Misplaced Lens Cap
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oozey mess
One Nice Bug Per Day

Kiana Khansmith
Stranger Things

Origami Around
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YOU ARE THE REASON
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Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ

Andulka
I'd rather be in outer space 🛸
hello vonnie

Discoholic 🪩

❣ Chile in a Photography ❣
almost home

Janaina Medeiros
seen from United States
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@prolixintensidade
eu já morri muitas vezes e é ainda da vida que tenho mais medo.
Maria do Rosário Pedreira, Dorme, meu amor
Hilda Hilst, in Da Morte. Odes Mínimas.
Se você é coerente consigo mesmo, o resto é suportável. Eu suporto.
Hilda Hilst. (via poetiquei)
OBRIGA-ME
E por que haverias de querer minha alma
Na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo, prazer, lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro.
E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.
Gosto que ele diga que eu sou raro porque raro é tudo o que a gente acha difícil de encontrar, não é isso? Tudo o que é difícil de encontrar parece uma coisa boa. E isso é raro, é raro alguém sentir que você é uma coisa boa.
Hilda Hilst, “Rútilos” (via nv54)
Agora mesmo eu estou há vinte anos sem sexo e acho bom, porque esqueci de vez. Mas outro dia tinha um amigo meu tomando banho aqui em casa. Eu entrei no banheiro inopinadamente e vi o pau dele. Fiquei olhando e disse: ‘Mas tudo por causa disso!’, e comecei a rir. Ri tanto que tive de ser hospitalizada.
Hilda Hilst, “Fico Besta Quando Me Entendem”. (via antonio-gregorio)
Queria te falar desses nadas do dia a dia que vão consumindo a melhor parte de nós.
Hilda Hilst (via chorandopoesia)
Também o ato de escrever para mim revela às vezes a insegurança, pois o escritor é um ser frágil, inseguro, ansioso, que procura respostas para todos os mistérios da vida. Fala-se muitas vezes da alegria que o ato de escrever dá. Para mim escrever me provoca mal-estar, medo mesmo. [E assim mais ou menos como o dia em que a gente vai fazer uma operação. Na manhã desse dia dá aquele frio escuro lá dentro da gente. Eu fico impressionada quando ouço pessoas que dizem sentir prazer em escrever. Para mim é sofrimento, um sofrimento de que não posso fugir,mas me amedronta. Penso que escrever serve mais para perdurar, para existir fora de nós mesmos,nos outros. Então me lembro de um poema de Edna St. Vicent Millay, onde ela diz “Read me, do not let me die” [Leiam-me, não me deixem morrer].
Hilda Hilst em entrevista. (via so-tur-nos)
Meus pés iriam com flores andar sobre o teu silêncio.
Hilda Hilst. (via poetiquei)
Hilda Hilst, in Da Morte. Odes Mínimas.
Tu, na montanha. Eu no meu sonho de estar No resíduo dos teus sonhos.
H. Hilst (via anjoinverso)
Como se a água ficasse a um dedo da minha boca e todo o deserto à volta me segurasse.
Hilda Hilst. (via oxigenio-dapalavra)
Deflagrou um incêndio nos bastidores de um teatro. O palhaço foi dizer aos espectadores. Pensavam que era uma piada e aplaudiram. O palhaço repetiu que havia um incêndio e eles riram-se ainda mais. É desta forma, penso eu, que o mundo será destruído – entre a universal hilaridade de avisos e acenos que são tomados como uma piada.
Søren Kierkegaard. (via recomendar)
arcin sagdic