Trago comigo o meu naco de pão da manhã (graças ao meu irmão Euclides) e embrenho-me entre a folhagem e o orvalho, impregno-me de orvalho, impregno-me de folhagem, embrenho-me e dou comigo a pensar que deve ser estupendo, bagas vermelhas de plantas ponteiam o verde, mesmo a meus pés, de corais vermelhos e da erva em torno há erva que pulsa, vibra, salta, num movimento em leque que é uma crepitante transmutação de erva em grilos e de grilos em erva, de grilos em orvalho, de grilos em folhas.
Elio Vittorini - “Consideram-se mortos e morrem”












