J U N Z O L D I C K Last true vampire. Plagued by monstrous secrets. +‘‘those who escape hell however never talk about it and nothing much bothers them after that.’’
EM NOME DA EXCALIBUR, JUN ZOLDIK EM SEUS 23 ANOS, “JURA” REVERTER O LEGADO DE BABACÃO GEPPETTO E IRRITANTE FADA AZUL DURANTE SUA ESTADIA NA ACADEMIA DOS LEGADOS. COM A SABEDORIA CONCEDIDA A ELE, DEVE SE MANTER NO CAMINHO DA LUZ ENQUANTO CONCLUI O MÓDULO I. COM A BONDADE HAHAHA TOCADA EM SEU CORAÇÃO, RECEBE PRESTATIVIDADE E LEALDADE NÃO PERMITE PERMITE SIM SER CORROMPIDO PELO EGÍSMO E VINGANÇA.
HABILIDADE MÁGICA: Skill Hunter.
Ele permite que ele roube as habilidades de outras pessoas e use-o como seu usando um livro conhecido como "Segredo do Bandido" A habilidade realiza-se em condições estritas: Primeiro, ele deve testemunhar a habilidade com seus próprios olhos. Segundo, deve fazer perguntas sobre a habilidade e ser respondido pela vítima. A palma da mão de sua vítima deve tocar a marca da mão na capa de Segredo de bandido. Todos os itens acima devem ser feitos dentro de uma hora. Para usar uma das habilidades roubadas, ele primeiro evoca o segredo do bandido e vira a página da habilidade desejada. Ao usar uma habilidade, Jun deve ir até a página e o livro deve ficar aberto em sua mão direita; isso significa que ele pode ter acesso a uma habilidade escolhida por vez. Além disso, uma habilidade desaparece do livro se seu dono anterior morrer.
OCUPAÇÃO: Dança com katanas.
DORMITÓRIO: ( x ) sim ( ) não.
SOBRE:
(tw: morte, assassinato, sangue.)
Era uma vez... Calma aí, vamos começar do jeito certo.
Era uma horrenda vez.... De uma criança chamado Jun, nascido em uma família de assassinos muito conhecidos no Castigo, a Família Zoldik. Não lembra quase nada da sua infância com seus pais e irmãos, porém sabe que sempre demonstrou muita destreza ao nascer, muitas técnicas de matar em tenra idade e foi treinado para ser um dos melhores assassinos da família. Seu irmão mais velho, mas isso é um assunto que Jun não conversa com ninguém. Jun sempre entendeu que desde do seu nascimento, está em constante treinamento para ser um assassino. Mas o futuro é uma caixa de pandora. Em uma manhã chuvosa, encontrou seus pais mortos numa poça enorme de sangue na sala e seus irmãos tinham desaparecidos. Estava sozinho pela primeira na vida. Não podia morar mais ali, não queria morar mais ali... Azar ou sorte, em surto de pânico, com os olhos fechados cheio de lágrimas, a primeira coisa que lhe veio a cabeça foi o Circo. Lá era um lugar feliz, ou foi o que ouviu falar. Imaginou o circo que tanto, disse seu nome baixinho como um segredo: Cirque des Rêves, e desejou mais que tudo estar lá. Mas nada aconteceu.
Dormiu na floresta aquela noite, e de manhã acordou em um lugar totalmente sinistro, dentro de uma tenda repleta de marionetes. Marionetes são esquisitas. Mas nada foi mais estranho que ver uma delas idêntica a você. Permaneceu encarando-o com as sobrancelhas erguidas, e de súbito, ele suga sua alma ou coisa assim. Aquilo era possível? Deveria estar sonhando... Jun não se assustou com a presença da Fada Azul, porquê a sentiu antes da própria aparecer. Porém ainda sim levou um tempo para entender as palavras alheia. Família nova? Ele não queria uma família nova. Ignorando tudo que ela disse, a indagou o porquê de tantas marionetes e o que ele, que parece comigo fez comigo mesmo? Até ele tinha ficado um pouco confuso para aceitar a situação caótica que estava. Mas nada foi pior do que conhecer Geppetto pessoalmente. O fato dele ser viciado em fazer marionetes já tinha um motivo para chama-lo de biruta da cabeça. Nunca o chamou de pai, mesmo ele insistindo todos os dias.
