Derramar
Aprendi desde cedo a desamar talvez por medo mas pra equilibrar só sei amar me derr amando em cada canto
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@quasepoema
Derramar
Aprendi desde cedo a desamar talvez por medo mas pra equilibrar só sei amar me derr amando em cada canto
Despedida
Eu não vou sair de você Eu vou estar na cama arrumada E nos pés que você tentar aquecer Eu vou estar na cara lavada do espelho que falta no seu banheiro Eu vou estar em fuscas azuis e em cada gota do seu chuveiro Eu vou estar no vermelho da luz e no abraço do travesseiro Você não vai sair de mim Você vai estar em poemas pela metade que acabam antes do fim Você vai estar em cada canto da cidade E em lugares que ainda não conheci Você vai estar na ausência de risada No toque de quem não sente nada E na minha roupa mal passada Mesmo depois da despedida você vai estar na minha vida que continua mesmo assim.
Quase poema
Foi como uma história de cinema A gente sempre se beijava como se fosse a última vez Porque sempre que ele saÃa de cena Eu me desesperava sem contar até três Era até bonito de se ver como ele sabia me devorar Mas não precisava de muito pra me mastigar e cuspir Ele demorava muito e eu nunca soube esperar E é desse jeito que se anunciam os fins Eu sei, foi quase poema Meu rosto no espelho e seu beijo queima Uma risada, um olhar e o topo do mundo Mal passava das duas, você dizia absurdos É inútil lembrar, mas não consigo esquecer Foi tentando te ganhar que comecei a me perder.
Meu garoto
Meu garoto me leva a ponta dos pés e me faz querer ficar de joelhos ele me vale como se fosse dez quando me laça pelos cabelos Meu garoto chupa o sumo da minha alma engole minhas ideias e bagunça minha cama ele não precisa dizer que me ama pra me ter como Madalena ou dama Meu garoto vai e volta com dois cigarros e sua lÃngua de poesia e repousa nas minhas coxas como se fossem moradia ele toca meu ritmo e compõe minha melodia traça a rota do meu corpo como se a noite fosse dia.
Porque dizer não quer dizer nada
Não me diga nada, não O amor está mesmo na ausência de palavras, elas são correntes pesadas Apenas aperte a minha mão que isso basta pra eu me sentir amada Não me faça promessas Elas nos prendem e não tenho pressa Eu não preciso de contrato Até prefiro um afago que me diga muito mais Só fale mesmo o que precisar falar pra deixar seu coração em paz O resto você guarda pra quando me tocar que é melhor pra você e pra mim Já transformamos tanto em nada que se depender de mim vou te amar assim, calada.
LascÃvia
Quero mesmo cravar meus dentes lascivos na tua pele macia, tua boca molhada Quero ver de perto a cor dos teus olhos indecisos e fazer tua mão ficar suada Quero saber como soa teu suspiro quando eu afago as tuas costas e te mostrar no que eu me inspiro quando te faço a mais obscena proposta Quero sussurrar o que você nem sabia que queria ouvir Quero te fazer chegar onde você não sabia que podia ir.
Tereza
Já não tenho mais certeza se gosto mesmo de você Já não te enxergo com clareza Já não anseio por te ver Não me leve a mal fui o melhor que pude ser É que sempre acaba igual Você não é diferente da Maria ou da Amanda ou da Sofia Tereza Essas são palavras derradeiras Foi tão bonita tua pureza mas a gente foi se comendo pelas beiras e pouco te dei de mim Agora o que resta é o fim.
Primeira e última
Foi a primeira e última vez que meu coração bateu tão forte Uma vez que valeu por três e pra um sujeito assim, sem sorte que não conhece amor ou prazer te conhecer pareceu a morte Eu nunca soube o que fazer e quando te vi, soube muito menos O que sei da vida, aprendi na tv mas nunca vi olhos tão serenos Desde então, te escrevi dez poemas além de desenvolver esquemas pra te encontrar por aà como se fosse por acaso mas que triste o meu caso: foi a primeira e última vez que a gente se viu a última vez e a gente nem se despediu.
Quem me dera
Quem me dera cair na graça dos teus olhares e ter nos pulmões teus mesmos ares Quem me dera sentir teu gosto e traçar o mapa do teu rosto Quem me dera conhecer todas as tuas faces e passar contigo por todas as fases da lua, da rua, do teu humor da estrada, da risada, do nosso amor Quem me dera ter toda a vida do teu lado e esquecer todo o estrago que foi o mundo antes de ti Quem me dera nunca mais te ver partir.
Tua
Entregando-me como faço nada resta do meu coração de aço Pouco aperta meu abraço frente a força do meu sentimento Sendo tua como eu sou já não me sobra um momento que valide qualquer dor Querendo-te como quero quase inexiste o meu elo entre passado e futuro O destino não parece duro pois me reserva teu beijo O mundo parece mais puro quando é a ti que vejo.
