I’m forced to deal with what I feel There is no distraction to mask what is real.
Twenty One Pilots, Car Radio, Album: Regional at Best (2011)
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祝日 / Permanent Vacation

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I never wish to be easily defined.
Franz Kafka (via wordsnquotes)
She’s imperfect but she tries; She is good but she lies; She is hard on herself; She is broken and won’t ask for help; She is messy but she’s kind; She is lonely most of the time; She is all of this mixed up…
Sara Bareilles, “She Used to be Mine,” Album: What’s Inside: Songs from Waitress (2015)
Quiet is the new loud.
Patrick Stump (via wordsnquotes)
❝pretend you love me❞ ravenna&hector
hectorxroeger:
Apesar de talhado desde infante para momentos como o que se aproximava, era impossível para si apontar a tarefa como simples, uma vez que não detinha para com a Roosevelt qualquer nível de intimidade que viria a ser exigida para uma situação mais real. Os poucos encontros pouco haviam sido capazes de um conceber ativo de afeição - sendo ambos os herdeiros ali, no máximo, cúmplices de um destino ao qual sempre se fizeram fadados. A linha de raciocínio que seguia os viesses de sua efêmera parcela pessoal, conquanto, se mantinha velada por sob os traços indiferentes que tão bem sustentava em suas feições. ‘ Bem, ao menos alguém vai sair satisfeito com essa situação. ’ Completou os dizeres alheios antes que pudesse ponderar a tais, vindo a menear a cabeça em um leve negar no instante seguinte; Em simultaneidade, o alemão pouco evitava o culpar próprio pela falta de tato na qual se fazia - não estava, afinal, em pena solitária no casamento forçado. ‘ And I’m sorry about that. Não quis soar rude. ’
Mantendo propositalmente o olhar afastado dos bancos que haviam servido de palco para a última interação com Ravenna, o mais alto crispou levemente os lábios em frustração silenciosa sobre algo que se mantinha além do próprio e tão almejado controle; Ainda que a princesa se provasse fascinante, Hector se postava afastado ainda das vias que levariam ao sentimento concreto de amor irrestrito, e detinha a certeza de que a morena se encontrava no mesmo e tão deficiente ponto. ‘ Ah, claro… Não é como se eles estivesse planejando isso desde que nascemos. ’ Ocultando a acidez na própria voz, o herdeiro europeu optou pelo mais absoluto silêncio até o alcançar do ponto em que pediria em casamento a mão da mais jovem que si, no ato que apenas existiria em prol de agradar a grande massa da população que ainda sonhava pelo típico casamento banhado pela concepção de amor verdadeiro.
Os olhos que sustentavam o brilho tão álgido se fixaram em Ravenna ao momento em que a teve fronte a si, o esboçar de um breve sorriso se fazendo apenas para amenizar as feições, em seguimento das mesmas razões que lapidavam todo o comportar agora atentamente vigiado por terceiros. Suspirando levemente ao ter a futura noiva, então, tão próxima a si, Hector se deu alguns segundos no recordar dos acontecimentos realizados na última vez em que se postara em tamanha isenção de distância - em maneira que até mesmo conseguia se lembrar de como era a sensação de ter os lábios alheios contra os próprios. Decidido a, então, se desviar de tais pensares para manter o foco no desenrolar da situação, o loiro apenas anuiu em resposta à mais baixa, ao que virava levemente o rosto em impressão de que selaria um beijo sutil sobre a lateral do rosto alheio, mas que apenas visava o comunicar com a mesma. ‘ Nós já ensaiamos isso. Vai sair tudo dentro do combinado. ’
Seguindo o comando de Ravenna, o alemão se permitiu sentar no banco, ocupando o local ao lado da morena enquanto um breve - e igualmente fictício - sorriso lhe tomava aos lábios em harmonia com o momento que deveria carregar um elemento menos tenso. Um dos braços se colocou ao redor dos ombros da americana, enquanto sua atenção se postava inteiramente sobre a mesma, como se realmente acreditasse estar apenas na companhia de tal. ‘ Espero que ao menos os reis saiam do nosso pé, com isso. Enfim… Pareça surpresa. ’ Murmurou em um desgosto velado, antes de levar a mão livre em direção à pequena e enegrecida caixa que levava no bolso. Em simultaneidade, Hector se permitiu o deslizar do banco ao se postar no chão apenas sobre um dos joelhos, na clássica pose - a qual se certificava de que geraria um bom ângulo aos repórteres que acompanhavam tudo à distância. Abrindo a caixa fronte a si e, assim, vindo a expor o anel prateado e cravejado com diamantes, o alemão ergueu os olhos aos da mais nova, seguindo o protocolo acoplado à situação pouco singela na qual ambos se postavam. ‘ Ravenna Rozensky Roosevelt, will you marry me? ’
Ravenna crispou os lábios, encarando os próprios pés e maneando a cabeça para demonstrar a concordância. O pedido de desculpas de Hector sequer fora necessário, não era como se algum dos dois estivesse ansioso para aquele casamento, não se importava nem um pouco que ele dissesse aquilo em voz alta quando estavam na companhia um do outro. Um singelo sorriso surgiu no canto dos lábios da morena, que sutilmente apertou a mão do noivo, voltando os olhos claros para ele. ❝ —– We’re both sorry.❞ Sussurrou, deixando o próprio polegar deslizar sobre a pele alheia por alguns momentos.