Com o tempo, tudo foi piorando cadê vez mais. Jun era conhecido no circo como o rebelde revoltado, deveria ter sofrido mais punições com os seus ditos irmãos, até levava a culpa por eles. Aquilo não era um circo, era uma prisão. Não poder contar mentiras? Mas era o que ele mais fazia o tempo todo. Sua fase “pestinha” como Geppetto o apelidou só foi parar, quando chegou aos seus ouvidos a chance de poder estudar na Academia dos Legados e ter uma habilidade concedida pela Excalibu. Isso foi o estopim para Jun esforça-se ao máximo, contra sua vontade, é claro, a ser um menino bonzinho. Nada mais importava além da possibilidade da existência em poder sair para outro lugar. Começo a chamar Geppetto de pai e até abraça-lo, coisa que mais odiava contanto físico. Parecia que Jun tinha mudado de personalidade depois de tanto anos. Seu pai estava orgulhoso, e quando atingiu certa idade, faz um juramento para a Fada Azul: não contar para ninguém o que acontece dentro do circo. Pela primeira vez falou com com total sinceridade. Era isso ou ficar preso para sempre no circo. No dia da cerimonia não poderia estar mais empolgado, já tinha habilidades físicas mas ter uma habilidade mágica deveria ser totalmente incrível. Ao tocar o Excalibur e saber qual era sua nova habilidade: roubar habilidades atrás vez de um livro e segredos, parecia que tinha exalado sua essência completa. Comparado ao circo, a Academia era muito melhor, e sem comentar os dormitórios. Pela primeira vez em anos, estava em paz novamente. Mesmo que tendo que ir fazer apresentações no circo, ele suportaria e faria qualquer coisa para não voltar a morar lá. Nunca mais.
Conhecido por amar qualquer tipos de pimentas, Jun sempre foi muito atrevido, com a cara fechada, cheio de ideias duvidosas e raciocino rápido. Jun tem cabelos tingidos de ruivos espetados, uma cicatriz no rosto e um olho azul e o outro marrom escuro. Seus olhos mudam de acordo com seu humor: quando ele entra no modo assassino, eles se estreitam às vezes o para o verde ou roxo. Sua sede de vingança sempre esteve ali guardada no seu âmago, queria encontrar os assassinos do seus pais e seus irmão novamente. Sua crueldade e capacidade de matar demonstra muito em seu signo escorpião: mortal, violento e sanguinário. Era torturado desde o nascimento, Jun foi condicionado a possuir extrema tolerância ao veneno, eletricidade e dor. Possui agilidade e força extraordinárias que o tornam literalmente uma máquina de matar. Conflita com a predisposição de assassinar a frio, sua lealdade inabalável a seus amigos e sua bondade genuína. Lembra que Jun tinha sido treinado por seu irmão mais velho, que o ensinaria a ser extremamente cauteloso e que ele só deveria entrar em combate quando a vitória fosse certa. Isso o afetou, mais do que deveria. A vitória nunca é certa e, dependendo das circunstâncias. Os ensinamentos de seu irmão permaneceram firmes e fortes em sua mente, corpo, alma que até o incomodava. Mas foi quando percebeu percebeu que seu irmão mais velho havia implantado uma agulha em seu cérebro. Essa agulha é a responsável por forçar Jun a recuar e se aprisionar em sua zona de conforto sempre que uma situação potencialmente fatal não lhe favorece.
