Não é a melhor ideia, mas faça o que quiser.
Ah, vai me dizer que não acha legal usar alguém de isca para pegar o assassino?

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@s--castellanos
Não é a melhor ideia, mas faça o que quiser.
Ah, vai me dizer que não acha legal usar alguém de isca para pegar o assassino?
Acho que não da certo eu cozinhar pra outras pessoas.
Nah, que isso. Você nem tentou. Eu pensava a mesma coisa, foi só praticar, mudei de opinião.
Eu não sei direito o que eu vi para ser sincero…
Então pode tentar descrever? Mesmo que seja uma coisa ilógica, já ouvi de tudo por aqui.
Será um prazer cozinhar ao seu lado.
E será um prazer ter a senhora de ajudante. Se nada der certo, podemos abrir uma food truck por aí.
Se você não me der detalhes do que está tentando contar, não vou conseguir te ajudar.
Vou tentar não fazer muita bagunça, então. Sabe fazer alguma outra coisa na cozinha?
Se fizer, pode me ajudar a limpar.
Sim senhora. Qualquer receita que me der, se não for muito complexa, posso fazer.
Seria muito divertido ver o senhor coberto de ovos.
Até poderia ser, mas o cheiro não ia ser tão legal. E como não sou um bom dono de casa, a sujeira ia ser pior ainda.
Sério, quer me ensinar senhor Castellanos?
Ensino sim, senhora Gallagher. Só não vale jogar ovo em mim, ou fazer uma piscina de ovos.
Eu definitivamente desisto de fazer omeletes, minha cozinha vira uma piscina de ovo, e não tenho vontade de limpar isso toda vez que tento cozinhar um omelete.
É sério que você não sabe fazer um omelete?
The book | Fiona&Sebastian
O livro achado no chão da delagacia levantava suspeitas, cheio de rabiscos e desenhos estranhos, com algumas frases de Poe sublinhadas, os rodapés continham frases em Latim que não faziam muito sentido. Aquilo parecia valer a pena investigar, saber o que era tudo aquilo. O que antes era um simples exemplar de um livro escrito por Edgar Allan Poe, se transformou em algo estranho, de díficil compreensão, mas que certamente não devia ser descartado. Aquilo era alguma coisa, e parecia ser importante.
Fiona e Sebastian foram os que encontraram o exemplar, os símbolos eram familiares ao homem, e então eles decidiram ir até a casa dele investigar o livro. Entraram na SUV preta de Fiona rumo a casa de seu colega de trabalho.
Ao entrar no carro da colega, foi levado a pensar porque ainda não tinha um carro. Ou uma ou uma carroça. Algo que lhe transportasse até o trabalho, e não tivesse que andar tanto. Era como dizia aos antigos parceiros, fumantes não devem correr, nem andar longas distâncias. E que ideia maravilhosa fora essa de morar longe do trabalho? Só podia ser o senhor Castellanos. Não era hora de pensar em tais coisas, talvez mais tarde o fizesse. Sua atenção era do livro que cuidadosamente colocou sobre suas pernas. A curiosidade pedia que abrisse o livro novamente, que tentasse ler. Conseguia evitar pelo fato de saber pouco latim, e nem saber o que os símbolos ali rabiscados significavam.
Evitou o celular todo o caminho, ensinando para Fiona como se chegava em sua casa. Esperou que a moça estacionasse o carro para tirar o cinto, abrir a porta e sair. Sua casa era uma das mais simples na rua, e isso não o incomodava nem um pouco. Para quem morava num dos melhores bairros de Los Angeles, era simples demais. Ao chegar perto da porta, pôde ouvir o barulho da coleira do cachorro, que provavelmente sentira seu cheiro, e ia fazer todo um escândalo quando entrasse na casa. Tinha razão, já que o cachorro estava consigo desde que o mesmo era só um filhote. Destrancou a porta e abriu, dando passagem. - As damas primeiro. - Entrou logo em seguida, ligando a luz. A sala tinha um sofá, uma pequena mesa de centro, e uma mesa mais afastada, onde tinha uma vitrola. Em volta dos móveis, várias pilhas de livros. Bem organizados, até.
