thedicklee:
faltou a voz de bebê. — zombou, se lembrando de uma das mensagens da garota em um de seus momentos mais melosinhos da noite (até então), a hipocrisia de se tornar o que mais criticava não estava perdida e ele não tinha nem a decência de fingir que não estava adorando tudo aquilo, até porque mesmo que tentasse disfarçar, seria impossível mascarar todas as implicações do sorriso que insistia em permanecer em seu rosto. — quem? — questionou em curiosidade, por mais que dick estivesse sempre rodeado por pessoas, ele não tinha tantos amigos assim para dar a notícia ele mesmo, na real ele tinha dois e um não merecia saber assim tão cedo, logo para não gerar conflito, resolveu que deixariam que eles descobrissem sozinhos, isso era, se conseguisse conter a sua língua, mas estava disposto a se segurar um pouquinho em favor de se divertir um pouco as custas dos outros. — eu não acho que devemos esconder, mas também não precisamos contar se você não quiser. — deu de ombros, deixando que a decisão final fosse de riley, afinal, pelos círculos sociais que faziam parte, era um fato que quem teria a maior exposição seria ela. foi preciso o complemento da pergunta da garota para que dick entendesse o que ela queria dizer, porque em sua cabeça ele tinha uma imagem bastante clara do que eram e mesmo que já não fossem mais a bagunça de antes, na hora de colocar em palavras que a coisa complicava, pois ele desconhecia um termo que abrangesse tudo aquilo. ele ficou em silencio por alguns instantes, porque namorados, além de ser a definição que queria, era a que mais fazia sentido quando eles já tinha passado daqueles outros status que riley havia citado há muito tempo, mas também uma parte de si não podia deixar de ponderar se a garota iria achar que estavam indo rápido demais já que dick não era lá muito conhecido por ter noção das coisas. entretanto, a sua promessa de não se acovardar mais quando se tratava da garota ainda estava valendo, por isso somente encolheu os ombros, apertando a mão dela suavemente na sua. — você quer ser minha namorada? porque eu fico mais do que satisfeito em te chamar assim. — mirou em um tom de casualidade, mas acabou sendo traído pelo seu reflexo de ficar buscando no rosto dela qualquer indício de que talvez tivesse feito a sugestão errada e era impossível não se sentir um pouquinho frustrado diante de como as coisas geralmente aconteciam entre eles, porque se aquele fosse o seu pedido de namoro, ele tinha muito o que aprender e dessa vez, de preferência, de alguém eu sabia o que estava fazendo. — depois ainda veio perguntando das origens do meu gosto pelo seu rude love. — brincou, forjando uma expressão digna de piedade para provar o ponto de seu sofrimento. — e foi, meu coração tá meio estranho até agora. — concordou por fim, levando a mão da garota até o seu peito, comparado ao estado caótico de seu coração enquanto escutava o disco estava, naquele momento ele estava bastante tranquilo e mesmo que fosse impossível sentir as mudanças do ritmo sobre seu moletom, ele gostada de ter aquele toque singelo e ele não via forma melhor de encerrar o pequeno conflito quanto ao CD. era engraçado pensar que ele podia passar aquele tipo de imagem porque ele não podia negar que tinha certa reputação pelos corredores do instituto, por trás de seu rostinho adorável ele não era o melhor exemplo de pessoa mesmo que tivesse dado uma sossegada de uns tempos para cá. — oh. okay. — até então nunca tinha parado para especular sobre a vida sexual da garota porque achava mesmo que não era de sua conta e por mais que fosse claramente atraído pela garota, seus sentimentos românticos não eram nem um pouco influenciados pelos sexuais, por isso a sua resposta tão breve, ele realmente não sabia o que fazer com aquela informação, entretanto acabou lançando um olhar confuso para ela com o final de sua frase, — mais ou menos? — riu baixinho, ele não levava assim tão a sério aquele conceito porque era a) ultrapassado e b) uma construção social criada para oprimir e envergonhar e por isso tinha uma definição bem básica do que ela representava. — não precisa responder se te deixa desconfortável. — assegurou rapidamente, como não podia tirar os olhos do caminho por muito tempo, ficava difícil para ele decifrar o que se passava com riley quando não podia acompanhar atentamente suas expressões e linguagem corporal, por isso achou importante verbalizar aquilo.