་ ⸼ ⸒ ⚔ 、 ⠀ ⠀ ⠀ ⠀Havia uma coisa que Quentin não gostava quase tanto odiava o escuro e lugares apertados: pessoas gritando. Lembrava-lhe muito sobre como o Castigo tinha parecido para si, barulhento, vozes alteradas, tinha sido a primeira vez que viu alguém gritando com raiva em sua direção e isso marcou seu psicológico de um jeito que até hoje não conseguia se livrar, não importava quantas consultas tivesse tido desde lá com o Doutor Grilo. Quentin automaticamente deu um passo para trás ao ouvi-lo alterar a voz, embora soubesse que Jun não ia lhe agredir, a tensão em seu corpo que antes era apenas um indício de início de ataque de pânico, se transformou rapidamente em uma energia nervosa defensiva. Dava graças à Merlin que seu rosto estava pintado pois a tinta escondia a palidez da face. ❝ —— Melhor do que ficar me lamentando o tempo inteiro tentando fazer alguém ter pena de mim.’ rebateu com a voz dura. Como um bom Charming, Quentin tinha uma resposta ágil para quando se sentia acuado, ele não se alterava, não deixava a raiva ou o que quer que fosse tomar conta de sua reação, mantinha o mesmo tom de antes pois, às vezes, não se alterar era ainda mais irritante para a outra pessoa do que responder no grito. ❝ —— Se acha que vai conseguir me ofender, está muito enganado. Eu não me importo com o que você pensa de mim, ainda não entendeu isso?’ mentira. Se importava com o que cada pessoa pensava sobre, não importava nem se conhecia a tal. Mas essa informação era guardada à sete chaves, tão profundo que nem seu psicólogo tinha acesso. ❝ —— Se você acha que eu tenho algo que preciso me perdoar, você é mais maluco do que eu pensei.’ soltou uma risada jocosa, balançando a mão direita em desdém. Para sua surpresa — e alívio — o outro pareceu compreender a dica e quando a passagem foi liberada, Quinn desejou apenas correr para fora mas esse gostinho não daria a ele. ❝ —— Obrigado, meu futuro sudito. Vou lembrar de seu ato quando eu estiver no poder e te dar um cartão de descontos.’ disparou um pouco mais alto para ele ouvir já que já estava mais afastado. Quinn finalmente saiu, satisfeito de respirar o ar denso do corredor de novo. Ok, sem mais scape room, sem mais esbarrar naquele idiota do ex-namorado, todas as vezes exigia muito de si lidar com o tal.
Tabby estava curtindo – e muito - esse vinho com sangue. Se ela estava sendo sincera, ela já tinha tomado bebidas muito mais duvidosas e entrado em contato com sangue muito menos limpo. Isso aqui já era uma boa de uma evolução e melhor de tudo: era de graça. Ela se virou quando sentiu a aproximação do outro, nunca relaxada, mesmo em uma festa. Sentiu o cheiro da oportunidade quando a viu e, quando ele apontou o fato, ela abriu um sorriso, deixando uma gota de sangue escorrer pelo canto da boca. – Ah, é? Onde? – Ela lambeu a gota delicadamente. – Ah. Aqui. Ops. Acho que eu já estou me acostumando com essa coisa toda de Halloween Town. Se eu pudesse, eu ficava aqui quando a escola se mudasse. Mas, enfim, cada um com as suas maldições. – Ela bebeu mais um gole da sua taça e olhou ao redor com um suspiro. – E você Jun-Amigo-Da-Jade, já conseguiu se livrar das setenta e três maldições que colocaram na gente só por aparecer? Quero dizer, eu já nasci no Castigo, então eu estou acostumada, mas eu imagino que seja diferente para outras pessoas.
Ela era estranha, mas era um elogio. Relaxou os ombros, como se seu corpo falasse que estava confortável na presença da outra. O nervosismo de antes tinha sumido como fumaça, olhando-a coma uma expressão divertido. ❝ Sério? Poderia jurar que era uma das habitantes daqui. ❞ brincou, estalando a língua. ❝ Deixa eu adivinhar...Seu sonho na adolescência era namorar um VAMPIRO?! ❞ chutou qualquer coisa para continuar a conversa. ❝ Ou você pode me chamar só Jun. ❞ deu a brecha novamente mas só ignorou. ❝ Antes de ir ‘pro circo, eu morava no Castigo também. Sinto saudades de lá, você não? ❞ perguntou curioso. ❝ E voltando lá atrás na sua pergunta, já me livrei de algumas sim. E você? Precisa de ajuda? ❞
006. Uma bruxa acha que consegue amaldiçoar um dragão? Venha cortar a pele e usar seu sangue, de brinde, vai conseguir dar uns pegas na Long.
a halloween starter for @segaeuikatanajun
Conforme ouvia o que o Drácula listava que deveriam fazer, Zexi trocava olhares com as pessoas do seu convívio para fazer o que lhe era falado. Havia conseguido um ou das pessoas interessantes para fazer chamar a atenção. Afinal, a Long gostava de fingir estar perto daquelas que eram mais populares e mais famosas para conseguir atenção. Para depois ir com as pessoas que realmente a interessavam. Não que muitas pessoas fizessem isso já que a grande maioria a entediava com os mesmos discursos patéticos.
