olhos ardiam.
“Se veste, amor. A gente conversa quando você se acalmar.”
“Você tá sendo ridículo. Porra, você-”, gaguejou e a partir daqui impediu a si mesma de continuar falando, tanta raiva fazia as lágrimas escorrerem e você não queria dar esse gosto a ele. Vestiu-se sem capricho algum, só precisava colocar as roupas de volta no lugar. Fez questão de bater a porta quando deixou o veículo, pisando forte até chegar no elevador.
— 𝗦𝗘𝗦𝗦𝗜✷𝗡 𝟬𝟲: Quinta-feira, 24 de abril.
Caminhava entre os corredores, observando como o mosaico de especializações que compunham o edifício faziam seus olhos arderem mais. Nessa história, não existia um único ponto positivo sequer. Não havia chegado à uma conclusão plausível que explicasse o motivo de estar ali — especialmente sem aviso prévio. Só sabe que, em algum ponto do seu dia, sustentar a irritação que sentia por conta própria deixou de fazer sentido, Minghao merecia sim experimentar parte daquele sentimento junto com você.
Em outra situação se martirizaria por ter desobedecido o pedido da secretária que te solicitou para aguardar enquanto avisava o homem sobre a sua chegada, porém só a noção de que ele estava sozinho no consultório foi suficiente para que você desconsiderasse a orientação da mulher, levando o corpo em passos pesados até o local. Ignorou até mesmo a regra de que ninguém entrava no consultório sem bater e finalmente ali estava, diante do homem ao qual você havia se recusado a dirigir à palavra durante três dias inteiros.
Embora supostamente fosse — ou devesse ser — o mais equilibrado daquela situação, Minghao enfrentava sérios problemas em abrir mão da postura orgulhosa. Parte disso poderia ser explicado no fato dele estar lidando com os sintomas de abstinência tanto quanto você, ainda que, por fruto de pura arrogância, se fizesse de rogado. Encarou a porta escancarada com a incredulidade que ofereceria a qualquer um que se atrevesse a abri-la sem avisar antes e não houve mudança na expressão quando percebeu que você era a autora da ação.
“Você não me avisou que iria vir.”, não era um questionamento e mesmo que fosse você não se sentiria disposta a responder. “A secretária também não ligou.”, acrescentou à informação, largado a caderneta que tinha em mãos na mesa. “Você sabe que eu não recebo ninguém sem marcar antes.”, o comportamento metódico e deveras impessoal não ajudava a remediar seu estado.
“Não sou a porcaria de uma paciente sua, Minghao. Para de falar assim comigo.”, reprovou-o, fechando a porta sem cuidado algum. “Tô de saco cheio de você me tratando como se eu fosse um rato de laboratório. Só…”, iniciou e não havia direcionamento algum para finalizar, mal sabia o que queria dizer — puramente descarregando os próprios sentimentos nele. “Só a porra de um experimento ridículo.”, a voz embargou, a garganta começou a se fechar, os olhos arderam… todos sinais de algo que você já conhecia bem. “É só ‘pra isso que eu sirvo?”
“Se você não tinha certeza se era capaz de cumprir com o acordo, por que aceitou participar?”, ele tentou relaxar na cadeira, mas a postura tornou-se mais rígida. “Você podia ter me dito não. Simples assim.”, típico de quem tenta assumir uma posição de defesa.
Isso te esgotou mais, nada que Minghao fizesse ou dissesse tinha o poder de corrigir a tensão que havia em sua mente. Avançou até o homem involuntariamente antes que pudesse decidir fazê-lo em plena consciência, o corpo decidia as coisas por conta própria.
“Porque eu não sabia que você ia agir como um escroto filho da puta.”, a cabeça dói num palpitar vertiginoso, engole seco. Não há tempo de distinguir entre as palavras que normalmente usaria para aquelas que estão rolando pela sua língua no momento. Minghao franze as sobrancelhas, reajusta a postura na cadeira, porém não reage. “Simples assim.”, reproduziu as mesma palavras, mas não no mesmo tom — o seu era cheio de sarcasmo.
“Acho que você ‘tá exaltada demais pra ter essa conversa agora.”, neutro, sequer parece que vocês dois estão na mesma sala.
“Eu tô exaltada demais pra qualquer coisa, Minghao.”, deu a volta na mesa, fazendo com que ele virasse a cadeira na sua direção. “Porque a gente só pode conversar quando você acha conveniente.”, agora tinha-o tendo que olhar para cima devido a proximidade. “Só dá pra conversar comigo durante as suas sessões ridículas. Aposto que ‘cê nem me vê como namorada mais, agora que eu virei a merda de um fantoche, não é? Admite.”, a retórica era quase perfeita, mesmo querendo pular em cima dele de tanta raiva. Despreocupada em admitir para si mesma que parte daquilo era mais exagero do que uma representação fiel dos seus sentimentos. O corpo esquentava, a garganta coçando com todas as coisas que surgiam na sua cabeça.
“Você sabe que isso não é verdade, _____. Você-”
“Então eu sou uma mentirosa agora?”, interrompeu. “Porra, desde o começo desse inferno ‘cê tá agindo como se eu fosse obrigada a fazer todas as suas vontades.”, exasperada, atropelou uma palavra ou outra. “Eu sou humana também! Sabia disso?! Você mais do que ninguém devia saber.”, já apontava o dedo na direção dele, sentia o nó da garganta voltando aos poucos. “Caralho, você quer que eu fique em paz com você me tratando como se eu tivesse errada por querer transar com você?”, só percebeu que falava mais alto quando o assistiu apertar as têmporas com uma das mãos, como se a cabeça doesse. O gesto demonstra desdém mais que qualquer outra coisa — intencional ou não — você se sente na borda, acha que vai surtar de tanta raiva se o senso de superioridade irritante não sumir imediatamente.
Pouco de você ainda queria dar a chance que Minghao precisava para se redimir — porque, acima de qualquer coisa, a discussão vinha da vontade insuportável que você tinha de ser dele outra vez. Ele esfregou as mãos no rosto num gesto impaciente, apoiando-se em uma delas logo em seguida. Suspirou ruidosamente, a tolerância parecia ter chegado ao fim.
“Acaba com o experimento então, _____.”, te olhou com tédio. “Goza.”, o tom oscilava entre desafio e ordem, não dava para interpretar. A expressão de descrença que pintou seu rosto não comoveu o homem. “Você me ouviu. Você não me deve nada, não é?”, rancoroso, parecia finalmente dar abertura para que a própria irritação escorresse pela boca. “Fode essa buceta até gozar. Não é isso que você quer?”, o linguajar completamente desinibido de qualquer compostura que ele fingia ter te fez fraquejar.
“Não…”, a negativa saiu automática, porém quase inaudível.
“Não?”, franziu a testa. Nesse ponto, não sabia mais dizer o que diabos você queria dele.
“Faz você.”, esclareceu. O homem pareceu não processar de primeira. “Eu quero que você faça.”, exigiu, como se o que pedia fosse seu por direito.
Minghao riu.
