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@seu-espiao
Carta aberta para mim mesma.
Para de se destruir, idiota.
-Beco Da Poeta
eu só precisava te ver, olhar pra você, pra esses seus olhos castanhos. falando nisso, eu já te falei que eles são a coisa mais linda que já vi na vida?
Alguém mais se sente assim?
ainda me pergunto se o tempo sabe mesmo o que está fazendo. dizem que ele cura tudo, mas às vezes parece que ele só esconde as coisas em gavetas desorganizadas, onde elas continuam lá, esperando que você tropece nelas de novo. o tempo passou, é verdade. os dias viraram semanas, que viraram meses, e ainda assim... aqui está você. não como antes, mas como sempre. um nome que não preciso dizer, um sorriso que não preciso ver para lembrar, um sentimento que se recusou a seguir o script de desaparecer com o tempo. é engraçado, porque dizem que com o tempo tudo se ajeita. mas, e se o tempo só nos lembra que há coisas que não se ajeitam, que não se apagam, que não precisam de conserto? e se ele só nos mostra que há sentimentos que nasceram para ser eternos? eu tento esperar pacientemente. tento acreditar na promessa que todo mundo faz — que vai doer menos, que vai desbotar, que vai passar. mas a verdade é que, em vez de passar, você ficou. de um jeito quieto, discreto, quase imperceptível, mas ainda assim, irremovível. e o tempo, com todo seu poder, me lembra que certos sentimentos nunca vão obedecê-lo. eles simplesmente existem, fora do calendário, fora da lógica, apenas persistindo. porque talvez... talvez eles nem queiram ser curados.
já que você foi, escrevo. porque alguma coisa tinha que ficar.
O outono não chora o fim do verão, ele o aceita como parte de seu próprio começo. Ele nunca grita, ele sussurra o fim com delicadeza e cuidado, sem pressa, pois entende que deixar ir faz parte do ciclo. Dizem que o outono é a estação da renovação, tudo que incomoda, que machuca, que não funciona mais é finalizado nesta estação. Nossos outonos são as despedidas, ciclos com data e hora para terminarem, o fim de uma dor, o ensinamento sobre o desapego silencioso. É se cansar de vestir roupas novas para velhas tragédias, é entender que mesmo quando perdemos tudo e ficamos despidos, é por uma boa razão. Somos feitos de estações, ciclos que tendem a iniciar e finalizar com mais frequência do que imaginamos, porque a vida acontece em círculos, no tic-tac do relógio, não em linhas retas e imaginárias. Cada fim é uma curva suave ou extremamente intensa e não um muro de rocha sólida onde por mais que tentemos moldar nada acontece. Cada ciclo encerrado significa um espaço aberto para o próximo e novo florescer.
— Julliany em Relicário dos poetas.
Nem a fênix tem tantas vidas assim.
Me disseram que eu era intensa, renascida, indestrutível. Que eu tinha esse negócio de escorpião: sentir tudo, morrer mil vezes, e sempre voltar mais forte.
Mas ninguém perguntou se eu queria voltar.
Porque eu já me reconstruí tanto que nem sei mais quem era antes da primeira queda. Já juntei cacos que nem me pertenciam. Já sorri depois do caos porque era o que esperavam de mim. E quer saber? Cansa.
Hoje eu não quero renascer.
Não quero bater asas.
Não quero provar força.
Quero só existir. Deitar nas cinzas quentinhas da minha própria história e respirar.
Sem pressa. Sem dor.
Estou quebrada. Estou cansada.
E tudo bem.
Porque até as brasas, quando respeitadas, viram fogo de novo.
Mas só quando querem.
Eu não te quero por impulso, te quero com o peso bonito do que poderia ser. Com a vontade de mergulhar, sem rede de proteção, porque tu já é, pra mim, um tipo de abrigo.
– As cartas que eu te escrevi.
Verdade cruel demais para ser lida rapidamente