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Estreitou os olhos para a garota na sua frente. Conhecia ela, provavelmente. Conhecia gente demais, na sua opinião. Mas aquela garota era praticamente uma criança, embora não se vestisse como tal. Nova demais para aquilo tudo. Jack não escondeu seu rosto frustrado. “Eu não sou uma adolescente tomando seu primeiro porre, obrigada, posso cuidar de mim mesma.” Nossa, aquilo era incomodo. Por que uma garota que tinha idade para estar começando a faculdade estava lhe oferecendo ajuda no meio de uma boate frequentada por aquele tipo de pessoa? E por que ela sabia seu nome? Não estava com grande auto controle, então acabou soltando suas dúvidas. “Pelo amor de deus, quantos anos você tem, garota? E da onde a gente se conhece?“ Talvez já tivesse pegado a menina bebendo alguma vez e a levado pra delegacia por ser menor de idade. Isso faria sentido.
Poppy revirou os olhos com a primeira resposta de Jacqueline. Que belo jeito de responder uma oferta de ajuda, especialmente quando a mais velha parecia muito uma adolescente tomando seu primeiro porre, naquele estado, naquela hora da noite. E não contente com isso continuou a falar, deixando claro que sequer se lembrava de Poppy. Foi a gota d’água. A loira cruzou os braços, irritada demais para se conter. “Eu espero que você esteja completamente zoada de qualquer merda aí que você tenha usado para nem lembrar meu nome. Meu nome é Poppy, prazer de novo.” Não controlou a ironia em seu tom de voz. “E eu tenho 21 anos, então não precisa ficar se preocupando, valeu. Até porque não sou eu agindo que nem uma garota que acabou de usar bala pela primeira vez na vida e misturou com coisas demais.” Fazia pouco tempo que ela podia falar a idade sem mentir, mas agora de fato podia fazer tudo que já fazia há anos, só que legalmente. Menos o que sempre seria ilegal, é claro, mas eram ossos do ofício.














