Sinto-me obcecada por gatos. Queria tanto criar um gato. A vida seria melhor com um gato.

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@robozinhodesajustado
Sinto-me obcecada por gatos. Queria tanto criar um gato. A vida seria melhor com um gato.
Apressa-te em falar,
em nos comparar e
tratar como se eu e tu
fôssemos a mesma pessoa
e esquece de ouvir o que foi dito.
É como jogar palavras ao vento
e esperar que ele me entenda, mãe.
- Amanda Lindsay.
#somostodosazuis
Sim, minha princesa.
Eu sou completamente azul por dentro, você é o meu pontinho de amarelo.
Eu amei esse nome, dá até pra sentir o cheiro dessa cor, cor favorita, cor de minha alma tbm.
Obrigada anjo 💙 Fico muito feliz em ler isso. Azul é uma cor incrível!
Suicídio não deveria ser errado
Hibisco Azul.
Sou um hibisco azul.
Deveria ser vermelho ou amarelo.
Talvez rosa.
Ou até mesmo branco.
Mas não.
Eu nasci azul.
O azul numa imensidão de verde.
Um verde espinhoso.
Eu sou azul.
Inadequado.
Nasci errado no lugar errado.
Queria ser amável como o vermelho.
Feliz como o amarelo.
Meigo igual o rosa.
Quiçá ser sereno feito o branco.
Mas não.
Eu nasci azul.
Tempestuoso, intenso.
Incontrolável.
Belo na arte de não ser comum
E tristemente solitário.
Prazer, eu sou o Hibisco Azul.
- Amanda Lindsay.
eu devia ter conseguido me matar naquele dia. assim não teria feito merda.
Você sabe exatamente
quais palavras usar
pra tocar o meu coração
e me lembrar do amor que
eu ainda sinto por ti.
E por um momento,
eu até acredito que é real,
que você realmente se importa
e me quer bem
e deseja cuidar de mim.
Mas, as feridas que você me causou
ainda estão aqui e são elas que me
lembram que isso não é real,
que você só está tentando me manipular
pra que eu faça a tua vontade.
E isso dói mais do que todas as vezes
em que desacreditou do meu amor por ti.
Por favor, para de brincar com os meus sentimentos, pai!
- Amanda Lindsay.
Eu ainda lembro
dos dias em que eu decidi
me matar por te amar de forma doentia.
E isso ainda dói muito.
À que ponto eu cheguei
por ter perdido o teu amor?
Hoje estou melhor.
Tentando afastar ao máximo
essa ideia maluca de morrer
pela tua falta de reciprocidade.
Mas, lá no fundo, eu ainda te amo
e o fantasma do que você foi ainda
me assombra, pai.
- Amanda Lindsay.
Não posso voar.
Você me botou no mundo,
mas nunca me deixou voar.
Sempre me manteve no ninho,
envolta pelas tuas asas.
E eu me acostumei tão bem
a ficar dependente de você,
do teu acolhimento que não vi
quando as minhas penas grudaram
em ti, com poucas chances de separação.
E ao tentar conhecer o céu e voar com os
outros pássaros, você quebrou as minhas asas,
com a fúria de Poseidon e me aprisionou numa gaiola, tentando me obrigar a cantar alegremente.
- Amanda Lindsay.
Borboleta 🦋
Eu tinha borboletas dentro de mim. Elas costumavam ficar no meu peito, onde ficava o jardim do meu coração.
Eram milhares de borboletas de diversas cores que me habitavam. E toda vez que eu me sentia envolvida em um abraço, elas se agitavam, como se fizessem festa. Porque naquele momento eu me sentia amada e feliz e isso as animava.
Mas, com o passar do tempo as flores murcharam até não restar mais nenhuma. E sobrou apenas as minhas adoráveis borboletas que tentavam a todo custo sobreviver dentro de mim.
Infelizmente, uma a uma foi morrendo, ao passo em que perdiam a cor.
E um dia tudo ficou cinza. Sem vida. Porque das flores só sobraram os espinhos e das borboletas, somente os seus corpos ressequidos e desnutridos, com um ar gélido de quem tentou sobreviver à um grande desastre.
Agora sem as minhas flores, sem as minhas borboletas, eu me pergunto será que um dia esse jardim voltará a ter a sua forma vívida e cheia de cor.
Sobre ti, pai.
Nós somos dois estranhos
de DNA semelhante.
Você é o meu terremoto.
E eu sou uma cidade devastada.
Que te amou tanto que esqueceu de se amar.