Riu na sua cara, sem um pingo de hesitação. Um riso incontido, mas baixo o suficiente para mal ser escutado. Ele esfregou as mãos no rosto novamente, por incredulidade dessa vez. Respirou fundo, estabilizando o próprio estado. O olhar carregava uma névoa estranha quando te encarou outra vez.
“Se a gente vai acabar com isso vai ser porque você fez, _____.”, convicto, como quem estabelece uma regra inquebrável. “Tira a roupa.”
Sua cabeça ficou dividida, não sabia se respondia pela necessidade do seu corpo ou da sua moral — isso era o que deveria ter acontecido no momento em que ouviu a ordem.
Não houve divisão alguma.
Foi vergonhosa a facilidade que você teve em trair o próprio orgulho.
Completamente nua, possuía discernimento suficiente para notar que essa era uma escolha extremamente proposital. Um demarcador de dominância.
E, cacete, seu corpo gostava tanto disso.
Sentou-se no colo dele sem solicitação alguma, previu que aquela seria a próxima ordem. Foi aí que percebeu estar mais ferrada do que imaginava. Seu aperto firme na camiseta de linho desatou-se ao ser segurada pela cintura — ainda que não estivesse de acordo em acabar com o experimento, Minghao não te deixaria cair. Quente, absurdamente quente, pensava estar febril. Era como se estivesse definhando aos poucos, fraca de tanta vontade. Se tornou totalmente vulnerável só por estar no colo dele, o corpo havia se entregado por si só.
A capacidade de ser racional te escorreu pelos dedos, os pensamentos fugindo um a um. Moldou-se num abraço carente, havia sido feita para encaixar em Minghao, ser totalmente dele. O rosto inquieto esfregava-se no pescoço masculino e as mãos buscavam por qualquer pedacinho de pele que a roupa social deixava escapar. Acolheu o pomo-de-Adão entre os lábios, o ventre se apertou com o peso dele na sua língua. Viciou-se rápido demais em encher o paladar com o gosto da pele dele, lambendo, mordendo e chupando cada pedacinho livre.
“Você prometeu, meu bem.”, a reclamação veio dentro de um arfar ruidoso. Com esforço suficiente dava para perceber o tom manhoso dentro das palavras. “Porra, ‘cê jurou ‘pra mim. Disse que ia ser boazinha, que não ia estragar tudo.”
“Me desculpa…”, choramingou baixinho. Mentirosa, o roçar ininterrupto da sua intimidade contra a dele não mostrava arrependimento algum. Mordiscou o queixo do namorado, sentindo parte da semi ereção apertadinha contra o clitóris sensível. Rebolou com mais força, gemendo dengosa quando sentiu a entradinha expulsar um líquido pegajoso. Alcançou uma das mãos do homem, puxando-a até o meio das suas pernas com uma coisa apenas em mente: precisava ficar cheia.
“Eu não vou te tocar agora.”, negou com a cabeça e livrar o pulso do seu aperto não foi tarefa difícil. “Já disse: você vai estragar o experimento sozinha.”, o lembrete te fez ter vontade de chorar.
Não queria assim, precisava de Minghao.
Quis fazer birra, choramingar, reclamar até convencê-lo… só que o tesão falou por você: não conseguia parar de se esfregar no homem, patética demais. Abraçou-o pelos ombros, o rostinho se enfiando no pescoço dele outra vez. Reajustou o corpo, abrindo mais as perninhas para ser capaz de abrigar o relevo entre as dobrinhas encharcadas.
A cabeça apagou, presa num êxtase delicioso. Gemia para si própria como se quisesse constatar que finalmente estava livre para sentir todo prazer que queria — sem se limitar ou se privar de nada.
“Tá escorrendo tanto que chega a ser nojento, amor. Me sujando pra caralho…”, o sussurro grave ao pé da sua orelha fez os peitinhos desnudos se eriçarem, friccionou-os contra a camiseta do homem quando se contorceu em algo que misturava vergonha e muito, muito tesão. “Vai ter que limpar minha calça depois, putinha.”, cuspiu em escárnio e tudo que você conseguiu fazer foi produzir um barulho dengoso, como se reclamasse. “É o que você tá sendo agora.”, os dedos forçaram-se contra a carne do seu quadril. “Quem não sabe controlar a buceta é putinha.”, nesse ponto os gemidos já haviam se tornado mais ruidosos — Minghao com certeza fazia de propósito. “Como que eu vou sair daqui desse jeito?”
“Eu limpo…”, prometeu, a voz esganiçada. “Me desculpa.”, o canalzinho apertado pulsou. Porra, era tão humilhante. Humilhante o suficiente para te fazer ter vontade de gozar.
“Nenhuma das minhas pacientes se comporta como uma ninfo descontrolada, amor. Era só um mês, só isso.”, soava cada vez mais austero. Estava claro o quão desapontado com a situação ele se sentia. “Mas você não consegue, não é? Precisa agir igual cadela.”, o termo lançou um arrepio pela sua espinha. Definitivamente estava pisando em território desconhecido com Minghao — e amando cada segundo do quadro explícito de desequilíbrio dele. “Fala pra mim, _____.”, pausou. Uma das mãos envolveu seu cabelo, puxando até que o rostinho arruinado estivesse no campo de visão dele. “Fala que é uma putinha desesperada que não sabe se controlar, fala.”, cuspiu o pedido sem nem hesitar. Você travou, desarmada. Sentiu o ventre espasmar num aperto gostoso. Sequer reagiu, olhando para o homem totalmente estúpida. “Fala, porra.”
Cinco, seis, sete segundos que pareceram se arrastar. Não houve resposta ou obediência da sua parte. Minghao traiu a própria conduta. Resolveu que era hora de finalmente agir com descontrole.
Demorou para que você absorvesse quando o tapa te acertou. Seco, certeiro e barulhento. Forte o suficiente para fazer seu rosto se virar. O que começou como um formigamento doloroso no seu rosto correu pelo seu corpo inteiro rápido demais. A boquinha se abriu, gaguejando algum som estranho que sequer significava coisa qualquer.
Quis gemer, se molhar inteira de tanto tesão. Minghao te deixava doente, porra.
“Eu sou…”, começou uma frase que não sabia como queria terminar. “Eu… amor…”, Salivou, precisava gozar ‘pra ele. Assim. Desse jeitinho. Com ele puto ‘pra caralho. “Bate de novo.”, o pedido veio por puro impulso. De repente, rebolava sedenta outra vez como se precisasse disso mais que qualquer outra coisa.
“Não.”, negou prontamente.
Em vão. Deus sabe o quão teimosa você conseguia ser…
Sabia agir exatamente de acordo com o título que Minghao tanto queria que você repetisse: como uma putinha desesperada. Agarrou o pulso do homem como havia feito tantas vezes naquela tarde, puxou-o até seu rostinho. Os olhinhos arregalados num gesto penoso pediam — não — imploravam por mais um tapa.
“Solta, _____.”, ele murmurou entre-dentes. Lutando contra o aperto das suas unhas. Seus olhos já ardiam em frustração. Já havia pedido uma vez, não queria pedir de novo.
Droga, precisava… ele não conseguia entender isso?
