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Aquela música que nao tem como escolher um techo só...
Nasce un nuovo sole ovunque vada e se da sola scelgo la mia strada, non mi spaventa neanche un pò...
Rio de sol, de céu, de mar
Experiências na Itália com a escola Edulíngua
Minha escolha de estudar italiano começou a partir do momento em que eu dei “stop” no curso de inglês. Sempre estudei a língua por obrigação, necessidade e porque fazia faculdade de jornalismo, que me exigia, no mínimo, um outro idioma - de preferência o mais usual. Como eu sempre fiz e fui diferente (a diferentona) nos meus gostos, reuni fatores como: ter descendência italiana, achar a língua bonita e ter vontade de aprender, gostar da cantora Chiara Civello, entre outras coisas. Reuni tudo e decidi “non aspettare più” e começar um curso de italiano.
Através de uma indicação, encontrei a professora Valéria Gama, que dava aula na Casa de Cultura da minha cidade. Ela, muito inteligente e com facilidade de explicar o conteúdo, me deu mais vontade ainda de aprender e continuar. Ficou claro para mim, que boa parte do interesse do aluno vem de com quem ele tem aula.
Meses de curso e surgiu a proposta de estudar italiano todos os dias, durante um mês, em uma escola especializada no assunto, com professores italianos e que… ficava na Itália! Prontamente, algumas pessoas da turma se animaram, inclusive eu, que sempre quis conhecer o país e ainda teria a oportunidade de estudar a língua enquanto viajava. Começamos a correr atrás de tudo que precisaríamos resolver, pagar e solicitar, para depois ficarmos apenas no aguardo do dia da viagem!
(…)
😴
🤔💭
🙌🙌🙌
Os meses passaram e, enfim, o esperado dia chegou! Lá fomos nós para nosso mês no país da massa, do vinho e do PapaERROR. Alojados perto da escola e muito bem recepcionados, chegamos já na hora da primeira aula (que eu cogitei faltar para dormir, e ainda bem que não o fiz). A empolgação de estar na Itália era total, mas eu ainda conheceria a escola que iria estudar durante aquele mês, e a EDULÍNGUA é o motivo de eu estar fazendo esse relato. A verdade é que estou fazendo propaganda mesmo!!! Porque fui muito feliz nessa experiência e acho que descobertas boas devem ser compartilhadas, para que outras pessoas possam ter a possibilidade de oportunidade que eu também tive de conhecer esse lugar.
Nunca fui muito fã de estudar, nem de acordar cedo (alô sinceridade!!), mas não sei se foi o fato de estar viajando ou simplesmente por estar em um ambiente agradável, que mesmo com o despertador programado para tocar 3 a.m. no horário do Brasil, eu conseguia acordar disposta, com vontade de ir a aula, de estudar e aprender.
Com profissionais competentes, simpáticos e acessíveis para tudo que precisar, por muitas vezes achei secundário o “estar na Itália” e sobressaiu o “estudar no Edulíngua”. Um dos motivos e de grata surpresa foi ter conhecido e ter tido a oportunidade de estudar com a professora Elisa Brega. O jeito de ensinar e conseguir prender a atenção de todos na aula, a forma como trata as pessoas, a descontração nos momentos certos, o carisma… enfim, poderia fazer um texto de qualidades, mas vou resumir em: Elisa é, sem dúvidas, uma das pessoas mais sensacionais que conheci na vida (e conto nos dedos as pessoas que eu penso isso)! E mais uma vez eu percebi a influência que um bom professor (ou um não professor) pode exercer no interesse dos alunos.
Outro ponto relacionado à escola, é a moradia: um mês convivendo com pessoas de outros países, conhecendo culturas diferentes e querendo explodir a Torre de Babel cada vez que não entendia o que estavam falando (oi? eu escrevi isso?). Muitas delas eu provavelmente não verei mais; outras, um dia eu posso reencontrar; e poucas eu manterei contato e amizade. A última parte mencionada, vale em especial para a minha “colega de quarto” Jéssica, que eu quase não conhecia, mas em um mês conseguimos nos dar tão bem a ponto de parecermos amigas de infância (o Big Brother fez total sentindo na minha vida). Dela, eu ouvia todos os dias a famosa frase “cadê meu celular???” E era para quem eu falava “minhas espinhas estão aparecendo???” (o ponto negativo, no meu caso, para o tempo local! Era inverno, fiquei com muita espinha e minha maior vontade era voltar para o Brasil e morar no dermatologista até aquilo passar. Já passou, amém!)