Todas as confusões que via seus colegas reclamando de “ai, mas as pessoas do castigo / ai os arthurianos”, ela havia herdado muito do seu pai de sempre querer estar fora de todo tipo de confusão por besteira. Para ela o mais importante era sobreviver dia após dia e ela não conseguia aguentar esperar pela época de Magi voltar para que as coisas que ela realmente amavam voltassem para ela. Voltou-se para Jun que escutava próximo a ela as instruções. “Pronto para um pouquinho de sangue de dragão?” Brincou mostrando o pulso.
A palavra entraves sempre esteve no vocabulário de Jun Zoldik. Estava indo tudo tão bem para ser verdade, pensou quando anunciaram as maldições, que ditaram de brincadeirinhas engraçadas e macabras. Deu de ombros por convencido, remexendo os pés, já estava acostumado à atrocidades desde dos seu sete anos de idade, quando assassinou sua primeira vítima. Era como uma terça-feira normal para ele. Não iria se desesperar, ao contrário de alguns dos seus colegas de classe, julgando-os em silencio.
O translúcido do seus olhos virou-se na direção da voz feminina, fitando-a com a cabeça levemente inclinada para direita. Se já estava no inferno, não iria ficar parado, ainda mais com a sorte de estar acompanhado de uma mulher bastante interessante. ❝ Espero que seja mais saboroso que o SANGUE dessa taça. ❞ manuseou sua katana na mão com cuidado, usando a ponta da lamina para erguer o queixo da outra como uma provocação.
་ ⸼ ⸒ ⚔ 、 ⠀ ⠀ ⠀ ⠀Suspirou pesadamente não sabendo ao certo se era da irritação de ter que ficar preso ali com Jun ou se era apenas sua claustrofobia atuando ainda. Ter uma missão em mente, focado em procurar o objeto para ver se assim conseguia sair dali, estava ao menos ajudando a não deixar o pânico invadir. ❝ —— Você está surdo? Acabei de dizer que estava procurando até agora.’ disparou sem conter a falta de paciência para explicar a mesma coisa mais de uma vez. Ao invés de ficar discutindo, Quentin agia. A dica tinha alguns números escritos, 12, 48, 24, 24, 12. O que isso queria dizer? Tinha que colocar em ordem? Mas onde? Para seu desagrado, Jun continuava falando e não apenas isso, mas sobre sentimentos. Céus, que chatice! Eles estavam ali para tentar escapar da etapa do quarto, não falar sobre sentimentos. Nem eram amigos para isso! ❝ —— Que bom pra você? Sua vida amorosa pouco me importa, Jun.’ revirou os olhos enquanto se afastava da mesinha para começar a procurar onde colocar os números, talvez em um relógio? ❝ —— Estou bem vivo, que eu saiba. Então não sei de onde você tirou isso nesse contexto. E já que eu te magoei, isso não deveria ser um incentivo pra procurar a merda da chave pra abrir aquela porta e a gente vazar cada um pra um lado?’ retrucou sem hesitar. 12, 48, 24, 24, 12… por que isso era tão familiar? ❝ —— Está fazendo um péssimo trabalho em me afastar nesse momento, considerando que ao invés de me ajudar a procurar a chave, fica aí se lamentando.’
Não era da personalidade de Jun e nunca foi expor seus sentimentos, quando lembrava que os tinha, - e o outro despertava isso nele. Principalmente não voltar a uma história que já tinha terminado. Ele deveria estar ficando insano mesmo para pedir conselhos amorosos ao seu ex namorado idiota, mas lá no fundo, esperava um conforto que sabia que não iria vim de lugar algum. Não mais. Ficou observando o movimentos do outro, atento em cada detalhe daquela sala, e não poderia negar a espiada no semblante de Quentin. Ele continuava gostoso, mesmo com aquele rosto angelical. Rolou os olhos, grunhindo. ❝ Porra, nada importa ‘pra você. Sabe por quê? Porquê você é apenas uma criança assustada e traumatizada, que ao invés de resolver SUAS merdas sozinho, prefere jogar nos outros ou fugir. Você um covarde, igual o seu pai. ❞ alterou-se, seu peito subindo e descendo. ❝ ‘Te perdoar foi fácil, é coisas da vida. Mas você já perdoou a si mesmo, Quentin Charming? Quer ser um principezinho mas tem medo de lugares apertados. Quem você vai defender, se não consegue ‘nem se defender a si próprio?! ❞ debochou, fitando o olhar esverdeado do outro que tanta adorava admirar quando namoravam. Olhou por cima do papel, lendo os números e os decorando, andando em direção ao telefone vermelho da década de 1940. Discando os números e a abrindo a porta. ❝ Está livre, majestade. Pode ir se esconder de baixo dos lenços agora. ❞ falou, dando as costas para ele e saindo do cômodo, respirando profundamente. Sentiu como tivesse tirado um peso dos ombros.