A causa da minha insônia é você
Garganta seca e você na cabeça Por incrÃvel que pareça eu já nem sei me controlar Olhos sedentos pela tua pele aquarela Mãos que te buscam apalpando o ar Como se meu corredor fosse tua passarela eu fixo o olhar e te espero passar Escondo bem o medo de te perder assim como tudo que nunca tive ou terei Sorrio, aceno, não pergunto o porquê Reviso a cena pra saber onde errei Você sabe demais que eu não sei de nada e quando acho que sei, estou enganada Só não é confundÃvel o que sinto ao te sentir Ah, que bom seria poder ir pra qualquer lugar teu que fosse nosso.
Válvula de escape
Você bem que podia aparecer num desses bares respirando meus ares me fazendo derreter Eu ando tão cansado da vida você seria meu escape, minha saÃda Você bem que podia aparecer cantando razões pra eu escrever Eu ando tão morto-vivo você seria o motivo de um poema bonito como eu nunca mais fiz Pra me fazer feliz bastaria teu sorriso mais que isso seria nada demais menos que isso tiraria a minha paz Você bem que podia aparecer agora mesmo, na minha porta já está tarde, mas não importa eu abriria pra você.
Bala de canhão
Eu só quero descobrir um jeito de abrir de vez meu peito pra dizer que só te odeio à s vezes porque te amo sempre demais Já se passaram tantos meses e nada ficou pra trás Aqui dentro eu tentei reorganizar tudo pra te tirar do centro mas não deu certo, eu não mudo Eu só quero conseguir entender por um momento, que seja o porquê de eu não esquecer a sua boca de cerveja os seus dedos de cigarro o perfume do seu pescoço e o barulho do seu carro Por que eu faço tanto esforço pra te odiar por um segundo? Por que quando você se cala parece mesmo o fim do mundo? Da próxima vez use uma bala saÃda direto de um canhão se sua intenção for matar meu coração.
O Trem
Ei, deu minha hora eu vou embora Você nunca me pediu pra ficar e se eu não for agora vou morrer nesse lugar como um palhaço sem plateia como andorinha sem voar Eu nunca entendi como você pôde agir assim como se sua mão estivesse vazia enquanto segura meu coração e bagunça a minha vida E nem pense em dizer que te deixei ao entrar naquele trem eu carreguei você sem porquê ou porém Eu nunca dei as costas a mesa sempre esteve posta mas a faca deixou de cortar Ei, olhe bem essa lágrima que caiu veja ela secar como essa houveram outras mil mas eu nunca soube justificar já dessa vez, sei que caÃram assim: uma por você, outra por mim.
A Muralha
Eu era mesmo uma casa cercada por muralhas. Ninguém podia chegar até mim de verdade, a única visão que eu passava era de uma enorme proteção. Concreto. Sólido. InacessÃvel. Besteira! Veja só quão exposta eu estou agora. Você desmontou a muralha tijolo por tijolo e o que sobrou foi uma casa toda feita de vidro fino. E eu não relutei. Quem relutaria? Eu esperei mesmo que você fosse tomar o lugar da muralha e me aquecer diante da minha fragilidade. Eu achei que seria bom correr os riscos, sentir o vento bater em mim e não nos meus muros protetores. E por um tempo foi. Não posso negar que senti. E COMO SENTI. Mas, você não estava lá. Você quebrou a muralha e deu as costas, sem deixar sequer uma pedra. E agora eu fico aqui, torcendo pra que os ventos não soprem contra mim, torcendo pra que eu não quebre inteira. Vez ou outra meus vidros ficam tão gelados que parece mesmo que vou encolher até desaparecer de vez. Algumas vezes, tremo toda e sinto falta de ter algo que me esconda, mas logo torno a lembrar que o que sempre me manteve de pé não foi a minha muralha, mas sim a minha base.
Relógio quebrado
Ai, meu bem, não te apresses Correr do tempo já não me apetece Se tu ao menos soubesses A eternidade que há num minuto E quanto amor há neste mundo Sei que tu ficarias mudo E não me importa, agora, aqui Se sou teu primeiro ou segundo Teu vigésimo ou último Se teu sorriso for por mim Eu mesmo torno a sorrir E entrego-me todo a ti Sem intenção de ser teu dono Mas que criatura haveria de resistir Ao teu sorriso de perder o sono? Ouvi dizer que é mesmo assim O amor é um relógio quebrado Desses que olhamos de lado Mas que tem razão duas vezes ao dia Então, meu bem, não te apresses Que encontraremos a calmaria.
Not You
He talked to me and the talk was cool I wish we were meant to be but he wasn’t you
He kissed my lips pressed my hips and pulled me closer but I felt glad as soon as it was over ‘cause in my head if I closed my eyes hard enough maybe I could just pretend that it was you making me laugh making plans for the weekend
He cared so much that I could see He made me feel free to be me but I prefer my hands shaking though I know that I’ll be aching by the end of the day it’s just a way to know I love your style and yes, he’s got a nice smile but I didn’t melt when it was for me I wish we were meant to be I wish we could be true But, darling, he wasn’t you.