ENTÃO VÁ COM O NOSSO NOVO HABITANTE PARA ONDE NASCEM OS SONHOS E O TEMPO NÃO É PLANEJADO… Ele costumava se chamar PETER PAN, do conto PETER PAN, e antes da névoa da maldição arrastá-lo até Storybrooke, ele estava no ACAMPAMENTO DE PAN, lá na NEVERLAND. Aqui na cidade você talvez o encontre se procurar por um tal de REVE VON STRUCKER, que é PROFESSOR DE DANÇA E COREÓGRAFO.
RESUMO
Em Neverland, a recusa e a impossibilidade de crescer e seu status como ser mágico transformou Peter em alguém perigoso que não entendia onde uma brincadeira começava e terminava, até Wendy ir embora e deixá-lo arrasado, quase matando Neverland no processo. Em Storybrooke, ele é um rapazinho que viveu muito tempo no orfanato da cidade e é extremamente apegado aos irmãos que cresceram com ele, mas foi adotado por Sheol (Hades) aos 14 anos. Odeia qualquer tipo de responsabilidade de adultos, então pra além de folgado, é um fuckboy em tempo integral, caiu na rede é peixe, etc. Ah, ele também grava uns TikToks de dança por aí, e acaba viralizando vez ou outra, mas não tem muito compromisso em atualizar a conta.
INFORMAÇÕES BÁSICAS
Nome completo: Reve Von Strucker PETER PAN
Apelidos: Rev, Veve, por favor use sua criatividade
Idade: 22 anos
Altura: 173cm
Aniversário: 2 de dezembro (sagitário)
Face Claim: Jordan Fisher
Hometown: Acampamento de Pan, Neverland
Localização atual: Storybrooke, Maine
Orientação sexual: Pansexual
Ocupação: Professor de Dança e Coreógrafo
Label: THE HALCYON – someone who is loving and care-free. they see the brighter side of things. their optimism can often lead to them being childish.
Se acha que um ser fantástico que possui energia o suficiente para conectar-se com um mundo todo não é alguém perigoso... Pense outra vez.
Claro, Peter Pan em si não era alguém terrível. Era uma criança que não queria parar de brincar, e ele sabia que a brincadeira nunca terminava em Neverland -- e que ele era o dono de todas elas! Nada era levado a sério, nada mudaria, e não precisava de nada para além dos garotos perdidos, e de irritar Hook de vez em quando.
Isso até os Darling chegarem, é claro. E aí, seu mundo virou de cabeça para baixo. Pela primeira vez, sentiu-se vulnerável por se abrir par sentimentos que ele nem compreendia direito, e por mais assustador que tivesse sido, ele adorou. Amou, na verdade. E amou Wendy de um jeito diferente que amou os outros irmãos, a amou diferente do que amava os meninos perdidos, e que amava Neverland. Suas aventuras foram maravilhosas, e acreditava que aquele novo gosto de felicidade também ficaria para sempre, e sempre, e sempre.
E então, Wendy foi embora, o deixando sozinho.
Quer dizer, não estava sozinho de fato, mas se sentia assim. Até tentava apontar outros meninos perdidos para carregarem a brincadeira do dia sem ele, porque, no final, não conseguiria mais voltar ao seu estado brincalhão se não sentia mais vontade de continuar sem Wendy. Neverland parecia que se entristecia e se encolhia junto com a fonte de sua energia, e fora aquele momento de vulnerabilidade que Gancho utilizou-se para conseguir sua energia. Enquanto olhava a mão sangrando sem compreender, Peter nem mais sentia tristeza, ou raiva, ou medo. Estava confuso.
Todas as crianças se lembram da primeira vez que são tratadas com injustiça.
DEPOIS DA MALDIÇÃO
Nunca conhecendo seus pais verdadeiros, Reve cresceu no orfanato da pacata Storybrooke. Não era, nem de longe, um lugar enorme, e a cidade pequena de Maine não tinha muitos casais prontos para adotar uma criança. Cresceu cercado de um mesmo grupo de irmãos que vez ou outra tinham a “sorte” de serem levados embora. Não que Reve acreditasse que aquilo era vida, porém. Estava muito bem ali, no seu pequeno mundinho onde, por conta de um carisma inacreditável, tinha grande facilidade para se comunicar e fazer amigos.
Infelizmente, Storybrooke não era Neverland, e por mais que estivesse com seus quatorze anos, a adoção finalmente aconteceu. Sheol Von Strucker era um rapaz jovem de 28 anos que queria ter o gosto da juventude em adotar alguém tão enérgico como Reve. A adaptação fora difícil, porque ele era uma peste que semanalmente tentava fugir de volta para o orfanato, junto do seu grupo de verdadeiros irmãos e amigos. Todavia, eventualmente o falso amor do Von Strucker tocou o coração do garoto, principalmente porque era um casal simples e tão amigável e carismático quanto o próprio Reve.
De alma artística, Reve só aproveitou o ensino médio pelas aulas de teatro, dança e música. Formou-se com notas medíocres, mas não se importava; não tinha a menor noção do que fazer com elas, mesmo! Já no terceiro ano, suas apresentações e pequenos méritos concedidos pela escola o renderam um ingresso na Matres Academy, e foi lá que realmente brilhou. Formado bailarino profissional não muito tempo depois, hoje além de professor de dança na própria instituição que o formou, trabalha como coreógrafo no teatro municipal-- e, é claro, está sempre a procura dos colegas do orfanato e de novos amigos para poderem se divertir um pouco mais.
ESTÁ ACORDADO?
Não! Reve está muitíssimo bem adormecido e aproveitando a vida nova que lhe foi concedida. Seu objeto é uma bússola quebrada. Essa bússola, no entanto, não aponta (necessariamente) para o Norte, ela aponta para Neverland! Ou seja, para ele mesmo, já que possui Seu token está
HEADCANNONS
Sheol Von Strucker está LONGE de ser o homem ideal que a maldição colocou em sua cabeça.
Reve não tem noção NENHUMA de espaço pessoal. Ele diz que é por culpa das aulas de dança, que normalmente precisa corrigir o passo de um ou outro aluno, mas é só porque ele é completamente sem noção mesmo. Sim, se ele gostar de você, ele vai te abraçar, se prepare.
Há uma maneira muito fácil de fazer Reve ficar instantaneamente irritado: Criticando sua falta de conhecimento teórico. É, ele não sabe matemática básica, mas e daí?! Ele consegue dançar muito melhor do que você!
É um tremendo de um fuck boy. Sempre muito boêmio e gostando de aproveitar os prazeres de uma vida sem quaisquer preocupações, isso também inclui todas as pessoas que se relaciona romanticamente. Sendo uma pessoa muito intensa que é avessa a compromissos, com certeza é uma receita para desastres no quesito romance.