Permaneceu em silencio mesmo diante às poucas falas proferidas pelo noivo durante o percurso. Os momentos passavam como borrões. Os dois certamente repetiram tanto aquilo em suas mentes que agora tudo saía com naturalidade, como se houvessem sido programados feito robôs para agir daquela maneira. No fim das contas Ravenna não podia deixar de admitir que eram uma excelente dupla. Ambos tinham fortes personalidades e até distintas, mas conseguiram encontrar uma sintonia capaz de agradar aos telespectadores e às suas famílias. Ainda que jamais chegassem ao ponto de ter um real relacionamento isso era o menos importante, pois o principal era que a norte-americana não tinha qualquer dúvida naquele momento de que ela e o herdeiro alemão governariam com louvor ambos os países.
O riso de Ravenna foi realmente verdadeiro pelas falas do noivo. ❝ —– Queria acreditar nisso também.❞ Disse em resposta já que duvidava que algum dia os dois teriam algum descanso de seus pais e suas armações. Ao invés de assentir, a Roosevelt encarou-o com confusão em seu semblante enquanto o mesmo deslizava para fora do banco. Os olhos acompanharam cada mínimo movimento dele, arregalando-se no exato momento que a pequena caixa em suas mãos foi aberta e erguida em sua direção. Ravenna revezava o olhar misturando surpresa e alegria entre Hector e o anel que era erguido para si. Era lindo, de fato, mas não possuía nenhum significado verdadeiro para ela visto que o que, de fato importava, que era o sentimento, sequer existia. A mão livre foi de encontro à boca tapando a mesma enquanto esperava alguns segundos para que a surpresa e o choque pudessem ficar mais realistas. A cabeça então começou a assentir, primeiro senta e hesitante, mas logo com rapidez para sinalizar sua resposta, como se estivesse ansiosa para fazê-lo saber. A mão baixou apenas para que pudesse responder: ❝ —– Yes!❞ As palavras saíram junto ao suspiro que deveria simbolizar alívio em finalmente dizê-lo. ❝ —– Of course!❞ Tentava olhá-lo da mesma maneira que olhava para um de seus livros favoritos ou para um de seus desenhos quando terminados, com encanto e paixão. Ergueu a mão x para que o anel fosse colocado no dedo anelar, erguendo a mesma para visualizar a joia assim que o mais alto posicionou-a no lugar. A mão se abaixou e toda a sua atenção voltou-se para o loiro, não esperando mais nenhum segundo para ir de encontro aos braços dele. Os próprios circularam o pescoço alheio, abraçando-o com urgência.
Os olhos se fecharam entre o momento que permaneceu abraçada ao, agora oficialmente, noivo. Treinara algumas horas durante a noite para aquilo. Respirou calmamente e, por apenas suficientes segundos, deixou as emoções em seu interior aflorarem para a parte externa. Se ouvisse bem poderia ouvir os cliques das câmeras, apenas lhe dando a certeza do quão falso aquele momento era. Também não era difícil ouvir a voz do pai ecoando em sua mente: ‘seria emocionante se você chorasse, sabe querida? Apenas uma sugestão, é claro.’ Jamais era apenas uma sugestão e sim uma ordem sutil. Todos aqueles pensamentos ecoando em sua mente foram o suficiente para fazer com que seus olhos começassem a arder, imediatamente deixando que as lentas lágrimas escorressem por seu rosto quando foram abertos. O sorriso jamais deixou o rosto de Ravenna, que afastou-se de Hector para que seus olhos se encontrassem com os dele. As mãos deslizaram de encontro ao seu rosto, com os polegares suavemente passeando pelas bochechas alheias. ❝ —– You may kiss me now.❞ Sussurrou, baixando os olhos para os lábios dele e sentindo um amargor na língua. Não que não desejasse beijá-lo outra vez. É claro que desejava, mas mais ainda gostaria que não fosse em público e forçado como estava sendo.
I guess I’m just quite observant and I pay attention to a lot of things. Human behavior really fascinates me.
Ellie Goulding (via wordsnquotes)
❝pretend you love me❞ ravenna&hector
hectorxroeger:
Os dígitos tamborilavam em impaciência atípica no perpassar dos minutos; Não mais conseguia se focar em nada do ambiente que o cercava, uma vez que os eventos que tomariam palco nas horas seguintes eram vitais para o carregar forjado da união entre duas das grandes potências mundiais - ou ao menos era sobre tal pensar que o herdeiro germânico preferia se colocar. Ainda que lapidado pelas vias de se portar em maneira impecável e planificada por uma série de ponderações, Hector agora se via na lida de um desassossego com o qual nunca antes havia aprendido a encarar, e por tal apenas conseguia culpar a herdeira que desposaria em pouco tempo. A reprodução do beijo protagonizado na companhia de Ravenna ainda rondava sua mente límpida, em um distrair quase que imediado aos momentos em que se via jogado ao ócio - tal como era o momento em que se postava, no aguardar único da mais nova para que pudessem colocar em movimento o planejar tão meticuloso.
