é incrível o quanto tudo, absolutamente tudo ao nosso redor possui o seu propósito.
incontáveis foram as vezes em que eu olhei para o céu e o questionei o porquê de certas coisas acontecerem comigo, com as pessoas que eu gosto.
como se de alguma forma o universo tivesse culpa.
mas ao mesmo tempo eu parei para refletir:
se o universo é tudo o que existe fisicamente, a soma do espaço, do tempo e das mais variadas formas de matéria, como planetas, estrelas, galáxias e os componentes do espaço intergalático que a ciência nos mostra, que culpa ele teria?
eu sou tão, mas tão pequena. nós somos míseros grãos de areia esvoaçando por aí. ou, então, nem isso chegamos a ser, apenas pequeninas partículas elementares que apenas compõem o vasto universo.
pensar nisso me trouxe um sentimento de insignificância frente ao universo.
não é um sentimento ruim, muito pelo contrário. é um sentimento bom, reconfortante. é um sentimento inevitável que me possibilita diversas reflexões, visões. em comparação com a terra, somos meros pontinhos invisíveis frente ao sol.
mas, assim como nós, o sol é só mais um entre bilhões de pontos na via láctea. e a nossa tão grandiosa galáxia, também! é um minúsculo ponto diante do tamanho do universo. este, infinito, pode ser igualmente outro mísero ponto em meio a incontáveis outros universos.
é fascinante! e é um tanto aterrorizante também, saber que estamos vagando por aí.. mas pensar nisso me conforta, faz com que eu olhe sob uma nova perspectiva.
coisas ruins acontecem o tempo todo e com os mais variados seres vivos, sendo bons ou não tão bons assim. o big bang, por exemplo, que /alguns/ cosmólogos acreditam, foi o desenvolvimento inicial do universo. para estarmos aqui hoje, o contemplando, precisou haver essa explosão. é a mesma coisa conosco. coisas ruins acontecem, mas tem um propósito por trás disso. pode ser difícil de compreender, mas é necessário acreditar e, principalmente, permitir que as coisas ruins nos direcionem às coisas que podem ser ainda melhores! coisas maravilhosas.
e se ao invés de nos queixarmos para universo, culpabiliza-lo, tentarmos ressignificar a negatividade e transforma-la em positividade? porque de nada adianta só reclamarmos. consome a energia que poderíamos estar investindo no que nos faz verdadeiramente bem, nos acrescenta.
não é fácil, eu nunca disse que seria, mas não é impossível. estamos em constante evolução assim como o universo. repare mais em tudo o que acontece com você, com o que acontece à sua volta e na forma como você lida com as coisas, como elas moldam a sua vida. e quando fizer isso, seja gentil. seja gentil consigo mesmo, saiba apreciar cada um dos seus esforços, cada uma das suas conquistas, lutas. mas seja gentil com os outros também. só, por favor, não caia na ladainha de “trate os outros como gostaria de ser tratado” é o pior erro.
eu aprendi que devemos, sim, ser gentis o máximo possível com todos que encontrarmos! mas também devemos sempre nos defender das injustiças. seja recíproco. recíproco assim como o universo que tem a sua própria lei de ação e reação. tudo ecoa. aqui, lá. estamos interligados, algo que é feito do outro lado do planeta tem a capacidade de nos afetar. então, ciente de que podemos influenciar tanto positivamente quanto negativamente (e curativamente) as pessoas, por que não vibramos em sintonia da paz e do amor?
“seja qual for sua crença, faça com que uma onda positiva a partir de você, cubra os que você ama, nosso mundo e a si mesmo, pois aquilo que você emanar, retornará para você.”
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