Se você tiver a capacidade (e a paciência) de conquistar Reve, ele vai se mostrar o melhor e mais leal dos aliados! Mesmo que pontualidade não seja sua melhor qualidade, ele sempre vai fazer o possível e o impossível para ver um sorriso no rosto dos amigos. É do tipo que se desdobra em mil partes para poder cumprir um favor sem pedir nada em troca. Um verdadeiro golden retriever!
Tem uma conta no tiktok e no youtube que serve pra postar suas danças e coreografias, e o algoritmo ADORA ele. Só não diz que é famosinho porque ele nem se esforça pra manter a conta atualizada, só posta quando dá na telha mesmo.
Por ser um puta velho e ter sido treinado com lanças e facas, Pietro nunca fora adepto a armas de fogo, mas conforme Reve descrevia seus momentos com Holly numa precisão de detalhes desnecessária, se amaldiçoava de novo e de novo por não carregar uma e findar o próprio sofrimento. Estava sendo excessivamente dramático? Talvez, mas era uma maldita tortura e ele não era obrigado a aturar aquilo todas as vezes. Já fora mais que o suficiente ter sua casa morrendo porque Pan dissera foda-se para o mundo apenas porque aquelazinha havia ido embora. Cego e burro, isso que ele era e mesmo na maldição nada disso havia mudado. Aquela coisa toda deveria manter Wendy e Pan longe um do outro e não aproximá-los ainda mais. “Sabe de uma coisa?” Seu tom de voz saiu um pouco alto demais assim que interrompeu Reve no meio da fala, mas caso chegasse em algum beijo ou pior Pietro acabaria tendo uma síncope. “Li no Twitter que momentos especiais como esse devem ser guardados apenas aos presentes para que o universo te dê muitos outros!” Abriu um sorrisinho cínico. Muitos outros é o caralho! Se dependesse dele as coisas iriam só de mau a pior, mas precisava respirar fundo e se controlar, fosse pelo ódio que sentia do outro ou de Holly. Ou dos dois. “Acho que você deveria focar em coisas mais produtivas do que garotas. Conselho de amigo, sabe?”
Reve até tentou continuar a fala, mas o tom de voz alto de Pietro o cortou lastimavelmente. Ainda de barriga para cima na cama do amigo, franziu o cenho de forma irritada e deixou a cabeça cair para o lado, finalmente virando-se para ele para encarar o amigo que se sentava no chão, as costas apoiadas contra o colchão. Revirou os olhos de forma dramática quando ele o respondeu sobre aquela baboseira vista no Twitter. O Von Strucker não era tão burro assim-- só mais ou menos. Não imaginava que Pietro odiava sua relação com Holly ou que odiasse sua felicidade para início de conversa, mas conseguia notar que, fosse lá o motivo, não queria que ele continuasse falando sobre. ❛❛ —- Tá legal, tá legal. ❜❜ ele suspirou, derrotado. Concluiu que ele devia estar emburrado por estar com inveja por não estar conseguindo ter aventuras daquelas com outras pessoas. Bem, que o ajudasse um pouco, então. Amigo eram para aqueals coisas, não é? Mexeu-se no colchão para deixar o pescoço pender um pouco mais para fora da cama, e rolou uma vez para o lado de Pietro, para ficar mais perto dele, agora de barriga para baixo. Deixou o queixo apoiado sobre uma das costas da mão, enquanto a outra alcançou o ombro oposto do loiro, deixando que o braço recostasse sobre as costas da cabeça dele por consequência. ❛❛ —- Vamo focar em outras paradas então. ❜❜ sorriu, maldoso, erguendo as sobrancelhas. Conselho de amigo, ele disse. ❛❛ —- No que é melhor focar agora, amigão? ❜❜
📲: Tudo bem, eu to indo, quer que eu avise seu pai?
📲: nn precisa
📲 [ áudio, 0:49s ]: Olha, eu não posso falar muito alto. Eu tava indo beber com a rapaziadinha lá na casa abandonada no final da rua, sabe? Então, acontece que ela não tá mais abandonaaaaaada abandonada, daí... -- EI GAROTO, NINGUÉM TIROU SEU CELULAR AIND--?
Todas as conexões encaixam para qualquer gênero de MUSE, e podem se encaixar com mais de uma pessoa. São apenas sugestões e inícios básicas de ideias de plots.
MELHORES AMIGOS: Reve faz amigos com a maior facilidade do mundo, mas é com MUSE que pode realmente confessar seus segredos, e ouvir os delx também! Quando pensa na palavra melhor amigo, com cereza MUSE vêm à cabeça. ➸ Pietro Ness kinda (@pietrv), Narcisa Cromwell (@narcisacromwell)
COLEGAS DE TRABALHO: Reve e MUSE trabalham juntos, seja na Matres Academy ou no teatro municipal. MUSE pode adorar a boa companhia do garoto, ou odiar o fato que ele não é lá a pessoa mais compromissada do mundo com seu emprego. ➸ Felicity Waller (@felicitywaller)
RELACIONAMENTO SECRETO: Se alguém importante para MUSE soubesse que está se relacionando secretamente com Reve, com certeza estaria morto. Não que isso impeça de vê-lo mesmo assim, é claro. ➸ Alina Belenus (@sleepyhcvd)
ROMANCE DE UMA NOITE: Reve é um verdadeiro fuckboy-- então deu mole é vapo. O verdadeiro menino corrimão, todo mundo passa a mão. A questão é que, com MUSE, a pegação da noite foi marcante para os dois de alguma forma, e hoje estão querendo se ver de novo ou se evitar pra todo o sempre. ➸ --
SAI DO MEU PÉ, CHULÉ: Reve é o contrário de MUSE, que é uma pessoa sonhadora e romântica. Seja lá qual o envolvimento que os dois tiveram, Reve quer evitar MUSE de todas as formas, enquanto elx já acha que existe alguma profundidade a mais naquele relacionamento. Reve evita MUSE por toda a Storybrooke, se puder. ➸ Tifanny Griffin (@tiffanygriffin)
EX-NAMORADOS: Reve já teve incontáveis namorados e namoradas, e MUSE foi um deles. Ainda que provavelmente não foi o namoro mais duradouro, Reve é uma pessoa intensa o suficiente para fazer parecer ser. Podem ser em bons ou maus termos. ➸
FLERTE DE BRINCADEIRA: MUSE é uma pessoa muito envergonhada, e a intimidade entre elx e Reve permite que o garoto flerte de brincadeirinha o tempo todo. Sem sentimentos apegados, é claro! É só para deixar MUSE cada vez com mais e mais vergonha. ➸ –
