noite calorosa lá fora, mas aqui dentro tudo é frio. a cada gole de vinho, os sentimentos ficam mais intensos. cê jura pra mim que aquele abraço ainda vai insistir em ficar entre nós? promete que todas as confusões que afloram o meu peito só serão vistas como um passado escuro do qual você não quer se lembrar mais? é que, tu sabe, por mais que doa muito essa parada do amor, a gente também precisa saber quando parar. o fuso horário me paralisa. o negativo me deixa estagnada. não saber quando esquecer é como ingerir doses homeopáticas de poesias. e eu não quero mais ter você. eu não quero mais cogitar novas possibilidades de observar os casais nas janelas dos apartamentos. eu quero algo firme. algo que você incrivelmente, não pode me dar. tive que provocar a morte em massa de todas as suas versões que eu tinha em mim, porque me dei conta que nenhuma delas seria honesta. eu quero algo sincero e não um amor inventado. permanecemos em conversas de noites que nunca existiram e poemas mal escritos, nunca nos demos a devida chance. afinal, nosso amor morreu agarrado no infinito desejo do que poderíamos ter sido. engoli toda a utopia desse e "se" que fomos e aniquilei as poucas chances de que se tornasse real. na lápide desse amor estará registrado que nunca vivemos além dos sonhos..














