manifesto_Bixapreta - HD 1080p from VAGALUZES FILMES on Vimeo.

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@sandravagaluzes
manifesto_Bixapreta - HD 1080p from VAGALUZES FILMES on Vimeo.
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Mares do Desterro - trecho para Som from VAGALUZES FILMES on Vimeo.
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clipe_Antonietas from VAGALUZES FILMES on Vimeo.
[doc_6', hd, 2021, br] direção fotografia montagem SANDRA ALVES
composição ELÔ GONZAGA cantoras
O projeto "Antonietas" propõe uma intervenção que dialoga com o presente, de modo a reunir a riqueza musical em associações singulares com o processo ativo de democratização e reconhecimento do protagonismo negro.
participação especial grupo MITTOS quilombo VIDAL MARTINS grupo É DA NOSSA COR produção VAGALUZES FILMES
georgette_fadel_comenta_maresdodesterro_VFinal from VAGALUZES FILMES on Vimeo.
teaser_mares _vertical_vf1.mov from VAGALUZES FILMES on Vimeo.
doc NHANDEREKO from VAGALUZES FILMES on Vimeo.
[doc, HD, cor|pb, 60', 2020, br] A língua guarani não diferencia cultura de ecossistema, é tudo o sistema da vida e também um modo de ensinar. Explorando esta ideia o doc Nhandereko - comida e educação viajou de sul à norte do Brasil junto a educadores do Slow Food Brasil, interagindo política e poeticamente com realidades que conectam alimentação, educação e transformação socioambiental. Comunidades tradicionais e de periferia urbana, acampamentos e assentamentos da reforma agrária, restaurantes, sítios agroecológicos, pontos de cultura alimentar, mercados, todos vistos como espaços educadores. Microrrevoluções que se apropriam do sistema alimentar como um caminho repleto de veredas para se ensinar de forma emancipatória e atraente, imersas num contínuo e sensorial processo educativo que têm na experiência e no afeto fontes sutis e potentes de transformação.
Ficha Técnica Direção: Sandra Alves Roteiro: Gabriella Pieroni e Sandra Alves Pesquisa e produção: Gabriella Pieroni Imagem, som e edição:Sandra Alves Música: Leonardo Trincabelli Produção: Vagaluzes Filmes Finalização: Imagem.Desejo Filmes Realização: Slow Food Brasil Educação/Associação Slow Food Brasil Apoio: MISEREOR através do Projeto Caracol: fortalecimento autonomia e participação social em comunidades produtoras de alimentos
Mares do Desterro | teaser #1 from VAGALUZES FILMES on Vimeo.
SEAS OF THE BANISHED ficção | 4K | pb | 100' | 2022 | br
script AMILCAR M. CLARO
direction, photography and camera-woman SANDRA ALVES
production VAGALUZES FILMES
cast Debora Ingrid Georgette Fadel Ianô Hak Luciano Bortoluzzi Sofia Bortoluzzi Rodrigo Bortoluzzi
sinopse Jovem mulher, detentora de importante segredo e inconformada com a opressão, explicita dinâmicas individuais e das relações estabelecidas em sua família que vive isolada numa praia deserta há dez anos.
Una joven, descontenta con la opresión y poseedora de un importante secreto, expone las dinámicas individuales y las relaciones establecidas en su familia, que ha vivido aislada en una playa desierta durante diez años.
A young woman, holding an important secret and refusing to bow to oppression, exposes the individual dynamics and relationships established in her family that has lived in isolation on a deserted beach for ten years.
+ infos: vagaluzesfilmes.com.br/maresdodesterro
Quando tudo isso acabar | Kamilla Nunes from VAGALUZES FILMES on Vimeo.
[doc | pb/cor | HD/RAW/celular | 7'7" | 2021]
roteiro e direção | Sandra Alves música | Hedra Rockenbach edição | Sandra Alves estação ilha | imagem..desejo filmes still | Kamilla Nunes imagem | Ruchita
"Quando tudo isso acabar" enreda os dias de Kamilla Nunes até hoje. Após decretado o confinamento no Brasil no início de 2020, por conta do vírus misterioso à solta de contágio fácil. Pessoas viraram riscos, retas passaram a demarcar a distância entre os corpos. Saliva, pele, toque. Tudo foi confiscado, de uma hora para outra, como fora da normalidade do convívio, as relações perderam o calor dos abraços.
