Por incrível que parecesse, Ayden não era muito familiarizado com clubes de strip. Óbvio que já havia frequentado algumas com seus amigos e amigas, mas foram em poucos momentos de sua vida, pois não costumava ter tanto interesse naquilo e também preferia gastar o pouco dinheiro que possuía com outras coisas e atividades. Então ter aquele homem desconhecido no seu colo, agindo daquela forma e o provocando em troca de dinheiro já era algo quase inédito.
Ao ter a cabeça erguida pelo puxão em seu cabelo e o pescoço beijado, um sorriso travesso e curioso se formou em seus lábios, afinal, não tinha ideia do que estava por vir uma vez que acreditava que o funcionamento daquilo fosse diferente quando comparados “estar em grupo” e “estar sozinho”. Como era a primeira vez desacompanhado, um mistério cercava todo o ambiente aos olhos do cabeleireiro. Assim que recebeu a mordiscada em seu lóbulo acompanhada com aquela frase verdadeiramente excitante, um arrepio percorreu a sua espinha na hora. Se a coisa continuasse desse jeito, o moreno teria a certeza que sairia bem duro dali.
Com o colo desocupado pelo Sky, acompanhou o homem se afastar e ir em direção ao som presente na saleta para escolher alguma música, que demorou algum segundos para invadir seus ouvidos com sua batida sensual e contagiante. O dançarino com certeza ganhou pontos pela boa escolha musical. Os seus olhos castanhos escuros passaram a assistir hipnoticamente à dança executada pelo rapaz que parecia fazê-lo entrar numa outra realidade. O jeito que as luzes vermelhas iluminavam o corpo masculino, que se movimentava numa sensualidade natural, transformava tudo numa espécie de masturbação visual. Ayden estava tão entretido com aquela visão do stripper que ter seu peito tocado foi como acordar da hipnose, relembrando que também participava daquele show particular como uma peça chave.
Sua respiração cessou por um curto segundo quando a aproximação de seus rostos se tornou excessiva e seu colo foi usado novamente como um assento para Sky. Aquela regra de não poder tocá-lo a não ser que possuísse uma permissão prévia se tornava um verdadeiro desafio. Caralho. — Quando poderei tocá-lo? — murmurou desejosamente.
Nervoso, o ruivinho poderia estar, mas ele ainda carregava uma certa segurança pois, apesar de ser a primeira dança para um rapaz, já havia feito algumas privadas para garotas e sabia como capturar a atenção de alguém. Em seu papel de stripper, o contato visual era essencial mas parecia quase impossível não deslizar os olhos para os lábios cheios do outro garoto. O quadril mexeu-se contra o dele agora que ocupava confortavelmente o colo do mesmo, buscando um contato maior enquanto seus movimentos seguiam o ritmo que a música ditava.
Erguendo o olhar para o dele, Skye balançou a cabeça em negação, o sorriso sacana aparecendo para esticar os seus lábios. Ele apoiou os joelhos no estofado da poltrona, elevando um pouco o corpo e, agora estando mais alto que o outro, o ruivo precisou baixar-se minimamente para levar os lábios a orelha dele. "Ainda não." respondeu, subindo discretamente a mão direita para os fios escuros perto da nuca do rapaz para que seus dedos novamente pudessem ser presos e o segurar com firmeza. Embora não pudesse negar que queria ter a chance de experimentar aquelas mãos em seu corpo — e não sabia ao certo de onde viera aquele desejo considerando que controlava-se muito bem com os clientes —, Skye permanecia firme na decisão de manter a regra de pé.
Decisão essa que não iria perdurar tanto. O refrão da música o fez erguer-se mais, os olhos ainda não desviando dos dele mas segurando no encosto do estofado, Skye pode elevar-se o suficiente para que pudesse rebolar sem encostar mais no cliente, sua virilha chegando na altura do rosto dele ao movimentar-se, ondulando o corpo. Ao tornar a abaixar-se, o ruivinho leva a mão para a do rapaz, acomodando-se no colo dele mais uma vez, seus quadris não cessando os movimentos porém tornando-se mais lentos. Sky traz a mão do cliente para seu abdômen e mordisca o canto do próprio lábio ao deixá-lo finalmente o tocar, soltando-lhe para que o moreno pudesse tomar a frente dos toques enquanto ele descansava a mão na nuca do desconhecido, as unhas curtinhas arranhando levemente o local quando deixou a cabeça pender para trás e os lábios serem separados no que deveria parecer um gemido silencioso para acompanhar a batida da música tocada.