“Por favor…”, balbuciou. A cinturinha não cessava o movimento, maltratava a bucetinha contra o tecido já encharcado fantasiando com a porcaria do tapa. Intransigente, ele sequer se moveu — disposto a te privar do que você tanto queria. Você não pôde evitar o biquinho adorável, presa na borda, esforçando-se inutilmente. Não sabia mais gozar sem seu homem. Precisava dele, inferno, de qualquer jeito. “Eu não c-consigo… Bate…”
“Você não ‘tá chorando ‘pra apanhar não, amor…”, negou em total descrença, um riso escarnioso adornando os lábios. “Só pode ser brincadeira, porra…”, franziu as sobrancelhas, bebendo cada detalhe da cena. Os olhos molhadinhos faziam o pau escorrer ‘pra caralho, mas nem conseguia ver diferença — você já tinha melado ele inteiro. “Se quer tanto apanhar faz por merecer.”, acolheu uma lágrima no canto dos seus olhos com o polegar. “Fala o que eu quero ouvir, vai.”, levou-o até a boca, sorvendo o líquido salgado.
“Eu sou uma putinha…”, a confissão saiu em dengo puro. Precisou se foder no volume gostoso com mais força para compensar a vergonha que sentiu. “E eu- eu não sei me controlar, Hao…”, e, de fato, não sabia — prestes a se babar só de sentir o pau dele embaixo de você. “Agora, por favor…”
Minghao assistiu à cena sem esboçar reação alguma. O único indicador de que havia ficado satisfeito veio quando ele arrumou os fios de cabelo que estavam presos à sua bochecha — como se preparasse o local.
Você engoliu seco. Fechou os olhos. Respirou fundo. Quase vibrava em nervosismo.
O estômago repuxou quando o segundo tapa finalmente veio. Você estava alerta o suficiente para absorver a sensação dessa vez, alerta para constatar que era gostoso sentir a ardência rastejar pelo seu rosto. Abriu os olhos e sorriu entorpecida com a expressão do namorado — de macho puto, pronto para te arruinar pra caralho.
Mais um. Do outro lado dessa vez.
Apertou os próprios peitinhos. A cinturinha tremelicou, sentia-se perto demais agora.
Mais um.
Choramingou o nome do homem, cavalgando dengosa contra o pau dele.
Minghao havia erguido a mão mais uma vez quando te assistiu travar.
Tremeu. Quase gritou. Tudo de uma vez.
Os olhinhos atrás da cabeça enquanto se esforçava para expulsar o gemido preso dentro da garganta. Os dedinhos se enroscaram no cabelo dele como puderam, puxando, machucando… desesperada demais por não conseguir lidar com o orgasmo ou mesmo parar de gozar. Minghao te abraçou com firmeza, tentando te fazer relaxar.
A entradinha pulsava muito, quase acompanhando o sobe e desce do seu peito que não cessava por conta dos arfares. O homem tentou te fazer sentar outra vez, fechando o abraço em volta da sua cintura, porém você saltou em sensibilidade assim que a pele resvalou contra o tecido outra vez — tamanha fora a intensidade do orgasmo.
Permaneceu de joelhos nas bordas da cadeira. O rosto enfiado no ombro de Minghao num curvar desconfortável. A carne tremia, pingava suor. Você soluçava baixinho, sentindo o sabor salgado das próprias lágrimas escorrer para a boca. Não sabe quanto tempo permaneceu nessa exata posição, despertando somente quando o homem apertou seu quadril.
“Tá tão burra de tesão que nem tá me ouvindo falar.”, resmungou num riso contido. Você finalmente sentou-se, menos sensível agora. Ele acolheu seu rosto entre as mãos, sorrindo para a expressão vazia, vulnerável. “Mandei ajoelhar, _____.”, esclarece, amenizando o tom. “Você consegue?”, o questionamento ganhou um breve acenar de cabeça da sua parte.
Ajoelhou-se no chão com pesar, despedindo-se em silêncio do calor masculino. Havia adotado uma postura completamente dócil, a cabecinha vazia, olhava para cima como se Minghao fosse uma espécie de imperador prestes a comandar toda e qualquer ação sua — e ele iria, você sabe muito bem.
“Agora limpa. Só com a língua, sem fazer gracinha.”, ele separou as pernas, ajustando o quadril até que estivesse na borda da cadeira. Você prontamente obedeceu, apoiando as mãos nos joelhos do homem, esticou-se até que estivesse frente a frente com a virilha dele. Quase sentiu vergonha do quão suja havia sido, do quão imundo tudo parecia. Entretanto, o que conseguiu experimentar foram saudades.
Sentiu falta de tudo. Do gosto, do cheiro, do peso dele na sua língua… jurou quase ter ronronado quando roçou a pontinha do nariz no volume à sua frente. O tecido da calça era grosso, mas não o suficiente para te privar de sentir o relevo contra a sua pele. Inclinou o rosto, os olhinhos imploravam a Minghao por uma clemência que você sabia que não iria ter.
Dessa vez, resvalou os lábios contra o tecido e se arrepiou inteira só de pensar em ter aquilo tudo lotando sua boca. Forçou os joelhos contra o chão de um jeito dolorido, apertando as perninhas ao se imaginar engolindo ele por inteiro. O líquido insípido que era acolhido por sua língua parecia tornar a fantasia cada vez mais verossímil, como se a bagunça que era forçada a limpar houvesse sido feita por Minghao, não por você. Inclinou a cabeça para abocanhar parte do volume, apertou os olhos quando mamou parte da extensão. Esfomeada, excitação escorrendo entre as suas coxas e pulsando na sua boca — como se os tecidos não existissem ali.
Minghao jogou a cabeça para trás, o abdômen ondulando num movimento involuntário. Agarrou uma mão cheia com o seu cabelo impondo um sobe-e-desce desmedido, simulando um boquete propriamente dito. Sua pele ardeu com a brusquidão, forçando as unhas nas pernas dele para compensar o incômodo. Isso parece ter feito o homem voltar a si, tanto que te largou de súbito, usando de um movimento com as pernas para te afastar do local.
Vocês trocaram um olhar intenso, arfando quase que em sincronia. A farsa do autocontrole criada pelo seu namorado parecia ruir com cada uma das amostras de prazer às quais ele era exposto. Tão desesperado por alívio quanto você, não importava o quanto fingisse. Seu olhar recaiu sobre volume outra vez, sem que pudesse perceber. Salivava, porra, se babava inteira por pensar em ter aquilo em qualquer buraquinho seu, te preenchendo, te tornando inteira outra vez.
“Olha pra mim, amor.”, ele rompeu com o silêncio. Você ouviu, mas não escutou. “Pra mim, _____. Não pro meu pau.”, insistiu, finalmente ganhando o que queria. “Você entende o quão importante isso era, não entende?”, relembrou que você ainda estava acorrentada à culpa — mesmo que no momento se importasse mais em remediar o que sentia no meio das pernas. Acenou a cabeça, só sabia abrir a boca se fosse para um propósito específico e Minghao estava ciente disso: “Usa a boquinha pra responder, meu bem. ‘Cê soube usar ela direitinho.”