Passa o tempo, mas a pandemia não passa. E tem que se encarar o volume acumulado no corpo, os sentimentos à tona, medos que escapam das sombras. Como plano de fuga surge um relato diário da artista aprisionada no seu abismo entre paredes.
Assim sucederam os meses. Dia a dia, encharcando o pincel em tinta, traçando afetos, protestando imagens no papel, documentando a falta que asfixia, o fato e a vida afetada. Como escolha de ação, a artista desmancha a temporalidade maturada em desenhos, ilustrações e instalações produzidos ao longo desse período. Também é uma forma de tentar diluir o peso da gravidade. Não negá-la.
A exposição "Quando tudo isso acabar" reúne o acervo deste processo, exibida de 11 de março a 30 de abril de 2021 na Helena Fretta Galeria de Arte, em Florianópolis.
kamillanunes.com
portfólio_sandraalves_dez2020 from VAGALUZES FILMES on Vimeo.
mini bio: realizadora, fotógrafa, documentarista, midiativista e artista visual, envolvo-me no processo completo da realização dos projetos atuando em diferentes departamentos, desde a concepção, criação, com ênfase na fotografia, direção e montagem. sou idealizadora e diretora da Vagaluzes filmes e da imagem.desejo filmes
filmografia fotografia + câmera + montagem + direção
> Mares do Desterro [longa-metragem, 4K, 100’, ficção, p&b, 2022] prêmio edital MinC Longa BO 2016, em finalização. > Percepção de Risco [longa-metragem, HDV, 77’, doc, cor, 2009] prêmio de ‘Melhor Longa Metragem’ Troféu Alcantarea Imperialis, no 4º Festival Internacional de Cinema Socioambiental de Nova Friburgo/Rj > Nhandereko, comida e educação [média-metragem, HD, 60’, doc, cor, 2020] > Corpo em denúncia [videoarte, HD, 3'30", cor, 2020] > Imersão na Floresta Amazônica [série documental 360º |RV OMNI, 3 episódios de 3’, 2018] > Cultura de Engenho, patrimônio e resistência [média-metragem, HD, 52’, DOC, cor, 2017] > Ato contra o Impeachment [curta-metragem, HD, 7’, doc, 2016] viral via Mídia Ninja > Corpo em denúncia [videoarte, HD, 3'30", cor, 2020] > Imersão na Floresta Amazônica [série documental 360º |RV OMNI, 3 episódios de 3’, 2018] > Cultura de Engenho, patrimônio resistência [média-metragem, HD, 52’, DOC, cor, 2017] > Ato contra o Impeachment [curta-metragem, HD, 7’, doc, 2016] vídeo viral via Mídia Ninja > Marcha das Vadias [curta-metragem, HD, 2’50’’, doc, pb, 2016] > Uma nova morte para acordar um velho sonho [vídeo arte, imagens de celular,2'30", cor, 2016] > Memória em 4 tempos [série documental, HD, ep.de 3’, DOC, cor, 2016] > Ethos [videoarte, HD, 2’35”, cor|p&b, 2016]> > As mudanças do clima e seus novos protagonistas [curta-metragem, HD, 10’, doc, cor 2015] > O cooperativismo no semiárido brasileiro [curta-metragem, HD, 13’, doc, cor, 2015] > Engenhos da cultura, teias agroecológicas [HD, 35’, doc, cor, 2014] > Kaingang [Série documental, | HD, 4 episódios de 20’, 2014] > Yansãs [curta-metragem, SUPER 8MM|HDV, 3ʹ, doc, 2009]. > Uma janela entre nós [curta-metragem, HDV, 4’50ʹ, doc, pb, 2009] > Memóriaemoção [curta-metragem, DV, 13’, ficção, 2004, Portugal/Brasil] > Conny [média- metragem, HDV, 21’, doc, 2007] > Pássaros Raros, Protesto, Metakinema, Babel [[curta-metragem, MAVICA, série 4 filmes de 1’, 1999].
realização + montagem + direção [principais trabalhos]
> Mares do Desterro [longa-metragem, 4K, 100’, ficção, p&b, 2022] prêmio edital MinC Longa BO 2016, em finalização.
