【 ela/elu/dela/delu, lizeth selene 】 ⸻ boas vindas à mansão umbra, XÓCHITL MORENO! você chamou a atenção de larc crimson com a habilidade de MANIPULAÇÃO DE ENERGIA CINÉTICA há TRÊS ANOS. desde então, foi batizade como NEFASTA e ocupa o cargo de DISCÍPULE. embora tenha apenas VINTE E QUATRO, suas responsabilidades como vilão não serão um peso fácil para carregar, afinal, deixar NOVO MÉXICO e ignorar sua INSUBORDINAÇÃO e TEIMOSIA, permanecendo apenas CARISMÁTICA e ESPIRITUOSA, é um fardo enorme até para um extraordinário.
JOGADORA DO DESTINO: o cheiro de couro velho e especiarias em um mercado noturno; enganar a sorte apenas para vê-la correr atrás de você; pôsteres antigos colados em paredes esquecidas; o estalo de uma carta sendo virada no momento certo; mãos rápidas demais para serem vistas, mas nunca pegas; moedas girando no ar e sempre caindo do lado certo; esmalte descascado e anéis pesados adornando cada dedo; lábios sussurrando nomes que não deveriam ser ditos.
CHILDHOOD. destino era o nome que xóchitl herdaria quando chegasse a hora. o codinome do pai, um dos primeiros extraordinários não brancos, em uma tentativa de pertencimento e combate as alegações racistas que a stargate combatia naquele tempo não tão atrás. rumado para santa fé, no novo méxico, onde se casou com uma américo-nativa, um amor que certamente estampou diversas capas de revistas, seja para críticas do extremismo ou apoio de onde se firmaram. a mulher decidiu apoiar inteiramente a carreira de salvamentos do homem, se formando como doutora em física, especialista em balística, para aperfeiçoar e aprimorar a habilidade de manipulação de trajetórias dele. juntos, a força acelerou de formas descomunais. sendo assim, como iriam negar para que sua filha também não fosse extraordinária? xóchitl seria um símbolo, não só herdaria santa fé, como a força que vinha com o nome destino. o treinamento físico e mental era parte de sua vida desde... sempre. se lembra de abrir os olhos uma vez e saber lançar uma faca, não que esperassem que ela herdasse a mesma habilidade do pai, mas algo parecido, não? e foi com sete anos que a descoberta veio, entre uma birra de natal quando ganhou, mais uma vez, um presente que não havia pedido, ela o lançou na parede. na trajetória, um dos cubos da coleção de cubo mágico brilhou esverdeado antes de explodir ao colidir com a porta. é nesse momento, então, que os pais sabem que ela desenvolveu a habilidade e que carregará o legado da família. então não é mais preciso o destino, certo? ele se aposenta do heroísmo e foca em preparar sua filha. sua pequena aposta. e, como também herdou um poder fundado na ciência, seu treinamento ganha um valor especial em meio a tanta exatidão, cálculos e teorias para aprimorar seu alcance. isso ainda criança.
TEENAGEHOOD. tentou de tudo para se afastar disso, mas onde quer que fosse alguém precisava ser salvado. na escola, todos contavam com ela para os matletas. ela era apenas uma versão que os pais fabricaram dela desde o primeiro momento que pôde se entender como gente. e isso a irritava, todo o cinismo e o faz de conta ser um super herói, de fabricar situações, de se por em perigo ou ter que sustentar a visão de gênio a irritava. ela não se via assim, apenas não se via como uma extraordinária nem se quisesse. mas ela não tinha nada senão tudo que os pais a forçaram, então ela se lançou também. frequentemente fugia, saía à noite, furou seus piercings, usou o dinheiro dos marketing para fazer tatuagens, dreads, tranças, tudo que pudesse a afastar da imagem deles ela fazia. tentou toda religião existente no mundo procurando algo que pudesse fazer sentido, mas nada irritava mais do que a sorte, o misticismo, a falácia de um mudo que transcendia o que se sabia. e, de um momento para o outro, ela simplesmente se encontrou entre seus hobbies e defeitos – que, por mais que os pais tentassem esconder, ela tinha muitos. ela crescia e se entendia como uma pessoa independente daquela vida, naturalmente parou com os salvamentos e usavam suas habilidades apenas se quisesse, o que não era muito já que a odiava. mesmo que fosse parte de si, ela desprezava. o desejo por ser normal era tão forte. desacreditado que tita nunca fosse herdar o posto de destino, o pai saiu da aposentadoria e morreu em uma missão praticamente suicida. quase forjada para trazê-la ao limite perto dos seus 18 anos.
ADULTHOOD. talvez a stargate apenas não esperasse que entre os defeitos de tita, seu egoísmo se sustentava na autopreservação. porque ela arriscaria a vida dela por pessoas que talvez mal fossem a respeitar senão a temer? um alto e claro não foi dito quando o contrato chegou, sem nem respeitar o luto que, sim, ela sentiu, pela morte do pai. junto dele, destino. “ eu não tenho interesse nenhum em ser cabeça de gado de vocês. ”, a resposta era cada vez mais agressiva um olheiro de cada vez. se viu em um inferno ainda maior fugindo deles do que fugindo da vida que foi construída para ela sem ela. de toda forma, nunca pensou que a stargate fosse se interessar em uma latina nativo-americana queer, talvez a insistência viesse da falta de heróis que não fossem ovacionados no novo méxico. ou falta de representatividade entre os jovens, quem se importava? com certeza ela não, então não surpreendeu ninguém quando ela aceitou o convite de larc crimson quase que na mesma hora que ele o fez. ela faria qualquer coisa para fugir desse inferno pessoal, até mesmo se enfiar em outro. mesmo que a mansão umbra não fosse isso para ela, não, pelo contrário. a ideia de que se opor diretamente a stargate através dos heróis fabricados era um gás para sua jornada de entendimento espiritual e intrínseco. foi na mansão umbra que nasceu nefasta. e talvez a primeira vez que xóchitl não se sentiu enojada com os próprios poderes.