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@semdirecao
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É difícil quando um capítulo grande da sua vida termina. Dizer que o amor é sempre simples, é exagero. Não é fácil. E aí quando tudo aquilo em que você acreditava desaparece, fica um vazio gigantesco. Quer dizer, você não tem mais pelo que lutar! E junto vem um alívio - um alívio culpado, de não ter mais que ser tão corajosa, de desistir. Mas vem uma dor imensa. A dor de ter lutado tanto por algo que acabou. Já era. E é claro que você precisa sentir aquela dor, de se deixar afogar um pouquinho na tristeza. Mas quanto é pouquinho? Como que não se perde o controle completo do quanto é permitido se entristecer? Talvez a dor nem seja de fato por ele, talvez seja só a ideia de tudo o que ele representava. O cartão de saída do ódio próprio. Era a confirmação de que sim, você pode ter o amor da sua vida e todo o blablabla. E se isso acaba, bom, significa que todas as vozes insistentemente maldosas voltam. Um capítulo termina e toda a tristeza volta.
(via lua-de-sonhos)
Duas palavras gigantescas: sinto muito.
A Menina que Roubava Livros. (via romantizar)
— O Amor Não Tira Férias
Eu não sei se você já se sentiu assim. Querendo dormir por mil anos. Ou simplesmente não existir. Ou apenas não estar ciente de sua existência. Ou algo parecido. Eu acho que querer algo assim é muito mórbido, mas eu acabo tendo esse tipo de desejo quando estou mal. É por isso que estou tentando não pensar. Eu só quero que tudo pare de rodar.
As vantagens de ser invisível. (via heasexyy)
A verdade é que o ser humano tem uma quedinha pela desgraça. Meio estranho dizer isso, né? As pessoas estão sempre ansiando por felicidade, dai eu venho e digo que na verdade, o nosso forte são as coisas ruins. Mas é verdade. Juro. Podem acontecer 17 coisas boas, e o maldito vai ser concentrar no 1 que não dê certo. Não é a toa que nos tais balanços de fim de ano que todo mundo faz, a maioria diz sobre como o ano foi ruim. Não estou dizendo que o ser humano por si só, é mau. É só que a concentração é sempre maior no que não tá bom. No que deu errado. E daí? Bom. Eu percebi, como boa humana que sou, que sempre que o ano termina, eu tenho que ficar por horas procurando as coisas realmente boas que aconteceram. Mas isso não soa errado? Quer dizer, se algo foi bom, você deve automaticamente se concentrar nisso. Foi aí que percebi que tinha algo errado. E que eu podia mudar. Tudo começou quando vi a tal brincadeira do jarro de coisas boas, no fim de 2012. Você escreve todas as coisas boas que te acontecem. Cada uma delas. Tudo o que te faz sorrir. Por mais bobinho que pareça. E vai acumulando até o fim do ano. Na última semana, últimos dias do tal ano, você abre e lê. Eu fiz. Não custava tentar, né? Bom, eu percebi que é tudo uma questão de perspectiva. E meu Deus, quanta coisa boa aconteceu! As coisas ruins parecem tão insignificantes. Algumas coisas nem lembrava que tinham acontecido.
E aí me lembrei de tantas pessoas que já vi em casos tão mais graves, com vidas consideradas tão mais tristes, e que ainda assim conseguem dar um sorrisinho e dizer que tudo vai ficar bem. Que nada é tão grave. E eu sempre me perguntei como eles conseguiam.
Taí algo que eu acho que todo mundo deveria tentar. As forças pra começar um novo ano, de cara limpa, mente limpa, sabendo que você deu o seu melhor, muda o ano desde a viradinha, em que você pensa “que esse ano seja tão bom quanto o que acabou”. E qualquer desgraça vai parecer insignificante. Vai existir a tal esperança, que novos anos deveriam trazer, porque enfim, o que vai estar em foco são as coisas boas (que não são poucas).