Desenvolvimento dos conteúdos abordados na revisão pré-jogo
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Desenvolvimento dos conteúdos abordados na revisão pré-jogo
O Plano de Aula para a Atividade com o Jogo Didático
Queridos leitores reais,
vamos aprender hoje um pouco sobre o porquê das coisas serem coloridas? Você sempre se perguntou por que as folhas no outono mudam de cor? Ou como se faz fogos de artifício?
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Storyboard para o minidocumentário.
Quinta atividade - O Retorno
Queridos leitores reais,
falei bastante na outra postagem a respeito das (múltiplas) situações socioeconômicas no Estado. Agora, vou fazer mais ou menos o mesmo apanhado, só que pensando na minha cidade natal, “Capital do Mundo e Centro do Universo” (AZUL, Piloto da, 2015), Porto Alegre.
31% dos estudantes do 9º ano em Porto Alegre afirmam que a mãe completou o ensino médio, mas não a faculdade. Os estudantes afirmam que pretendem continuar a estudar e trabalhar (70%). 49% dos alunos afirmam que passam 4 horas ou mais assistindo TV, navegando na internet ou jogando jogos eletrônicos. As respostas a respeito do hábito de leitura foram bem dispersas. A maior “unanimidade” foi, sem surpresas, leitura de sites da internet sempre ou quase sempre (69%). 49% afirmam que nunca ou quase nunca costumam frequentar bibliotecas. 54% e 51% respectivamente afirmam que leem de vez em quando jornais e livros em geral. Podemos também afirmar que, excluindo sites da internet, cerca de 20% dos alunos afirmam que nunca leem em cada um dos tipos de leitura pesquisados pelo censo (jornais, revistas, livros, etc.). É bastante gente! Isso significa que um em cada 5 jovens não leem sequer os livros recomendados pelos professores de Literatura! Por hoje é só. Um abraço para vocês e que continuem sendo esses leitores tão reais :)
Quinta atividade
Queridos leitores reais,
mais uma vez vamos nos focar na Educação do Estado, desta vez pensando no Ensino Fundamental, então senta que lá vem texto!
Alunos
O perfil das famílias é muito importante na hora de pensarmos nas condições que as crianças e jovens têm para ter um bom desempenho na escola. É interessante, portanto, analisarmos como a família vê a escola. No 5º ano, 37% dos jovens não sabiam o grau de escolaridade da mãe, e 16% disseram que a mãe completou a 4ª série mas não a 8ª (5º e 9º anos atuais). No 9° ano, 23% afirmam que completou a 4ª série mas não a 8ª e 24% que possui ensino médio completo (mas não superior). Os alunos do 9º planejam na maioria continuar estudando e trabalhar junto após o término da escola básica. Este dado é interessante, uma vez que em geral pensamos que os alunos não têm interesse em estudos, ou talvez esse interesse só surja na hora de responder questionários e não em fazer o dever de casa! 40% dos alunos do 9º utilizam mais de 4h diárias na frente de TVs, internet ou jogando jogos eletrônicos. Considerando que um turno é vivido na escola, não sobra muito tempo para mais nada, não é? Quanto à leitura, em cada um dos temas (livros, jornais, revistas, etc.) cerca de 20 a 30% dos jovens afirmam que nunca leem (nem mesmo o livro didático). É uma proporção alta. Cerca de 40 a 50% afirmam que leem de vez em quando e 20 a 30% afirmam que leem sempre ou quase sempre. Professores
Os professores também revelaram algumas surpresas no censo. A grande maioria (em torno de 70 a 80%) afirmam que utilizam todo tipo de recursos e práticas em suas aulas. Os recursos menos utilizados são retroprojetor e revistas em quadrinhos, pois não consideram estes relevantes. Retroprojetor realmente (2015, né?), mas revistas em quadrinhos poderiam ser porta de entrada para leituras mais pesadas, não? Quanto ás dificuldades de aprendizado, cerca da metade dos professores concordam que sobrecarga dos professores aliada a baixos salários podem ser causas importantes. Causas unânimes de dificuldades de aprendizado incluem problemas decorrentes do meio no qual vive o aluno (82%), o nível cultural dos pais (73%), falta de assistência da família (95%), falta de aptidão do aluno (40%), baixa autoestima (67%), desinteresse e falta de esforço por parte do aluno (94%) e indisciplina em sala de aula (71%).
Escola em que quero trabalhar - Instituto de Educação Flores da Cunha
A escola em que quero trabalhar possui um IDEB de 3.3, decaindo bastante nos últimos anos. Os alunos precisam aprender urgentemente matemática e português. Apenas 10% e 25% respectivamente apresentaram aproveitamento satisfatório no 9º ano. Assim como no Brasil e no RS, os alunos do IE utilizam predominantemente a internet com 4h diariamente, sendo que aproximadamente 60% dos alunos leem sempre em sites na internet.
A minha área, a Química, pode contribuir principalmente no raciocínio lógico, por ser uma Ciência Exata, porém, como possui grande complexidade, tanto conceitual quanto de pode ser utilizada como ferramenta para melhorar a interpretação de textos, trazendo textos mais desafiadores e complexos como enunciados de questões, por exemplo. Por hoje, era isso! Um abraço!