MALDIÇÃO COM DEFEITO: De todos os glitches que poderia acontecer nessa névoa... Acabou fazendo com que Reve e MUSE se encontrem com uma frequência inacreditável e bizarra. Se vão ao supermercado, vão no mesmo dia e horário, comprar nas mesmas sessões. Passeio no parque? Chegam juntos. Todas os encontros de coincidências acontecem com eles. BÔNUS: Isso é péssimo, porque eles se detestam. ➸ Vincent Leichman (@vincentleichmann)
INIMIGO: É muito difícil para Reve considerar alguém como um inimigo, mas MUSE é uma pessoa que ele não consegue evitar de detstar. Ugh. Cinco minutos é o que basta para quererem voar nas gargantas um do outro. ➸ Morpehus Elsher kinda? (@thcevilone)
ANTES AMIGOS, HOJE INIMIGOS: É duro perder amigos, mas MUSE foi um verdadeiro soco no estômago. Reve ainda tenta recuperar os cacos de uma amizade perdida, ainda que suas chances de sucesso sejam quase nulas. ➸ --
ALUNO DE DANÇA: MUSE interessou-se muito pelas aulas que Reve ministra na academia, e agora virou seu aluno de dança! Boa sorte, MUSE, Reve não é um professor muito tradicional! ➸ Perihan Parlakik (@ritamalone)
BOA INFLUÊNCIA: Mesmo que Reve não seja a pessoa mais responsável do mundo, ele ainda tem uma bússola moral mais afiada que MUSE. Desde que começaram a conversar, Reve começou a ser uma verdadeira boa influência na vida de MUSE, e ele está adorando esse papel! ➸ --
AMIGO APROVEITADOR: É de conhecimento comum que Reve não tem lá os melhores e mais treinados neurônios do mundo. MUSE sabe bem disso, e vai abusar da boa vontade do garoto o quanto puder. Fingindo se aproximar de MUSE para conseguir algo específico dele (ou só um faz-tudo), Reve foi bobão o suficiente para poder fazer tudo o que MUSE quer pelo poder da amizade! Caramba... Quem vai contar para ele? ➸ Nathaniel Duke (@nathanielduke)
INVEJA DA “FAMA”: Por conta da conta viral no tiktok/youtube, MUSE, que realmente se dá ao trabalho de organizar sua conta e suas postagens, fica com muita raiva do sucesso efêmero dos vídeos de Reve. ➸ --
IRMÃOS DE ORFANATO: São as pessoas que Reve teve algum tipo de convivência no orfanato, e que agora considera como seus irmãos para toda a vida, o que pode ou não ser um sentimento recíproco. ATENÇÃO: Reve tem 22 anos, e ficou no orfanato até os 14. ➸ Seo Joon (@justanothertrickster), Aaron Valentine (@aaronwasfrost)
PARCEIROS DE AVENTURA: “Credo, vive um pouco mais!” é o que Reve está sempre falando para MUSE, antes de bolar algum tipo de aventura para fazerem juntos pela cidade. Veja bem... Nem sempre essas aventuras dão certo. Ou são boas ideias no geral. Na verdade, são poucas as que realmente são consideradas boas de verdade. ➸ Holly Moore (@hollyymoore)
IDEIA DE PLOT SOLTO
MUSE teve a pior ideia do mundo: Deixar algo valioso nas mãos de Reve. Reve perdeu/quebrou esse algo valioso de MUSE, e agora está fazendo de tudo e mais um pouco para poder consertar a burrada que fez. BÔNUS se MUSE ainda não souber de nada e Reve ter de dar um milhão de desculpas esfarrapadas! ➸ Clio Cheong (@asyouwcsh), Jamile Isra (@jamilivrei)
❛ i like being close to you. you’re warm. ❜ // @tiffanygriffin
Ah, o verão. Nenhuma estação deixava Reve num humor melhor! Principalmente porque o aquário ficava lotado, e ele não só adorava lugares com bastante gente, mas também era uma ótima oportunidade para poder passear no Canto da Sereia sem Titus Waller querer expulsá-lo dali. Todavia, havia outro problema no aquário sem ser o dono, e esse problema era loiro, sorridente, maluco e cheirava muito bem. Caham-- Foco. Tiffany era a secretária de Titus, ela havia lhe dito (não que ele tivesse perguntado) então ao menos esperava que ela estivesse perto do chefe o tempo todo; aí conseguiria evitar os dois de uma só vez! Foi um início de tarde tranquila, imaginando que deu raciocínio havia dado certo; infelizmente, foi impossível não encontrá-la enquanto Tiffany estava discutindo com algumas garotas por estarem perto demais da borda do aquário dos golfinhos, se inclinando sobre a grade de proteção para tentar fazer carinho nos animais sem um instrutor. Não ouviu a bronca ou a resposta das garatos, mas viu a coisa se escalonando até se tornar uma briga física a ponto de Tiffany ser empurrada contra a grade, desequilibrar-se e cair para dentro do aquário. Reve já havia se aproximado a passos largos para tentar impedir a briga, mas saiu correndo para ele próprio saltar para dentro do aquário e resgatá-la quando a viu caindo. Ela era doida, oras, mas não podia simplesmente deixá-la se afogar! Devia ser difícil nadar com aqueles sapatos e aquele vestido agarrado que devia estar mais colado ainda por causa da água (uhh, não que tivesse chamado a atenção dele! Era só... Quem é que ia trabalhar daquele jeito, né?). Poderia ter deixado seu feito heroico para um salvavidas muito mais qualificado? Não só poderia, como deveria; foi o que concluiu quando ela tossiu a água engolida e aninhou-se nos seus braços depois de ter finalmente a puxado para fora, pedindo licença entre as pessoas para serem enfim serem conduzidos pelos empregados de verdade para uma sala onde poderiam se secar (e Reve receber uma baita bronca). Foi no meio do caminho que a loira soltou a frase que o fez se arrepiar, e não pelo frio da água. ❛❛ —- Tá doidona, é? Eu tô tão frio quanto você. Vou te levar pra enfermaria, cê tá delirando. ❜❜ estava delirando muito antes de cair na piscina, ele completou em pensamento. E ainda bem que o fez, porque Tiffany começou a choramingar na sua orelha que não, ela só precisava ir para a casa tomar um banho-- e ele também, não precisava? E seus dedos delicados brincavam nos seus ombros, a voz cantarolava na sua orelha... Droga. Quando deu por si, estava saindo da rota antes indicada pelos profissionais e se dirigindo até o carro da garota para acompanhá-la até em casa. Porque ele não estava afim de levar bronca, é claro... Só por isso. Ah, a carne era muito fraca, mesmo.
