REGULUS ARCTURUS BLACK é um SONSERINO convicto. Com seus 18 ANOS, é a estrela de ARTE DAS TREVAS, além de ser um rosto conhecido como membro sênior na extracurricular CLUBE DE DUELOS. Seu sangue é PURO e ele não carrega dons consigo. Também é sabido que ele é muito ORGANIZADO, e também MELANCÓLICO. Cuidado! Não o confunda com o trouxa TIMOTHÉE CHALAMET antes de ter certeza.
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BIOGRAFIA
PRÉ-HOGWARTS, muito antes de que lhe fosse pensado a estadia na escola de magia e bruxaria, Orion nomeou-o Regulus Arcturus Black. Egocêntrico, passou a carregar não somente os nomes dos avós em seu nome, mas nomes estes das brilhantes estrelas no céu. Régulo mesmo, tratando-se da mais brilhante estrela da constelação de Leo e, não o suficiente, carregando como significado de pequeno rei em latim. Arcturus, em contrapartida, tratava-se da estrela mais brilhante da constelação de Boieiro. E ainda assim, não eram tão brilhantes quanto àquela tanto iluminava o céu noturno que fazia-se a mais visível a olho nu nas noites escuras e longas entre as paredes da casa Black. Assim, cresceu, às sombras de um astro muito maior que a si mesmo, ainda que tal ideia não lhe poupasse das obrigações como um bom herdeiro Black — não a peça mais valiosa de Orion e Walburga, mas a joia da qual também se gabavam. Ele aprende tocar piano e domina o francês, assistindo cuidadosamente o trabalho de seu pai, ó pai tão poderoso, e se atenta à Walburga e seus gritos. Contudo,
UM ANO ANTES DE IR À HOGWARTS, é quando caí letra por letra o que havia aprendido. O pior pesadelo de um Black havia acabado de se concretizar: um deles, sangue-puro, atrelado a uma casa vermelha e dourada. Ele ouve durante todo o período que o irmão está na escola os gritos de Walburga, nota por nota mais altos e vê a amargura nos olhos de Orion quando citam a coragem de Sirius Black de realmente juntar-se aos leões. Os olhos caem sobre si, lhe seguem, julgam, censuram seus atos. Cresce em si a ansiedade pelo momento em que será de si o julgamento a ser tomado. Seria mais um à cair nas garras da Grifinória ou honraria a casa Black juntando-se aos sonserinos?
É quando o irmão volta que as ameaças antes silenciosas tornam-se verbais, tornam-se claras tanto quando a luz de Sirius na noite estrelada. Apesar da pouca idade, sabe que não pode dar-se ao luxo de buscar abrigo entre os corajosos leões que faziam de seus pesadelos moradia perpétua. Não, não podia fazer como o irmão. Ainda que as longas histórias dos novos colegas lhe tragam um senso de pertencimento e de reconhecimento, um sentimento quente que lhe formiga a base do estômago e faz com que sorria brevemente ao escutá-lo. Não, lhe era proibido.
AO CHEGAR EM HOGWARTS, Regulus era como Atlas, com o peso do mundo jogado em seus ombros para que carregasse, de uma maneira ou de outra. Ela ainda lembra de como suas mãos suavam e como parecia fraco, pequeno… Inútil, perto de tantos outros bruxos. O Chapéu Seletor em seu banco, surrado como uma velharia há muito esquecido, lhe aguardava para dar-lhe seu veredito. Em seus olhos escuros havia a sombra de cores deslumbrantes, o verde serpenteava o prata e ao fundo um leão o encarava com um rugido de avermelhar qualquer rosto. Regulus lembra do gosto do desespero, do medo e de como o Salão Principal parecia ter sofrido há mais cruel das maldições para calá-los, todos tão ansioso mas não na mesma intensidade que Regulus, em busca de uma resposta para perguntar que havia sido erguidas no ano anterior.