O curso fica em San Severino Marche, bem no meio da bota. Talvez o local que mais dormimos e menos ficamos. As aulas eram no período da manhã, e de tarde sempre tinha uma excursão para cidades vizinhas (ou atividades de cultura italiana). Entre elas, Gubbio, Assis, Macerata, Tolentino, Osimo, Frasassi… foram tantos lugares, que eu não sou capaz de lembrar o nome de todos. Aos finais de semana os passeios eram do Norte ao Sul (eu só conheci o Norte. Deixei o Sul de crédito para a próxima). Veneza, Verona, Roma, Pisa, Siena, Firenze… de todos, eu fiquei realmente encantada com Verona! Lugar lindo, preservado e limpo! E me diverti em Pisa, nas inúmeras tentativas de “desentortar” a torre nas fotos.
A proposta do curso é genial e deveria ser espalhada! Tanto para os alunos, que estudam e aprendem enquanto viajam, quanto para os próprios professores, que trabalham com o “sonho” das pessoas. E por mais que para eles seja “coisa séria”, a possibilidade de conhecer gente do mundo inteiro sem sair do lugar, de saber um pouco de cada língua para conseguir ajudar, da troca de alunos todos os meses que deve fazer parecer ser sempre o primeiro dia, foge da rotina habitual dos trabalhos e torna tudo menos monótono e mais divertido!
Edulíngua, se o objetivo de vocês é conquistar os alunos, os fazendo retornar, estão de parabéns por atingi-lo! Se estar na Itália já é motivo suficiente para grande felicidade, fazendo parte da turma de vocês é ainda melhor!
Grazie a tutti voi e ci vediamo presto!!
Site do curso:
http://www.edulingua.it/it/lalinguaitaliana
“Como uma estrela. Agora eu sou uma estrela.”
Já assisti ao musical, já fui em exposição, já marquei presença em show de homenagem, já fiz trabalho de faculdade, vi e revi entrevistas, colecionei seus discos e acabei de ler sua biografia.
Alguns dias na companhia do mito Elis Regina, foram suficientes para eu ser tomada por uma infinidade de sentimentos ao conhecer a fundo sua trajetória musical e vida pessoal. Reforcei minha admiração não só pela artista talentosa, como pela pessoa inteligente e de atitude que foi.
Mergulhei em um universo que a protagonista ganha o leitor pela sua coragem, entrega, competência, pelas gargalhadas que provoca em algumas histórias e pela emoção em outras. Conheci também seus pontos fracos, que foram verdadeiramente expostos e não alteraram seu legado incrível.
Com altos e baixos, como qualquer ser humano, sua vida foi tão fantástica que, por vezes, pareceu ficção. O poder de viver anos em momentos, fez com que tudo fosse muito profundo, e talvez por isso tenha partido tão nova… ela era grande demais para esse mundo! Viveu pouco apenas em idade. Em intensidade, foi além de muita gente que se julga viva. E Elis vive!
Depois dessa leitura, definitivamente, nada será como antes. Agradeço ao jornalista e biografo Julio Maria, pela viagem no tempo a fim de mostrar quem realmente foi Elis Regina Carvalho Costa. Agradeço também por ter existido, e ter feito história, uma cantora extraordinária e mulher tão à frente do seu tempo. 🌶
Lua de Natal 🌕🎄
Atitude é para quem tem.
15-12-15
Sempre fui bem sucinta em datas comemorativas, o que não quer dizer que eu não deseje o melhor para as pessoas, mas acho aqueles textos enormes de uma repetição sem fim, que acabam ficando cansativo para o aniversariante. Além disso, nunca entendi porque, justamente no dia do aniversário, as pessoas gostam de contar histórias vividas. Com tantos dias do ano para relembrar, deixam tudo para o momento de dar parabéns.
Pois bem, esse ano resolvi que eu serei a repetiviva, cansativa e contadora de histórias.