Um suspiro tomou palco em si, em simultaneidade com o fechar momentâneo dos olhos azuis ao momento exato em que a batida na porta se fez audível, indicando que a princesa se encontrava pronta para o traçar da proposta antes ensaiada. Enquanto cruzava o quarto em direção à porta, Röeger se permitiu o colocar de uma das mãos no bolso da própria vestimenta, apenas para que os dígitos tocassem com leveza a modesta caixa na qual se encontrava o anel que percorria sua família há gerações - em uma tradição que pouco ansiava para seguir em plenitude, ainda que não detivesse para si a escolha sobre tal.
O olhar se direcionou em imediato ao da mais baixa, assim que a teve em seu campo de visão, como se no agir pudesse identificar qualquer resquício dos pensamentos alheios sobre o que outrora havia acontecido; Tal como o que viria a acontecer. Reprimindo um novo suspirar, então, o príncipe levou a mão até a que lhe era oferecida, os dígitos se entrelaçando com os tão menores antes que a porta do cômodo se visse fechada atrás de si - e Hector oferecesse à mais jovem um sutil e impessoal curvar de lábios em resposta ao que lhe era apresentado. ‘ Está na hora. ’ Replicou em igual murmurar, antes que iniciasse o caminhar que os levaria até o ponto planejado e que cederia a vista perfeita para os repórteres que passariam a notícia ao restante da população. ‘ Parece um ótimo dia para se noivar, ao menos temos que concordar com isso. ’ Comentou ao instante que o olhar se decaiu no exterior no palácio - e não sem antes se certificar de que ninguém mais fazia-lhe companhia. ‘ Meu pai, aliás, já tratou de enviar as ditas felicitações. ’
Assim que os dedos de Hector se curvaram contra os seus e a porta do quarto alheio foi fechada ambos logo caminhavam escada abaixo, na direção dos jardins. A luz do lado de fora a obrigou a estreitar os olhos para que não ardessem, pousando a mão livre pouco acima dos olhos para observar melhor a paisagem que o noivo se referia. Os lábios de Ravenna foram contraídos, prestes a soltar um tipo de comentário que prometera a si própria não fazer naquele dia. A realidade era que ela detestava dias ensolarados, dias nublados sempre foram mais belos e misteriosos aos olhos da Roosevelt, todavia, expor àquela opinião não ajudaria de nada a acalmar os nervos próprios ou do acompanhante. Sendo assim, tratou de assentir e soltar um breve suspiro. ❝ —– Realmente parece. Ao menos eles terão boas fotos para se recordarem o momento.❞ Ainda que contra a sua vontade, o caminho mais rápido até o jardim secreto era exatamente o na direção da estufa. Passar pelos bancos do lado de fora do local fizeram o revirar em seu estomago voltar. Havia sido ali que decidira que beijar seu noivo seria uma boa ideia. Respirou fundo, apagando aquela lembrança para que se mantivesse focada no que deveria fazer. ❝ —– Que amável da parte dele. Certamente está surpreso com nosso noivado assim como o rei Robert.❞ Ironizou, com um sutil riso no canto dos lábios. Logo haviam já cruzado a estufa e adentravam o jardim secreto, que a norte-americana fez questão de fechar o portão do mesmo para não serem interrompidos.
Subindo os degraus para o local onde ensaiaram outro dia, a primeira coisa que fez foi virar-se frente a frente com o noivo. Estar tão perto dele novamente era outra maldita distração para seu foco, pois mesmo com a chuva ela conseguira gravar o cheiro dele na memória. Querendo ou não, precisava estar o mais próxima possível dele para poder dizer palavras que não poderiam ser ouvidas por mais ninguém. Em seus lábios agora estava um largo sorriso que não tinha qualquer razão para estar ali senão posar para as câmeras. Tombou a cabeça para frente, escondendo o rosto na dobra do pescoço de Hector e permitindo-se, apenas por um mísero segundo, sentir o cheiro dele e lembrar-se de como surpreendentemente sentira falta daquilo. A voz baixa de Caroline soou contra os ouvidos devido ao aparelho que carregava nos mesmos para se comunicar com a dama. A loira afirmou que todos já estavam em posição, mas reclamou que não era possível vê-la já que seu campo de visão era tomado pelas costas de Hector e Ravenna sendo mais baixa sequer aparecia. Bem, era aquela a intenção naquele momento. ❝ —– Eles estão nesse ponto aqui.❞ Sinalizou, deslizando os dedos sobre o ombro direito do mais alto para mostrar a direção que falava. ❝ —– Então precisamos nos lembrar de ambos estarmos visíveis para eles. Caroline disse que já estão pontos.❞ A voz era sussurrada e apenas direcionada ao noivo. Afastou-se dele no momento seguinte, voltando a sorrir quando o rosto retornou ao alcance das lentes. Sentou-se no banco atrás de si, com uma das mãos ainda segurando a de Hector e sinalizando para que ele sentasse ao seu lado.
