A regra de ouro do Vale do Silício e das metodologias ágeis sempre foi clara: "Lance rápido, erre rápido, aprenda mais rápido ainda". Foi a

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@pontozero
A regra de ouro do Vale do Silício e das metodologias ágeis sempre foi clara: "Lance rápido, erre rápido, aprenda mais rápido ainda". Foi a
A TV tradicional passou décadas gastando fortunas para construir o cenário perfeito. Errar ali é quase um crime.
Robert Kelly e sua mulher Jung-a-Kim falaram sobre o vídeo que os tornou famosos em todo o mundo e sobre a "polêmica da babá".
Sabe aquele vídeo clássico do professor da BBC dando uma entrevista super séria quando os filhos invadem a sala?
No mundo corporativo, a gente costuma morrer de medo quando a vida real "vaza" para a tela. Passamos o dia tentando manter aquele avatar perfeito e infalível. Mas e se eu te disser que esse "bug" é a melhor coisa que pode nos acontecer?
No meu livro O Ponto Zero, eu chamo isso de "a casca de banana do século XXI". É o espirro que derruba a câmera no meio da reunião, a legenda automática que entende tudo errado, o atraso no áudio que vira uma bagunça.
E sabe o que acontece quando a nossa máscara de eficiência cai e a gente ri disso? O ser humano reaparece.
Com a Inteligência Artificial fazendo tudo de um jeito cada vez mais impecável, tentar não errar é uma batalha perdida. Deixa a perfeição para os robôs, eles foram feitos para isso. O que nos faz únicos e insubstituíveis é justamente a nossa vulnerabilidade, o nosso tropeço.
Você lembra do advogado que virou gato na audiência online? Talvez você se lembre daquele famoso vídeo viral de 2021: um advogado entra numa audiência judicial online (um ambiente de extrema seriedade) e, por um acidente tecnológico, aparece com um filtro de gatinho fofo ativado na tela. Desesperado, ele solta a frase maravilhosa: "Eu estou aqui, excelência. Eu não sou um gato."
Essa cena hilária é o exemplo perfeito do que abordo no meu livro O Ponto Zero: a coragem do ridículo na era da perfeição.
No livro, explico que toda a nossa sociedade é dividida na dinâmica do palhaço: de um lado temos o "Branco", que é a ordem, a regra, a lei e a autoridade (o ambiente do tribunal). Do outro, temos o "Augusto", que é o nosso lado falho, caótico e imprevisível.
Hoje, a Inteligência Artificial e a tecnologia assumiram o papel de "Branco" absoluto: um sistema que não dorme e não erra. Nós, humanos, somos cobrados a agir com essa mesma perfeição mecânica. Mas o corpo (e a vida) sempre escapam do controle.
Como escrevo no Capítulo 4: "A 'casca de banana' do século XXI não está mais na rua. [...] Ela está no filtro que cai no meio da live. No delay que transforma uma fala em absurdo".
Para o mundo digital, aquele filtro de gato foi um bug, um erro que devia ser corrigido. Mas para a filosofia do clown, o erro é poesia. Quando o advogado tenta ser impecável e o sistema falha, o que acontece? O mundo inteiro ri. E não rimos por maldade, mas por alívio. Porque ali, no desespero de um profissional competente preso no rosto de um gatinho virtual, o humano verdadeiro reaparece.
O erro não é o fim da sua credibilidade, é a sua assinatura no mundo.
Acesse: https://www.amazon.com.br/dp/B0H4RPD2MS/
Esse vídeo traduz toda a essência do livro O Ponto Zero. Chegar no ponto zero permite encontrar nossos talentos. Mesmo não sabendo a letra o rapaz canta com o coração até o fim e emociona a todos. Isso é a coragem do ridículo na essência :)
O Jogo, a Dor e a Verdadeira Força do Palhaço
No clássico filme A Vida é Bela (1997), acompanhamos a história de Guido, um pai judeu que usa a imaginação e o humor para proteger o seu filho pequeno dos horrores de um campo de concentração nazista. Ele transforma a tragédia em um jogo absurdo.
Muitas pessoas olham para o filme e veem apenas uma história sobre o amor paterno. Mas, para quem estuda a arte do clown, Guido nos ensina a lição mais profunda sobre o que realmente significa colocar o "nariz vermelho" diante do sofrimento.
