I miss you || Ekatyan
"Parar de frescura?", repetiu, inconformada, ainda tentando desvencilhar-se do loiro e fugir daquela situação. Fugir dele e do magnetismo que ele exercia nela. Suspirou, ciente de que não aguentaria por muito mais tempo naquela situação sem abraçá-lo e beijá-lo, como queria fazer há tempos. Ela desejava, mais do que tudo, não ser tão complicada, ser capaz de poder estar com ele, apesar de tudo, mas todas as chances apontavam para a separação dos dois. Ela poderia ir contra o destino? Evidente que não. “Por que eu estaria de frescura, Rebelde?”, murmurou, sem muita convicção. A proximidade estava turvando seus pensamentos, e Kate se esforçou em se afastar do australiano, antes que fizesse algo de mais grave. “Eu não sei porque eu vim aqui”, mentiu, negando. "E obrigada pela parte que me toca, mas eu não me importo se você está ou não cansado dos meus joguinhos, como diz”, deixou escapar, ácida, sentando-se na cama, levemente derrotada. Ela não sairia daquele quarto, uma vez que Ryan não permitiria, e, se ela fizesse algum tipo de escândalo, seria encontrada no quarto de um rebelde, indo contra todos os seus preceitos. Estava encurralada, por assim dizer, mas não podia ser sincera, ou passaria uma imagem de fraca perante Ryan. Lágrimas vieram aos seus olhos, mas Ekaterina esforçou-se para mantê-las neles, sentindo os orbes arderem mais a cada segundo.
Ela tivera um objetivo, ao andar até ali, só não conseguia se lembrar, ou estava se poupando de lembrar e acabar com todo o orgulho que ainda restava. Ekaterina o queria de volta. Sempre quis Ryan. Engoliu em seco, sentindo que passaria mal, caso continuasse naquela situação, privando-se de poder tocá-lo como o fizera há semanas atrás, privando-se de se sentir amada. Privando-se de viver. Talvez fosse egoísta de sua parte não se importar se ele a queria novamente, especialmente porque sentira o cheiro de perfume feminino impregnado nas suas roupas, mas ela não se via sendo uma pessoa altruísta. Simplesmente era inconcebível para Ekaterina sê-lo. Negou, lentamente, exteriorizando sua carência depressiva sem que pudesse pensar duas vezes. “Nós dois sabemos que eu não vou falar nada, Rebelde, então você pode simplesmente me… Deixar ir e… E voltar para seja lá com quem você estava”, não foi capaz de deixar o fiapo de ciúmes, dor e um pouco de ódio não fazerem parte da fala. Estava magoada com Ryan. Por que ele tinha que ter a esquecido tão rapidamente? Por que ele não estava como ela? Fechou os olhos, ciente de que as poucas lágrimas acumuladas caíam, sem pedir licença. Droga, ela estava chorando de novo. Na frente dele.
Kate não era digna da posição que almejava.
"Estaria de frescura porque veio andando até a droga do meu quarto e agora está aí, parada, sem dizer nada!" Observou a menina sentando em sua cama e suspirou. Não queria estar falando de maneira tão grossa, mas quando estava perto dela não era capaz de controlar seus sentimentos, fossem eles bons ou ruins.
Quando ouviu a menina se referir à mulher com quem estivera, Ryan vacilou rapidamente. Então ela tinha percebido. Sentiu suas bochechas ficando vermelhas rapidamente, mas voltou a ficar irritado ao entender que ela não tinha direito algum de tratá-lo daquela maneira, afinal, foi ela quem terminou com ele, ela quem o expulsou de seu quarto à tapas e vem gritando e puxando com ele desde então, e era ela quem estava parada no seu quarto no meio da noite por um motivo até agora impossível de ser adivinhado. "Talvez eu devesse!" falou de volta, até que percebeu as lágrimas descendo pelas bochechas da menina.
Ryan se esforçou para se manter parado exatamente onde estava, mas sabia desde o início que não seria forte o suficiente, então andou devagar até sua cama e se sentou ao lado da menina, parte dele se odiando por não saber por que ela estava daquela forma. "Kate..." Ele colocou seu braço ao redor da princesa e apoiou a cabeça dela em seu peito. "O que está acontecendo?" Ryan se sentia fraco enquanto via ela daquela forma, se sentia mal por não saber o que fazer além de puxá-la para mais perto e beijar o topo de sua cabeça.
Antes que pudesse se impedir, colocou sua mão em baixo do queixo da princesa e o levantou, apenas para poder olhar em seus olhos e então, devagar, se aproximar e pressionar seus lábios rapidamente contra os dela, para se afastar em seguida e olhá-la novamente. "Quando vai perceber que você é a única pessoa com quem eu gostaria de estar?"