Uma música que defina Ravector
In the name of love - Bebe Rexha ♡
❝pretend you love me❞ ravenna&hector
with @hectorxroeger
Desde a ultima vez que encontrara com Hector, Ravenna andava com um incessante frio na barriga. Era uma sensação ridícula aquela, como se voltasse à adolescência. Não podia dizer que se arrependia de ter beijado Hector, pois seria completa mentira. Na realidade, aquele momento se tornara ridiculamente importante não apenas pelo beijo em si, mas porque aconteceu só com os dois no local. Não foi falso como seria tudo o que aconteceria naquela tarde. O gosto dos lábios dele e a sensação de tê-los contra os seus ainda era viva em sua mente como se houvesse ocorrido segundos atrás. Todavia, Ravenna prometera a si própria que naquele dia ela agiria como uma princesa deveria agir. Sem sentimentos, apenas cumprimentos de dever. Não podia se dar ao luxo de tentar descobrir se Hector havia ou não ficado irritado consigo. Se aquilo mudaria ou não algo em sua relação com o alemão. Naquele dia ela seria apenas o que tinha de ser, a futura rainha dos Estados Unidos da América, nada mais. Perder o foco poderia acabar com a farsa que era aquele noivado.
Caroline já havia falado com os repórteres e já há dez minutos saíra para direcionar os mesmos para o local combinado. Dias antes pedira para a dama marcar com o alemão o dia e o horário que aconteceria o noivado. Não o estava evitando, ainda que pudesse parecer tal coisa, apenas não encontrara tempo para vê-lo novamente. Assim que o relógio apitou, a Roosevelt deixou o escritório e rumou para a ala onde o quarto de Hector estava. Bateu algumas vezes contra a porta do noivo, esperando a mesma abrir-se. Assim que viu a maçaneta se mexer engoliu em seco, segundos seguintes tendo o rosto dele em seu campo de visão. Um sorriso percorreu seus lábios, mas não um que simbolizava alegria ou nada parecido e sim um cumprimento talvez cumplice já que nenhum deles estava ansioso para aquilo. ❝ —– Está na hora.❞ Murmurou, erguendo uma das mãos na direção do mais alto e esperando que ele a pegasse para poderem rumar ao jardim para executarem com precisão o que haviam ensaiado na semana anterior.
“Smile, because it confuses people. Smile, because it’s easier than explaining what is killing you inside”_the Joker
@carrienotsostrange ♡
❝walking the wire ❞ ravenna&elena
elenavgx:
Desde que a conhecera no baile, Elena sentia que a futura rainha não era apenas uma imagem, mas por dentro também uma pessoa muito boa. Olhou para o lado quando esta chamou sua atenção. Estava até então sentada na mesa da cozinha, com um copo na mão e olhando para frente. A verdade era que desde o julgamento o clima no palácio não era o mesmo, e a mexicana se sentia meio perdida sem saber se devia seguir para a esquerda ou para a direita. “Estou pensando Rav.” Usou o apelido sem se importar se estaria forçando intimidade. Realmente gostava da mais velha. “As coisas estão diferentes, você sabe.” Comentou apenas para que pudesse se explicar rapidamente. Sabia que Ravenna também tinha sentido as mudanças desde os últimos acontecimentos. Ela talvez, até mais que as selecionadas. Sorriu abertamente com o convite feito. Elena estava realmente precisando sair um pouco daquele palácio. “Nunca que eu iria recusar um convite da minha futura cunhada.” Brincou levantando-se em um pulo e parando ao lado de Ravenna. “E eu preciso sair daqui um pouco…” Suspirou começando a andar lado a lado com a princesa americana em direção a saída do palácio. Parou no caminho quando lembrou-se da menção ao aniversário da mesma. “EI! É mesmo o seu aniversário? Como não ficamos sabendo disso?” Questionou imaginando qual seria o motivo para não ter uma comemoração do aniversário da princesa. Assentiu então, quando notou que era claro que não estavam em clima para festa.
Ravenna era com toda certeza um exemplo a ser seguido. Era uma pessoa forte, que tomava as decisões certas, sempre levando em consideração seu país e sua família antes de qualquer coisa, nunca era fácil, mas ela conseguia fazer mesmo assim. Elena gostaria de ser um pouco mais como ela. Quem a conhecia antes da seleção, sabia que seu pai tinha motivos para não confiar cegamente nela. A mexicana nunca fora a maior fã das responsabilidades de princesa, e sempre que podia fugia, muitas vezes literalmente, destas. Agora que algumas de suas prioridades haviam mudado, e ela estava descobrindo outras faces de si mesma, sentia vontade de ser uma princesa melhor para seu país. Sentia vontade de ser uma princesa melhor também para Ryan. Sabia que além de uma companheira que o amasse, ele procurava também por uma líder e olhando por esse lado, Elena não era a melhor candidata. Na verdade era provavelmente a última na lista do príncipe nessa parte, já que mesmo no julgamento deixou-se levar pelos sentimentos e lágrimas ao invés de se mostrar forte como as outras selecionadas. Não queria perder o coração de seu príncipe por atitudes como aquela. Talvez Ravenna pudesse lhe ajudar. “Sabe que será uma grande rainha, certo?” Questionou aleatoriamente deixando seus pensamentos tomarem voz enquanto seguiam em direção a cidade.