Não que a própria garota não tivesse seus poucos um e sessenta e três, mas observar aquele pirralho baixinho tirando sarro da sua cara a fizera sentir bem pequena. Infelizmente, ela não poderia socá-lo tão abertamente, já tinha problemas demais com seu chefe e preferia aguardar para incomodá-lo com coisas mais importantes como algum caso que de fato valesse a pena o seu tempo. A pergunta já antecipava a sua intenção tão claramente quanto o tom e aquele maldito rosto contorcido em provocação e malícia. Lá vem. Ao contrário de seu instinto normal, que seria derrubá-lo no chão com violência pela audácia de avançar daquele jeito em sua direção, Kitana somente arqueou uma das sobrancelhas ao ouví-lo. Quem ele pensava que era, afinal? Após colocá-lo contra a viatura para devidamente (e com muito gosto) prendê-lo, apertou os olhos fechados ao buscar todo e qualquer auto controle em si ao ouvir o gemido. O local estava vazio pelo horário e pela viatura, e ela era a única policial por ali. Ao menos o constrangimento era em menor escala. O ápice, no entanto, foi quando ele afastou o quadril do carro, de modo a se aproximar de onde ela estava em pé. Claro que sequer havia encostado em si, mas outra vez, era a coragem de desafiar a Vega daquela forma que a enchia de raiva. Então, ela sorriu. Oh, se Reve achava que podia vencer qualquer guerra contra Kitana, estava enganado. E se achava que podia vencer aquela guerra, pior ainda. Já o havia algemado quando o puxara para cima, fazendo com que ficasse em pé diante dela. A mão segurava sua camisa e no rosto não mais estava aquela expressão incomodada, mas um sorriso felino. Predatório, até. Como uma leoa e um bebê gazela muito irritante. “Quer saber o que eu vou fazer com você agora?” Perguntou, tomando uns segundos para olhá-lo de cima abaixo. E que não a entendessem errado: Reve era bonitinho. Mas com um jeito de moleque que jamais a atrairia de fato. Não que fizesse qualquer falta pra ele, claro, sabia que deveria ter um monte de menininhas por aí caindo aos pés dele com o sorrisinho sacana e o brinco charmoso. Ela o empurrou contra o carro outra vez, mas agora para que ele se recostasse ali (não era como se tivesse opção), e foi ela quem se aproximou demais. “O que a policial kinky vai fazer?” Kit mordiscou o lábio, encarando o outro no fundo dos olhos, como se pudesse sugá-lo a alma daquele modo. “Coisas que você não poderia nem imaginar nos seus sonhos mais sujos. De um jeito que vai te fazer esquecer o seu nome. E por tanto tempo que você vai implorar por descanso, mas eu não vou deixar. Não…” A mão dela soltou o tecido apenas para espalmar em seu peito. “…eu vou querer mais, e mais. E mais. E você vai experimentar o céu e o inferno ao mesmo tempo, e nada mais vai ter qualquer graça depois disso.” Aproximou os lábios do ouvido dele para sussurrar. “Depois de mim.”
Ainda estava rindo quando foi puxado para cima, achando hilária a falha tentativa de tê-lo tentado ser deixado de pé pela falta de equilíbrio que o álcool causava, pensando, heroicamente (e ebriamente), que havia ganho aquele jogo, que havia ensinado a Kit uma boa lição! O sorriso não durou muito, porém. Continuou estampado ainda quando ela o perguntou o que queria fazer agora, acompanhado de um erguer de sobrancelhas em desafio. Então, foi empurrado contra o carro outra vez, e Kitana se aproximou. Se aproximou muito, o olhou de cima a baixo, mordeu o lábio -- Reve estava prestando atenção a todos os movimentos porque ele próprio os acompanhava, completamente hipnotizado. Puta merda, Kitana era muito gostosa, e ele não tinha calculado aquele ponto: que ela poderia revirar na mesma moeda de provocação. A morena o encarou fundo nos olhos, e ele podia jurar que já havia esquecido o próprio nome só de ela ameaçar. Veja bem, Reve adorava dirty talking, e provocações eram o seu joguinho favorito! Mas estava para lá de bêbado, e Kitana tinha um ar diferente que não antes havia ficado. Um ar de alguém que poderia ameaçá-lo com a arma que estava no coldre e ser o misto perfeito de durona, amedrontadora e sexy. Ele estava brincando, apenas querendo que ela rolasse os olhos e o desse logo uma multa, não estava esperando... Aquilo! O que quer que aquilo fosse, no final. O céu e o inferno ao mesmo tempo -- é, parecia uma descrição justa. ❛❛ —- Uh............... ❜❜ Reve.exe parou de funcionar. Gostaria de reiniciar o programa? Engoliu em seco, chacoalhando a cabeça de leve para se recompor (péssima ideia, aquilo só fizera o álcool agir um pouco mais). ❛❛ —- ... L-Larga mão disso, Kit. Haha. Que isso, pô. ❜❜ riu nervoso, tentando se afastar; mas não podia. Estava algemado, e seu corpo pressionado contra a lataria do carro. Será que seria assim que morreria?
Claro que ela podia ser certinha demais, quando queria. Havia sido criada daquela forma, afinal! Como se precisasse crescer, como se não pudesse ter outra forma de diversão se não a de seus pais - afinal, ir contra os mais velhos seria o mesmo que ir contra toda uma vida. Ao mesmo tempo, era quase como se o amigo despertasse em si uma vontade de viver. De se arriscar, de ir contra as regras, de fazer cosias que há muito tempo havia deixado de tentar fazer. Subiu os olhos vendo-o se aproximar ainda mais, e onde ele quase encostou a pele praticamente formigou, como se quisesse aquele toque que não veio. O rosto subitamente ficou muito próximo, deixando Holly quase sem reação - mas foi seguido de um abraço enorme, que a fez cair na gargalhada. Não esperava nada além dele. Eram amigos - as vezes nem isso -, se divertiam, mas não eram do mesmo mundo. Não tinham as mesmas amizades, os mesmos objetivos, e muito menos as mesmas origens. Ela não esperava nada, mas era divertido. E aquela era parte que fazia todo seu interior remexer. Apesar do medo que aquelas aventuras lhe causavam, apesar das preocupações e das injeções de adrenalina, Holly sentia-se bem. Como não se sentia em muito tempo. “Isso não tem a menor graça, sabia?!” ela perguntou alto, ao ser solta pelos braços e ter os cabelos completamente bagunçados. Começou a abaixar os fios, tentando ordena-los - mas a tentativa durou pouco, já que ela estava logo rindo de novo. A resposta dele a surpreendeu, o que fez com que balançasse a cabeça “Eu estava brincando. Eu não levo jeito pra essas coisas, você sabe. Eu nem sei como agiria se… a casa realmente estivesse cheia. Aqui estamos apenas brincando. Não é?” afinal, aquilo não era coisa séria, certo? Não era isso que seus pais diziam e ela repetia sempre que podia? Foi seguindo ele, até se dar conta da escada que desciam. Escuro. Mas a adrenalina lhe percorria de forma que Moore não sentia medo, apenas ansiava por mais riscos, mais diversão. Analisou o rosto dele por alguns segundos antes de correr atrás do dançarino, enquanto ria - mais alto que provavelmente devia. Quando finalmente Reve entrou em uma das salas, Holly olhou ao redor, com os olhos curiosos de quem quer ver tudo de uma vez só. Devolvendo a brincadeira anterior, a loira se aproximou dele, o suficiente para falar perto de seu ouvido “Então você me trouxe aqui pra sua sala para ficar sozinho comigo? Entendi…” ela disse bem baixinho, antes de cair na risada e se afastar, mostrando que apenas estava entrando na brincadeira dele. Se aproximou do equipamento de som e arqueou as sobrancelhas “Você devia dançar pra mim.”