Quarta atividade
Queridos leitores reais,
Semana passada estive em um congresso em Maresias/SP, o II Workshop on Biomolecular Theory-Experimental Interplay, e só retornei ontem, portanto não consegui publicar no prazo! De qualquer forma, aí vai! Hoje falaremos um pouco sobre a situação e o perfil da Educação no Brasil, no Rio Grande do Sul e mais especificamente em Porto Alegre - RS. Nesses três níveis (país, estado, cidade), o perfil dos docentes é muito parecido. Cerca de 80% em cada nível são de mulheres. O número de docentes está em ascenção, exceto em Porto Alegre, onde houve uma pequena estagnação em 2013-2014. Mais de 85% dos docentes estão em zonas urbanas. A média de idade é a mesma nos três níveis: 40 anos. Das pessoas com etnia declarada, a maioria esmagadora é branca. Mais de 77% nos três níveis possuem ensino superior completo, com mais da metade sem nenhum tipo de pós-graduação ou formação continuada (os profissionais que têm são em geral para Anos Iniciais). Daí podemos traçar um perfil muito semelhante de professores. No Brasil, a esmagadora maioria das pessoas com ensino superior é branca, por causa de nossa história racista (só aqui já dava para escrever uma lauda!). Isso reflete-se na composição étnica de nosso corpo docente. Por um lado, a grande maioria dos professores possui ensino superior (o que é bom), mas não possuem nenhum tipo de continuação de estudos, seja na pós-graduação ou com formação continuada (o que é ruim). A Educação no Campo ainda não é prioridade, o que se reflete na proporção de professores lá: de cada 100, apenas 15 ensinam em áreas rurais. Mesmo que a população do país (e do estado, na cidade não podemos comparar pois ela não possui área rural oficial[1]) seja predominantemente urbana, ainda é uma proporção muito desigual; um único professor responde por uma área muito grande. Ainda falando de Porto Alegre, o perfil do ensino estadual é muito semelhante ao descrito acima. Mulheres, brancas, com ensino superior completo, sem pós-graduação ou formação continuada. Já na rede municipal, há um aumento brutal na quantidade de professores com ensino superior (98%!) e especialização (63%). Isto acontece possivelmente porque as especializações são focadas em Anos Iniciais e Necessidades Especiais, e Anos Iniciais são competência do município. Focando na escola em que quero trabalhar, o Instituto de Educação (no CultivEduca aparece como Ce Form de Professores General Flores da Cunha). No Ensino Médio, há 66 dos 100 professores que trabalham na escola. Aqui, são 8,39 turmas por professor. A faixa etária predominante, com um terço dos professore, é de 50 a 59, portanto um corpo docente mais maduro. Apenas um dos professores é listado como possuindo ensino médio, todos os outros 65 são graduados. 36 não possuem pós-graduação, 19 especialização e 10 mestrado. A formação continuada é curiosa, aparece um professor por área, ou seja, há formação continuada de pré-escola para professores do ensino médio (provavelmente um docente com formação múltipla?). Podemos dizer que a condição da escola está muito superior à de diferentes estabelecimentos de ensino, de fato, o Instituto de Educação é tradicional e reconhecido por sua qualidade, apesar das adversidades. Por hoje é só! Mais uma vez, desculpem-me pelo atraso na postagem! Até a próxima! [1] http://www.portoalegre.rs.gov.br/planeja/pddua.htm
Segunda atividade
Olá de novo! Ser bom professor não é despejar conteúdos e muito menos ter conhecimento enciclopédico e “exibi-lo” como troféu. Ser bom professor é exercer o poder de instigar curiosidade e desejo de saber nas outras pessoas, é ser mestre no sentido mais aristotélico da palavra. É fertilizar o solo, permitindo que as outras pessoas se desenvolvam com todo seu potencial, para depois exibir seus frutos e a beleza que cada pessoa pode desenvolver sozinha. É aprender constantemente ao ensinar. Acredito que qualidades importantes para o exercício da docência são, grande parte, qualidades importantes para o exercício da cidadania. Uma dessas qualidades é o respeito e paciência com a outra pessoa e seu ritmo, uma vez que deve-se permitir a criação de conhecimento a todo momento, e não a simples transmissão por explicação. Naturalmente é mais rápido e fácil despejar o conhecimento combinado de milênios de civilização através da exposição, como aulas teóricas. Apesar disso, creio que quando oferecemos a possibilidade da pessoa redescobrir e reinventar o conhecimento é o momento do real aprendizado. O professor deve sempre estar atento às relações de troca com as outras pessoas. Não deve dar aulas para si próprio, mas sim tendo como objetivo a compreensão e desenvolvimento das outras pessoas. Deve estar em um constante processo de auto avaliação. Deve estar sempre disposto a alterar seus métodos (tanto de ensino quanto de avaliação). Deve estar aberto a críticas e sugestões. Deve, portanto, reinventar-se a todo momento, para permitir que as outras pessoas reinventem o conhecimento. Obs. Utilizei em todo o texto “as outras pessoas” e não “os alunos”, não só para manter a linguagem neutra ao máximo. Acredito que lecionar não se resume a uma atividade em sala de aula. Podemos ensinar, ser mestres, em qualquer área de nossa vida, mesmo não sendo na condição de docente. Por hoje é só, pessoal. Abraços!
Primeira atividade
Queridx leitorx fictícix,
meu nome é William e sou estudante de Licenciatura em Química na UFRGS. Criei esse tumblr para a disciplina EDU02027 - Ensino e Identidade Docente. Pretendo compartilhar contigo alguns projetos, matérias, imagens, e outras coisas que surgirem na minha cabeça (e na da Profa. também!). Eu fui, em 2011, professor substituto no Departamento de Físico-Química da UFRGS. Lá, fui picado pelo mosquitinho da docência. Foi aí que descobri duas coisas: o quanto gosto de ensinar; e como nossos cursos de graduação que não são licenciaturas não nos preparam para entrar numa sala de aula. Percebi que dar aula, além de prazeroso, é de uma responsabilidade tremenda! E que não importa só saber, mas também o saber-passar, o saber-instigar e o saber-investigar. Me interesso por Físico-Química, nerdices em geral, direitos humanos, ensinar e aprender línguas e gatos. Então é isso, leitorx fictícix. Um abraço apertado!