❝ —– Não chegou a questionar sobre o que Elena pensava, a moça provavelmente diria caso se sentisse à vontade. Apenas balançou positivamente a cabeça com o dizer alheio. “Diferente nem sempre é sinônimo de ruim. Mudanças assustam todo mundo. Depois de uma fase ruim vem sempre uma fase boa.” Com um singelo sorriso, observou a mais nova empolgar-se com seu convite. Não tivera muita oportunidade de conversar com muitas selecionadas então sempre que lhe surgia a oportunidade fazia o possível para conhecer melhor as moças já que uma delas seria parte de sua família num futuro. O riso anasalado juntou-se ao da outra, caminhando ao seu lado para fora. “Sua confiança é maravilhosa!” Exclamou. Sua frase seguinte foi dita como um segredo seria pronunciado, com voz baixa e sussurrada. “Não é só você…” E nem apenas Ravenna. Todos do palácio pareciam desesperados para sair daquele clima monótono. “Sim, é sim.” Assentiu, encolhendo levemente os ombros com um olhar para a mexicana. “Seria rude fazer uma festa quando tantas pessoas estão abaladas pelo acontecimento recente. E de qualquer maneira, prefiro passar meu aniversário com você e meu povo.” Disse com um curvar sincero dos lábios para cima. Ravenna não costumava sempre querer algo extravagante e chique em seu aniversário, preferia passar o dia consigo mesma ou com os familiares e amigos, que ela se recusava a chamar de súditos. A pergunta de Elena a tomou de surpresa, fazendo-a engolir em seco no mesmo momento e encarar os próprios pés. Não, ela não sabia. Na verdade, ninguém duvidava mais de sua capacidade para reinar do que ela própria. Notou que o silencio estava começando a se instalar entre ambas, tratando de pigarrear para dizer algo. “Passarei a vida toda tentando, com certeza.” Foi tudo o que conseguiu responder, lançando um sorriso gentil para a mais nova. Adentraram o carro que a norte-americana havia pedido para que retirassem da garagem e logo seguiram pela estrada em meio à densa floresta, em rumo à cidade. Foi apenas uma questão de minutos para descer a colina e pararem no centro de New York. Assim que estacionou e deixou o carro, foi logo para a direção da acompanhante com um ar confiante. “Guia Turística Ravenna Roosevelt apresentando-se para o serviço, senhorita Vega!” Exclamou, animada, com uma risada que logo se seguiu quando fez uma reverencia, como se segurasse a barra da saia de um vestido invisível. Colocou-se ao lado da moça, voltando a entrelaçar seus braços e dando uma boa olhada em volta antes de retornar a atenção para Elena. “O que acha de tomarmos um café da manhã para começar direito o dia, hum? Conheço um lugar que sei que vai adorar tanto quanto eu.”
Caminharam por pouquíssimo tempo para então chegaram a uma construção de tamanho mediano cuja grande placa acima dizia ‘DULCE CIELO –Doceria, padaria e restaurante’. Adentraram o estabelecimento, certamente um de seus favoritos em toda a cidade. O lugar era tão aconchegante que, não importando de onde você viesse, era como se estivesse sendo recebido na própria casa. “Bom dia, Walter!” Exclamou, aproximando-se do balcão e sorrindo para o senhor que estava do outro lado. Os olhos amendoados de Walt quase saltaram ao vê-la, correndo para o outro lado com os braços erguidos em sua direção. “Ravenna, mi querida!” A morena sequer hesitou em abraça-lo em retorno, o homem e sua esposa, Vivian, eram queridos amigos de longa data, trabalhavam ali desde que ela nascera. Já sabia que os abraços alheios eram sempre apertados ao extremo e por sorte segurou a respiração por tempo o suficiente até que Walter a soltasse, com um sorriso tão largo quanto o seu. “Que maravilhosa visita!”
“Desculpe demorar tanto para voltar. As coisas andam bem agitadas por lá.” Lançou um olhar cúmplice para a Veja antes de voltar a encarar o mais velho, dando-lhe algumas batidas no ombro. “Ah, Walt. Eu adoraria apresentar você a uma pessoa muito especial.” Puxou sutilmente o braço do homem, virando-o na direção da princesa mexicana. “Walt, essa é a Elena. Elena, esse é o Walt, os avós dele vieram do México para cá faz bons anos e fundaram esse lugar maravilhoso. Aqui é muito conhecido por misturar a cultura mexicana com a americana.” Apresentou, dizendo orgulhosamente cada palavra, pois nada poderia expressar melhor o sentimento que tinha por aquele lugar e a família fundadora do que orgulho. “Ravenna, trouxe a própria princesa do México para meu estabelecimento e nem me avisou?” O homem enfim disse após segundos estáticos revezando o olhar sobre Elena e Ravenna. Como a americana previra, o amigo não tardou em erguer os braços para Elena também e abraça-la. Soltou um riso baixo, a família dele sempre fora imensamente carinhosa e acolhedora, coisa que passavam com perfeição em seu trabalho. “Es um inmenso placer conocerla personalmente, alteza.” Ele dizia, tomado por completo pela emoção. Quando Elena aceitara sair consigo para a cidade o primeiro lugar que lhe veio à mente para leva-la foi aquele. Walter sempre lhe contava com lágrimas nos olhos histórias que ouvira dos avós sobre a terra natal. Sabia como ele amava o México e quanto significaria para ele conhecer Elena. O mais velho não demorou para empurrar as duas para uma mesa, dizendo que lhes prepararia um café da manhã caprichado para comemorar seu aniversário e a visita de Elena. Assim que o viu se afastar, Ravenna pousou os olhos sobre a menos, sorrindo um pouco sem graça. “Espero que não tenha se incomodado em virmos aqui. Ele nasceu em New York, mas fala do México como se fosse seu país de origem e conhecer você seria um momento muito especial pra ele. Desculpe não ter dito antes.” Soltou uma risada baixa, prensando os lábios em seguida.