> L'amar [média-metragem, 35mm, 19’, ficção, cor, 2003] prêmio edital cinemateca catarinense 2001 | duas menções especiais
> Percepção de Risco [longa-metragem, HDV, 77’, doc, cor, 2009] prêmio de ‘Melhor Longa Metragem’ Troféu Alcantarea Imperialis no 4º Festival Internacional de Cinema Socioambiental de Nova Friburgo/Rj
> Rendas no ar [longa-metragem, 35mm, 80’, ficção, cor, 2014] prêmio edital catarinense de cinema 2009.
> Nhandereko, comida e educação [média-metragem, HD, 60’, doc, cor, 2020]
> Cultura de Engenho, patrimônio e resistência [média-metragem, HD, 52’, DOC, cor, 2017] prêmio de Estímulo à Cultura Elisabete Anderle / Patrimônio Imaterial 2015].
instagram.com/imagem.desejo/ vagaluzesfilmes.com.br
portfólio_sandraalves_dez2020 from VAGALUZES FILMES on Vimeo.
mini bio: realizadora, fotógrafa, documentarista, midiativista e artista visual, envolvo-me no processo completo da realização dos projetos atuando em diferentes departamentos, desde a concepção, criação, com ênfase na fotografia, direção e montagem. sou idealizadora e diretora da Vagaluzes filmes e da imagem.desejo filmes
filmografia fotografia + câmera + montagem + direção
> Mares do Desterro [longa-metragem, 4K, 100’, ficção, p&b, 2022] prêmio edital MinC Longa BO 2016, em finalização. > Percepção de Risco [longa-metragem, HDV, 77’, doc, cor, 2009] prêmio de ‘Melhor Longa Metragem’ Troféu Alcantarea Imperialis, no 4º Festival Internacional de Cinema Socioambiental de Nova Friburgo/Rj > Nhandereko, comida e educação [média-metragem, HD, 60’, doc, cor, 2020] > Corpo em denúncia [videoarte, HD, 3'30", cor, 2020] > Imersão na Floresta Amazônica [série documental 360º |RV OMNI, 3 episódios de 3’, 2018] > Cultura de Engenho, patrimônio e resistência [média-metragem, HD, 52’, DOC, cor, 2017] > Ato contra o Impeachment [curta-metragem, HD, 7’, doc, 2016] viral via Mídia Ninja > Corpo em denúncia [videoarte, HD, 3'30", cor, 2020] > Imersão na Floresta Amazônica [série documental 360º |RV OMNI, 3 episódios de 3’, 2018] > Cultura de Engenho, patrimônio resistência [média-metragem, HD, 52’, DOC, cor, 2017] > Ato contra o Impeachment [curta-metragem, HD, 7’, doc, 2016] vídeo viral via Mídia Ninja > Marcha das Vadias [curta-metragem, HD, 2’50’’, doc, pb, 2016] > Uma nova morte para acordar um velho sonho [vídeo arte, imagens de celular,2'30", cor, 2016] > Memória em 4 tempos [série documental, HD, ep.de 3’, DOC, cor, 2016] > Ethos [videoarte, HD, 2’35”, cor|p&b, 2016]> > As mudanças do clima e seus novos protagonistas [curta-metragem, HD, 10’, doc, cor 2015] > O cooperativismo no semiárido brasileiro [curta-metragem, HD, 13’, doc, cor, 2015] > Engenhos da cultura, teias agroecológicas [HD, 35’, doc, cor, 2014] > Kaingang [Série documental, | HD, 4 episódios de 20’, 2014] > Yansãs [curta-metragem, SUPER 8MM|HDV, 3ʹ, doc, 2009]. > Uma janela entre nós [curta-metragem, HDV, 4’50ʹ, doc, pb, 2009] > Memóriaemoção [curta-metragem, DV, 13’, ficção, 2004, Portugal/Brasil] > Conny [média- metragem, HDV, 21’, doc, 2007] > Pássaros Raros, Protesto, Metakinema, Babel [[curta-metragem, MAVICA, série 4 filmes de 1’, 1999].
