◦Raiva: um sentimento muito incompreendido e subjugado. Quem já assistiu "Divertida Mente" (Inside Out) conhece esse carinha aí. Eu sempre me identifiquei muito com ele, é meu personagem favorito do filme. Pra quem não sabe, eu tenho depressão e ansiedade (inclusive, foi o motivo pra ficar esse mais de 1 mês longe das redes sociais), e ontem, em um momento de explosão, eu tive uma epifania. Eu percebi que parte do que agrava minhas crises é reprimir meus sentimentos, em vez de libertá-los. Mais especificamente a raiva. Há anos eu reprimo a raiva quando a sinto, e tento filtrá-la e abstraí-la, pra não me consumir, mas eu estava fazendo tudo errado. A raiva não é especificamente um sentimento ruim. Ao contrário. É um sentimento impulsionador, poderoso e intenso, que só precisa ser guiado pra direção correta pra ser saudável. Ela se torna prejudicial apenas quando você a deixa solta, dominando todos os aspectos da sua vida, e não a direciona. Reprimir a raiva não me liberta dela, me afoga nela, tira minha voz, minha essência, minha vitalidade. Ontem, depois de muito tempo eu abracei a raiva em um momento de explosão e foi TÃO BOM, tão LIBERTADOR. Eu nasci assim! É o que eu sou! Ariana, meu planeta é Marte, sou mãe do Ares, o Deus da guerra, até a cor que eu escolhi pro meu cabelo (vermelho sangue, fogo) foi baseado na minha personalidade. E eu demorei anos pra entender isso. Eu nunca mais vou reprimir o que eu sou. E eu sou essa coisinha vermelha enfurecida aí. Raiva, vem com tudo que eu tô pronta no ritmo ragatanga! https://www.instagram.com/p/B0luw2dhX9L/?igshid=1m5wfl1h478lu