Holly podia até argumentar que não tinha graça alguma, mas Reve estava achando tudo muito engraçado mesmo! Sentia-se leve, como se pudesse flutuar pelo teatro, desde que estivesse de volta. ❛❛ —- Só brincadeira, claro... ❜❜ Reve concordou, assentindo lentamente com a cabeça para indicá-la que só seria uma brincadeira se ela quisesse que fosse. ❛❛ —- ... Mas se cê quiser mesmo um lugar, sabe... Pode falar. Vai ficar no fundo, eu organizo certinho. Só pra ter um gostinho de palco. Hein, que tal? ❜❜ questionou, tentando tirar uma casquinha a mais de Holly -- e, de quebra, ter um motivo a mais para vê-la sem que o questionassem sobre! Porque ultimamente questionavam, viu, e era um saco. Sua mãe ok, ela era preocupada e gostava de Holly, mas pessoas como Pietro e Tifanny pareciam ser muito interessados no seu relacionamento com a loira. Ah, mas que se dane! Eles não estavam ali agora, na sua sala particular, no escurinho. Escuro esse que foi muito bem pontuado pela médica assim que entraram na sala, sentindo um arrepio percorrer seu corpo quando ela lhe sussurrou as palavras no ouvido. Engraçadinha. Ela parecia estar esquecendo que jogava um jogo que não tinha como ganhar. Não dele, pelo menos. ❛❛ —- Seu desejo é uma ordem. ❜❜ disse, enquanto a observava se afastar. Era uma pena para Holly que ele levava aquela brincadeira tão a sério. Puxou o celular do bolso, colocando uma música que já tinha uma coreografia feita. Tudo o que precisaria fazer era adicionar um pizzazz em determinados passos. Como, por exemplo, não medir espaço entre a caminhada reta que faria, apenas para chegar mais perto de Holly, e demorando-se o dobro do tempo que o normal pra requebrar os quadris, agachando mais do que a coreografia pedia, e, claro, mantendo um contato visual frequente. O começo do refrão foi o deu a ideia de tirar a jaqueta e atirá-la na direção de Holly, mordendo o lábio inferior. Não desperdiçaria um segundo daquela oportunidade.
Foi então que Reve ouviu um barulho não muito longe dali, de uma porta se abrindo e fechando, e parou seu teatro para poder desligar a música e escutar, indicando para Holly com um indicador entre os lábios para que ela fizesse silêncio. Então, na ponta dos pés, foi até a porta para colocar o ouvido contra a madeira, e ouvir o que temia: o som de um radinho de comunicação e de uma resposta abafada. ❛❛ —- Merda. ❜❜ ele sussurrou. De todos os dias que os guardas noturnos vinham se preocupar em fazer uma ronda interna, tinha de ser justo hoje?! Ok, talvez fosse protocolo normal, mas não era como se Reve soubesse disso! Ele imaginava que eles ficassem lá fora, checando o perímetro das pessoas que entram e saem. Droga, droga, droga. Precisavam sair. ❛❛ —- Então... ❜❜ ele se virou para Holly, com um sorriso nervoso. ❛❛ —- Eu acho que a gente vai precisar sair um pouquinho mais cedo. Mas já deu pra ver muita coisa, né? Muuuuuita coisa. Da próxima cê vai entrar aqui como dançarina, e aí vou te mostrar bem mais...! ❜❜ ele falava e falava e falava para voltar a se aproximar dela para puxá-la delicadamente pela mão e não dá-la tempo de retrucar sua lógica falha de quem claramente estava denunciando que não poderiam estar naquele lugar. ❛❛ —- Vamos fazer o seguinte. Cê vem aqui, colada comigo, e a gente só guarda o que a gente pensou da experiência pra falar lá fora. Que que cê acha? ❜❜ mais um argumento para ela não gritar consigo agora, naquele momento! E então, já deixando claro a situação tensa, Reve abriu a porta, olhando para os lados para ter certeza que o guarda estava investigando uma das outras salas antes de dar prosseguimento. Calmamente, guiou a loira até a escada que subiria de volta ao palco. Tudo estava indo muito bem, e estava na metade dos degraus quando o guarda saiu da sala que fez a vistoria e jogou a lanterna diretamente na escada, flagrando os vultos da dupla. -- EI, VOCÊS DOIS! -- ele gritou, e Reve segurou a mão da loira um pouco mais forte agora. ❛❛ —- Corre. ❜❜ foi o único aviso antes de sair com ela em disparada, tropeçando entre os degraus, correndo pelas coxias, indo pela porta de emergência. Ainda assim, com a adrenalina agora injetada no corpo, sorria. E como sorria! Só não ria alto naquele momento para economizar fôlego. Mas estava feliz, mesmo que correndo de um homem que poderia fazê-lo perder seu emprego. Estava com Holly, afinal. Era invencível.
Poucas eram as pessoas que poderiam dizer que tinham a própria mãe como uma de suas melhores amigas, mas Reve Von Strucker se sentia sortudo o suficiente para dizer, com orgulho, que era uma dessas pessoas. Narcisa foi uma figura importantíssima para fazê-lo deixar o orfanato para trás, o conquistando não com dinheiro e presentes, mas com verdadeira demonstração de um carinho que era diferente dos irmãos no orfanato. Agora, a relação deles havia evoluído para onde estava atualmente, em que se sentiam confortáveis de comentar coisas da vida um do outro como bons confidentes. Reve havia mal se jogado na cadeira para poder se juntar à mãe na refeição que ela fazia, acomodando-se de frente para ela enquanto montava seu prato. ❛❛ —- Pô, mãe, tu não tá ligada na maior. ❜❜ começou, sem nem um cumprimento direito. ❛❛ —- Lembra que eu te falei daquela nojenta da Beth? A do teatro. Então, ela foi demitida. Parece que ela foi pega usando o palco de forma inapropriada, mas não deram mais detalhe não. Que que será que ela deve ter feito? Certeza que não deve ter sido nada de entrada em horários que não pode com gente não permitida, né? ❜❜ pausou depois de falar, os olhos fixos em Narcisa enquanto começava a comer a comida devagar, querendo julgar a resposta dela. Não porque ele havia feito aquela exata mesma coisa, é claro. Imagine.
