A robotização de uma sociedade antisocial
Alex Nunes
Em um dia sentado no braço do sofá, descansando de mais um dia corrido, estava assistindo a um documentário da National Geographic Channel sobre a Revolução Industrial e o desenvolvimento nos processos manufaturados da indústria automobilística, a mudança dos processos de artesanal para o modo fordista me deixou chocado e reflexivo, o meu pensamento voou longe, analisando em quanto à evolução dos processos melhorou a condição de vida por um bocado de tempo.
Ah! Nossa sociedade moderna, muito ativa no seu cotidiano, que diz respeito ao vai e vem da agitação dos grandes centros, através de pesquisas desenvolveu-se muito mais nesse último século que nos demais, no modo de pensar filosofia, científico e político, mas sem dúvida o que merece maior destaque, e que mudou o mundo desde meados de 1760 até a atualidade é a tecnologia intensamente presente. O leitor concordará comigo, pois uma viagem de metrô revela tudo, lembro-me de pessoas sentadas frequentemente aproveitam o tempinho com o celular na mão, a conversar com todos de sua vasta amizade virtual, menos com seu amigo de escola que o acompanha para a escola, todavia os que conversam mesmo assim não largam os aparelhos eletrônicos, ligando-se a eles por outro condutor às orelhas.
Ao final do gozo mental tento me desligar do assunto, porém ele não se vai, na sala encontro familiares a conversar, o leitor dirá agora que estou errado por essa socialização, eu até concordaria se a conversa mesmo fosse pela boca, os dedos rápidos a digitarem no celular para uma pessoa que está a menos de 2 metros de distância, arhh que revolta!!! Pessoas alienadas, que bom que eu não sou assim tbm, na qual a tecnologia tira o melhor do viver em sociedade. Finalmente volto a fazer minhas tarefas.
No final do dia estou a trabalhar em um artigo científico, de repente falta energia. Penso logo o trabalho acadêmico que eu estava fazendo se perdeu, não!!!! Felizmente eu estava utilizando o Google docs., bendito seja Sam Shiallace, e logo peguei meu celular para prosseguir escrevendo por ele. Com o retornar do susto me cai a ficha, estou tão vinculado à tecnologia quanto todos que eu denegri há pouco? Essa pergunta me perseguiu durante a noite, e de três em três horas acordava indignado. Como pode ser a criatura tão necessária para seu criador?
Na manhã seguinte uma reportagem publicada no jornal da Folha de São Paulo aliviou minha desgraça, o tema era “tecnologia como bem para a humanidade”, a princípio, a critiquei antes mesmo de ler, mas após o impulso de saber seus argumentos minha face foi se transformando, pois relatava a tecnologia sendo usada para gerar energia elétrica, que distribuía a uma grande região, sendo para famílias carentes por preços mais acessíveis (claro que a empresa fornecedora recebia isenção dos seus impostos). Refletindo sobre a tecnologia modificando a sociedade, percebi pontos positivos e negativos trazidos por ela, negativos que se implicam exclusivamente a maneira como as pessoas decidiram utilizar-lá, e positivos como a do Google
docs, energia renovavel, entre outras que melhoram as condições de vida da humanidade, por isso o que precisa ser alterado é a sociedade, e não suas criações, pois percebi que pode haver uma boa utilização da tecnologia e a criatura ser benéfica a seu criador, o que mudou meu pensamento crítico, pois a robotização foi proposta à sociedade sim, mas também ninguém é obrigado a aceita-la e agir favoravelmente.