No meu livro O Ponto Zero, eu dedico um capítulo ao palhaço de hospital. Existe um mito de que o palhaço deve estar sempre feliz. Mas o palhaço que sorri o tempo todo diante da tragédia, ignorando a dor alheia, é apenas insensível. A verdadeira função do palhaço não é curar a morte, mas proteger a humanidade enquanto a dor acontece.
É exatamente isso que Guido faz. O sistema ao redor dele (o campo de concentração) é o ápice da rigidez e da crueldade mecânica. Ele não pode parar os soldados, assim como um palhaço de hospital não pode curar uma doença terminal. Mas ele subverte aquela ordem através do ridículo. Ele não nega a realidade; ele a traduz em poesia e brincadeira para salvar a mente da criança.
A cena mais devastadora e genial do filme é quando Guido é levado pelos soldados para ser executado. Ele passa na frente do esconderijo do filho e, sabendo que é o fim, faz uma marcha militar desajeitada e cômica. Ele pisca.
Naquele momento trágico, ele nos lembra de uma das frases que escrevi em um momento de muito luto na minha própria vida: "Hoje o palhaço subiu ao palco triste e fez então todos sorrirem."
A força do clown não está em nunca sentir dor, mas em ter a generosidade gigantesca de transformar a própria dor em um sorriso para quem precisa.
É com muita alegria que compartilho um novo passo da jornada do meu livro. O Ponto Zero: a coragem do ridículo na era da perfeição agora é um podcast! E já está disponível no Spotify e no Deezer.Mas a grande novidade aqui é o formato.Eu decidi usar o NotebookLM para transformar os capítulos e reflexões do livro em áudio. Isso significa que você vai ouvir algoritmos, desenhados para não cometerem erros, apresentando e discutindo uma obra inteiramente dedicada à nossa vulnerabilidade, ao nosso cansaço e à genialidade da nossa própria "ferrugem". Chega a ser poético. As máquinas apresentando a filosofia do palhaço. Se você está exausto de tentar performar o "profissional perfeito" e infalível todos os dias, este podcast é um espaço seguro para você tirar a armadura e respirar.🎙️ O que você vai encontrar nos episódios: - A filosofia do clown aplicada ao mundo corporativo. - Histórias reais dos corredores de hospitais e a humanidade no luto. - Por que tentar agir como um algoritmo impecável está nos adoecendo. É um convite para pararmos de tentar ser máquinas e lembrarmos da nossa humanidade. Bora abraçar o nosso ridículo?
todos os episódios em um único lugar
Em um mundo obcecado por filtros, algoritmos e rotinas impec?veis, qual ? o espa?o que sobra para a nossa pr?pria humanidade?Vivemos exausto
O livro digital está disponível no Google Books também! Em breve a versão audiobook :)
A INOCÊNCIA E A MARRETA: CHAVES E CHAPOLIN
Se o cinema americano nos deu a física do desastre em preto e branco, a televisão latino-americana tingiu esse fracasso com as cores da nossa própria vizinhança. Não podemos mapear a presença do clown no mundo sem reverenciar a genialidade do mexicano Roberto Gómez Bolaños e as suas duas maiores criações: Chaves e Chapolin Colorado.
Embora tenham nascido no México, esses personagens tornaram-se um fenômeno absoluto no Brasil, dialogando intimamente com a nossa própria cultura. Eles são a prova de que a ingenuidade é uma linguagem universal.
O Chapolin Colorado desconstrói a figura do herói.
Nos quadrinhos americanos, o super-herói é a máquina impecável: o Super-Homem não erra, o Batman tem sempre o plano perfeito. Eles são o "Branco" da cultura pop. O Chapolin é a anomalia. Ele é fraco, medroso, desajeitado e não possui superpoderes reais, apenas antenas de vinil e uma marreta de plástico.
No entanto, Bolaños defendeu uma vez que o Chapolin era o único herói verdadeiro. O Super-Homem não tem medo porque é invulnerável; o Chapolin morre de medo, suas pernas tremem, ele tenta fugir da cena do crime, mas, no Ponto Zero da sua covardia, ele respira e enfrenta o perigo mesmo assim. E, invariavelmente, ele derrota o vilão não pela força bruta, mas por um tropeço acidental que derruba a estante em cima do inimigo.
