Olha aí a situação da água em 1951:
Vereador Cunha Mattos "O chefe da família, operário modesto (...) dizia-me: 'Veja o senhor, todos estamos doentes, eu não tenho saúde, minha mulher também e as crianças, coitadinhas, estão o sr. está vendo! Para mim, continuou êle, é da água que bebemos. O Sr. já viu a água dos poços desta vila? Vou tirar um balde para o Sr. ver. E me apresenta a água. Repugnou-me vê-la. Estava turva e espumosa. Cheirei-a e me afastei logo. Senti um cheiro como que de leite azêdo.
Continuou êle, veja o sr. se isso é água para beber! Aqui no bairro toda a água é assim. Os ricos recebem água de fora, em garrafão, mas os pobres têm que se sujeitar, como nós, a essa mesma!"
Anais da CMSP, 1951, volume 11 p.245











