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let's talk about Bridgerton tea, my ask is open

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me for her.
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o nascimento de vênus
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SOBREVIVENTE
É difícil mexer em uma ferida que não cicatriza. Diante do sistema machista, patriarcal e ameaçador aprendemos desde muito cedo o significado da palavra resistência, mulheres nasceram para resistir e se alegrar a cada conquista e não tem conquista maior que chegar em casa viva após um longo dia de trabalho, uma viagem ou uma saída qualquer. Nascer com dois ovários e um útero me condenou ao medo e ao julgamento premeditado de ser mais uma, como uma forma onde são todas iguais... - Eu escolhi não ser. Primeiro os abusos depois a exposição ao ridículo, o título de "a mais feia da classe", os apelidos, as lágrimas e a vontade de não existir, eu tinha menos de 1 segundo de vida quando o médico viu meu sexo e anunciou aos meus ouvidos “é menina” e, junto com isso, toda a opressão que eu iria sofrer. E não houve dor maior quando eu escolhi amar, não o amor que eles ensinam na televisão, em casa ou na escola porque para todos era um amor diferente mas para mim era tão forte e robusto quanto ao que eu lia nos livros. Era uma igual, uma mulher com a mesma condenação e o mesmo veredito que o meu. Eu tinha dezessete anos e uma pressão incansável para ser quem eu não era e tive minha adolescência roubada, minha alegria poupada e meu destino reescrito por mãos que não eram as minhas. O meu amor trouxe aconchego ao meu coração e ódio aos demais, perseguição pelas ruas, dispensa no trabalho, tristeza dentro da casa dos meus pais. Se você sabe o que estou falando sinta-se conectada, porque você não está sozinha, eu entendo sua dor e compartilho dela. Toda história tem valor, a minha ou a sua. - Eu escolhi ser uma mulher que ama e compartilha do amor para com outra mulher. - Eu escolhi tomar minha vida de volta e caminhar com os meus pés o caminho que eu quiser trilhar e com quem eu quiser trilhar. É difícil, é duro e injusto mas escolhi ter orgulho do meu sangue que pulsa, das minhas mãos que escrevem essas linhas e do amor que vence o ódio todos os dias. O meu por mim, o meu por ela. O seu preconceito mata onde só quero caminhar de mãos dadas sem medo de dar as mãos.
- Deborah Evelyn
O Rio de Janeiro continua lindo!
Te encontrei antes de partir.