Como um sábio uma vez disse: Pegar mulher solteira é como fazer gol sem goleiro, não tem graça. Não que Reve fosse uma pessoa que vivesse ativamente procurando por pessoas compromissadas não, isso era outra personagem, mas quando a oportunidade surgia, era difícil dizer não. E jamais negou qualquer flerte da ex-namorada de Morpheus -- inclusive, até iniciou vários deles! --, o suficiente para provocar a fura do mafioso. Desde então, mesmo que o relacionamento dos dois não tivesse durado muito para depois disso, Morpheus e Reve tinham uma relação esquisita de gato e rato, na qual o mais alto ativamente procurava o dançarino com o propósito único de ensiná-lo uma lição -- e Morpheus devia ter percebido que o Von Strucker não era a pessoa mais brilhante do mundo, porque aquela era uma lição que mesma repetida tantas vezes, não conseguia entender. Às vezes Reve escapava da surra, às vezes saía com machucados pelo corpo todo, mas a dinâmica nunca mudava. Era por isso que quando estava voltando para casa de madrugada depois de uma boa noite de festa e teve a gola da camiseta puxada para trás para impedir de continuar caminhando, Reve só sorriu. ❛❛ —- Quanto tempo, Pheuzinho. ❜❜ olhou para ele de soslaio. ❛❛ —- Tava com saudades? ❜❜ deu uma piscadela com um dos olhos e o soprou um beijinho.
“Ah, não! Eu não acredito nisso, qual é! O cara mais dramático do mundo todinho, está me chamando de dramática?” ela perguntou de forma exagerada, dando uma risada na direção do rapaz. Os dentes se mantinham sobre o lábio inferior, de forma que ela tentava conter uma gargalhada muito mais alta - afinal, mais uma vez estavam em um lugar fora de hora e que claramente não deviam estar. Mas essa era a graça de sair com Reve. Além da companhia, ela ainda se sentia animada para fazer qualquer coisa que desse na telha. Seguiria ele para qualquer aventura, mesmo que jamais admitisse isso em voz alta. Ouvir a reação dele fez com que Holly soltasse outra risada alta. Levou as mãos para cima da boca, como se pudesse tapar o barulho enorme que fazia só por rir do que ele dizia. Claro, a risada vinha meio em forma de nervosismo, uma vez que Reve parecia querer provocar. E ele nunca provocava de leve, claro que não. Gostava mesmo era de levar a garota até o limite, deixando-a quase embaraçada. Mas ela apenas balançou a cabeça, sentindo o rosto queimar involuntariamente. “Você não presta, sabia? Você não presta! Eu nunca nem concordei com essa aposta, eu só estava sendo legal com você, ok?” Era claro que era mentira! Não apenas tinha aceitado a aposta, como ficado extremamente animada com ela - assim como sempre o fazia com qualquer proposta do rapaz. As bochechas já chegavam a doer de tanto que sorria e tentava controlar. “E se você já sabia tudo que queria devia ter colocado isso na aposta, ok? Porque agora eu só estou ficando… curiosa.” bom, não era exatamente curiosa a palavra, estava mais para instigada. Queria saber o que diabos ele pensava, afinal, achava que ele usava as palavras apenas para deixa-la desconcertada - e conseguia todas as vezes. Arqueou as sobrancelhas com o drama que ele fazia apenas pela pergunta sobre os filmes e balançou a cabeça “Você é muito dramático, Granger.” ela murmurou enquanto o encarava nos olhos. Mas ele se aproximou, fazendo com que ela segurasse o ar por alguns segundos e pudesse ouvir o tal segredo. Into The Woods, é claro. “Eu adoro esse musical.” ela disse com sinceridade, dando outra risadinha. “Quer dizer, eu conheço aquele com a Meryl Streep eu não sei se é esse mesmo. Mas eu lembro dela no filme, porque quando eu vi a primeira vez eu achei que ela estava com um narigão de bruxa, mas ai depois quando vi de novo percebi que não e… Bom, eu nem sei porque eu tô falando disso, eu só, enfim! Into The Woods. É seu filho preferido, certo. Quem você iria querer interpretar dele hein?” ela se embolava nas palavras e acabava tagarelando quando era colocada naquelas posições. A perfeita Holly Moore, que acabava fora da pose de princesa, estava ali apenas como ela mesma: falando sem preocupação, sem pensar, sem treinar. Apenas sendo ela mesma.
tw: nudez
Quando finalmente chegaram até as piscinas aquecidas, Holly observou ao redor, sabendo exatamente o que ele pediria. Pular na piscina, claro! Além da possibilidade de ser pega pelas câmeras e gerar um alvaroço naquele clube, ainda havia o problema de que isso faria com que suas roupas se molhassem e ela não tivesse nem como disfarçar ao chegar em casa toda molhada. “Não são desculpas! Você sabe que não são! Isso é muit-, quê?” quando ele finalmente falou o que queria que ela fizesse os olhos de Holly se arregalaram, fazendo que outra risada alta pra caramba escapasse de seus lábios em resposta ao nervosismo. “Você não disse isso. Você é completamente doido. Completamente! E eu não sei de onde você tirou que eu gosto, ok? Eu te acho doidinho, doidinho.” não negou sobre gostar, é claro, mas continuou dando risada. A loira analisou o ambiente mais uma vez e balançou a cabeça negativamente. Ela tinha que fazer aquilo. Era corajosa, sempre havia sido. Normalmente se diminuía sim para caber dentro dos limites de seus pais, mas… o que poderia dar errado? Holly olhou para Reve por um último segundo, os olhos quase brilhando pelo desafio feito. E em seguida ela virou de costas para ele. “Acho bom você olhar pra lá.” ela disse baixo, enquanto usava os próprios pés para tirar as sapatilhas que vestia. Com uma risada nervosa, Holly foi descendo o zíper lateral de seu vestido rodado e abaixava o mesmo pelo corpo. Levou as mãos nas costas, abrindo o fecho do sutiã e por fim abaixou a calcinha azul, sem muita cena. Não pensou suas vezes, apenas pulou na água. E quando emergiu, não conseguia parar de rir. Balançou a cabeça negativamente, incrédula com o que havia feito. “Sua vez”
