Apagão que atingiu Hannabyul deixa cidade com sérias dificuldades.
Apagão aconteceu por falha em disjuntor da subestação Tracer, em Taegu, onde passa a energia produzida pelas Usinas Hanbyul. O disjuntor desarmou.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) afirmou que 1,5 milhão de coreanos ficaram sem energia na terça-feira (1). A linha que transmite a energia das Usinas Hannabyul voltou a funcionar, mas ainda sem a carga total. O apagão ainda causa transtornos em vários distritos, apesar de a energia ter sido normalizada na terça às 5h, em toda a cidade. É que, sem luz, agora falta água em blocos inteiros de Taegu e em ruas do interior do Koi. Em Gushin, três quarteirões também têm problemas de abastecimento.
O apagão começou pouco depois das 23:59 da segunda-feira e foi provocado por uma falha em um disjuntor da subestação Tracer, em Taegu, onde passa a energia produzida pelas Usinas Hanbyul. O disjuntor, que serve como uma chave de segurança, desarmou devido à uma sobrecarga.
A falha deixou sem energia toda a cidade de Hannabyul e algumas vizinhas. 2.100 quilômetros até o Centro do país ficaram na escuridão. Quando houve o desligamento, a energia que deixou de ser mandada para o Centro, sobrecarregou as outras linhas de transmissão para o Nordeste e o Norte, o que provocou desligamentos em série.
A fatalidade atingiu nove cidades do Nordeste do país e também cinco cidades do Norte. Houve picos de energia em cidades de outros oito estados e na Capital. No Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a luz voltou em cerca de 20 minutos.
Segundo as contas do Operador Nacional do Sistema Elétrico, o apagão de terça afetou 1,5 milhão de coreanos, principalmente das regiões Norte e Nordeste. O equipamento que deu problema já foi religado. Mas, como não se sabe ao certo ainda o que aconteceu, ele está operando com uma carga menor.
Terça-feira era o primeiro dia de operação comercial da linha com a carga plena de quatro mil megawatts, o que corresponde a energia consumida por cerca de 2 milhões de pessoas.
Um especialista em energia diz que a origem da falha pode ter sido falta de testes.
“Tem que ter muita manutenção, tem que ter muito cuidado, muita fiscalização, seja nesse processo de construção, de instalação e testes, porque me parece que houve alguma falha em testar equipamentos na subestação do Tracer”, disse Son Byungjoon, professor do Grupo de Economia da Energia, da HUni.
Já o Operador Nacional do Sistema afirmou que só depois de uma investigação detalhada vai saber a causa do defeito.
“Apesar de estarmos convencidos de que o sistema de transmissão de corrente contínua em si está funcionando bem, razoavelmente bem, foi bastante bem testado. Mas, por uma medida de cautela, nós reduzimos a transmissão pelo sistema de corrente contínua das Usinas”, disse Byun Kanghoon, diretor-geral do ONS.
O ministro de Minas e Energia, Ong Seohyun, diz que o país não corre riscos de voltar a ter apagões como no passado.
“Não foi problema de abastecimento. Foi um incidente que aconteceu em uma transmissão. Do ponto de vista do fornecimento do abastecimento, nós estamos completamente tranquilos para poder enfrentar não só o ano de 2019, mas os anos seguintes”, disse.
Em uma investigação mais profunda, o prefeito foi chamado a depor sobre a falta de preparo para o evento e agora responde aos danos causados às outras regiões da Coréia. Cerca de 15 pessoas responsáveis pela fiscalização e operação da subestação já foram demitidas e, segundo o CEO, todos aqueles que tiveram envolvimento com a falha serão devidamente notificados para uma advertência.