Chapolin nos ensina que não precisamos de uma armadura de eficiência para salvar o dia. Às vezes, basta não ter medo de parecer ridículo e confiar que, mesmo munidos apenas de uma marreta biônica e de boas intenções, nós podemos vencer os desafios da vida.
Obrigado a todos que estão fazendo download do livro. Já é o #1 na categoria #criatividade na Amazon Kindle BR. Se puderem fazer uma avaliação depois por lá me ajudará mais ainda :o)
https://www.amazon.com.br/dp/B0H4RPD2MS/
Fotos do meu tempo de clown, Dr. Mussarela Parmesão, nas visitas ao HC de SP e junto com grandes amigos!
A obra O Ponto Zero: a coragem do ridículo na era da perfeição, de Ricardo Lima de Mello, explora a filosofia do palhaço como uma ferramenta de sobrevivência humana em um mundo dominado pela rigidez e pelos algoritmos. O autor utiliza o conceito teatral do Ponto Zero para incentivar a aceitação do erro, da vulnerabilidade e do improviso frente à busca exaustiva pela perfeição digital. Através de uma perspectiva histórica, o texto resgata figuras como o Heyoka, o Hotxuá e o Bobo da Corte, demonstrando como o riso sagrado sempre atuou como um equilíbrio social necessário. A introdução e o prefácio, curiosamente escrito por uma Inteligência Artificial, destacam que a essência humana reside justamente nas falhas que as máquinas não conseguem replicar. Assim, o livro propõe que o uso da "menor máscara do mundo" — o nariz vermelho — permite uma conexão genuína e libertadora com a nossa própria imperfeição.
Infográfico do livro :)
Amigos, finalmente o meu livro nasceu! ❤️
Depois de muito trabalho de parto (e de colocar muito da minha própria vulnerabilidade no papel), O Ponto Zero: a coragem do ridículo na era da perfeição já está oficialmente vivo na Amazon.
Escrevi essa obra pensando em como a gente se cobra para ser infalível, produtivo e impecável o tempo todo, principalmente no ambiente de trabalho. Através da Filosofia do Clown (do palhaço), eu faço um convite para a gente tirar essa armadura pesada, rir dos nossos tropeços e abraçar a nossa preciosa "ferrugem" humana.
Como vocês fazem parte da minha jornada, fiz questão de liberar um presente: a partir de amanhã (11/06) até o dia 15/06, o livro digital estará 100% GRATUITO para baixar.
Se você está precisando de um respiro na rotina, clica aqui para garantir a sua cópia:
👉 https://www.amazon.com.br/dp/B0H4RPD2MS/
Quem puder baixar, ler e deixar uma estrelinha ou avaliação sincera por lá, vai dar um empurrão gigantesco para esse autor independente.
Bora abraçar o nosso ridículo? Obrigado pelo apoio de sempre! 🔴
COMO SE TORNAR UM PALHAÇO?
O Estranho no Cotidiano: Mr. Bean
Se o Gordo e o Magro nos mostraram a confusão em dupla, a televisão britânica nos trouxe o desastre solitário e mudo. Criado e interpretado por Rowan Atkinson, Mr. Bean provou que o corpo fala — e tropeça — muito mais alto do que qualquer palavra. O paletó marrom fora de moda e o Mini Cooper verde são apenas um disfarce.
Atkinson costuma dizer que Bean é "uma criança presa no corpo de um adulto". Ele é o Augusto no seu estado mais puro. Para ele, o grande "Branco" opressor não é um vilão de cinema ou um ditador, mas sim a própria sociedade britânica, com as suas filas perfeitas, silêncios educados e regras de etiqueta.
Onde nós vemos uma simples ida à igreja, um exame escolar ou a tentativa de preparar o peru de Natal, o palhaço enxerga um campo minado. A vida normal é, para ele, uma sequência de catástrofes absurdas.
E por que nós amamos alguém que, muitas vezes, é egoísta e tenta trapacear? Porque a gente perdoa a inadequação dele. O público percebe que ele não tem maldade; ele simplesmente não entende as regras do jogo.
A abertura da série clássica resume tudo: ele cai do céu em um feixe de luz, jogado direto no asfalto de Londres. No fundo, o clown é exatamente isso. Um sujeito que caiu de paraquedas neste planeta, não leu o manual de instruções e está apenas tentando sobreviver a mais um dia enquanto segura firme o seu ursinho de pelúcia.