Acabo de passar por uma situação que me fez refletir em um texto que venho meditando nessa última semana.
Estava sentada no metrô indo em direção à Coelho Neto quando um homem de meia idade que tinha acabado de fazer hemodiálise se encaminhava para sentar ao meu lado, visivelmente cambaleante e passando mal.
Minha primeira reação foi jogar minha mochila para o lado e tentar levantar o senhor que parecia que ia desmaiar. Não sou muito forte, por isso não o consegui fazê-lo. Quando dei por mim estava pedindo por ajuda, já que o óbvio não parecia ter transcendido a mente dos outros ao meu redor. O que iríamos fazer?! Deixar aquele homem cambalear até atingir o chão?!
Até onde vai nossa indiferença? Quantos "óbvios" vamos deixar passar em nossas vidas e não fazer nada sobre?!
E talvez vc esteja se perguntando se ninguém tomou a iniciativa de ajudá-lo junto comigo. Sim, havia outra pessoa.
Um senhor que já aparentava mais de 65 anos com a fala embolada, aparentando não estar também no melhor de seu estado de saúde. Foi ele quem levantou com dificuldades pra ajudar algm que precisava de mais ajuda do que ele.
Eu poderia falar de outras pessoas que estavam presentes nesse cenário, como o jovem "engomadinho" que o máximo que conseguiu foi segurar meu celular enquanto eu ajudava aquele senhor a não cair, ou ainda uma senhora sentada no assento preferencial(apesar de não ter preferência de nada) e dizer "Deus vai curar ele" mas não fez nada além de observar toda a cena.
Mas não. Não quero me lembrar deles.
Quero me lembrar desse outro senhor, quero ser como ele. Quero aprender com ele.
Enquanto eu e outros, que a esta altura, decidiram se unir à causa, tentávamos chamar atenção de algum segurança, aquele senhor, mesmo debilitado, colocou a mão no ombro do homem que ainda desfalecia um pouco e disse:
- Você está em casa, vai ficar tudo bem. Jesus está contigo!
Deixo aqui uma reflexão e uma pergunta:
As vezes só precisamos que um ou dois comecem a fazer algo pra que rapidamente outros dois ou três se unam.
Até quando seremos jovens engomadinhos ao invés de senhores de 65 anos com a fala embolada?!
Aqui fica o texto que eu refleti durante a semana:
"Por exemplo, pode haver irmãos ou irmãs que precisam de roupa e que não têm nada para comer. Se vocês não lhes dão o que eles precisam para viver, não adianta nada dizer: “Que Deus os abençoe! Vistam agasalhos e comam bem.” Portanto, a fé é assim: se não vier acompanhada de ações, é coisa morta. Mas alguém poderá dizer: “Você tem fé, e eu tenho ações.” E eu respondo: “Então me mostre como é possível ter fé sem que ela seja acompanhada de ações. Eu vou lhe mostrar a minha fé por meio das minhas ações.” (Tiago 2:15-18 NTLH).
#aprendendo #serrelevante
- Gabriella Rocha Gouveia