་ ⸼ ⸒ ⚔ 、 ⠀ ⠀ ⠀ ⠀Apertou os dentes, a boca bem fechada para não deixar escapar algum comentário ácido. Não iria dar o braço a torcer mesmo que realmente estivesse com um pouco de dificuldade de manter-se no controle de suas reações. ❝ —— Estou preso aqui há um tempo, é a sala mais difícil que enfrentei até agora, estou descansando.’ insistiu. Uma mentira, claro, mas o Charming não tinha dificuldades em mentir. ❝ —— Sim, bem, claro que tinha. Foi daí que peguei a dica.’ afirmou o óbvio, passando a destra na testa suada pois já grudava um pouco de cachos ali. ❝ —— Não li ainda.’ explicou. A pergunta, porém, o pegou de surpresa. Aquilo era hora de revirar o passado? Definitivamente não. Quentin levantou-se da poltrona, ajeitou as vestes e se dirigiu a mesinha para pegar o papel que tinha achado minutos antes. ❝ —— Claro que não. Que pergunta idiota. Eu não namoraria alguém que eu achasse que seria um fardo.’
❝ Você parece bem relaxado mesmo. ❞ disse ironicamente, olhando-o de cima a baixo, com uma expressão duvidosa. Pensou que tinha escutado errado, sentindo seu nível de raiva subir, como um termômetro. Se ele tivesse a habilidade de Jade, estaria vermelho como estivesse pegando fogo. ❝ Você está preso aqui todo esse tempo porquê QUER ou porquê não consegue? ❞ indagou-o em um tom de voz alta, indignado. ❝ Depois o imbecil seu eu, seu imbecil. ❞ nem Jun sabia mais o que estava falando, focando na irritação repentina e andando de um lado para o outro. Quando sentiu a aproximação alheia, Jun automaticamente afastou-se bruscamente dele, ficando do outro lado da mesa. No começo, não entendeu o porquê o tinha o perguntado aquilo, mas ele foi a primeira pessoa que Jun teve sentimentos reais, aqueles que machucam mais do que mil laminas atravessadas no seu peito, que faz você se sentir vivo. Quentin conhecia um pouco dos traços afetuosos que ele nunca quase demonstra com ninguém, além de Jade agora. Jade, Jade, Jade... Ficou pensando nela por um momento, querendo que ela estivesse ali com ele. ❝ Eu ‘tô gostando de uma pessoa... Mas eu e você sabemos muito bem que eu sou pessimo nisso de relacionamentos. Tudo que eu toco, morre. Não quero ser um fardo pra ela. ❞ confessou com a única pessoa que conseguia conversar sobre seus sentimentos, cabisbaixo. ❝ É por isso que eu afasto todo mundo para longe de mim... Até você. Principalmente você. Você me magoou, e agora no meu peito rola algo meio mau. Um buraco vazio e miserável. Mas a culpa não é sua. ❞
“Eu tinha minhas dúvidas antes de vir até aqui…” Começou Nyarko ao se aproximar, as mãos bem enfiadas no bolso para esconder as unhas leoninas que se recusavam a voltar para a normalidade. O beijo do vampiro conflitava com o controle natural do primogênito de Scar sobre as habilidades de metamorfose e isso o irritava mais do que o prazer de experimentar o vampirismo. “You reek of blood more than those.” Já levantava o braço, punho arruinado por outras unhas, para englobar a mesa reservada às criaturas de hábitos noturnos. Um passo e ele se avolumava na frente, a cabeça meneando para o lado e pescando a visão que comprovava seus comentários. “Entrou no corredor temático dos vampiros, sobremesa?” // @segaeuikatanajun
(tw: automutilação, SANGUE.)