“Mas então, como você está? Com tudo isso que aconteceu, digo.” De todas as princesas que depuseram no julgamento Elena foi, de longe, a mais abalada. A Roosevelt lembrava-se bem do quão irritada e decepcionada estava naquele momento, se não fosse por Hector ela sequer teria conseguido permanecer no Salão até que todos houvessem deposto. Porém, as lágrimas da Veja lhe deixaram incomodada por estar julgando tudo pelo seu ponto de vista e não analisar pelo dos outros também. Ravenna tendia a ser imparcial, fora treinada para tomar atitudes com a mente e não o coração, mas um ato contra a sua família fora o suficiente para seu coração falar bem mais forte. Após o julgamento conseguiu pensar melhor a respeito, conversando com algumas pessoas que conheciam Alice e Achille melhor que ela. “Ela é sua amiga, não? Adalizia.” Questionou, mas apenas por educação já que notara claramente a amizade de ambas nas falas de Elena. A norte-americana soltou um suspiro, não pretendendo mentir para a moça em sua frente sobre como se sentia, mas tampouco querendo ofendê-la e desmerecer alguém que ela amava. “Não possuo nada a favor dela, infelizmente só conheci esse lado até agora, mas sinto muito, mesmo assim. Nós da realeza não possuímos amizades confiáveis, são poucas as reais então imagino o quão difícil deva ser ficar longe dela.” Assentiu às próprias palavras, ainda que não soubesse ao certo como era. Exatamente do modo que havia dito, ela poderia apenas imaginar. Ravenna nunca tivera tempo para amizades, sua vida fora tomada por treinos e aulas. “Mas ela vai continuar na cidade. E como pode ver, é bem rápido vir até aqui. Você pode se sentir à vontade para pegar um dos carros ou pedir que a tragam para visita-la. Afinal, logo aqui será como uma nova residência, não é mesmo, cuñada?” Retrucou, lançando uma piscadela para a outra ao repetir sua fala de outrora.❞
❝there’s a calm before the storm❞ ravenna&hector
hectorxroeger:
{ flashback }
Com os braços cruzados em firmeza fronte o corpo, o herdeiro da nação germânica mantinha o olhar sobre o horizonte que sombreava na premissa de uma tormenta que pouco iria cair nas graças de seu parco agrado; Em razões que lhe fugiam o próprio compreender, era inevitável não se postar em um aborrecer singelo para com a mudança brusca no clima do país que o acolhia. Não era por completo sobre tal detalhe que o pensamento de Hector vinha a jazer, todavia, mas sim sobre o tópico iminente de seu futuro já traçado por ideias que não haviam partido de si. Ainda que em segundo plano no entremeio das tensões que acometiam o palácio no decorrer das últimas semanas, o casamento que viria a protagonizar com a herdeira norte-americana se fazia constante aos assuntos comentados - e jamais parecia fugir em sua totalidade dos pensares fluídos do loiro. Já resignado com o porvir em companhia de um alguém que ainda mal conhecia, o Röeger se questionava em silêncio sobre como conseguiria se portar em um coexistir embasado por meios puramente políticos.
Absorto ao refletir da situação que muito se afastava do próprio controle, Hector apenas veio a notar a presença de um novo alguém quanto tal se fez audível - na voz que já tão lhe era familiar. Imperturbável em seu modo inconfundível, o mais velho levou o olhar até a figura da princesa herdeira antes de arquear levemente as sobrancelhas pelo que lhe era dito. ‘ Ah, sei bem… Mas sou da opinião de que a esperança deve ser a última a morrer. ’ Replicou em calma, antes que o simples esboçar de um sorriso cruzasse seus traços em corolário do riso que vinha a escapar Ravenna. Com a americana agora ao seu lado, o Röeger tornou o foco de sua atenção ao aproximar das nuvens enegrecidas; Aproveitava o tempo, também, para seguir as vias de esquecer o acontecido de noites atrás onde todas as suas barreiras se encontravam ineficazes e dormentes na presença da futura esposa - ainda que contra a própria vontade, a morena parecia ser capaz de arrancar de si uma gama de reações com as quais jamais havia aprendido a lidar.
Não se perdeu aos fatos por tempo demais, conquanto, ao que a atenção mais uma vez se viu sobre Ravenna que agora lhe dispensava um toque pouco planejado - mas não igualmente bem vindo. Os olhos azuis se prenderam aos da Roosevelt no decorrer de suas palavras, e em atos nada além de inconscientes, os próprios dígitos se apertavam com leveza sobre aqueles tão menores. ‘ Não só pelas aparências, Ravenna, nós vamos passar o resto de nossas vidas juntos… O mínimo que eu posso fazer é deixar as coisas um pouco mais toleráveis para você. ’ Apenas do tom imutável que carregava consigo na maior parte do tempo, Hector buscava colocar nos próprios dizeres a genuinidade que tinha em si; Ainda que não chegando a se incomodar com o fato de ser reservado em demasia, tinha consciência do quão incomodo o fato poderia ser para aqueles que o cercavam - e suspeitava que a noiva já havia tido sua boa cota de desconforto com o mesmo fato.
