“ Eu sei que estou sozinho aqui... “ Isto é um refrão de uma música que estou ouvindo agora escrevendo essa carta, sabe, não pretendo escrever aquelas cartas formais e cheia de coisa, não... Eu quero apenas nessa quarta expressar meus sentimentos, espero que você que ler me entenda, ou pelo menos tente, obrigada... Para constar agora mudei de música (kkk) todas são péssimas. Enfim, eu não sei nem por onde começar, são tantas coisas que afetam em mim, e se torna sentimento sob meu ser... Vou começar então bem do início. Meu pai biológico, Alexandre Silva é seu nome, lá no início da minha vida, onde eu não sabia de nada, eu era apenas uma coisa pequena e indefesa babona, ele simplesmente segundo minha mãe Vanilda Silva, ele ameaçou minha mãe, dizendo que me colocaria em um orfanato se caso ela pedisse ajuda para ele com dinheiro. Isso me trouxe sentimento de tristeza e revolta, quando eu finalmente pude entender as coisas da vida, é isso que me trouxe esse acontecido, revolta e tristeza. Então é isso que guardo em meu peito. Segundo minha mãe novamente, eu era uma criança tranquila, não desprezava ninguém, em festas, falava com todos, “bicho solto” desde criança, mas eu queria ser mais do que bicho solto, eu queria me soltar de todos esses sentimentos que eu carrego, borrada maquiagem, reflexo no monitor, lágrimas de dor, é com essas bases realísticas que escrevo essa carta. Um homem entrou pela porta, Fernando Basílio de Andrade, “ Oi tio “, soou a voz de uma criança inocente para esse homem, pois é, esse homem foi maravilhoso na minha vida, me fez chamá-lo de pai, e por um bom tempo considerá-lo assim, cuidou de mim por um bom tempo, e me acolheu, mesmo com nossas diferenças e desavenças aflorando com passar dos anos, eu te amava. Mas sabe, na primeira oportunidade, você, que se fez meu pai, me abandonou, e correu para os braços de uma mulher, que não teve nenhuma consideração por mim, entendo ela. Ela me disse “ você não é filha de verdade dele”. Eu deveria ter continuado a te procurar? Acho que não, né?... Isso me trouxe sentimento de abandono de perda, tristeza. Então é isso que guardo em meu peito. Família, “aah, como eu amo ser dessa família” vocês lembram dessas palavras? Vocês lembram da criança doidinha que jogava cabelo pro ar dançando calypso nas festas de natal? Claro que vocês se lembram, Patrícia tia querida, Roberta, Ana, e todos os tios, Carol, Nega, Felipe, e todos os primos, vovó Osana, vovó Margarina, eai Luiz? Eai Grazi e todos os tios do outro lado da família. Olha, obrigada por todo cuidado e carinho, mas o abandono foi o mesmo, as críticas, e vocês sabem quais, o fingir que não existo, as opiniões formadas, né Margarida? Você concordou que teu filho Fernando se afastasse de mim. Bom, quero que todos vocês sejam feliz, e mesmo longe, o meu coração está com vocês, mas me sinto só, e sem ninguém. Então é isso que guardo em meu peito. Amigos, doces amigos, que veio e foram, que chegaram tão rápidos alguns e foram outros, olha, sou grata por todos sorrisos, decepções, e etc, mas hoje, sabe como vejo? Vejo amizades superficiais, amizades que eu sei que vão passar, que não tem como eu guardar pro resto da minha vida tão passageira, mas tudo bem, eu amo vocês, até mesmo aqueles de escola que sei que vou ver raramente poucas vezes numa esquina qualquer, né Cláudia?! O que eu sinto, nem eu mais sei. Então é isso que guardo em meu peito.