“MI-KU”
CARALHO ADOREI O TROCADILHO
“OI AMOR. COMO VOCÊ ESTÁ?!”
"NA MELHOR, NADA DE NOVO. E VOCÊ?!"
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“MI-KU”
CARALHO ADOREI O TROCADILHO
“OI AMOR. COMO VOCÊ ESTÁ?!”
"NA MELHOR, NADA DE NOVO. E VOCÊ?!"
“VOCÊS ESQUECERAM QUEM REALMENTE ARRASA AQUI É ISSO MESMO”
“MI
KI
YAAAAAAAAAAA”
"MI-KU"
"VOCÊS ESQUECERAM QUEM REALMENTE ARRASA AQUI É ISSO MESMO"
O destino era lindo, perfeito, fabuloso. Não bastava ter saído com Mikiya, ter ganhado sua carteira e ter o pressentimento de que todos aqueles garotos gatos olhavam para si. AKUMA TAMBÉM ESTAVA LÁ. E lhe dera o um susto sem voltas. Ouvir sua voz foi tão bom que fez o susto ser duas vezes maior, já que a última coisa que passou por sua cabeça seria sua melhor amiga estar trabalhando num bar de uma festa o invés de estar curtindo com ela. Havia ligado mais cedo no celular dela (pela segunda vez), mas como não recebeu retorno, achou que estivesse ocupada com algo mais… importante. Ah, por favor. Trabalhar não era tão importante assim. Daria um jeito de puxá-la para o seu lado. Para isso serviam os amigos. AKUMA-SENPAI! Retribuiu seu grito, sem se preocupar com as aulas de etiqueta que costumava a visitar. Abriu os braços como se fosse recebê-la, mas seu rosto estava mais para um “QUAL O SENTIDO DISSO?!”. Não, não, espera, o que diabos VOCÊ está fazendo aqui, sua… sua … barman de terceira! E soltando o maior sorriso que conseguia, deu uma olhada nos copos que ela havia trazido. Puxou um até mais na frente de Mikiya e piscou para ele, apenas ouvindo aquele velho tom brincalhão de Akuma que nunca passava. Como amava aquela garota. Esse? Encontrei na entrada, ali. Me disse que os custos ficariam por sua conta, e aí eu gamei. Uma das mãos parou na bochecha, dando ombros, como se fosse uma coisa predestinada. Sabia que o outro não ligava, e até daria corda para a situação. Akuma-senpai, conheça o mais maravilhoso dos primos que existem na face da Terra! Tan tan tan tan! Mikiya! Apresentou-o, segurando em seu braço. Ele é o irmão mais velho da Miki. Lembra dela? Continuou, sem dar pausas. Sua presença lhe animava. E Kiya, essa é a Akuma-senpai, a melhor das melhores das melhooooores amigas do mundo! Falava sem sombra de dúvida, e falaria milhares de vezes. As pessoas mais importantes de sua vida. E… sobre Len! Levantou um dos copos e olhou autoritária para ambos, aproveitando a brecha de Akuma já ter pego um deles. Não ligava. Pagaria quantos ela quisesse. Já tinha contado a história para garota nas primeiras ligações, mas não para o primo. Pretendia, o mais rápido. Hoje ele não existe! Comemorando a ausência do loiro - que se sucederia por muito tempo (pelo que ela pensava), assim como a amiga, virou o copo e bebeu num gole só, lembrando o quão estranho era o gosto do álcool junto da sensação de queimação na garganta. Os outros dois notariam sem esforços seu inicial desconforto, mas quanto mais perdesse a cabeça, menos ligaria.
E, ah! Assim que isso aqui acabar, você vai pro colégio com a gente! Não quero ouvir desculpas esfarrapadas.
Já estava se confundindo com aquela muvuca toda, mas aquilo não estava o incomodando. Muito pelo contrário, estava adorando. Mikiya sempre foi desses, a farra em primeiro lugar, e sempre considerava isso uma personalidade perfeita. Amor próprio, é isso que chamamos atualmente. Pegou o embalo da brincadeira, acrescentou mais um comentário na piada de Miku, prendendo as risadas. ''E eu, não pude negar oferecer bebida de graça pra essa gatinha aqui, né.''
Pôde até sentir seu ego inflando depois daquela apresentação toda que Miku fizera, e tinha amado. ''Ai para.'' Foi a única coisa que dissera, em um tom bem viado, para brincar. ''Prazer te conhecer, Akuma.'' Uma piscada. Mikiya sempre fazia questão de ter a melhor presença onde quer que estivesse, isso era óbvio. Não entendera aquela coisa toda de Len, era o garoto da escola? Realmente estava por fora desses assuntos, mas não o interessavam agora. O resto de Akuma voltar para a escola deixou as duas falarem entre si.
Olhava para as dez bebidas que Miku havia preparado para os dois beberem. Apenas dez não deixariam Mikiya bêbado, mas aceitara aquilo apenas para ter o prazer de ver a prima doidona. E claro que ele filmaria, e claro que riria com ela ao mostrar a zoeira do dia passado. Por enquanto, tudo que importava era festejar e aproveitar o momento. ''Você vai mesmo aguentar isso tudo, prima? 'Tô duvidaando~'' Cantarolou a última palavra, em desafio.
closed ; we wanna go!
