Tem algumas coisas que talvez você deva saber sobre mim. Eu adoro livros. Essa é talvez a parte mais óbvia sobre mim. Os meus livros favoritos envolvem, de alguma forma, um personagem que é mentalmente desequilibrado e situações sérias que o mundo todo ignora porque são “mentalmente difíceis de lidar”. Você nunca vai saber se eu li um livro ou não só de olhar pra ele – certa vez me disseram que “parece que você nem tocou no livro, que ele acabou de chegar da livraria”. Eu também escrevo. Bom, pelo menos deveria escrever. Mais de 90% do tempo eu estou pensando em como eu descreveria aquela situação. Se você me perguntar algo, eu vou pensar em pelo menos uma dúzia de maneiras diferentes de responder à sua pergunta (e fatidicamente vou escolher a resposta mais idiota.) Odeio ter de escolher entre extremos opostos. Nos testes online, em perguntas como “Você gostaria de passar o sábado à noite em casa ou festejando?” eu diria que depende. Não me venha com “ous”. A vida não é feita de Ous. Acho que é mais de talvez do que tudo. Então eu não vou ser de direita ou de esquerda. Não vou escolher entre salvar meu pai ou minha mãe num barco afundando – sim, eu sou o pesadelo de todo mundo. A que responde sempre com “eu morreria tentando salvar os dois”. Eu gosto de viajar. Muito. Mas é provável que 2/3 da população mundial diga isso, só que eu realmente amo viajar. Não me interessa pra onde, não me interessa como. Eu gosto da sensação de estar em movimento, de estar em direção à algo que eu não conheço. Assisto filmes repetidos. Um monte deles. Alguns, já sei as falas de cor, mas nem entram numa listinha dos meus filmes favoritos. Só é legal saber que se, você assistir um milhão de vezes, o fim vai ser o mesmo, é uma constante. Não consigo manter uma amizade por muito tempo. Eu afasto as pessoas (e não digo isso num tom vanglorioso, ou num tom melodramático de eu-sou-um-pesadelo. É só um fato que, talvez, você ache esquisito, ou faça com que me odeie. Ainda não decidi se é bom ou ruim). Já afastei mais pessoas do que consigo contar em duas mãos, inclusive algumas que pareciam invariáveis na equação. Por incrível que pareça, em algum momento isso deixa de incomodar e diria que se torna quase rotineiro, apesar de ter lá seus baques vez ou outra. Não tenho nenhuma amizade de mais de 10 anos, se desconsiderar a família. Mas faço amizades com muita facilidade, o que convenhamos, é uma contradição. Eu gosto de música nova, antiga, na moda, démodé, de roupa larga, justa. Eu provavelmente deveria começar a escrever algo muito inteligente agora, porque AIMEUDEUS você não leu tudo isso pra não ter uma moral da história ou algo assim. Mas não tem mesmo. Vou terminar dizendo que sou obcecada por pandas porque eles gostam de comer, dormir, e tem uma cara de animal bem sábio. Se eu fosse um animal, eu pediria conselhos pra um panda.