- Klaus, essa é a Fiona. Mostre que tem modos. - O cachorro o encarou como se não tivesse entendido, mas logo seguiu para o sofá, onde pulou para o mesmo e se sentou. Sentou-se ao lado do cachorro, semicerrando os olhos para o livro. Viu uma pequena ponta se soltando na capa do mesmo, e acabou por puxá-la. Um adesivo soltou-se, que fixava o nome do suposto autor do livro. Edgar Allan Poe. Arqueou as sobrancelhas, concordando com a cabeça. - Não é um livro do Poe. É só um disfarce. Mal feito, ou bem velho. - Acabou por retirar também o título do livro, separando ambos adesivos. Entregou o livro para Fiona, e se levantou. - Me dê um minuto. - Se aproximou de uma das pilhas de livros e começou a olhar um por um. Separou três livros médios da primeira pilha, e seguiu para uma mais distante. Nesta, pegou dois livros, um deles maior, e aparentemente mais antigo. Voltou a se aproximar, e também a se sentar.
Colocou os livros no braço do sofá, ficando somente com um no colo. Pegou o livro que iria investigar e o abriu, fazendo o mesmo desajeitadamente com um dos livros que tinha pego, um médio. Folheou o mesmo até achar um dos símbolos iguais, arqueando as sobrancelhas. - Isso é um símbolo Maçônico. - Apontou para o símbolo nas páginas do livro menor. - Agora eu lembro, meu pai tinha várias coisas com esses símbolos. Ele fazia parte da Maçonaria. - Logo abaixo do símbolo, haviam algumas escritas, cujo estavam em latim. Fechou o livro e tratou de pegar outro, que era um dicionário. - Vai demorar um pouco, paciência. - Intercalou olhares entre os livros, olhando palavra por palavra. Era claro que aquilo fosse demorar, mas com a memória que tinha, não ia ser tão difícil. Assim que terminou, fez aspas com os dedos. - "Toda de branco, vi-te reclinada, sobre violetas; e o luar caía, sobre a face das rosas, sobre a tua, voltada para os céus, ai! de tristeza." - Meneou a cabeça, olhando para a colega de trabalho. - Isso sim é Poe. É do poema "Para Helena". Não faz sentido. - Deu de ombros, a expressão claramente confusa.
Um pouquinho? Um pouquinho é eufemismo, deve ter sido bem complicado. Me sinto bem mais sortuda agora.
Fui, a primeira vez em vinte e três anos. É o que parece. Agora além de protegermos a nossa vida, temos que segurar nossas bolsas com atenção. A vida em Barrow já foi mais fácil. Psicologia é meu paraíso na Terra. Direito, uma carreira interessante. E o que você faz aqui?
Foi exatamente isso. É, tem sorte de atualmente deixaram apresentar o trabalho em grupo.
Esta é uma das cidades de interior que prova que nem todas são o paraíso do silêncio e da calma. Psicologia é intrigante. Quando posso, leio alguns livros sobre. Sou investigador, estou trabalhando no assassinato das garotas. Aliás, estamos conversando, e eu nem me apresentei. Que educação. Enfim, sou Sebastian. Você é?
Tudo manuscrito? Deve ser sido muito difícil. Eu estou tendo dificuldade para escrever o meu, e eu ainda tenho ajuda.
Nem me fale! Eu fui roubada na semana passada, então sem o computador, apenas sobra o pen drive. Psicologia, e você, no que se formou?
Tudo manuscrito. Sem contar a parte de encadernar, apresentar...Posso dizer que foi um pouquinho complicado. Mesmo tendo ajuda.
Foi roubada? O índice de roubos nessa cidade só aumentou depois desses assassinatos...Que coisa estranha. Psicologia é um curso interessante, era minha segunda opção. Direito. Sou formado há 12 anos, e estudo até hoje.