“Sim… me desculpa.”
“Eu sei que não tô em posição de te obrigar a fazer qualquer coisa. Mas não era nada impossível, amor. Eu te pedi algo simples.”, não havia hostilidade alguma, ele nunca precisou dela. “Só que nem isso você foi capaz de respeitar e é decepcionante, _____.”
“Desculpa, não foi por mal. Eu-”
“Foi sim. Você sabe que foi.”, interrompeu. A calmaria excessiva fazia você se remexer desconfortável, talvez se ele estivesse exaltado não sentisse tanto assim — detestava tê-lo desapontado a esse ponto. “Tanto que tá se melando inteira por causa disso.”, disse como se sentisse asco do fato. Você se molhou mais, previsível. “É porque eu ainda não te dei o que você tá querendo, não é?”, a pergunta parecia retórica, mas ainda assim você se preocupou em oferecer uma resposta não-verbal — Minghao detestava respostas assim. “Amor.”
“Sim…”
“Então você entende que precisa se desculpar direito comigo, certo? Entende que eu posso fazer o que eu quiser agora.”, soava tão convincente e seguro desse fato que ele sequer passou por alguma espécie de julgamento na sua cabeça — só se questionava se a manipulação estava ali desde o começo ou se só havia aparecido agora.
“Entendo.”, abaixou a cabeça por um breve momento, simulando o arrependimento que provavelmente deveria estar sentindo — mas que não passou verdadeiramente pela sua cabeça em nenhum momento.
Minghao aproveitou-se do longo momento de silêncio que veio após isso para tornar a situação ainda mais tensa, como um bom terapeuta faria.
Finalmente assistiu-o se inclinar para baixo, na sua direção. O olhar ainda inexpressivo examinou seu corpo por completo, parecia decidir o que fazer a seguir. Você se remexeu incomodada, o tecido do carpete não machucava, mas o chão era firme o suficiente para fazer seus joelhos doerem. Ele esticou uma das mãos, afagando seu cabelo com um afeto digno de dúvida — era quase virtuoso no jeito que te tocava, como se você não estivesse completamente nua na frente dele.
Seu ventre esquentou quando o carinho traçou seu rosto, relaxou o pescoço por instinto, esperava por mais um tapa. O homem dedilhou seus lábios, colocando dois dedos dentro da sua boca sem pedir licença. Pode-se dizer que foi gentil, esfregando as digitais na sua língua com certa cautela. O silêncio começava a te deixar nervosa demais, não gostava de ficar à mercê dos próprios pensamentos quando estava com ele. Quase rompeu com a falta de diálogo, mas o homem o fez antes:
“Você vai beliscar eles ‘pra mim.”, explicou com neutralidade. Só se fez claro quando os dedos que saíram da sua boca esfregaram um dos seus mamilos com cuidado. “Forte.”, adicionou, erguendo as sobrancelhas. “Até eu mandar parar.”
Hesitou, foi a primeira coisa que fez. Encarou-o até ter certeza de que não havia jeito de fugir daquilo. A mão esquerda se ergueu com lentidão, acariciando um dos peitinhos com cuidado — confortando a si mesma do que estava prestes a fazer. Espremeu o biquinho entre as pontas dos dedos com certa leveza, fez corpo mole sem acanhamento algum. O medo da dor arrepiava, fazia o estômago repuxar.
“Mais forte.”, a instrução te fez saltar um pouco, tão perdida no próprio receio. Fechou o aperto um pouco mais, mordeu a própria boca em incômodo. “O outro também.”, era exigente e, infelizmente, nesse momento poderia mandar e desmandar em você o quanto quisesse — você não se sentia minimamente compelida a desobedecer.
Apertou também o outro biquinho, tentando imitar a força. Remexeu-se em desconforto, a bucetinha vazando com a sensação que parecia não ir embora.
“Mais forte, _____.”
“Eu não consigo mais forte.”, rebateu imediatamente. Entretanto, precisou de um único olhar reprovador para cessar a malcrição. Apertou mais forte. “Tá doendo…”
“Para de reclamar.”
“Hao, por favor…”, choramingou. Fingida, sequer se importava com a dor, muito mais concentrada em como a entradinha não parava de pulsar. “Amor, ah…”, gemeu e, ainda que tenha tentado fingir, soou como um gemido de puro prazer. “Por favor, eu não consigo…”, contraditória, apertava-os tão forte quando no início ainda que implorasse por clemência — parecia considerar mais doloroso ir contra a autoridade do namorado. Minghao nada disse, te assistindo cumprir com a ordem ainda que estivesse prestes a chorar.
Permaneceu assim, ignorando cada uma das reclamações e dos chorinhos dengosos. Seus dedos já tremiam, a dor escorria pelo corpo e começava a trazer dormência aos biquinhos maltratados. Os lábios começaram a tremer, os olhos molhando aos poucos… satisfez o homem enfim.
“Shhhh. Foi bom. Bom o suficiente.”, elogiou. Foi permissão suficiente para que você se libertasse do aperto — que doeu quase tanto quanto se você permanecesse se machucando. “Vem me beijar.”, orientou, mas não deu espaço para que você se levantasse. Ele abaixou o torso brevemente, te forçando a se esticar para alcançá-lo.
Ganhou nada mais que um selo demorado, sinalizando que havia feito um bom trabalho. Monótono, tinha noção de que precisaria se redimir melhor se quisesse mais que isso.
“Cadê sua calcinha? Pega ela ‘pra mim.”, você se esticou desconfortável pegando a peça na pilha de roupas ao lado da cadeira e entregou ao homem. “Abre a boca.”, o comando era esperado, mas ainda assim gerou uma expressão relutante da sua parte. Mas se manteve fiel a sua posição: só obedeceu. “É. É exatamente o que você ‘tá pensando.”, confirmou com a cabeça. Houve gentileza no modo com o qual ele empurrou o tecido pouco a pouco dentro da cavidade. A contra gosto, você se concentrou para respirar somente pelo nariz, ignorando o incômodo que era sentir o tecido dentro da boca. “Não tenho problemas com você sendo uma vadiazinha desesperada, amor. Sei te colocar no seu lugar.”, usou o indicador, colocando um pouco mais da peça ali — era fininha, caberia quase por completo. “Mas não posso te deixar ser escandalosa no meu consultório, posso?”, perguntou expectante.
Nesses momentos era relembrada do senso de novidade que ainda acompanhava Minghao. Acostumava-se com as dinâmicas aos poucos, especialmente quando assumia um lugar de submissão bem estabelecido. Estava tão deslumbrada com sensações e com o contraste entre vocês dois que simplesmente não reagiu.
“Eu te fiz uma pergunta.”, soou firme. “Eu posso te deixar ser barulhenta aqui?”
Seu primeiro instinto foi falar, produzindo um murmúrio incompreensível. Ele sorriu de canto com a cena. Finalmente negou balançando a cabeça. O homem deu-se por satisfeito.
“Agora você vai levantar, deitar na minha mesa e abrir as pernas ‘pra mim.”, e você obedeceu tão rápido quanto fez com todas as outras ordens. A madeira fria fez sua pele arrepiar completamente, porém o arrepio maior veio da sensação de exposição e vulnerabilidade que sentia por estar totalmente à mercê do homem a frente.