❛❛ —- Eu definitivamente seria um excelente Padeiro. ❜❜ comentou sobre o musical de forma tão orgânica que nem parecia ter acabado de provocar ainda mais a loira -- mas o sorriso maldoso no rosto o entregava de todas as formas possíveis. Ele estava adorando cada momento, cada segundo. ❛❛ —- Peraí, mas o filme é terrível. Terrível, mesmo! A gente tinha de assistir o musical da década de 90 juntos, aí cê ia ver que que é espetáculo de verdade... ❜❜ a frase morreu no meio, com ele se virando para ela, o sorriso despontando um pouco mais, um pouco além. Subitamente parou a caminhada, para se virar para ela de pertinho, instantes antes de entrarem nas piscinas. ❛❛ —- Ei, a gente devia ver juntos em casa algum dia desses. Meus pais não costuma tar por lá, e a sala é bem maneira... ❜❜ mas logo depois que a sugestão foi jogada no ar, tão rápido quanto se aproximou, se afastou para poder entrar na sala da piscina aquecida. Lá, com a mesma pose desafiadora, continuou rindo, se divertindo, enquanto observava a médica ficar constrangida com o pedido. Mas ele jamais abusaria de seu poder naquela situação -- não com Holly, pelo menos. Não pediria nada que fosse extremamente forçado, ou que a fosse deixar mal no dia seguinte; só queria deixá-la um pouquinho mais nervosa, que ela sorrisse para ele em graça. Estava com a desfeita da ordem na ponta da língua quando a Moore disse para ele olhar para o outro lado. ❛❛ —- O que v-- ❜❜ Reve interrompeu a própria fala quando viu as mãos a loira irem à lateral do vestido para abri-lo e abaixá-lo pelo corpo. Os olhos acompanharam o deslizar da peça enquanto caía ao chão, subindo de volta para o corpo seminu da mais velha (era tipo um bíquini, não?) até ela levar as mãos ao fecho do sutiã, virando o rosto para o lado contrário tão rápido que podia jurar que escutou o barulho do vento cortando com o movimento. Continuou daquela forma até ouvir o barulho do corpo alheio contra a piscina, e lentamente jogou os olhos de volta para encontrar as peças de roupa no chão, como se Holly tivesse evaporado ali mesmo. Meu Deus. Meu Deus, aquilo não podia ser possível. Enquanto a ficha caía, Reve sentiu as bochechas esquentarem, o formigamento esquentando até as orelhas. ❛❛ —- Eu... É... Holly!!!!! ❜❜ a chamou, como se estivesse dando uma bronca, mas era só muita indignação mesmo. Então, apertando o pano da própria camiseta na região do coração, o sentiu bater firme. Que delícia que era aquela adrenalina de ser pego de surpresa! A outra mão se dirigiu à lateral do próprio rosto incrédulo com os sentimentos que apenas Holly era capaz de proporcioná-lo. Ele já tinha saído com muitas garotas e já havia visto muitos corpos nus, não era algo inacreditável. Mas era Holly, e ele não imaginava que ela seria capaz daquilo. Sorriu, e, dando risada, levou as mãos o mais rápido que pôde até a jaqueta para tirá-la, se desfazer da camiseta, da calça, dos tênis, da cueca, tudo, e pular rápido atrás dela. Quando emergiu da água, ria junto, ainda, inacreditado com o que havia feito por causa de Holly. Era sempre ela, apenas ela. ❛❛ —- Do que cê me chamou mesmo ali atrás? “Dramático”? “Completamente doido”? “Doidinho”? ❜❜ questionou, erguendo uma sobrancelha, nadando para perto dela para circundá-la, tentando soar ameaçador como o Tubarão (apesar que provavelmente estava falhando muito naquilo). ❛❛ —- Acho que quem é doida é cê mesmo, mina. Olha só o que cê fez comigo! ❜❜ colocou as costas da palma da mão contra a testa para dar um suspiro exagerado. ❛❛ —- Alguém me ajude! Estou sendo corrompido por Holly Moore! Eu, uma alma tão boa e inocente! ❜❜ virou apenas os olhos para ela, mantendo a pose, numa pausa dramática. ❛❛ —- ... Se nos pegarem, vou falar que a culpa é sua. ❜❜ e, antes que ela lhe contradissesse, deu um tapão na água, jogando um monte na direção dela, querendo impedi-la de falar e utilizar-se de bons argumentos contra sua lógica falha.
Mal havia reunido seus pertences quando ouviu o rapaz pedir que não fosse. Seu primeiro instinto foi pensar que ele faria a maldita questão de chamar a polícia, e portanto considerou o quão perigoso seria derruba-lo e sair correndo. Não precisou atestar aquela teoria, porque se tornou palpável a animação alheia. Ele estava… feliz? Então o rosto se contorceu em alguma confusão assim que ele disse ter feito várias coisas parecidas. “Tipo… já viu várias aulas sem pagar?” Indagou, porque de algum modo a ideia de que ele invadia lugares não foi a primeira na mente. Por que o faria? Ele era rico, não? Os ombros só relaxaram quando ele afirmou que não a denunciaria, e Peri permitiu até que a bolsa caísse ao chão outra vez. Estava prestes a agradecer, mas acabou rindo ao que sua inteligência fora elogiada. Observou o mais velho se aproximar e posicionar a seu lado, buscando entender a dinâmica das coisas. A turca seguiu em silêncio, com apenas um sorriso entretido no rosto, conforme notava o quanto Reve se divertia com tudo aquilo. Ele era louco? Bem, se fosse, sorte a dela. “Desde o meio do ano passado. Não venho sempre, mas tento.” Explicou, e enquanto o outro observava a sala através do espelho, a cigana se atentava ao professor. “Você não está bravo?” Perguntou finalmente o que tanto latejava no fundo da mente. “Quer dizer, eu não estou oficialmente na aula.”
@revewaspan
❛❛ —- Aulas sem pagar? ❜❜ ergueu uma sobrancelha. Houve um momento em sua vida que seria obrigado a responder que sim, já participou de várias atividades como penetra, mas era muito mais inocente e que renderia um puxão de orelha no máximo; era um rapazinho recém entrado na adolescência quando foi adotado por Narcisa e Sheol, afinal. Negando com a cabeça com um sorriso nostálgico, como se a resposta positiva estivesse há décadas atrás, voltou a encarar a garota. ❛❛ —- Não, pô. Tô falando de invasão de lugar fechado, mesmo. ❜❜ admitiu o crime com uma facilidade inacreditável, até com uma pontada de orgulho. Mas, oras, em sua defesa, ele já havia pagado pelos crimes (com algumas horas na cadeia), então não faria mal comentar sobre eles. Além disso, aquilo seria um bom laço de amizade a se ter com a garota, né? Dois criminosos invasores de propriedade privada! Com a diferença que uma fazia por necessidade, e outro por diversão. Que dinâmica boa poderiam ter! Claro, agora que a havia descoberto, poderia oferecer aulas particulares em sua casa, onde havia pedido um cômodo só para poder dançar em paz? Podia, mas onde estava a graça naquilo? Deveria sempre parabenizar as mentes brilhantes que encontrava, e não podá-las com aquele tipo de sugestão. Principalmente com uma aluna tão dedicada! Segurou um “gasp!!” atrás das mãos, sorrindo. Ela vinha mais que alguns dos seus alunos que pagavam por isso! ❛❛ —- Bravo? Tô é puto só se for porque nem tinha te percebido antes. ❜❜ revirou os olhos em brincadeira. ❛❛ —- Quem liga pra essas coisas de “oficial”? ❜❜ a academia de dança ligava. ❛❛ —- Por mim, cê tá é livre pra assistir minhas aulas quando tiver afim. Tem alguma coreo que cê curtiu mais? Posso passar ela de novo aula que vem! ❜❜ então, pausou a animação, virando-se para ela outra vez. ❛❛ —- Qual teu nome mesmo, mina? ❜❜