ficou feliz em ouvi-la confirmando que ficaria com as peças oferecidas, porque ele descobriu que gostou bastante da imagem de conforto que ela formava com suas roupas, sem contar que estavam praticamente combinando o que ele achou fofo. — minha. — respondeu simplesmente em um tom petulante, buscando a mão da garota que acariciava harry para leva-la até os seus cabelos, se ela queria acariciar alguém, que fosse ele e não seu gato ingrato, sem contar que por ser tão persistente quanto o dono, não demoraria muito para impor a sua presença outra vez. — shh, é o peso do meu afeto. — ele ainda tinha um pouco do cuidado de apoiar a maioria de seu peso em seus braços sobre o colchão, mas com o comentário divertido dela acabou pendendo mais sobre o seu corpo ao envolver com mais firmeza a sua cintura e aninhar-se contra seu peito, rindo suavemente e por muito pouco não trocou os planos do nascer do sol em favor de ficarem por ali mesmo, mas temia acabar não sendo tão produtivo quanto gostaria quando a possibilidade de ficarem juntinhos daquela forma era tentadora demais, no final ele realmente queria equilibrar um conversar com um diálogo real, afinal ele gostava bastante de falar, mas sobretudo, gostava e ouvir a garota e não importava se falavam sobre algo sério ou suas famosas abobrinhas. — você conhece basicamente tudo agora, primeiro andar tem a sala de tv, de jantar e a de jogos, aí a cozinha. no segundo são só os quartos, aqui é isso e o estúdio ali atrás. — ao lado de onde a escada terminava tinha o que antes era uma suíte extra, mas o primeiro investimento de bomie foi transformar aquilo em um espaço para o seu trabalho e de vez em quando dick se aproveitava daquele privilégio para brincar com as coisas ali. — ah, tem o subsolo com a piscina e a sauna. é só isso, na próxima vez que você vier aqui a gente dá uma explorada, que tal? — ofereceu sorridente, porque estava mesmo doido para arranjar cada vez mais desculpas para ter a garota por ali, já que ele estava indeterminadamente banido de seu apartamento e seus pontos fixos de encontro se limitavam ao instituto e a sua casa. — assim eu vou ficar muito mal acostumado. — brincou, adorando a facilidade que estava tendo quando se tratava de ter a garota em seu colo, facilitando todas as questões de proximidade que tanto lhe incomodavam. era apenas da confirmação que ele não estava se precipitando que dick precisava, porque quando se tratava do futuro aquela era a sua atividade favorita: simplesmente não pensar nele como se aquilo fosse evitar todas as complicações. — desculpa. — disse baixinho para colocar um fim no assunto antes de aproximar seu rosto do ombro da garota para deixar um leve selar carinhoso ali. embora triste que ela tenha escolhido mudar de posição e isso ficasse bastante claro em seu bico manhoso, não reclamou como de praxe já que a nova disposição tinha as suas vantagens. aquela pergunta era uma que costumava causar bastante nervosismo, mas dick estava tão sereno naquela noite que não deixou que sua mente criasse interpretações fantasiosas sobre as palavras da garota, apenas assentindo suavemente para ela prosseguir com a pergunta de verdade, suas mãos indo para as pernas dela em seu colo para não perder um ponto de contato entre eles. dick arqueou as sobrancelhas com a questão, a forma que havia pendido a cabeça suavemente para o lado mostrando que estava pensando, porque era muito difícil ter uma resposta concreta para aquela pergunta quando tudo tinha acontecido de uma forma tão gradual. — eu acho que começou em l.a. e só foi crescendo aos poucos — revelou, sorrindo sutilmente com as memórias resgatadas daquele dia, na época não tinha ficado nada explicito e nem ele mesmo tinha interpretado a noite daquela forma até então, mas era indiscutível que seu interesse havia surgido diante da noite emocionante e reveladora que passaram juntos, — mas eu não percebi até depois do halloween, o dia do fliperama foi um grande tapa na minha cara porque eu ‘tava confuso pra caramba. a ficha só caiu mesmo quando você veio falar comigo naquela semana que eu não fui para escola. — resgatar aqueles dias era péssimo porque ele estava um verdadeiro caco, emocionalmente falando e o peso da confissão desajeitada que seguiu aquela noite foi imenso por acreditar que aquele era o fim deles. — eu quero saber sobre como foi pra você também. — provocou, deixando um fraco beliscão na perna dela no meio de seus carinhos. ele gostaria de ouvir o ponto de vista dela, claro, mas também não a forçaria a falar caso não quisesse.