Minghao contrariou todos os planos que você fez em sua cabeça quando se pôs de joelhos no chão, sumindo completamente do seu campo de visão. Só o tendo de volta quando o sente acolher o quanto consegue das dobrinhas da sua intimidade dentro da própria boca num beijo devoto. A língua corre por todos os cantinhos, acariciando e deixando escorrer. A cabeça se move de um lado para o outro lentamente, sugando cada pedacinho de pele, deixa beijinhos excessivos sempre que o faz — porra, parece até mesmo apaixonado pela sua buceta.
Contradiz toda a pose dominante e impiedosa quando mama seu clitóris com gula, esfregando-o com a língua num sobe e desce incontido. Seus dedos se contorcem, tenta não tocá-lo, impede a si mesma de respirar, pois teme que ele te prive do prazer no segundo em que você faça qualquer uma dessas ações. Revira os olhos quando ouve uma cuspida ruidosa se transformar na sensação da saliva espessa escorrendo até a sua entradinha. Minghao empurra a língua ali, levando o líquido junto. Você não consegue mais aguentar, geme alto o bastante para competir com o tecido na sua boca. As costas arqueiam quase saindo totalmente da mesa.
Previsível. O homem te toma o prazer no segundo em que você demonstra senti-lo.
Levanta-se desdenhoso, livrando o pau da calça num movimento rápido. A extensão coberta de uma baba pegajosa te faz salivar, totalmente vermelho, as veias pulsando como se estivesse prestes a estourar. Minghao apoia uma das mãos na mesa quando força-o para dentro — sequer te toca ou tem o cuidado de avisar.
Cheia até a borda. O interior das coxas treme quando se abre mais ainda, expondo-se totalmente para o namorado. Ele aperta as sobrancelhas, vendo o buraquinho engolir a extensão por completo. Faz menção de sair só para assistir a entradinha contraindo, impedindo-o de ir embora.
Não houve alerta quando o primeiro soluço abafado rompeu o ambiente. O homem permaneceu inalterado, as estocadas propositalmente lentas. Arrastava-se no seu interior, rastejando para fora num movimento tão longo quanto a entrada. Era angustiante, deveria se sentir satisfeita, porém o prazer ficava por tão pouco tempo no seu corpo que mal conseguia registrá-lo. Balbuciou um pedido por mais, mais rápido, mais forte. Porém nada foi produzido de fato.
Frustrou-se. Muito.
O peito queimava, tudo parecia ser demais agora. Sentia o corpo tensionando, desconfortável. Droga, ia chorar. Precisava chorar. Todo o aborrecimento ficou nítido nos olhos molhadinhos, seu namorado percebeu de imediato. Abaixou-se, acolhendo o seu rostinho entre as mãos. Fez questão de te dar a falsa esperança de que iria fazer sua vontade.
“Você é linda, meu amor. Tão linda…”, selou cada pálpebra com devoção. Não houve alteração alguma no modo como estocava, permanecia lento, torturante. Seus olhos se encheram mais, prestes a derramar. “Porra, chora ‘pra mim, vai.”, pediu com carinho, atento ao seu rosto. Dessa vez fez questão de ficar totalmente parado — te privando até do movimento. Você já estava sobrecarregada demais, não foi difícil. As orbes transbordaram, o líquido quente escorrendo pelo rosto. “Isso, assim…”, ele acariciou a lateral da sua bochecha, porém não recolheu a lágrima — deixou escorrer.
Fungando, você já buscava conforto em Minghao sem sequer perceber. Os braços envolviam os ombros do homem, abraçando-o com necessidade. A frustração não parou de escorrer nem quando ele voltou a estocar lentamente, uma das mãos se colocando entre os corpos de vocês para esfregar seu clitóris sensível. Parecia fascinado, não desviava a atenção do estado arruinado no qual havia te deixado. As fungadinhas sendo substituídas por gemidos cada vez mais manhosos, ainda que abafados.
Tentava rebolar o quando conseguia para compensar a lentidão dele, entregando-se ao prazer de tê-lo brincando com seu pontinho sem cessar. O orgasmo foi lento em te arrematar dessa vez, demorou a perceber que estava gozando, apertando os olhinhos quando finalmente se viu incapaz de resistir.
Ele se afastou num solavanco, o rosto retorcido numa satisfação dolorida. O pau pesado estava totalmente encharcado, pingando a mistura pegajosa que consistia no prazer de vocês dois. Minghao apertou a base com firmeza, como se tentasse impedir a si mesmo de gozar. Mesmo embriagada de tesão você foi capaz de observar cada detalhe na cena. O corpo molhado de suor, o peito subindo e descendo, a coloração avermelhada do falo que parecia inchar mais. Porra, precisava de tudo aquilo dentro de você. Que ele jogasse tudo bem no fundo e te obrigasse a segurar.
Apoiou os pés na borda da mesa, abrindo-se o quanto conseguia, pedindo por mais silenciosamente. O rosto franzido numa expressão chorosa, não precisava de muito para que o homem entendesse o que queria. E o homem só desrespeitou sua sensibilidade porque você fez isso primeiro. Voltou a estocar sem amarras dessa vez.
Porra, você se arrependeu.
O buraquinho estava longe de ter se recuperado, qualquer toque era insuportável. Minghao, por outro lado, havia voltado totalmente insensível. Agora estocava em tom de castigo, fodendo contigo do jeito que deveria ter feito no início — quando você ainda era capaz de aguentar.
Não queria parar — talvez fosse seu corpo se defendendo involuntariamente de um possível desmaio.
Não havia discernimento nem para que você mesma reconhecesse o estado de delírio no qual se encontrava. O tremor incessante do seu corpo causava um ranger agudo na madeira. Engasgava-se com o próprio choro, ainda impossibilitada de respirar corretamente. Na sua cabeça já havia implorado para parar vezes demais, mas nenhuma palavra sequer atravessou o tecido encharcado na sua boca.
Havia virado uma bagunça suja, regada a suor, saliva e porra. Intoxicada com o cheiro de sexo que lotava a sala e que contribuía para sua incapacidade de respirar. Esperneava como podia, o canalzinho não parava de reclamar da quantidade de estímulo que recebia. Não precisava abrir os olhos para ver o quão incisivo Minghao estava sendo, lutando contra a bagunça molhada no meio das suas pernas que insistia em fazê-lo escorregar para o lado de fora.
Estava tão sensível que achava que iria morrer se Minghao continuasse te usando desse jeito. As mãozinhas que se agarravam à madeira tentaram cobrir a bucetinha assim que sentiu outra estocada funda te fazer convulsionar. Os dedos resvalaram no corpo grande do homem, inútilmente empurrando-o pela virilha para que saísse de você — sem força alguma. Tornou-se ainda mais vulnerável quando sentiu os pulsos sendo segurados por uma das mãos do homem que os apertou para mantê-los juntos, incapazes de se mexer.
