— Menino, no que você pensa tanto? — Em meu futuro; e no futuro que outros podem construir graças a ele.
Por Gean Lima
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— Menino, no que você pensa tanto? — Em meu futuro; e no futuro que outros podem construir graças a ele.
Por Gean Lima
“Menino, você tem um minuto?”
Lembra de mim? Ei, espera aí! Não vou te machucar...
Você me repreendeu por usar o celular enquanto dirigia, lembra? E também me pediu uma moeda.
Não quero tomar muito o seu tempo. Sei que está trabalhando e precisa alimentar seus três irmãos. O problema é que tenho pensado em você. Não em você exatamente, mas no seu esforço. Na sua inocência. E no quanto sua simplicidade te torna mais humano que muita gente.
Seus malabarismos são geniais também, devo dizer. Sim, sim... Sim, eu sei! Aquele dia eu mal reconheci seus esforços, né? Mas, venho te observando há um tempo. Até decorei os passos de suas apresentações. Sei que eles são improvisados e duram não mais que trinta segundos, dependendo do quanto o farol permanece fechado. Tá vendo? Alguém está se redimindo aqui!
O tempo está acabando, mas prometo ser ainda mais breve. Hoje não estou aqui para te dar uma moeda. Quando eu era criança, diziam que essa época do ano simbolizava o início de uma vida melhor. Minha infância não foi muito diferente da sua, por isso me agarrei a esperança e estou aqui desejando o mesmo a você.
Nunca deixe a luz em seus olhos se apagar. Não deixe também que essa vida futura atrapalhe o ser humano incrível que você é. Esse lado que nem eu mesmo sabia que tinha até vê-lo se contentar com pouco.
Ah, e antes que eu me esqueça do motivo pelo qual te procurei... Você gosta de chocolate? Toma aqui alguns, para você e seus irmãozinhos. Agora é melhor você ir pra casa, porque está frio. E, ei!... Feliz Páscoa! Feliz Vida Melhor!
(sequência de “Tio, você tem uma moeda?”, publicado aqui)
Por Gean Lima
Seria muito egoísmo da minha parte desejar que, em um desses dias melancolicamente chuvosos, enquanto fico a observar o choro aleatório, constante e embaraçoso das gotas deslizando pela janela, você sinta minha falta e decida bater em minha porta, trazendo novamente o Sol?
Gean Lima
Aquela pessoa
Posso ser tímido; conversar o mínimo possível com os que me rodeiam; seja por vergonha ou simples falta de coragem para dizer o que penso. Porém, sempre existirá aquela pessoa que ainda faz a diferença em minha vida. Alguém com quem me abro e desabafo quando necessário. Seja em lágrimas, risadas ou até para pedir conselhos. Aquela pessoa para quem entreguei facilmente toda minha confiança, mas sei que nunca irá me desapontar. E, independentemente de quanto tempo nos conhecemos, me ensinou muito em um curto espaço de tempo. Muito mesmo. Me ajudou. Me apoiou. E, acima de tudo, me RECONHECEU quando eu mesmo duvidei da minha capacidade, quando ninguém esteve do meu lado. :’)
Se tens uma pessoa assim, não a deixe ir. Nunca.
E a você, meu sincero agradecimento.
Por Gean Lima
“Você está em todas as músicas de amor que eu escuto.”
Por Gean Lima
“Mãe, o que é amar?”
“Mãe, o que é amar?”
Aos oito anos, a curiosidade do menino ia além da de qualquer criança da sua idade. Estas procuravam respostas para diferentes porquês: “por que o Sol só aparece de dia?” “Por que o céu é azul?” “Por que não consigo voar como um super-herói?” O jovenzinho, contudo, buscava respostas que nem mesmo sua mãe, tricotando no sofá, era capaz de definir prontamente.
“Ah, meu filho…”, balbuciou a mãe, ligeiramente confusa, tentando encontrar as palavras corretas para dar ao filho uma resposta satisfatória. “Amar é colocar alguém especial em primeiro lugar. É pensar nesse alguém o tempo todo e encontrá-lo em nossos sonhos enquanto dormimos; é acordar desse sonho se sentindo confuso, porque a pessoa te acompanha onde quer que você vá mesmo não estando por perto. (…) Amar é querer estar com alguém e fazer absolutamente tudo por ele.”
“Uau! Então, amar é mesmo muito bom, não é, mãe?”, refletiu o garoto, sua expressão pensativa dando lugar a um sorriso perfeito, as covinhas se formando em suas bochechas rechonchudas. “Sabe de uma coisa, mãe? Eu te amo!”, ele concluiu, pulando no colo da pessoa mais importante para ele e envolvendo-a, por fim, em um forte abraço.
Por Gean Lima
As pessoas me olhavam como se eu fosse um estranho, um ser de outro mundo. Contudo, eles me direcionavam a palavra; quando precisavam de alguma coisa, claro, e eu era o único capaz de ajudar – eu servia de alguma coisa, afinal. No mais, tudo se resumia a piadinhas e comentários maldosos.
Era tudo muito excessivo. Eles não se cansavam. Insultos como aqueles não me ofendiam, mas não era daquela forma que eu queria ser reconhecido. Quando dei por mim, não me faltava “conteúdo” para escrever um romance barato, tão descartável quanto frustrações enrustidas de adolescentes que se satisfaziam vendo a baixa autoestima alheia.
Não o fiz, porém. Me arrependo? Não. Eu não era igual a eles. Eu aproveitava meu tempo para fazer o bem.
Por isso engavetei os três anos do Ensino Médio, bem como seu conteúdo de baixo calão. Não para me vingar no futuro, longe disso; mas são coisas que marcam a gente, sabe? E marcou um pouco minha personalidade. Mas não tenho porque me incomodar. Não mais. Porque onde eu estiver, outras pessoas não sofrerão o que senti na pele. No final das contas, eu só tenho a agradecer...
Por Gean Lima
“Tio, você tem uma moeda?“
“Tio, você tem uma moeda?”
“Oi?”
“Nossa, tio, como você é viciado em celular! Nem ouviu o que eu perguntei…”
Ri baixinho, levemente sem graça. Em meio ao típico trânsito infernal da cidade grande, aquele mísero aparelho me distraiu dentro de poucos segundos, enquanto aguardava o sinal abrir. O mais intrigante, contudo, era que, ao contrário do que eu estava acostumado, o repreendimento vinha não dos meus pais ou dos meus avós, mas de uma criança; daquela inocente criatura que, em um mundo perfeito, estaria na escola àquela hora da manhã e não fazendo malabarismos baratos e inexperientes no farol fechado, na esperança de conseguir alguns trocados e garantir o pão daquele dia. E eu, por outro lado, com minha mania alienante de servir a um eletrônico, mal havia notado o esforço daquela pobre figura que agora me observava com expressão culpada e um tanto arrependida.
“Eu tô brincando, tio”, justificou-se rapidamente, como se tivesse dito alguma coisa errada. “Mas… Você tem uma moeda?”, seus olhos esbugalhados agora transmitiam curiosidade.
Um sorriso esboçou meus lábios. Agora eu sentia pena e até mesmo um pouco de remorso. Entreguei-lhe algumas moedas que mofavam em um dos pequenos compartimentos ao meu lado e então o farol abriu.
“Obrigado, tio!…”
Conforme me distanciava e, de acordo com o que minha visão conseguia captar através do retrovisor, agora era o garotinho quem sorria. Uma satisfação inexplicável me confortou pelo restante do dia.
Por Gean Lima