"2015 foi um ano de realizações na minha vida. Muitos encontros, conversas, reconhecimento, gratidão... alegria que so você me proporciona e que se torna motivo suficiente para que eu queira sempre sua presença, mesmo que quase nunca fisicamente.
Esse ano eu me formei na faculdade. Felicidade nível máximo, e até nesse momento você esteva lá. O tema da minha monografia foi a influência que a novela Avenida Brasil exerceu no país e a repercussão mundial. Nos meus agradecimentos, um especial a você por ser "uma das maiores inspirações da minha vida e a maior para a realização do trabalho". Exatamente assim estava escrito e é a maior representação do seu significado para mim.
Sou grata também por ter conhecido outros fãs, que dividem comigo sentimentos que transbordam, que torcem por mim, assim como torço por eles. Apesar dos pesares, posso dizer que somos unidos e tão felizes, que levamos na brincadeira até quem incomoda. Uma galera que se nao fosse você, talvez eu nunca conhecesse.
Ser fã gera um certo desconforto naqueles que nao são e justamente por isso nao entendem. Alguns acham que é falta de maturidade, falta do que fazer ou uma eterna busca pela identificação pessoal no outro... prefiro dar nome ao que somente eu posso julgar ser de fato: Admiração. Amor. Respeito.
Admiro, amo e respeito tanto sua trajetória profissional, quanto o ser humano que você é, e não posso deixar de mencionar isso nunca!
Só mesmo uma pessoa tão generosa seria capaz de dividir a sua própria verdade com milhares de pessoas. E dessa forma você se entrega, se doa, se revela a fim de levar o sentimento mais visceral existente. E consegue sempre.
Me orgulho do seu profissionalismo. Sou feliz por poder estar "junto" de você quando conquista o reconhecimento merecido por toda sua competência.
Que todos os dias da sua vida sejam festa! Te desejo saúde, amor, saúde, sucesso, saúde e felicidade. Para você o 'parabéns' habitual e quase que automático é DE VERDADE. Não só pelo aniversário, mas por ser uma pessoa de luz, coração grande e alma tao boa.
Que esse sorriso mais lindo da vida te acompanhe sempre, porque daqui eu estou feliz também."
"Vamos mostrar cultura para esse povo?" hahahaha
#DiaDeMaria
“Feliz aniversário” é pouco perto do que desejo pra você: Criativo, animado, interessante, surpreendente aniversário! Muita saúde, sucesso, felicidade e luz no seu caminho sempre! Você foi uma das mais gratas surpresas que 2015 me trouxe… apesar de te acompanhar desde 2008, esse foi o ano de assimilação e identificação real entre mim e tudo que você produz. Obrigada por presentear tanta gente, todos os dias, com sua arte. Mas dia 09 de setembro é o seu dia de ganhar presente. Infelizmente, o físico eu vou ficar devendo, mas o espiritual eu mando não só hoje, mas todos os dias, em forma de muita energia positiva para você, que merece tudo de mais maravilhoso que existe! 💛
Maria Rita - Encontros e Despedidas
15 anos de “O Cravo e a Rosa”
26 de junho 2015 - Há exatos 15 anos estreava “O Cravo e a Rosa”, novela das seis da Rede Globo. A história, que se passava nos anos 20, tinha como trama central Catarina (Adriana Esteves) e Petruchio (Eduardo Moscovis), casal nada convencional. Uma época em que as mulheres casavam com quem era escolhido pela família, não votavam, não trabalhavam fora e a filha mais velha tinha que casar antes da mais nova, Catarina vinha na contramão das tradições: Lutava pela igualdade das mulheres perante os homens, não podia ouvir a palavra “casamento” e apesar de rica, era humilde, sensata e honesta, o que não era característico de alguns outros núcleos da novela. Depois de expulsar todos os pretendentes da cidade, apareceu Petruchio, que era trabalhador e simples, mas estava à procura de um bom dote para livrar sua fazenda de ir a leilão. Foi horror à primeira vista: Ele era mandão (como ela), implicante (como ela), grosso (como ela) e completamente machista, causando aversão à ferrenha feminista que ela era. O que era possibilidade de salvar sua fazenda, logo se tornou uma missão: domá-la. Nele, ela viu a oportunidade de mandar em um homem e usá-lo para fazer serviços considerados apenas para mulheres. Eles eram opostamente iguais.