Não houve qualquer sinal de piedade quando ele se aproveitou do seu estado indefeso para esfregar o clitóris sensível com a outra mão. A ação te lançou numa condição de desordem física e mental impossível de lidar. Chutava a madeira abaixo de você, se contorcendo, chorando copiosamente e encharcando a calcinha na sua boca com saliva, as costas arqueavam-se ao ponto de doerem… e, ainda assim, o homem não cessava o estímulo.
Minghao te quebrava como se não quisesse te dar a chance de ser reparada outra vez. Fodia o buraquinho de um jeito bruto, fazendo uma baba nojenta ser expulsa entre as dobrinhas. Grunhiu, mal conseguindo lidar com o jeito que seu corpo lutava contra o prazer. Pausou o estímulo brevemente para cuspir nos próprios dedos, esfregando a saliva espessa contra o seu pontinho. Reconhece exatamente quando te arruina mais uma vez. Seu corpo desliga. De repente não tem mais resistência para manter o aperto em volta do namorado, sente o momento exato no qual as perninhas escorregam na borda da mesa.
Só que vem diferente. Molhada demais.
Esguicha tanto que faz o pau dele sair de você. O líquido quente jorra bem em cima da extensão avermelhada, deixa ele pingando e você mal parece se dar conta disso, já que a cabecinha de puta só se preocupava com as lágrimas que ainda escorriam dos seus olhos e com o fato de não conseguir ser capaz de respirar direito.
Minghao, que já estava prestes a perder a cabeça, larga a mão da própria sanidade de uma vez. Vai pra cima do seu corpo sem sequer pensar, arrancando o tecido encharcado da sua boca e toma os seus lábios, esfomeado ‘pra caralho. É bagunçado o jeito como as línguas se encontram, os narizes se esbarram pelo caminho e tudo escorre. Não condizia em nada com jeito comedido que o homem possuía sempre que te tomava. Cada vez mais explícito o quão afetado ele havia ficado.
Era a porra do beijo mais sujo que já haviam dado em todo o relacionamento. Bruto, babando de propósito, gemendo sem controle algum. Ele te chupava com gula, os dedos te forçando a abrir os lábios como se pedisse, como se implorasse, para ter sua língua dentro da boca dele. Você não sabe como ainda é capaz de retribuir — se é que retribui de fato.
Minghao toma cada parte do seu corpo de um jeito desordenado, guiado apenas pelo próprio desespero em sentir prazer, em sentir você. As mãos apertam, puxam e arranham cada pedaço de pele que consegue alcançar. O quadril se move com o mesmo descontrole que é responsável por comandar o resto das ações dele, estoca contra a intimidade encharcada o quanto pode — passando por cima da sua sensibilidade outra vez. O ósculo acompanhava a obscenidade, tentava lidar com ele gemendo na sua boca, mordendo, arfando, cuspindo e consumindo a própria essência sem parar um segundo sequer.
Os corpos contorcem-se em conjunto, perdendo-se em luxúria quando Minghao força entrada outra vez. Não fica claro quem que está se movendo ali, quem que busca por mais. A foda se tornando manhosa, esquentando ao ponto de quase derreter. Nada mais era ouvido que não o som de vocês gemendo na boca um do outro. Minghao sucumbia cada vez mais, burro de tesão por você, se esfregando na sua pele como se dependesse disso para respirar.
Mas isso não podia acontecer…
Não…
A destra do homem envolveu seu pescoço, forçando-o contra a superfície de madeira. Minghao era firme, se não podia ter controle sobre o próprio corpo ele ao menos buscaria uma forma de controlar o seu. Parecia cada vez mais arruinado, fodido ‘pra caralho. Revirava os olhos bem em frente ao seu rostinho, mordendo a boca como se quisesse arrancar sangue dali.
A canhota que se apoiava ao lado do seu rosto e que era responsável por manter o corpo dele suspenso acima do seu tremia, não sustentaria o homem por muito tempo. Ele estocava forte, mas compensava na lentidão. Afundava o pau inteirinho, rebolando quando chegava ao final só para conseguir forçar as bolas cheinhas contra sua pele quente.
Não queria gozar agora, droga. Não queria. Mas precisava tanto que sentia a porra do pau contrair com a dor.
“Goza dentro… ah, porra, porra… Hao, por favor…”, arfa entre as palavras. As perninhas prendendo-se em volta do quadril do homem com a pouca força que tinha, sente que vai chorar mais ainda se o homem não obedecer ao pedido. “Não para…”
A expressão do homem transfigurou-se numa raiva sem sentido, parecia lutar contra a necessidade de te repreender por querer tanto manipulá-lo a ir contra a própria vontade. Queria que você se sentisse culpada por deixar ele tão desorientado com o prazer, estapear o rostinho bonito até você ser capaz de entender que não era para ser assim: você deveria ser a única perdida em descontrole nessa situação, não ele. Aquele era um grande defeito, Minghao odiava abrir mão da própria autoridade. Odiava estar perdendo toda a compostura só por assistir seu jeitinho penoso de pedir por aquilo. Odiava não conseguir mais ser capaz de controlar as próprias estocadas.
Odiou o jeito que gemeu pra caralho enquanto te enchia de porra.
Veio abundante, fazendo jus a todo tempo que ficou sem gozar. As pernas tremiam, estocando lentamente só para fazer o pau esguichar mais. Em algum momento havia aberto mão de sustentar o próprio peso, visto que agora estava completamente em cima de você. O rosto molhado forçava-se contra o seu pescoço, as mãos agarravam seus seios — apertando a carne macia para descontar o incômodo existente em continuar se estimulando mesmo depois de gozar.
Tão necessitada quanto ele, você não demorou a tentar se dar mais satisfação. Precisava daquilo. Esforçando-se para rebolar como podia, encontrando as estocadas dele no meio do caminho. Cada partezinha de ambos os corpos reclamava de exaustão, porém nada conseguia reprimir a vontade. O prazer vinha dolorido e começava a machucar, só que tentar parar representava uma dor maior.
“Mais… me fode mais…”, choramingava num êxtase delicioso, os dedos envolvendo o cabelo de Minghao com força. Uma mordida dolorida foi deixada na lateral do seu pescoço, quase gritou. Não sabia se estava mais perto de gozar outra vez ou de perder a consciência. “Porra, por favor… mais…”, gemeu dengosa.
Mas não.
Sentiu arder quando o homem se retirou lentamente. Prendeu a cintura dele entre as coxas, esbravejou, esperneou… mas isso só na própria cabeça. Na verdade, foi incapaz de reagir tamanha era a fraqueza. Ele limpou os cantinhos dos seus olhos cheios de lágrimas assim que levantou-se para ver seu rosto outra vez.
Sorriu ameno, parecia ter voltado a si — ainda que o tesão fosse completamente perceptível através dos olhos escuros. Selou seus lábios e te colocou no colo com delicadeza, ignorando todos os chorinhos patéticos de quem ainda implorava para transar. Minghao sentou-se de volta na cadeira, te aconchegando em cima das próprias pernas. Você quase ronronou com o carinho que recebeu no cabelo, as pálpebras se fechando como se fosse cair no sono.
Ainda precisava dele. Completamente insaciável.
