Quero tornar-me tudo E ser arte Quero tornar-me arte E ser tudo.
Lucas Hernandez
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we're not kids anymore.

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@re-acordava
Quero tornar-me tudo E ser arte Quero tornar-me arte E ser tudo.
Lucas Hernandez
Como ando só Poeira no deserto Dentro de todo o Universo Sou vácuo Passando sensações em linhas E tentando sustentar-me nelas Pudera eu apenas falar Usar quem me cativa como minha folha E nunca mais precisar escrever.
Lucas Hernandez
Eu rio pra esconder minha tristeza, me faço alegre, mesmo na amargura. E o falso me corrói, numa tortura, mas a verdade dói por natureza.
Lucas Hernandez
Vai menina, fecha os olhos. Solta os cabelos. Joga a vida, como quem não tem o que perder, como quem não aposta, como quem brinca somente. Vai, esquece do mundo, molha os pés na poça, mergulha no que te dá vontade, que a vida não espera por você. Abraça o que te faz sorrir, sonha que é de graça. Não espere, promessas vão e vem. Planos, se desfazem, regras, você as dita, palavras, o vento leva. Distância, só existe pra quem quer. Sonhos se realizam, ou não. Os olhos se fecham um dia, para sempre. E o que importa você sabe, menina, É o quão isso te faz sorrir. E só.
Lucas Hernandez
- Oitenta. - Oi, tenta. - Oitenta vezes, se necessário. - Mas tenta.
Lucas Hernandez
Ele se acordou, e deu um leve sorriso antes de se espreguiçar, pronto ali foram os segundos mais felizes que ele teve por saber que estava vivo, que Deus tinha dado mais um dia pra ele tentar realizar seus desejos. Incompleto por algo, indeciso, limitado, recuado, queria ser feliz sozinho, achava que sozinho se sentiria melhor, que ninguém iria olhar sua aparência, suas condições, sua fisionomia um tanto desgastada por problemas que ele carregava e preferia não falar e nem compartilhar. Sabia que ninguém é feliz sozinho, e o que fazia provar era seus pensamentos que por vezes o fazia embaçar a vista e pensar em seus amigos, em seus amores, em sorrisos dados, em lembranças passadas. Mais esse era o problema, nada era como antes. E aos poucos ele foi perdendo um pouco da sua essência, de certo ele seria uma eterna criança, ele mesmo acreditava nisso, e aos poucos foi percebendo sua seriedade em certas coisas. Por vezes culpa de quem o cercava e o deixava cabisbaixo, por outras culpa do próprio, que se sentia incomodado de estar naquele meio, entre tantos olhares, entre tantos pensamentos que poderia estar voltado ao seu respeito. Tão ingênuo, mais tão esperto, tão pronto pra por alguém pra cima, mais tão sem forças, tão feliz por fora, mais com magoas, dores e um rio de lagrimas por dentro. Quantas vezes ele mesmo se perguntou se estava valendo a pena viver daquele jeito, quantas vezes ele não desconfiou de si próprio. Queria gritar, queria ser feliz, queria amar do seu jeito, queria beijar sua mãe e olhar nos olhos dela mostrando toda a sua verdade. Talvez essa seria mais uma peça do quebra-cabeça ainda mal encaixada. Talvez isso ainda o impedia de ser feliz, sua família, seus amigos… antes seus amigos que ele mesmo mostrava total disponibilidade e não via isso em troca. Romances? Poucos, mais o bastante pra ser lembrando sempre, pra ser contado, pra soltar sorrisos bobos acompanhado de lagrimas. Irreconhecível agora, estranho. Antes uma criança, hoje ainda uma criança forçada a crescer. Seus sentimentos estão confusos, ninguém o tem, ele não tem amigos, ele não tem família. Assim ele escolheu. Conversa sozinho com sua mente, ri com a mesma, está tentando apenas se enganar, quer acreditar que sozinho ele consegue tudo. Criticado? Bastante, ele tem seus ideais, mais não persiste, não com intensidade. Ele sabe o que quer, mais não o faz, mais acredita que quando fizer calará a boca de muitos. Tem o dom nas mãos, mais não os usa, não para que beneficie, e o incrível… ele sabe disso. Mais não tem forças, quer desistir. Parar! E só um motivo o faria correr atrás de tudo, apenas um. E é esse motivo, a ultima peça do seu quebra-cabeça. Ele já procurou ela embaixo do sofá, do tapete, da mesa, mais não acha. Ele ainda se sente incompleto. Gosta de visar o luar, gosta de sentir frio que lhe causem arrepios, o mesmo frio que faz ter lembranças passadas. Suspira e se abraça, fecha os olhos e faz um pedido, o mesmo pedido que faz ao apagar uma vela de aniversário, ao ver uma estrela-cadente, o mesmo pedido que ao deitar a cabeça antes de ir dormir ele faz com os olhos entreabertos, dando espaço para que suas lagrimas caiam pelo seu rosto. Planeja sua vida, criando metas e datas póstumas, pede a Deus que dê mais um dia pra ele, para que ele tenha a chance de sorrir e tentar se completar, pois sabe que nem tudo depende apenas dele.
Lucas Hernandez - Uma chance a cada dia.
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