Assim como na natureza, a vida era caçar ou ou ser caçado, até mesmo no mundo encantado e perfeito dos contos e no Castigo, principalmente lá. Jun tinha sido criado para ser o caçador. Lembrava-se como se tivesse acontecido ontem, da vez que chutou seu irmão com tanta força que quebrou sua perna. Havia sido a primeira vez que tinha machucado alguém. Ele costumava pensar que violência nunca era a resposta para nada. Até que um dia que foi. E a culpa que era de se esperar, nunca veio. Desde disso tudo, renasceu o espadachim assassino Zoldik. Ergueu uma das sobrancelhas quando ouviu a voz masculina, já sabia que ele estava ali, só não esperava que fosse interagir logo consigo. Rolou os olhos com desprezo. ❝ Se você ‘tá dizendo que o cheiro do meu sangue é mais saboroso do que essas gororobas aqui, eu fico muito agradecido. Deveria tentar essa cantada com outra pessoa ou criatura... Sem julgamentos aqui. ❞ apontou para a mesa de comidas, seu tom pingando a ironia e desinteresse. Queria perguntar se ela já tinha se pegado com uma loba, mas conteve-se. Quando o outro invadiu seu espaço pessoal, Jun ficou na posição que estava, estalando o pescoço. ❝ Sobremesa? ❞ gargalhou genuinamente alto. ❝ Eu já fui chamado de MUITA coisa mas sobremesa é a primeira vez. ❞ comentou mais para ele mesmo do que para o outro. ❝ Corta o papo, beleza? Você além de ser um gatinho de madame, decidiu transformar-se em uma sanguessuga? Você não tem medo de, não sei, supostamente perder todo o controle e acabar matando alguém?... Ou machucando a Zalia? ❞ talvez tivesse pegado um pouco pesado mas já foi. ❝ Vamos brincar primeiro, é mais divertido. ❞ deu uma piscadela na direção do outro, buscando seu canivete no bolso da calça, abrindo-o e cortando sua própria mão sem hesitar, a ferida aberta começando a sair o líquido quente e vermelho que o outro tanto ansiava e salivava; SANGUE humano. ❝ Se você se segurar por cinco minutos, eu deixo você me morder. Se vencer, você escolhe o que quiser fazer comigo. Qual vai ser? ❞
་ ⸼ ⸒ ⚔ 、 ⠀ ⠀ ⠀ ⠀O xingamento gratuito e tão abrupto fez Quentin revirar seus olhos esverdeados. Lidar com Jun geralmente torrava sua paciência. Não que mantivesse uma convivência pacífica com os exes mas aquele em questão conseguia ir além e tirar do Charming reações adversas que ele normalmente se preocuparia em esconder. Com o rapaz, não se dava a esse trabalho. ❝ —— E o que acha que eu estava fazendo antes de você chegar aqui, imbecil? Olhando as paredes se fecharem mais?’ disparou. As paredes não estavam se fechando mais, mas era o que parecia. Precisava controlar seus ânimos, sua respiração. Uma crise de pânico era tudo o que não precisava naquele momento. ❝ —— A última dica que achei está ali na mesinha de centro.’ indicou, ainda permanecia sentado na poltrona, só esperava as pernas voltarem a lhe obedecer, agora pelo menos tinha mais um motivo válido: sair dali rápido para não ficar tanto na companhia alheia.
Não conseguia não se sentir estranho na companhia do ex. Jun odiava sua existência, odiava por ele fazer sentir coisas sem sentidos e estranhas, e principalmente, por ter se deixado cair no charme dele. O Charming foi seu primeiro namorado e esperava que fosse o único e o último. O espadachim não sabia nem lidar com os próprios sentimentos, quiçá o dos outros. Já estava acostumado a ficar e ser sozinho, não precisava passar por um segundo abandono, depois dos seus irmãos. ❛ — Acho que você ‘tá tentando se controlar ‘pra não surtar agora mesmo, mané. ❛ — conhecia o outro o suficiente para saber quando estava prestes a ter uma crise de pânico. Respirou fundo, relaxando os ombros e direcionando seu olhar a mesinha do centro, analisando-a. ❛ — Deve ter um fundo falso. ❛ — comentou mas ficou parado. ❛ — Mitch... ❛ — falou baixo o apelido, cabisbaixo. ❛ — Eu era um fardo ‘pra você? Pode responder sinceramente.