Tendo esses elementos como ponto de partida, a história da novela foi se desenvolvendo de forma diferenciada das demais. O mocinho não era romântico. A mocinha não era sofrida. A princípio, não existia uma vilã a fim de separar o casal (e nem precisava). Os dois protagonizaram cenas divertidíssimas, e cativaram o público mostrando que, apesar de muitas brigas, se amavam e um torcia pelo bem do outro. Com uma narrativa leve e fácil de ser compreendida, a novela conquistou telespectadores de todas as idades e mostrou que sair da padronização foi um risco bem sucedido: Ao atingir grande sucesso, a novela que originalmente tinha 90 capítulos, terminou com mais de 200.
Eu tinha 5 anos quando a novela estreou. Nessa idade, a maioria das pessoas que conheço, estava assistindo desenho animado, brincando, fazendo coleção de álbum de figurinhas… Eu, como sempre diferente, passava o dia na escola esperando ansiosamente a hora de voltar para casa e assistir “O Cravo e a Rosa”. No dia de hoje, posso me considerar fã da Adriana Esteves há 15 anos. A partir dessa novela, eu comecei a acompanhar o seu trabalho, e depois tive a grata surpresa de conhecer a pessoa por trás dos personagens que deu vida. Sou fã da artista e sou fã da pessoa. Por isso, não poderia deixar de destacar a personagem que tanto chamou minha atenção, que foi o começo de tudo. Catarina, apesar de fictícia, é uma mulher de verdade. Sabe o que quer, não abaixa a cabeça e não deixa que ninguém a mande. Mas isso não quer dizer que ela se ache superior, é apenas sua forma de ser forte. Ela está ali para ajudar quem precisa. É integra, do bem. Obrigada, Adriana, por desde de cedo me mostrar, mesmo através de um personagem, que existe gente que luta pelos seus direitos e que não precisa passar por cima de ninguém para conseguir o que quer. Obrigada por ter dado vida a Catarina da forma mais fantástica que poderia ser. Sou especialmente fã dela também.
O vagão que parece não andar para frente
Apesar de muita controvérsia, É LEI no Rio de Janeiro desde 2006 que, em horários de pico de dias úteis, exista um vagão EXCLUSIVO para mulheres. Bem visível, ele possui faixa no chão diferente das demais e adesivo rosa, ou seja, impossível não ser notado. Contudo, o famoso “vagão rosa” não tem sido respeitado pelos homens que, descaradamente entram, sentam e fingem que nada de errado estão fazendo. As poucas vezes que peguei o vagão para mulheres no horário de exclusividade, me deparei com vários homens: Em pé, sentados, conversando, sozinhos, separados dos amigos para “chamar menos atenção” e por aí vai.
Muito pior que a cara de pau desses cidadãos, é a ausência de fiscais no Metrô Rio nas estações (falo por experiência que, todas as vezes que desci a procura de alguém que eu pudesse fazer uma reclamação, voltei para o vagão sem ter encontrado ninguém). Entendo que metrô nao é instituição de ensino para ficar controlando espertinhos, mas é um meio de transporte público muito utilizado e que cobra pelos serviços prestados (inclui-se segurança). Por sinal, paga-se bem caro, para tamanha precariedade (não vou me alongar e comentar sobre o tormento que é pegar um metrô em horário de rush).
A Lei 4.733/06, de autoria do deputado Jorge Picciani (PMDB), presidente da Alerj, tem o intuito de isolar as mulheres para “coibir a ação de homens que se aproveitam da superlotação dos vagões nos horários mais movimentados para molestá-las”, o que gera conflito de opiniões entre, inclusive, algumas mulheres, que se sentem desvalorizadas em ter apenas um vagão, como se fossem minoria em relação a todos os usuários do metrô e as deixando presas, enquanto quem age de má-fé fica livre, podendo circular e usar o vagão que quiser.
No entanto, existem mulheres que apoiam e preferem pegar o vagão exclusivo, por precaução e para seguir viagem com menores preocupações. Para que isso continue acontecendo, é necessário o cumprimento da Lei por parte dos homens e do Metrô Rio.