Permaneceu parado com seus braços para trás, uma mão segurando o pulso da outra, mantendo a postura ereta numa tentativa de parecer maior e mais alto do que naturalmente já era, um truque necessário em sua profissão, assim como manter-se com o semblante fechado, muitas vezes parecendo rude. Seus olhos intercalavam entre a pessoa em sua frente e os detalhes do local, permanecendo muito mais focado nos acontecimentos banais que presenciava toda noite de trabalho, mas que às vezes eram sinais de um problema maior. Pessoas falando alto, barulho de garrafas de vidro sendo jogadas aos cantos, música alta de fundo, pessoas vomitando na calçada, carros passando, um conjunto sonoro típico da noite na casa noturna da cidade. ― Um pouco. Não posso exatamente me afastar do meu posto para escoltar alguém, exceto casos extremos, mas você pode ficar por perto até chegar um uber ou alguém pra lhe buscar.