Reve podia se considerar um cara “da galera”, mas haviam poucas pessoas que genuinamente conseguia depositar 100% de sua confiança -- este era o caso específico de pessoas muito queridas e próximas, como Narcisa, Holly e Pietro, o vizinho que pareceu tão amigável desde o dia que pisou na residência dos Von Strucker. Foi ele o responsável por mostrá-lo que, por mais que tinha seus irmãos no orfanato, poderia viver uma vida não chata com dinheiro. A escola particular era insuportável, mas as festas que ganhou acesso ao lado de Pietro eram maravilhosas. Ele até deu apoio com seus estudos de dança! Um grande amigo de verdade, o garoto era. E era por serem tão amigos que Reve confiava no garoto todas as suas histórias de pequenas aventuras que ele não participava -- que eram tão raras, já que costumavam ser tão grudados que era difícil fazerem coisas separados. ❛❛ —- ... Cara, ela ficou felizona. Sério, eu nunca vi ela sorrir daquele jeito. ❜❜ deu risada ao se lembrar do rosto de Holly iluminando-se no palco na noite da invasão do teatro municipal. Olhava para o teto do quarto de Pietro, jogado sobre a cama confortável do amigo, e sorrindo como um idiota. ❛❛ —- Foi muito do caralho mesmo até a gente ter de fugir do carainha lá e ela ter se machucado. Ah, e eu nem te falei a melhor parada----- ❜❜
Reve fingia não saber qual era o único motivo que o fazia sair com Tiffany toda vez, mesmo que tivesse consciência do quão fora da casinha ela podia ser: ela era muito, muito gostosa. Ok, ok! Ela podia o perseguir em todo canto, querer podar suas amizades e questionar seu jeito de se vestir quando saíssem juntos, como se ela fosse sua namorada? Claro, tudo isso e um pouco a mais. Duvidaria nada que ela tivesse alguma cópia das conversas de seu celular, se ela poderia. E todo esse esforço a custo de quê? Reve tinha vaidade e orgulho que todo ser humano devia ter, e sabia que tinha (ou acreditava ter) um charme conquistador, mas aquela obsessão era demais. TIffany era linda e tinha dinheiro, imaginava que poderia ter quem quisesse nas mãos -- e falhava em ver que a graça estava em justamente ter quem quisesse, menos ele. Apesar que ultimamente cedia, sim, porque ninguém era de ferro e a carne era fraca, muito fraca. A piada de “fé nas malucas” nunca havia o atingido tanto. Naquela tarde em específico, ela havia pedido para acompanhá-la no shopping para fazer compras, e ele só topou porque, na sua cabeça, não era um encontro quando só estava aproveitando aquilo como desculpa para sair de casa mais cedo já que havia combinado com Holly de se encontrarem ali mesmo depois do turno no hospital dela. Tiffany era até uma garota divertida! Uma boa companhia, sim, é... Não era tão ruim. Era o que repetia para si mesmo enquanto a esperava sair do provador de roupa pela décima vez e mostrá-lo um modelito que parecia ainda melhor que o anterior (seria ela capaz de usar alguma roupa e não ficar boa?), até escutar a voz da garota pedindo pelo seu nome. Ainda bem que a loja de grife estava praticamente vazia e a única lojista disponível estava ajudando outros clientes, porque isso deu brecha para Reve entrar nos provadores e bater na porta do que conseguiu ouvir a voz da loira. ❛❛ —- Oi, Tiff, tá aqui? Tá precisando de ajuda? Posso entrar? ❜❜
“Minhas filhas não sabem mesmo escolher as amizades.” Isso se o garoto falava a verdade, o que sinceramente, ele não acreditava por um minuto sequer. Garotinho esquisito! E marginal, ainda, invadindo sua casa daquele jeito. “Francês” Repetiu, distraído com os próprios pensamentos desconfiados, sem dar a mínima se havia pronunciado corretamente o nome do mais novo. “É. Pode ser, mesmo. Porque eu espero estar sonhando agora, e não ter de verdade um delinquente invadindo a minha casa” Falou, não somente sem rodeios mas sem se preocupar se o ofenderia. Quase que preferindo que sim, assim talvez ele fosse embora logo e nunca mais voltasse. Ah, é, um homem podia sonhar. Infelizmente já sabia muito bem que aquele tipinho estava constantemente rondando suas filhas. Maddox, Edward, Tyrone… agora o Revéis. Inferno. “Não normalmente?” Soltou um riso debochado pelo nariz, já que tampouco aquilo fora um ‘nunca antes’. Diante da menção do desafio, Titus olhou em volta; Eugenie não estava ali. Pensou em chamá-la e averiguar a situação, mas nem sabia o que seria pior: ouvir que o rapaz era desconhecido, ou que de fato era seu amigo. “Bem, Rick, eu te desafio a sair pela porta.”
Deu uma risada sem graça quando TItus afirmou tão duramente que suas amigas precisavam de amizades melhores. Reve podia não ser o garoto mais inteligente do mundo, mas até ele conseguiria perceber aquele desprezo à sua pessoa resumido numa única e direta frase. Ouch. O sorriso vacilou mais uma vez, começando a notar que estava perdendo ali a amizade do pai de suas amigas (não que um dia a teve, mas seu bom relacionamento com sua mãe ao menos o dava uma indicação que conseguia lidar bem com pais!). ❛❛ —- E-Eu não estou invadindo não, senhor... Fui convidado... Se quiser perguntar, eu juro... ❜❜ caramba, sentia-se terrível, tão diminuto! E ele era Reve Von Strucker, oras, não tremia na frente de perigo nenhum! Então porque aquela parede de dois metros o fazia gaguejar e se encolher? Já havia rido na cara da polícia. ❛❛ —- R-Reve... ❜❜ tentou corrigir outra vez, mas a voz saiu ainda mais baixa, o corpo esforçando mais em jorrar adrenalina para escapar vivo do perigo do que falar. Foco. Foco!! ❛❛ —- Sair pela porta? Haha, pode deixar, senhor! Com certeza eu vou. Depooooooois que eu ir lá... Encontrar ela. Seria falta de educação minha eu sair sem avisar. Né? ❜❜ a falta do sorriso o fez engolir em seco, sendo resposta o suficiente. ❛❛ —- ... Ok, ok, ok, olha, o senhor tem razão! ❜❜ a cada passo que Titus daria na sua direção, ele daria um para traz. ❛❛ —- Foi falta de consideração minha, então eu vou sair lá. Beleza? A não ser que o LORENZO ❜❜ ergueu a voz para que o socorro chegasse até o amigo. ❛❛ —- viesse aqui me dar uma ajuda. Ou então a FELICITY-- Ela trabalha comigo, sabia? Lá no teatro. Vai te confirmar que eu sou gente boníssima! ❜❜ àquele ponto, parecia mais estar implorando pela sua vida do que tentando argumentar que não era um marginal.