Outra vez. Outro eu.
Dói ter que voltar aqui. Não sei, mas escrever isso não só representa momentos difíceis mas também me faz lembrar de momentos angustiantes.
Estou aqui mais uma vez, a pedido da minha mente, inquieta como sempre, sob a necessidade de precisar esvaziar pensamentos, mais uma vez ter que discorrer sobre “sofrimento”.
Tô escutando Anberlin, banda que igualmente me traz péssimas lembranças, mas que me faz sentir a intensidade de cada momento de mudança, e isso é muito louco, mas enfim...
Estou em um momento de autoconhecimento, mais um. Estou desfrutando da liberdade de estar completamente só comigo mesmo, prazer este que não me deixei ter por um longo tempo.
E é basicamente sobre isso que venho falar, como é ruim estar só, mas pior ainda não se dar esse presente.
Nos últimos 5 anos conheci muitas pessoas, maravilhosas em sua maioria, marcantes em sua totalidade. Tive alguns relacionamentos, alguns ótimos, outros nem tanto, mas não menos importantes.
Conheci pessoas que me fizeram por um momento lamentar ter conhecido, outras pessoas que me fizeram ver a vida com outros olhos.
Há pessoas quem já conhecia a um bom tempo, mas que, nesse tempo acima dito, falhei muito e as magoei, podem até dizer que não, mas magoei e tenho plena consciência disso, inclusive por saber que é tarde demais para voltar atrás.
Conheci pessoas, como disse, que não me proporcionaram experiências tão prazerosas. Amores não correspondidos e que me machucaram sem que nada pudesse fazer. Amizades fantasiosas que me traíram na acepção da palavra, nada dói que uma amizade traiçoeira.
Por 5 anos alimentei relações que marcaram a minha transição da adolescência para a vida adulta.
Por 5 anos falhei muitos, talvez, muito mais que acertei. Magoei e fui magoado. Ganhei e perdi, muito. Chorei e fui acalentado. Calejei.
No momento estou só, mais do que nunca. Distante de tudo que me impede de ser um novo eu, que me segura quando tudo que mais quero é dar um passo adiante.
Estar só é triste, é duro, é muito mais intenso do que pode parecer, lidar com seus próprios demônios sozinho pode ser muito mais doloroso do que parece.
Mas, estar só também é recompensador, é prazeroso. Estar só é poder encontra-se consigo mesmo e evoluir, autoavaliar-se e perceber tudo o que pode mudar.
Mas o principal, é poder acertar e errar sem machucar outras pessoas que são importantes pra você.
E vamos lá.
Estou sob os efeitos de um término recente. Terminei pois sei que não acabaria bem. Sei que mesmo com o suporte de uma pessoa que muito me ama, ou amava, eu acabaria por machucá-la sentimentalmente. Sei que foi duro, não só para ela, mas pra mim também, apesar de não me arrepender e saber que era o melhor a se fazer.
Mas, sabe, nem sempre acertamos e tenho aprendido isso mais do que nunca.
No final das contas, tudo o que precisamos é de um tempo para olharmos dentro de nós mesmos, nos entendermos, sermos capazes de assumir nossos defeitos e qualidade, e só depois seguir adiante.
21. É uma idade complicada. Você acabou de passar por todas, ou quase todas, experiências de uma vida jovem, para que ai você assume milhares de responsabilidades e do dia para noite precisa lidar com o mundo nas costas (pelo menos em sensação).
Nós não somo ensinados a como ter inteligência emocional para lidar com a vida. Aprendemos na pratica a lidar com outras pessoas, mas esquecemos do mais importante, aprender a lidar com nós mesmos.
Enfim.
Precisava escrever sobre o que sinto.
Sinto muitas coisa.
Angústia, por me dar conta que perdi pessoas que jamais queria ter perdido.
Satisfação, por saber que consegui seguir em frente e não mais da a importância que certas situações e pessoas não mereciam.
Ressentimento, por ter passados por ter confiado demais em pessoas.
Arrependimento, por ter deixado a confiança que tinham em mim se esvair por atitudes que não deveria ter tido.
Confusão, por estar ainda tentando quem sou eu hoje, mas rodeado de certa felicidade, por estar no caminho certo.
Solidão, por me isolar de tudo que me completou por tanto tempo, mas no bom sentido, busco por isso, só assim vou crescer.
No fim, todos nós precisamos muito mais de nós mesmos do que imaginamos, acontece que as vezes precisamos romper laços para que consigamos chegar a aos nosso objetivo por completo.
Obrigado a todas as pessoas que passaram pela minha vida, carrego um pouco de cada uma dessas pessoas no que sou hoje, ou no que penso ser.
Confuso. Angustiado. Ressentido. Orgulhos. Feliz. Sagaz.
Outra vez, mudando e me adaptando. Outro Eu, nem melhor, nem pior, apenas outro Eu.
19.02.2019