Seu corpo havia virado gelatina. Sensível, assimilava o cansaço como um dengo muito prazeroso de se sentir. Sem forças para fazer movimentos bruscos, roçou o narizinho contra o pescoço do homem com lentidão — buscando conforto no cheiro dele. Preguiçosa, esticou-se para beijar a bochecha do namorado. Minghao tinha um ponto fraco gigantesco por isso, te achava adorável quando fazia esse tipo de carinho.
“Amor, cancela sua agenda de hoje…”, se fez o mais manhosa que conseguiu, deixando outro selo molhado na bochecha dele. Afastando as pernas o quanto pôde, se insinuou contra ele, exibindo o buraquinho arruinado — estava sendo bem clara sobre as próprias intenções: queria ser usada até desmaiar para compensar o tempo em abstinência.
“Eu só tenho mais dois pacientes, meu bem. Você aguenta.”, te ofereceu um sorriso provocativo. Era explícito o quanto gostava de te ver tão obcecada, babava o tecido da calça só de pensar em passar o dia inteiro fodendo com você.
“Mas eu preciso de mais uma sessão...”, choramingou baixinho, a ponta da língua tracejando a bochecha do homem num carinho sujo. Rebolou avidamente, um ruído pegajoso soando quando se esfregou bem em cima da glande vermelhinha. “Não consigo esperar mais.”, gemeu e já se melava inteira outra vez, dificilmente seria capaz de parar. “Por favor, doutor Hao.”
─── 𝗡✷𝗧𝗔𝗦²: eu apreciaria comentários nessa daqui como feedback, sabiam? me deixaria super motivada! tô curiosa sobre as opiniões de vocês também [🥹].
| depois de uma madruga metendo sem pausa, Lip acorda todo fodido. Ele mal começa o dia e lá está você, doidinho por mais ~
P: 972
No tempo em que me aguentava de pé, rolei as quatro paredes do quarto contigo no colo e com meu pau atolado dentro do teu rabo. Gozei te fazendo de putinha em cima da cabeceira; a quina bateu tanto na parede que trincou o gesso.
Você transcendeu pela primeira vez quando abri a janela e coloquei metade do seu corpo pra fora. Esporrei de novo vendo seu gozo cair na grama do jardim.
Na cama, gastamos a validade das molas; reprisei todas as posições em que já fodi, e beirando a manhã, você montou em mim. Tive mais de um orgasmo seco com suas quicadas amassando minhas bolas e seus dedos comprimindo minha garganta.
Daí apagamos.
E pouquíssimo tempo depois, já estava me forçando a despertar.
Sequer cogitei te acordar; você estava uma graça enrolado no cobertor.
Sentado na beirada do colchão, senti a bunda dormente. Não verifiquei, pois sabia que eram os vergões que você deixara ali enquanto eu atolava em missionário. Curvei-me para pegar minha cueca largada próxima ao pé da cama, mas a fricção das coxas me fez travar; desconforto possuía minha virilha. Notando que a causa era a crueza da minha rola, pulei direto para a calça.
Coitadinha... estava tão vermelha! Precisava de descanso depois de você ter passado a madrugada afinando ela — creio que perdi alguns centímetros no seu cu.
Nunca tive tantos efeitos colaterais após uma foda.
Se bem que foram várias fodas...
Estava sendo interessante me aventurar contigo.
Desci usando minha woven listrada e nada mais. Recebi uma bronca da Fiona por ter mandado o Liam pro sofá, um blá-blá-blá sobre o molecote ter virado a noite assistindo tv e penado para ir à escola. Acho que foi isso... ela estava apressada e com uma torrada chuchada na boca, terminando o discurso gritando da varanda — e, ainda assim, parecia estar do meu lado.
~
O bacon e os ovos chiavam no óleo de três dias. Enquanto isso, eu tentava fazer render dois sabores de suco com menos da metade do pó em cada um dos pacotinhos.
Você já havia descido. Captei sua presença na minha traseira, mas demorei um pouco para me dirigir a você. "Chega aí! Como cê tá?" dei as costas para o balcão, encarando sua figura escorada na parede ao lado da entrada que dividia a sala da cozinha, só sendo lindo. "ia te acordar com café na cama, cara. Estragou meus planos!" cruzei os braços e sorri casto com sua aproximação.
Você usava a camiseta e a cueca que dispensei hoje mais cedo; devia ter suspeitado das suas intenções quando bati o olho.
"Eu é que deveria perguntar 'como cê tá'." o ar que escapou por entre seus lábios esquentou meu rosto, tão pertinho; exalava menta. Seus olhos miravam meu peitoral, contemplando os moldes de dentes gravados na carne — alguns ainda tão vibrantes... "Machuquei seu pescocinho?" dirigiu-se à minha face sem levantar a cabeça, apenas erguendo a pupila, e escalou meu braço com uma das mãos, batucando os dedos sobre a pele até rodeá-los em cima da forma vermelha na lateral da minha garganta.
Vadia de merda.
"Tô tentando ser prestativo, e é assim que você chega? Porra..." desviei do seu olhar para desligar a boca do fogão — sabia que não sairia fácil dessa. "Já vi putas na esquina com mais pudor que você." tentei manter a vista longe, mas seus dedos rastejaram para minha nuca e forçaram a cruza.
Você verticalizou os pés, sussurrando com os lábios roçando nos meus; "Falou o cara que passou dois terços da madruga gemendo no meu cangote e leitando no meu rabo." sua mão livre alcançou o tecido fino da minha calça, deslizando a ponta dos dedos por cima do volume modesto. "De longe eu vi sua piroca murcha marcando, Lipizinho. Acha bonito andar com essa coisa balançando? Ainda tem a pachorra de me chamar de puta..."
Seu toque me deixou eriçado; a sensação me fez afastar os quadris, mas minha bunda estacionou na bancada. Estava encurralado. "Não te chamei de puta, só fiz uma comparação." meu rosto estava quente. Suas palavras me relembraram da madrugada e fiquei sem jeito. Torcia para não ter corado na sua frente, quase orava. Pelo menos, com a distância, por mais que pouca, conseguia ser patético e fugir desviando o olhar. "Não existe palavra lasciva o suficiente capaz de definir o quão cadela você é."
Seus lábios entreabriram.
A mão direita desceu do meu pescoço, pegando onda na clavícula e nos gominhos leves do meu abdômen. Chegou no umbigo e... pulou aberta, direto pro meu pau.
Meus dedos esbranquiçaram na beira da bancada. "Desgraçado!..." sussurei meio engasgado. Com a expressão fechada, aparentava desconforto, mas o som que saia da minha boca...
Você encheu a mão com meu saco, se inclinando sobre mim e botando a língua pra fora, lambendo meu mamilo sensível com o mesmo instrumento que usara para maltratá-lo.
O sangue desceu e levantou minha piroca na hora; tão dura e revoltada que a cabecinha escapuliu para fora da calça.
Agarrei com força a parte de trás do seu cabelo, afastando seu rosto do meu peitoral. Um gemido choroso saiu de você, e meu pau latejou. Suas mãos correram para envolver meu pulso, mas você não me afastou, porque queria ser rasgado.
