O clown e a bailarina
Vinha ele, de rosto branco, branco… Postura de homem franco, com um poeminha em riste, um risinho triste e um cravo doce e murcho no paletó, sempre belo, triste e só. E ela vinha do outro lado, sapatilhas impecáveis e vestido rendado. A bailarina não sorria, pois nada sentia. Preparou então, o destino, um palco de interação, uma festa de atuação. O clown veio elegante e zombeteiro, dos convidados, é claro, foi primeiro. A moça vestiu-se de chita, era das esculturas, a mais bonita. A brancura do palhaçõ triste, é um sorriso que na bailarina insiste e o corpo esguio a girar no palco , aquece o clown, o deixa fraco. Unir-se-iam no segundo ato, é sublime mencionar tal fato, pois a poesia que o palhaço guardava, neste instante intensamente declamava diante dos passos da bailarina rosada, à qual passaria chamar de amada.
Ana Favorin