A mão livre, então, foi de encontro àquela que já se fazia em apoio sobre a outra, apenas para o realizar do ato de tê-la segura entre ambas. Ao instante seguinte, o linear surpreso se deu notável em suas ações conforme o beijo foi selado contra sua tez, em um dos maiores contatos já protagonizados entre si e Ravenna desde o conhecer. As sombras de um sorriso mais uma vez lhe adornaram as feições, enquanto um pequeno suspirar lhe escapava por entre os lábios. ‘ Eu prometo que vou fazer o meu melhor. Apenas tente não me empurrar das escadas nos momentos em que se irritar… ’ Projetou um pequeno brincar em defesa do momento tão pessoal no qual se encontrava. O afastar dos dígitos alheios dos próprios se fez real nos segundos seguintes e, em silêncio, o herdeiro alemão permitiu o fechar dos próprios em vias de ignorar a imprevisível carência que sentia do toque que pouco deveria significar algo para si. A atenção seguiu a alheia ao retornar para a nuvem que se fazia praticamente acima de ambos, em pequenos trovoares ao alertar que pouco demoraria para que a chuva viesse a de fato cair. ‘ Eu acho que já deveríamos entrar, princesa… Só mais alguns minutos e vamos estar absolutamente encharcados. ’
❝ —– Conviver com alguém nem sempre era fácil, exigia perseverança de ambas as partes, mas, principalmente, exigia paciência. Quando seu casamento foi anunciado o maior medo de Ravenna era que ela fosse a única a tentar, ou pior, que estivesse tão enjoada da situação que sequer conseguisse qualquer tentativa. Porém as coisas estavam indo para uma direção completamente diferente da que ela esperava. Hector não era a pessoa terrível que ela construíra em sua mente, ele apenas era reservado, o que não era erro algum já que ele certamente se poupava de ser atingido com tanta facilidade. Era, a certo modo, cruel ser um herdeiro. Você deixava de ser uma pessoa para tornar-se um país, deixava de ter escolhas próprias para pensar como um todo e escolher o melhor para, no mínimo, a maioria de seus súditos. Entendia que, ao ver dos outros, ser um herdeiro era sinônimo de uma vida fácil e cheia de mimos, mas todas as vezes que olhava para o noivo ou que conversavam sobre qualquer coisa sequer recusava-se a acreditar naquele pensamento. Ninguém construía barreiras sem algum motivo muito bom, ninguém nascia fechado daquela forma. Ser um herdeiro era quase um sacrifício onde requeria abrir mão de si mesmo em prol de seu povo. Ravenna ainda tinha seus problemas em aceitar aquilo e odiava a si própria por ser tão egoísta e continuar se recusando a abrir mão de seu lado autônomo. Os dois poderiam lidar com as próprias muralhas de maneiras diferentes, contudo isso não significava que fossem assim tão distintos um do outro. Hector usava a frieza para esconder seu lado morno e ela usava seu lado morno para esconder sua frieza.
A Roosevelt precisou de alguns segundos para notar que Hector estava brincando consigo. A cada vez que se encontravam ela tinha mais facilidade para fazê-lo sorrir e ele para acalmar seus nervos a flor da pele. A risada foi crescendo a medida que se aproximava do alemão, imitando seu arquear de sobrancelhas. “Oh, é mesmo? Eu jamais desconfiaria.” Retrucou, mas ainda que em tom de brincadeira, ela falava sério.
A fala alheia lhe soou mais incomoda do que deveria. Não porque não sentia-se grata por ele importar-se tanto em ser bom para ela mesmo nos momentos a sós, mas porque esperava ser boa para ele também. Todavia, não sabia bem dizer o que o incomodava a respeito de si própria para tentar resolver, tampouco duvidava que ele contasse caso o questionasse a respeito, era educado demais para tal coisa. Os dedos entrelaçados com os dele apertaram a mão alheia com mais urgência, abanando a cabeça negativamente. “Não quero que tente sozinho. Eu vou me esforçar também, ok? Para não te estressar demais com o meu… jeito.” Os ombros foram encolhidos juntamente a uma sombra de careta, que logo se desfez graças ao sorriso para provar que suas intenções não eram nada senão sinceras. Eram principalmente em momentos como aquele que desejava tê-lo conhecido antes, talvez assim os dois não teriam demorado tanto para encontrarem certo apoio um no outro. Ao sentir um novo contato contra a parte superior da mão teve de baixar os olhos, ainda que por meros segundos, para fitar a mão livre de Hector agora sobre a sua. Um sorriso involuntário percorreu o canto dos lábios, subindo as orbes para ele novamente. Agradeceu aos céus que não o desenhara naquela tarde, agora tão perto do mais alto podia notar os traços tão importantes que perderia, pois não estivera próxima o suficiente para detectá-los antes. Novamente, tentou decorar o máximo que podia das feições alheias para que a imagem lhe viesse à mente de modo fácil quando encarasse o papel noutro momento.