Mikiya. O amor de sua vida. O seu anjo protetor. O maior dos maiores. A sua estrela havia chegado para lhe animar e nada os deteria. Os fatos ainda não eram de conhecimento de seu primo, mas não demoraria tanto para que lhe contasse. A segunda pessoa que era mais apegada na família. Sua mãe me mimava, mas era apenas uma relação amigável (e fechada); seu pai nunca estava em casa; Mikuo, um irmão perfeito, mas não era fácil abrir-se sobre assuntos pessoais. Kiya, como costumava chamá-lo, entretanto, sempre parecia estar disposto a dar-lhe tapas caso estivesse errada e abraços caso tivesse feito algo incrível. Os conselhos ficavam quando ela aparecia depressiva ou chorosa em sua casa. Corria direto para o seu quarto, dando um oi rápido para sua tia. Apenas. Várias vezes ela o fez perder o precioso tempo apenas para lhe ouvir, e se sentia no dever de, algum dia, retribuir. Isso lhe fazia refletir… tirando Miki e Akuma-senpai, todas as suas outras amizades eram… machos. As mensagens chegaram e lhe fizeram sentir aquele friozinho na barriga. Miku ainda conseguia sentir o gosto do álcool preso no meio da garganta - o álcool da noite passada. Agora, estava melhor arrumada para uma festa, e, bom, esperava não abusar. Sabia que Gumi lhe mataria caso a visse bêbada pelos cantos. Ela demorou um pouco por conta do peep toe preto que usava, apenas para combinar com o vestido curto. O cabelo estava preso num rabo de cavalo alto por conta do tamanho. Não queria cair e ter de voltar pra se arrumar de novo. Enfiou o celular na bolsa depois de ler os recados e quando ouviu sua frase, sorriu sem pensar. Não saio mesmo, com você desse jeito eu não me aguento, sabia? Brincou. Ele tinha mudado um pouco - do tipo um pouco, mas muito. Estava lindo. E não demorou para correr até ele e começar os “hmmmm”, continuando da onde ele tinha parado na música. Impossível não ouvir. O céu também cantou e um trovão invadiu os céus. Tinha chovido mais cedo. Agora eram o que? Dez horas? Choveria de novo, pelo visto. Vamos… eu pago o táxi.
Riu com o comentário da outra sobre si mesmo, e concordou só por piada. — Quem sou eu pra negar quando você diz? — Colocou a mão na própria cintura, elogiando-a também. — Você é outra, viu? — Uma piscadinha irônica. Mikiya sempre fazia brincadeiras desse tipo, afinal. E quando ia apertar passo, ouviu o tal trovão. Ahh, não em sua noite, por favor. Suspirou por fim, vendo que já seria inevitável.
Ao chamado da outra, assentiu com a cabeça. Esperava que esta já tinha chamado o táxi. A seguia, agora se lembrando de um pequeno detalhe. — Ah-! Uma coisa importante. — Levantou o dedo indicador, continuando sua frase quando quando já tinha a atenção dela. — Eu vou pagar qualquer bebida que você quiser. Use e abuse disso. — Mexeu em seus bolsos e jogou a carteira própria para ela. Na opnião de Mikiya, festa não é festa sem uma boa bebida.
E então, adentraram o tal táxi.
só isso mesmo, boa noite pessoal.
closed ; we wanna go!
Arrumava seu cabelo por último. Suas roupas já tinha vestido, e por mais incrível que pareça, estava animado e arrumado para estudar. Estudar? Pfff. Parece até que não conhecemos Mikiya. Seus três últimos tempos de escola já estavam ocupados por seus planos. Ia levar Miku para uma festa, e estava animado. Fazia tempos que não ia para uma e dançava. E bem, podia-se dizer que estava animado. Ao terminar, olhou seu relógio. Não faltava muito, e isso arrancou um sorriso do seu rosto.
Depois de dois tempos em música e teatro, e já fora da escola, resolveu chamar Miku, com uma mensagem de texto. Digitou para a outra:
[text] Ei, eu já estou aqui fora. (ΦзΦ)
[text] Tô te esperando, não pode demorar muito, viu?
[text] Vamo que vamo. (•̀ᴗ•́)و ̑̑
E com isso, se apoiou usando a perna esquerda no murinho, encostando as costas no mesmo. Cantarolava uma de suas músicas favoritas, demonstrando animação. Cantara o início, e quando estava por começar o refrão, Miku apareceu em sua frente. Ajeitou-se em pé de novo, ficando um pouco maior em relação a altura que a mesma.
─ Vamos? Hoje você não sai daquela festa sozinha.
"…" Olha pro lado e vê o Mikiya ao seu lado. "……………………….. O-ONII-CHAN?"
─ O próprio e único!
"…" Suspiro. "E eu achando que hoje eu iria ter o dia cheio …" Encarando o celular. “… Mas parece que minha agenda está livre hoje …”
─ Ótimo! Isso significa que você vai passar o dia comigo, certo?