Em sua espinha, o medo desenhava seu futuro e a forma como se prostava e quando seu nome foi chamado. “Black, Regulus Black”, mais soava como o início de um inferno sem fim. O banquinho desconfortável era gelado e as mãos congeladas do herdeiro mais novo da casa Black agarrou-se a ele ao que tentava não deixar que todos ali pudessem ver o pânico tomar conta de seus olhos. Sua mente cantava sem parar o hino dos temerosos: Não, não, não, não, por favor, não, ele clamou em silêncio sem saber pelo quê clamava de fato. “Oh, oh”, foi o que o Chapéu Seletor disse a priori. Em êxtase. Sabia o peso de sua decisão e se deliciava nela. Tinha o peso de um ser humano sobre a cabeça de Regulus. “Um Black, sim, um Black de sangue-puro”, na sua voz, a arrogância pesava como Orion costumava proclamar, havia pouco de empatia e muito menos de insegurança. “Não? Entendo… Vejo muito mais que a autopreservação em você, Regulus Black. Mas entendo, entendo. Bem!”, era como um teatro. Calou-se qualquer resquício de conversas sorrateiras. “O verde e o prata caem bem à casa Black. Sonserina!”
E ainda que a mesa verde e prateada o receba com o esplendor que Regulus Black busca, não há em seu coração paz que se assente enquanto se junta ao sonserinos e assiste seu irmão do outro lado do Salão.
(trigger warning: auto-mutilação, menção de abuso verbal, ideação suicida)
A FUGA DO IRMÃO, foi um mal prometido. Não foi em si a maldição sofrida, mas lembra-se como chorou. Como assistiu Walburga utilizar-se da varinha contra o próprio filho e imaginou a si. Como com um simples olhar da mulher, ela lhe proibiu de socorrê-lo. Censurou seus choros, censurou suas reações. E para si sobrou a amargura da casa Black. Magoada pelo destino fatídico de seu primogênito, Walburga tornou-se ainda mais instável. As ofensas já não era mais destinadas a Sirius, mas sim para aquele que lhe havia restado. Era no medo e na violência que ela depositava suas últimas chances de possuir um herdeiro que pudesse alcançar o potencial de um Black e Regulus logo percebeu-se incapaz de dormir no próprio quarto. As bandeiras da Sonserina eram como um lembrete do crime que não havia cometido, mas ainda assim cumpria pena. E a tapeçaria onde, próximo a si, restava apenas o que uma vez havia sido o rosto de Sirius já não parecia mais um desabafo de uma mãe cansada: soava como um aviso. Ele viu no que seus pais pregavam a única verdade a ser tomada como sua e, ainda assim, pecou, recorrendo à métodos mais que trouxas de de punição. Em seus membros, restam escondidas as cicatrizes do sofrimento causado.
ATUALMENTE, Regulus perdeu a curiosidade e o prateado que uma vez percorreu seu olhar, quando ainda tenro. Embora nunca tenha sido muito rebelde, incapaz de suportar o que vinha após os protestos que fazia com relação aos seus pais, tornou-se ainda mais suscetível ao decidido por ele. No seu agir há um frequente gosto de melancolia e um constante medo de tudo aquilo que ocorre ao seu redor. O gosto pela arte trouxe da automutilação ainda permanece intacto e as vontades incompreensíveis de se entregar ao que tiver de ser também. Principalmente, ainda que o melhor filho, o exemplo a ser seguido por ter seguido aquilo que lhe foi colocado como obrigação, sinta-se muito menos do que qualquer um ao seu redor, principalmente muito menos que seu próprio irmão, incapaz de encarar ao seu próprio reflexo e ver nele alguém digno de viver.
HEADCANONS
Filho caçula de Orion e Walburga Black, carrega certo peso de excelência em seus ombros desde que seu irmão Sirius rompeu laços com a famíia. Por esse motivo e outros, possui grande e constante desejo de se provar.
É membro do time de Quadribol da Sonserina e joga na posição de apanhador.
É um bruxo habilidoso e especialmente curioso com determinados assuntos, como Artes das Trevas.
Considera-se fraco, principalmente na área de Duelos. Além disso, seus pais também o consideram, pois forçaram sua entrada no Clube de Duelos.
Reggie sofreu punições físicas e verbais das mais variadas, principalmente para garantir que ele se tornasse um exemplo Black, e isso apenas o incentivou a autoflagelação.
Teme estar sempre errado em tudo o que faz e o que crê, principalmente depois da ausência de seu irmão. Considera-se insuficiente na maioria das vezes e possui um problema sério com autoestima e autoconfiança.
Seu doce preferido é um doce trouxa que experimentou em segredo
Comumente entre em pânico quando ouve gritos e movimentações bruscas e repentinas.
É fluente em francês e italiano, além de adorar tocar piano e pintar. Porém, são coisas que herdou por ser um Black de respeito.