realização + montagem + direção [principais trabalhos]
> Mares do Desterro [longa-metragem, 4K, 100’, ficção, p&b, 2022] prêmio edital MinC Longa BO 2016, em finalização.
> L'amar [média-metragem, 35mm, 19’, ficção, cor, 2003] prêmio edital cinemateca catarinense 2001 | duas menções especiais
> Percepção de Risco [longa-metragem, HDV, 77’, doc, cor, 2009] prêmio de ‘Melhor Longa Metragem’ Troféu Alcantarea Imperialis no 4º Festival Internacional de Cinema Socioambiental de Nova Friburgo/Rj
> Rendas no ar [longa-metragem, 35mm, 80’, ficção, cor, 2014] prêmio edital catarinense de cinema 2009.
> Nhandereko, comida e educação [média-metragem, HD, 60’, doc, cor, 2020]
> Cultura de Engenho, patrimônio e resistência [média-metragem, HD, 52’, DOC, cor, 2017] prêmio de Estímulo à Cultura Elisabete Anderle / Patrimônio Imaterial 2015].
instagram.com/imagem.desejo/ vagaluzesfilmes.com.br
doc sementes_vf2-Up to 4K from VAGALUZES FILMES on Vimeo.
5filme MEMÓRIAEMOÇÃO from VAGALUZES FILMES on Vimeo.
vidas negras importam! from VAGALUZES FILMES on Vimeo.
Oscar, por Sandra Alves [fotografia, pb, 2018']. curadora: Marina Moros
[integrante da Exposição Imagem.desejo da artista Sandra Alves agosto, 2018 | O Sítio | Florianópolis, sc].
“Sandra anda assim... Seus olhos nos poros e a natureza à flor de sua pele, à superfície extrema de um grito.
Desejo e máquina, endentados por dedos firmes, produzem a imagem de uma ecosofia. Um corpo de três ecologias. São fortes mãos sensíveis que dão a ver a terra, o globo: ponto suspenso perdido em seu meio, à nervura das relações entre gente, florestas, cachoeiras, e essa natureza do humano imprimindo o movimento de micro explosões cósmicas.
A árvore está agarrada à ponte, suas raízes agora são passagens, vestígios de inundações do puro vivido desejo de imagem, sem representação, de um pensamento sem imagem.
O que está em questão é a maneira de viver, o modo planetário de existir no susto e instante da imagem que captura o mundo mutante acelerado e lhe dá respiro, expansão, magia silenciosa.
Uma ética-política das forças ínfimas, de delicadeza estrondosa. Estética generosa que articula mundos imperceptíveis, corpos informes, poros e povos em sutis aberturas.
Imagem e desejo, aqui, produzem uma só e mesma consistência, um plano que explora sentidos heterogêneos e derrama, em sobressalto, semióticas mistas, íntimas, improváveis, numa dissolução poético-existencial.
Sandra, assim anda, e desliza sua visão por um círculo infindável, como artista funâmbula de afetada, afetável, afetuosa existência imagética. Cada imagem, um afeto. Cada desejo, uma molécula que se revoluciona.”
texto: Clarissa Alcantara | filósofa-artista-performer
[criação tb inspirada no livro "as três ecologias, de Félix Guattari]
"só uma articulação ético-política — a que chamo ecosofia — entre os três registros ecológicos (o do meio ambiente, o das relações sociais e o da subjetividade humana) é que poderia esclarecer convenientemente tais questões.