❪ obrigada. ❫ de fato gostava de seu sorriso, era provavelmente seu detalhe favorito em si mesma ainda que fosse a ultima coisa que reparariam nela aquela noite. ❪ e tá dizendo isso com orgulho? ❫ ela não entendia como alguém com aquela cara e aquele tamanho conseguia ter tanta raiva guardada e ser tão explosivo. eles eram completo opostos. os olhos estreitaram e percorreram o corpo de jun como se tentasse verificar se ele não tinha se machucado. ❪ não procure mais confusão. ❫ resmungou, dessa vez parecia uma ordem porque ela odiava ver qualquer um que se importava correndo perigo. sua atenção porem foi tomada por alguns detalhes ou melhor as reações que parecia causar nele. ❪ eu te deixo nervoso. ❫ constatou e pelo sorriso que fincou em seus lábios pareceu se divertir com isso. ❪ porque eu te deixo nervoso? ❫ era uma duvida genuína, porque duvidava que causava medo nele afinal não estava usando naquele momento as correntes e em seu normal não era capaz de soar amedrontadora. ❪ tinha um castelo? ❫ parecia uma visão interessante, mas preferia uma baile de piratas, seria magico se todos não tivessem sido quase extintos pelos mocinhos. ❪ eu dançava, ainda danço, com o papai, ele é muito bom nisso. ❫ talvez por isso pra ela fosse natural saber os passos ainda que preferisse algo mais agitado. ❪ acho que não. ❫ disse só para provoca-lo entre um tom divertido para tira-lo dos pensamentos tristes. ❪ a gente pode apostar corrida, porque dessa vez se eu cair vou me curar rapidinho, sem band-aids. ❫ soou animada porque aquilo parecia histórico. a pergunta seguinte porém a fez congelar um tanto incerta do que significava. era fácil conversar com ela? bom diziam que seus poderes traziam conforto mas não estava cintilando agora. ❪ eu… não sei. ❫ deu de ombros. ❪ não gosto de coisas perturbadoras. ❫ sacudiu a cabeça sentia até mesmo um calafrio. ❪ já viu piratas do caribe? ❫ devolveu porque se fossem falar de filmes ele precisava falar do seus favoritos.
Respondeu um “De nada.” em silencio com um aceno de cabeça. Jun poderia ficar a elogiando por horas, mas não era só o fato dela ser muito gostosa... Era mais que isso, ele podia sentir que era seguro ser ele mesmo com ela, ele dormia e acordava pensando em Jade, e como adorava quando o canto dos olhos dela puxavam mais quando ela sorria. Ficava a encarando igual um cachorro babão. E ele não conseguia enjoar dela, como a maioria do seus colegas. Será que ela tinha jogado um feitiço sobre ele? ❛ — Sim, bastante inclusive. ❛ — adorava se gabar das suas lutas ganhas, eram sempre uma história divertida para conversar em uma mesa de bar, não com dançando com uma garota que você está apaixonado, talvez. Procurar mais confusão? Mais ele era um imã de confusões, onde estava acontecendo alterações de ânimos, podem ter quase a certeza que Jun está envolvido no meio ou é o culpado. ❛ — Isso foi uma ameaça ou um aviso que eu não vou seguir? ❛ — perguntou só para irritar mesmo. As palavras dela começaram a ecoar mais alto que a música dentro da sua cabeça. “Eu te deixou nervoso.” Como iria mentir para uma pessoa - VAMPIRA - que consegue escutar a melodia do seu SANGUE correndo as suas veias e um coração descompassado?! Estava nervoso pelo o quê? Por quê ela o deixava nervoso?... Controlou sua respiração treinada, sua expressão ficando mais sério do que de costume. ❛ — ‘Tó com medo de você acabar me mordendo. ❛ — mentiu que a cara nem tremia mas aceitaria sim a mordida. - Meus pais. Não era esses castelos igual o da Cinderela, estava mais para esse aqui do Drácula, porém menos gótico e com mais janelas. - respondeu de volta, lembrando da sua antiga casa. ❛ — Seu pai sabe dançar? Achava que ele só sabia beber como um opala... Desculpe, não queria ofender seu pai. Sério ❛ — completou rapidamente, por quê sempre falava as coisas erradas?, parecia sua auto sabotagem. ❛ — Hoje não vale. Você é uma VAMPIRA, claro que vai ganhar de mim, pisca pisca. ❛ — semicerrou os olhos, desafiando-a. Fez o mesmo que ela, e esqueceu o assunto. ❛ — Claro que sim! O que acha de um espadachim pirata?