Era sua vontade desde o início.
Abaixei o suficiente do cós para soltar minha rola e minhas bolas. Numa brutalidade que me assustou e te fez sorrir, curvei você sobre a bancada, esmagando sua bochecha contra a superfície gelada. Usei a outra mão para levantar o blusão que cobria seu quadril e arrastar a cueca que você usava para baixo — só não rasguei porque era minha. "Cacete... seu cuzinho tá inchado pra caralho." e, por sua culpa, minha pica ardia dolorosamente a cada pulsar.
E, já que estávamos assim, o que custava uma gozadinha pra aliviar?
*Primeira vez escrevendo totalmente fora do ponto de vista do leitor aaaa vou tentar escrever assim mais vezes
*Revisei só no wattpad, então não sei se tá adequado pro formato daqui, mas vai assim mesmo! Já me estressei o suficiente corrigindo o tempo verbal (comecei no presente e mudei de ideia do meio pro final)
como eu imagino que seria alguns pilotos de f1 como namorados:
avisos. aqui temos; charles leclerc, carlos sainz, max verstappen, lewis hamilton, lance stroll, george russell, oscar piastri e lando norris.
charles leclerc; ele seria o tipo de namorado grudento, que gosta de atenção, gosta que você elogie ele. gosta MUITO que você elogie ele (— alô, praise kink?) extremamente manhoso, gosta de ficar agarrado, abraços, assistir filmes juntinho, te encher de beijo, demonstrações públicas de afeto… de início, você talvez não se entregasse 100% a relação, pela fama de cachorro dele. mas depois iria finalmente se entregar, e não se arrependeria.
curtiria muito muito muito sexo. vocês teriam uma vida sexual super ativa, mas um sexo sempre bem leve, divertido, carinhoso, e romântico. ainda vê a vida um pouco como adolescente, então demoraria a falar sobre casamento e filhos. adoraria te ver usando as roupas dele, e sempre falaria de você nas entrevistas. é francês, então imagino ele beijando super bem, tendo uma super desenvoltura na hora de ficar contigo.
carlos sainz; ele não seria tão carinhoso quanto o leclerc, não. bem mais tímido publicamente, tenderia a enxergar as coisas com mais seriedade, mas quando vocês dois estivessem sozinhos, ele seria super bobo e engraçado. teria algo com “ser o homem da relação”, não querendo que você se preocupasse muito com as coisas, já que ele resolveria tudo por você. algo saiu errado? relaxa, seu namorado resolve.
no sexo, carlos sempre seria muito profundo. sexo para ele teria que ter uma ligação, então sempre teria muito romance, muitas sensações. com o cabelo perfeito, ele adoraria no fim de um dia de trabalho cansativo chegar em casa, e ter você pra fazer um cafunézinho nele. seria até mesmo um pouco inseguro, se perguntaria se estaria sempre apresentável pra você. bastante metódico. beijo seduzente, aquela pegada gostosa que te prensa na parede, vai amassando sua cintura, apertando sua bunda..
max verstappen; o leão é um gatinho. na real, ele não seria nada parecido com o que apresenta nas pistas. max seria um cara super tranquilo e risonho, que não gosta de brigas, e sempre diz que você tá certa no fim das contas, pra evitar problemas maiores. iria preferir mil vezes ficar em casa tomando uma cerveja e jogando com os amigos do que ir pra uma balada, por exemplo. sempre muito focado no trabalho, mas colocaria você em primeiro lugar.
descomplicado, sexo pra ele também seria assim. tá com vontade? acha qualquer lugar mais escondido, e pronto. seria um grande fã de rapidinhas, mas também do conforto. não se importaria em ser pai cedo, inclusive a ideia agradaria ele. se fosse mal em uma corrida, ficaria irritado com todos, e quando chegasse em casa, ficaria todo manhoso pra cima de você. e um cadinho ciumento, viu?
lewis hamilton; o patrão, de início, não iria te passar segurança alguma. com o jeito dele de conhecer todo mundo, ser amigo de todos, ter vários contatos… mas com o tempo, você passaria a ver nele um melhor amigo, e iria se abrir mais. muito doce, sempre preocupado com seus sentimentos, e em fazer com que você se sinta confortável. muitos beijinhos na testa, abraços carinhosos, com direito ao perfume dele ficando impregnado em sua roupa e cabelo.
no sexo, lewis seria super criativo. teria MUITO conhecimento, te ensinaria mil posições, mil maneiras de fazer ser mais gostoso, te deixaria de ponta cabeça. você seria a pessoa que faria com que ele mudasse de ideia e quisesse casar e ter filhos. o cara saberia beijar na boca de uma maneira que, MERMÃO! era um beijo e você sumiria com sua calcinha.
lance stroll; ele seria bastante inseguro de início. meio desconfiado por conta do hate que recebia, ele começaria a relação na ponta dos pés. depois, já bem mais solto, você veria que ele era doce, romântico. do tipo que te manda flores, chocolates, manda helicópteros e aviões te buscarem em qualquer lugar do mundo, só porque ficou com saudade. choraria se brigassem feio, assistiria barbie com você. stroll seria o namorado perfeito.
no sexo, seria super carinhoso também. afetuoso demais, no pós te faria carinho, te limparia se precisasse, e quando você estivesse quase dormindo, você escutaria ele dizendo baixinho “te amo, amor”. o cara nasceu pra ser material boyfriend. gostaria de ficar deitado na cama com você só te beijando por horas, até ficar com a carinha inchada.
george russell; você teria nele seu melhor amigo, em primeiro lugar. george te faria rir o tempo inteiro, seria super sociável, diria bobeiras. sua família amaria ele pelo humor sarcástico, as piadas. seria o tipo de namorado que iria pra balada com você, e que voltaria às sete da manhã completamente bêbado, rindo de qualquer coisa.
já sexualmente, george seria mais sério, imagino ele tendo alguns fetiches, e sendo bastante mente aberta caso você tenha algum para adicionar a lista de coisas a serem feitas. velas, algemas, essas coisas, sabem? AH, e fetiche em transar com roupas elegantes também.
oscar piastri; seria aquele típico namorico de criança que evoluiu. sempre foi muito focado no seu trabalho e nos seus objetivos, então demoraria pra tirar qualquer possibilidade de romance dele. muito tímido na frente dos outros, te trataria basicamente como se você fosse uma “brother” dele. no off, seria todo fofinho nhonho. ia ficar todo feliz se você assistisse velozes e furiosos com ele, e maratonasse transformers.
no sexo ele seria tímido também. demoraria até ele se soltar e testar coisas novas. seria basicamente o papai e mamãe, só que muito muito muito bem feito. o beijo dele seria tão fofo quanto. imagino que ele não gosta muito de beijar de língua não.
lando norris; desculpa, mas eu vejo ele como um putifero, e putiferos não namoram. ele ia pegar você em uma balada, provavelmente iriam transar, e no dia seguinte capaz do pilantra fingir que nem te conhece. mas seria a melhor foda da sua vida, daquela que você fica até desnorteada.
o beijo dele seria macio, escorregadio, te faria ver estrelas.