— Forçou. — riu ao ser relembrada da mensagem que enviou mais cedo e não poupou Dick de um leve soco no ombro, porque mesmo que estivesse se derretendo com facilidade ao lado dele, fazer isso com certeza a deixaria extremamente arrependida depois e não podia entregar de mão beijada mais materiais para que o rapaz utilizasse como armas futuramente. — O Samuel. — a resposta veio de maneira rápida por já ter o nome na ponta da língua. — Nos conhecemos há uns bons anos e eu contei para ele praticamente tudo o que rolou entre nós: do Halloween até o Winter Formal. Não faria sentido não contar para ele. — sem falar que Riley já privava o amigo de algumas outras informações, então se sentiria pesada se omitisse algo que ele já tinha conhecimento privilegiado quando comparado aos outros amigos. Quando a responsabilidade de decidir o que fariam foi colocada em suas mãos, a morena crispou os lábios reflexiva, porque ao mesmo tempo que não desejava esconder, também não estava muito atraída de contar para todo mundo sobre seu relacionamento. — Também acho isso, então podemos contar para os mais próximos e deixar que o restante descubra com os próprios olhos. — sugeriu dando de ombros, porque não estava interessada em se afastar do garoto na escola, por exemplo, só para que as outras pessoas não enxergarem os olhares que trocavam. Em algum momento todos iriam saber, então seria menos trabalhoso deixar que a notícia se espalhasse naturalmente pelos corredores. O silêncio de Dick deixou a garota mais atenta que o normal, porque notar que pensava antes de responder foi interpretado que o ponto em que estavam também era nebuloso para ele e saber onde se colocariam era muito maior do que uma simples curiosidade. Em completa oposição à teoria de que o rapaz acharia apressado demais se classificarem como namorados, o pedido veio junto com suas mãos unidas com maior força e o olhar preocupado de Dick, mas a Riley estava tão anestesiada em felicidade de que não era a única a querer estar em tal degrau que qualquer falta de romantismo foi totalmente ignorada, pois já haviam enrolado bastante até o momento para se queixar de algo tão dispensável. — Eu quero, mas não sei se meu webnamorado vai ficar chateado com isso. — acariciando a mão dele com a sua livre, respondeu brincalhona precisando morder o lábio inferior para controlar seu largo sorriso. Então, agora era namorada do Dick. Borboletas voavam por seu estômago só de relembrar de tudo o que passaram para receberem essa incrível promoção. Sentindo-se mais boba que o normal, Riley riu ao ter a mão levada ao peito masculino e mesmo incapaz de sentir os batimentos que ele tentava mostrar, gostou de espalmar sua mão ali e ter aquele contato tão puro por alguns instantes. A primeira reação de Richard soou um pouco anormal, então contrair seus ombros foi automático, mas antes que o desconforto tomasse conta de si e decidisse deixar para lá o tópico com alguma distração, a pergunta descontraída e o olhar confuso dele tornaram o ambiente menos estranho. — Relaxa, eu não ‘tô desconfortável. — pelo menos, não mais. Ou muito. Não fazia sentido tornar algo simples e comum num big deal, então decidiu compartilhar um pouco o seu histórico. — Não sei se é estranho, mas eu já cheguei a fazer sexo e essas coisas, mas nunca transei realmente. — tentou responder da maneira mais casual que pôde. — Digamos que eu sempre travo na hora H. — o interesse em saber como era a sensação existia, mas seu psicológico gostava de acreditar que não estava pronta e existiu uma frustração de sua parte durante seu último relacionamento por causa disso.
— Tem um estúdio aqui? — arqueou o cenho surpresa com a informação, embora já soubesse de conversas passadas que o cômodo existia, mas não imaginou que seria logo por ali. — Eu topo e se não for pedir demais, aceitaria também um banho de piscina. — como não era grande fã do Sol devido à sensibilidade de sua pele branca, uma piscina no subsolo era perfeita para se divertir sem a preocupação de estar constantemente repondo o protetor solar. Sem falar que era uma desculpa perfeita para surgir mais uma vez por ali e aproveitar a companhia de Dick fora do ambiente escolar já que sua mãe não queria vê-lo em sua casa tão cedo. O comentário masculino arrancou um sorriso de Riley, mas que se desfez no mesmo segundo em que o tópico não muito bem-vindo foi tocado, porque a última coisa que desejava fazer era desfrutar a companhia dele com uma espécie de contagem regressiva sobre sua cabeça. — Tudo bem. — falou baixinho aproveitando a aproximação do rosto dele em seu ombro para alcançá-lo com a destra e depositar um beijo no rosto dele antes de assumir uma nova posição. Satisfeita em conseguir observar de pertinho cada pequena reação de Dick, a morena permaneceu em silêncio para ouvir atentamente a resposta para sua pergunta aleatória enquanto deslizava sua mão até à nuca dele e acariciava delicadamente os fios de cabelo da área. Um curto sorriso brincou no canto de seus lábios ao saber que a viagem para Los Angeles também havia sido um divisor de águas para o rapaz, além de como compartilharam por tanto tempo as emoções bagunçadas. Balançando suas pernas em protesto ao beliscão, Navarro não demorou para externar o seu lado da história. — Depois da viagem para L.A, eu parei de te achar um pentelho e absolutamente tudo da noite do show foi bem especial para mim. — lembrava como se fosse ontem a maneira como perdeu as palavras quando foi convidada para acompanhá-lo na performance do Aspicio Astra, além do quão significativo foi ser lembrada por alguém que menos esperava. — No Halloween, eu já sentia algo por você e, mesmo que tenha demorado para eu admitir para mim mesma, eu participei dos sete minutos no paraíso na esperança de cair com você. Foi bem chocante quando isso realmente aconteceu e eu simplesmente travei. — riu fraco ao ter o inesquecível episódio do armário sendo reproduzido em sua mente, porque esse havia sido de fato o início de toda a loucura que viria depois. — Meu processo foi mais de fingir que não sentia nada, mas você não facilitou nenhum pouco e quando passou aquela semana sem ir para escola, foi quando soube que estava realmente fodida de apaixonada por você. — os dias sem notícias do rapaz pareceram mais uma lenta tortura e seu peito doía só de lembrar de quando encarava a porta na esperança dele ter apenas se atrasado, mas Dick nunca aparecia. Sentiu-se como o cachorro do filme “Sempre ao seu lado”. — Espero que tenha curtido me desgraçar completamente, oma. — disse divertidamente e, em seguida, depositou um beijo no ombro dele. — Porque eu realmente não esperava que algo assim iria acontecer.