O que está em questão é a maneira de viver daqui em diante sobre esse planeta, no contexto da aceleração das mutações técnico-científicas e do considerável crescimento demográfico. Em função do contínuo desenvolvimento do trabalho maquínico redobrado pela revolução informática, as forças produtivas vão tornar disponível uma quantidade cada vez maior do tempo de atividade humana potencial.
Mas com que finalidade? A do desemprego, da marginalidade opressiva, da solidão, da ociosidade, da angústia, da neurose, ou a da cultura, da criação, da pesquisa, da re-invenção do meio ambiente, do enriquecimento dos modos de vida e de sensibilidade?
No Terceiro Mundo, como no mundo desenvolvido, são blocos inteiros da subjetividade coletiva que se afundam ou se encarquilham em arcaísmos, como é o caso, por exemplo, da assustadora exacerbação dos fenômenos de integrismo religioso.
Não haverá verdadeira resposta à crise ecológica a não ser em escala planetária e com a condição de que se opere uma autêntica revolução política, social e cultural reorientando os objetivos da produção de bens materiais e imateriais. Essa revolução deverá concernir, portanto, não só às relações de forças visíveis em grande escala mas também aos domínios moleculares de sensibilidade, de inteligência e de desejo."
[trecho do livro as três ecologias, de Félix Guattari]
casa de farinha from VAGALUZES FILMES on Vimeo.
comunidade quilombola do Tartarugueiro | ilha do marajô | Amazônia. videoarte de Sandra Alves [360º, 3'56"', pb, 2018']. curadora: Marina Moros
[integrante da Exposição Imagem.desejo da artista Sandra Alves agosto, 2018 | O Sítio | Florianópolis, sc].
“Sandra anda assim... Seus olhos nos poros e a natureza à flor de sua pele, à superfície extrema de um grito.
Desejo e máquina, endentados por dedos firmes, produzem a imagem de uma ecosofia. Um corpo de três ecologias. São fortes mãos sensíveis que dão a ver a terra, o globo: ponto suspenso perdido em seu meio, à nervura das relações entre gente, florestas, cachoeiras, e essa natureza do humano imprimindo o movimento de micro explosões cósmicas.
A árvore está agarrada à ponte, suas raízes agora são passagens, vestígios de inundações do puro vivido desejo de imagem, sem representação, de um pensamento sem imagem.
O que está em questão é a maneira de viver, o modo planetário de existir no susto e instante da imagem que captura o mundo mutante acelerado e lhe dá respiro, expansão, magia silenciosa.
Uma ética-política das forças ínfimas, de delicadeza estrondosa. Estética generosa que articula mundos imperceptíveis, corpos informes, poros e povos em sutis aberturas.
Imagem e desejo, aqui, produzem uma só e mesma consistência, um plano que explora sentidos heterogêneos e derrama, em sobressalto, semióticas mistas, íntimas, improváveis, numa dissolução poético-existencial.
Sandra, assim anda, e desliza sua visão por um círculo infindável, como artista funâmbula de afetada, afetável, afetuosa existência imagética. Cada imagem, um afeto. Cada desejo, uma molécula que se revoluciona.”
texto: Clarissa Alcantara | filósofa-artista-performer
[criação tb inspirada no livro "as três ecologias, de Félix Guattari]
"só uma articulação ético-política — a que chamo ecosofia — entre os três registros ecológicos (o do meio ambiente, o das relações sociais e o da subjetividade humana) é que poderia esclarecer convenientemente tais questões.
O que está em questão é a maneira de viver daqui em diante sobre esse planeta, no contexto da aceleração das mutações técnico-científicas e do considerável crescimento demográfico. Em função do contínuo desenvolvimento do trabalho maquínico redobrado pela revolução informática, as forças produtivas vão tornar disponível uma quantidade cada vez maior do tempo de atividade humana potencial.
Mas com que finalidade? A do desemprego, da marginalidade opressiva, da solidão, da ociosidade, da angústia, da neurose, ou a da cultura, da criação, da pesquisa, da re-invenção do meio ambiente, do enriquecimento dos modos de vida e de sensibilidade?