Aquele fora sem dúvidas o beijo mais sincero que daria nele, ao menos durante um longo período já que os que se seguiriam sempre seriam dados para as pessoas e não para os dois apenas. Por mais singelo e simples, era real. Aprender a valorizar os mínimos momentos reais naquela relação seria sua forma de conseguir lidar com os tantos forjados. O distanciamento do toque contra a pele do loiro até retomar sua postura pareceu durar uma eternidade. Uma eternidade que parte de si desejou que não houvesse se findado. Foi com os olhos presos no céu que perguntou a si própria se momentos como aquele, momentos sinceros, voltariam a acontecer. Temia que após tais acontecimentos Hector voltasse a se fechar dentro de seu castelo interior. De qualquer maneira, lá estaria ela, do lado de fora, insistindo em bater a porta até que ele a deixasse entrar outra vez.
Ravenna sequer segurou a risada com o que ouvira. Ele dizia aquilo e nem conhecera metade de seu temperamento ainda, talvez fosse sensato a sair correndo caso conhecesse o restante algum dia. Estreitou o olhar sobre o Röeger, aproximando-se apenas alguns centímetros antes de responder o mesmo. “Quem sabe eu pense no seu caso, meu caro noivo.” Assentiu, permanecendo séria por poucos momentos e não tardando a voltar a rir. Hector parecia sempre fazer graça de algo em momentos que ela menos esperava que o fizesse, o que só a faria achar mais graça ainda da situação.
O céu já escurecia, tanto pela nuvem cinza agora sobre suas cabeças quanto pela noite que já caía. O vento sutilmente soprava em sua volta, trazendo consigo a chuva que ela tanto esperara por. Deixou um sutil suspiro escapar-lhe dos lábios entreabertos e teria fechado os olhos, apenas esperando a chuva cair, se não fosse pelo comentário de Hector trazê-la de volta para a realidade. O sorriso no rosto da Roosevelt apenas se alargou. “Eu sei!” Exclamou, voltando os olhos para ele e notando sua expressão, que fez seu sorriso se dissolver. “Está brincando, não está? Não gosta de chuva?” Notou quão estúpida era sua pergunta a julgar que ele não parecera contente minutos atrás quando encarava raivoso a nuvem acima. “Estou esperando há semanas para chover. Não ousaria ir para dentro bem agora.” Em uma mistura de confissão e afirmação, a norte-americana revezava o olhar entre o céu e seu noivo. Prestes a dizer que ele poderia ir e deixa-la ali, acabou pensando duas vezes a respeito de querer que ele fosse embora. “You could stay with me.” Prensou os lábios uns nos outros após o murmúrio deixa-los, encarando-o esperançosa que ele permanecesse ali consigo. “Vamos…” Disse baixinho, empurrando-o com suavidade pelo ombro. “É só água.❞
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❝ —– Ravenna cumprimentou a guarda como se tivesse também um chapéu em sua cabeça, rindo em seguida. “ Ah eu imagino o quanto sinta falta. Eu deveria adiantar suas férias para você ir rever sua família, eles também devem estar sentindo a sua.” Comentou, eram poucas as vezes que lembrava-se de ter visto Monna viajando para casa. “Obrigada! Eu gosto de saltos, mas estou afundando na grama como se fosse areia movediça. Pedi que me buscassem um sapato baixo ou eu vou acabar caindo feio aqui.“ Exibiu uma careta, que se seguiu por uma risada, acompanhando a da mais nova. "E eu adoraria visitar o Texas. Mas com os preparativos do noivado fica tudo corrido. Quem sabe eu não convença o Hector?” Titubeou, remexendo seus ombros. Entrelaçou o braço com o da moça, caminhando com a mesma por entre as belas e variadas tendas. Os olhos claros da Roosevelt rolaram com o comentário alheio. Empurrando a morena ao lado levemente apenas para provoca-la. “Eu achei que você não teria tempo para mim, isso sim. Mas sim, com certeza estou! Esta tudo maravilhoso e todos estão tão animados por poderem partilhar suas culturas. Deveríamos ter eventos assim mais vezes. E você, o que está achando?”
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❝ —– Hey there, Texas!” Ravenna cumprimentou a guarda, cutucando o braço alheio com o cotovelo e uma risada baixa. “Quando me disse que homenagearia sua cidade eu jurava que estava apenas brincando. Adorei! Acho que nasceu na cidade que mais combina com você nesse país.” Principalmente a parte sobre o porte de armas. Os olhos da Roosevelt percorreram o Central Park, estava tudo brilhante e colorido, exatamente como ela pensara que deveria ser quando planejaram o evento. Estava a caminho de algumas tendas quando avistara Monna e precisou parar para falar com a guarda por alguns momentos. Abriu a boca para dizer que iria ver os “países” por aí, mas a morena estava sozinha, não pareceu decente deixá-la sozinha ali. “Eu sei que não está trabalhando hoje, mas não quer ver as tendas comigo? Só como amigas, nada de trabalho.❞
We are all ordinary. We are all boring. We are all spectacular. We are all shy. We are all bold. We are all heroes. We are all helpless. It just depends on the day.
Brad Meltzer (via wordsnquotes)
❝ RAVENNA DAHLIA ROZENSKY ROOSEVELT LOOK
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