Até que não restou amor.
Nem pra mim.
Nem pra você.
Meu amado desconhecido.
Meu mais íntimo desconforto.
- Amanda Lindsay.
Minha transição capilar.
No final de 2015 eu desisti dos meus cachos e comecei a usar selagem no cabelo. Recebi vários elogios, mas no fundo eu não estava satisfeita. Pois, eu baseava a minha autoestima na opinião alheia e no fim, nada estava bom o suficiente.
Minha melhor amiga não gostou, mas eu achava que alisar era o ideal.
Até 2017 eu alisei. E coçava um pouco, porém eu não me incomodava.
No entanto, 2018 chegou e no meio do ano, eu decidi voltar com os meus cachos. Ouvi diversas vezes que eu não iria aguentar, que era para imitar alguma blogueira e que alisar era o melhor a se fazer, porque eu "só" ficava bonita com o cabelo alisado.
Nesse período eu tive um corte químico e cheguei a usar uns produtos que achei que seriam bons para o meu cabelo, mas que só serviram para deixar os meus cachinhos ondulados.
Ouvi tantas "Você não quer alisar o cabelo?", "Assim não tá bom" e "Você é bonita, mas com esse cabelo não dá" e eu acabei desistindo dos cachos novamente.
Contudo, as químicas (botox e selagem) deixavam o meu couro cabeludo bastante sensível, dolorido e até com feridas. E durante o tempo que o produto estava no meu cabelo, eu sentia a minha cabeça arder e coçar bastante.
Por isso, voltei a fazer transição capilar. E no decorrer do tempo, eu vi pessoas rindo do meu cabelo, outras criticando e algumas olhando, achando feio e sem conseguir entender o que havia acontecido com ele.
Em contrapartida, os meus amigos me incentivavam a continuar a transição e fazer o big chop (corte).
A Tainá (fada sensata e minha melhor amiga) me estimulava dizendo que eu tinha que fazer o que eu queria e não ficar me importando com a opinião alheia. Assim como as minhas outras amizades também me apoiavam.
Por essa razão, eles foram tão importantes para a minha transição e fazem parte do meu jardim da amizade, que é um lugar muito especial e feliz localizado no meu coração.
Depois que eu voltei a fazer transição pela segunda vez, ouvi novamente críticas que diziam que eu não podia cortar sem colocar o mega hair cacheado para esconder o tamanho. Mas, eu ignorei isso e agora eu finalmente consegui cortar.
Hoje eu agradeço à Deus por ter me dado condições de passar pela transição, aos meus amigos que são incríveis, ao meu cachorro que me dava carinho quando eu chorava e à minha mãe que no final me apoiou e me deixou cortar o cabelo.
Não foi fácil. Eu tinha muita vergonha do meu cabelo, mas acabou e hoje eu estou feliz com o meu cabelo.
Valeu a pena todas as lágrimas e os nove meses de espera pelos meus cachinhos.
Me pergunto se estou errada
em chorar de madrugada,
em escrever sobre ti,
em me entristecer por tua causa.
Tem tanta gente sentindo dor
por causa do estômago vazio e o armário carente.
Tem tanta gente passando frio ou sendo violado, violentado, tendo os seus direitos transgredidos.
E eu aqui, esmorecendo por um amor que eu não sei se realmente existiu ou se eu só fui tão ingênua a ponto de acreditar nas tuas inverdades.
Será que eu estou errada por me consternar pela tua dissimulação,
mesmo sabendo que outras pessoas sofrem mais do que eu?
- Amanda Lindsay
Estou ótima.
Você me pergunta se eu estou bem
e como de costume, eu te respondo que estou bem, mesmo sem estar.
Mas, você já viu como fica uma cidade depois de ser invadida e destruída?
E quando após a invasão, ladrões aparecem e subtraem o que restou?
Não é uma cena desprezível?
E quando você tem um vínculo afetivo com esse lugar?
Não é doloroso ver o local que você tanto ama completamente dissipado em destroços, sem vida, só poeira e lágrimas?
É assim que eu estou.
E você nem imagina.
- Amanda Lindsay.
Sobre você.
Meu amor por você
é uma estante velha
com livros morfados,
uma vitrola com o disco
arranhado.
Cujo som só emite
um choroso e repetitivo
"Eu te amo"
e nunca "Nós nos amamos".
- Amanda Lindsay.
Tudo o que eu queria dizer pra minha família: enfia a porra do "eu te amo" no cú, filha da puta!