No Terceiro Mundo, como no mundo desenvolvido, são blocos inteiros da subjetividade coletiva que se afundam ou se encarquilham em arcaísmos, como é o caso, por exemplo, da assustadora exacerbação dos fenômenos de integrismo religioso.
Não haverá verdadeira resposta à crise ecológica a não ser em escala planetária e com a condição de que se opere uma autêntica revolução política, social e cultural reorientando os objetivos da produção de bens materiais e imateriais. Essa revolução deverá concernir, portanto, não só às relações de forças visíveis em grande escala mas também aos domínios moleculares de sensibilidade, de inteligência e de desejo."
[trecho do livro as três ecologias, de Félix Guattari]
raiz ponte from VAGALUZES FILMES on Vimeo.
videoarte de Sandra Alves [fotofilme, 4', pb, 2018']. peça musical: Clarissa Alcantara curadora: Marina Moros
[integrante da Exposição Imagem.desejo da artista Sandra Alves agosto, 2018 | O Sítio | Florianópolis, sc].
“Sandra anda assim... Seus olhos nos poros e a natureza à flor de sua pele, à superfície extrema de um grito.
Desejo e máquina, endentados por dedos firmes, produzem a imagem de uma ecosofia. Um corpo de três ecologias. São fortes mãos sensíveis que dão a ver a terra, o globo: ponto suspenso perdido em seu meio, à nervura das relações entre gente, florestas, cachoeiras, e essa natureza do humano imprimindo o movimento de micro explosões cósmicas.
A árvore está agarrada à ponte, suas raízes agora são passagens, vestígios de inundações do puro vivido desejo de imagem, sem representação, de um pensamento sem imagem.
O que está em questão é a maneira de viver, o modo planetário de existir no susto e instante da imagem que captura o mundo mutante acelerado e lhe dá respiro, expansão, magia silenciosa.
Uma ética-política das forças ínfimas, de delicadeza estrondosa. Estética generosa que articula mundos imperceptíveis, corpos informes, poros e povos em sutis aberturas.
Imagem e desejo, aqui, produzem uma só e mesma consistência, um plano que explora sentidos heterogêneos e derrama, em sobressalto, semióticas mistas, íntimas, improváveis, numa dissolução poético-existencial.
Sandra, assim anda, e desliza sua visão por um círculo infindável, como artista funâmbula de afetada, afetável, afetuosa existência imagética. Cada imagem, um afeto. Cada desejo, uma molécula que se revoluciona.”
texto: Clarissa Alcantara | filósofa-artista-performer
[criação tb inspirada no livro "as três ecologias, de Félix Guattari]
"só uma articulação ético-política — a que chamo ecosofia — entre os três registros ecológicos (o do meio ambiente, o das relações sociais e o da subjetividade humana) é que poderia esclarecer convenientemente tais questões.
O que está em questão é a maneira de viver daqui em diante sobre esse planeta, no contexto da aceleração das mutações técnico-científicas e do considerável crescimento demográfico. Em função do contínuo desenvolvimento do trabalho maquínico redobrado pela revolução informática, as forças produtivas vão tornar disponível uma quantidade cada vez maior do tempo de atividade humana potencial.
Mas com que finalidade? A do desemprego, da marginalidade opressiva, da solidão, da ociosidade, da angústia, da neurose, ou a da cultura, da criação, da pesquisa, da re-invenção do meio ambiente, do enriquecimento dos modos de vida e de sensibilidade?
No Terceiro Mundo, como no mundo desenvolvido, são blocos inteiros da subjetividade coletiva que se afundam ou se encarquilham em arcaísmos, como é o caso, por exemplo, da assustadora exacerbação dos fenômenos de integrismo religioso.
Não haverá verdadeira resposta à crise ecológica a não ser em escala planetária e com a condição de que se opere uma autêntica revolução política, social e cultural reorientando os objetivos da produção de bens materiais e imateriais. Essa revolução deverá concernir, portanto, não só às relações de forças visíveis em grande escala mas também aos domínios moleculares de sensibilidade, de inteligência e de desejo."
[trecho do livro as três ecologias, de Félix Guattari]