-Tá. Para. Me explica por que é que você e esse hum… Grupinho, tem essa necessidade de insultar todo mundo?
Que grupinho? Outras pessoas andaram te insultando? O problema deve estar em você, né? E eu não quis te insultar, de qualquer maneira...

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@snivellus-snape-rp
-Tá. Para. Me explica por que é que você e esse hum… Grupinho, tem essa necessidade de insultar todo mundo?
Que grupinho? Outras pessoas andaram te insultando? O problema deve estar em você, né? E eu não quis te insultar, de qualquer maneira...
Não me recordo de ter te oferecido ajuda com isso… Sabe, não faço caridade. You’re just pathetic… Agora cala a boca que estou tentando ler… Your voice is so fucking annoying.
É um favor que você me faz. Você pode procurar outro lugar, se preferir. Mas por favor, vá para bem longe...
Eu não me importo mesmo com isso, ‘tá? Apenas ‘tou tentando te chamar à razão, mas parece que isso ‘tá difícil, né. Claro que você aproveita sua vida, Severus. Aliás, é por isso que você inferniza a vida dos bolsistas, né? É porque sua vidinha é demasiado miserável e precisa ficar xingando os outros para se sentir superior, não é mesmo? Estamos limpando o chão porque foram injustos connosco, ‘tá? Vocês também tiveram culpa e saem ilesos, mas enfim. Talvez seja, quem sabe. Uhum, claro que não ‘tá mentindo. É só olhar no seu rosto mesmo.
Se não se importa, por que não me deixa em paz? Eu não infernizo a vida de ninguém, não perco meu tempo fazendo isso, mas parece que você adora, não é? Ah, me poupe desse assunto por favor. Vá reclamar com do diretor, ou seja lá quem for. Acho que reclamar sobre seus problemas comigo não irá resolver, irão continuar limpando o chão. Na verdade ninguém se importa, nem mesmo vocês. Vocês só querem chamar a atenção, e ficar reclamando por aí. O que tem meu rosto, hein?
-Pessoas assim? Ah me erra. Vai se foder.
Pessoas sem educação, assim como você.
@sam-blackthorn
Os dias estavam sendo diferentes não só para Severus, mas para todos que estavam ali naquele acampamento. Todos se divertindo e tendo bons momentos, algo que Severus, ultimamente, estava à procura. Cansado de seu colega de quarto, sempre contando as mesmas piadas e inventando as mesmas histórias, o moreno resolveu se meter em alguma atividade que não envolvesse gelo, nem muito contato social com as outras pessoas que estavam ali. Percebeu um pequeno número de alunos, junto de um instrutor, seguindo por entre as arvores, que já eram distantes de onde a maioria estava. Assim, Severus seguiu aquele grupo, mantendo uma boa distancia , sem ao menos pronunciar que os acompanharia. Quando percebeu que ninguém ali havia notado sua presença, já que estavam bem à frente, o garoto puxou o maço de cigarros que estava escondido em seu bolso, pegando um cigarro e o acendendo. Sentia-se bem quando estava sozinho daquele maneira. Observava as arvores, em sua maioria seca e sem folhas, por conta do frio, e desejava que ninguém aparecesse e percebesse que estava fumando, pois ele guardava esse segredo.
Sério que vai ficar com essa cara de quem comeu e não gostou? Só não fique chorando feito um bebê Snape, seus lamurios são insuportáveis. Não, claro que não, meu tempo é precioso para gastar te perseguindo.
Essa cara de quem está se sentindo incomodado? Sim, vou ficar. Não estou chorando feito um bebê, e se eu o fizesse não seria para você. Então, porque continua aqui me incomodando? Pode ir embora.
Não exagera Severus, quando você fala assim parece que eu estou te perseguindo. Sim, é só com você mesmo, por que?
As vezes parece que está me perseguindo mesmo... Hum, ainda bem que é só comigo, então.
Bom, se eu não sou a única te chamando de idiota, é porque talvez você seja mesmo um idiota, né? E bem, se você é um idiota, você deveria mudar seu jeito, sim. Você está desperdiçando sua adolescência, sim! Você deveria se preocupar menos com classe social e aproveitar a vida, sabe? Criou essa inclusão porque já não vivemos num mundo onde os pobres são escravos dos ricos, sabe?! O mundo mudou, meu caro. Os pobres são pessoas normais, com desejos e inteligência. Os pobres tem tanto direito quanto você a ter uma educação melhor. Eu não estou te elogiando, apenas estou tentando dizer que você bem lá no fundo tem bom coração. Uhum, claro, e eu sou a mamae Noel, né? C’mon, Snape, pára de mentir, sim? Especialmente mentir a si próprio.
Se eu sou ou não um idiota, isso não te importa, por favor... Eu não preciso da sua opinião. Eu aproveito minha vida, não estou nem aí para essa maldita divisão, com tanto que nenhum bolsista cruze meu caminho para me incomodar, como você está fazendo agora! Pois bem, agora estão aqui para receber essa “educação”, limpando o chão, certo? Você deve ser mesmo muito sensitiva para saber o que se passa no fundo do meu coração, não? Não estou mentindo! Por que não cuida da sua vida?
— Agradecida. — Assentiu, um sorriso parcialmente irônico nos lábios, embora que também escondesse um traço de diversão. — É, talvez seja melhor mesmo… mas eu posso perguntar o motivo de você pensar assim? Não estou perguntando como alguém que está prestes a te mandar pra fogueira no segundo seguinte, só estou curiosa em saber como sua cabeça funciona.
Não precisa agradecer... - deixou que um sorriso se abrisse em seus lábios, um sorriso sincero, mas que logo sumiu quando a garota continuou com o que dizia. - Bom, as vezes você tem que escolher com quem você vai passar o tempo aqui em Hogwarts. Não acho que os bolsistas são uma boa companhia, ainda mais sendo intrometidos do jeito que são...
-Desculpa, eu não queria incomodar. Só queria conversar.
Conversar comigo? Não tem nenhuma outra pessoa desocupada por aí para você encher a paciência?
Até onde eu sei o lugar é público, niño. E é necessário apenas a presença de outra pessoa para você já se sentir incomodado? Jesús, ‘tá precisando relaxar urgentemente.
Um lugar publico cheio de outras pessoas para você encher a paciência. Com certeza eu preciso relaxar, mas não vai ser você quem vai me ajudar.
— E existe algum lugar que dá pra ficar em paz nesse instituto?
Se existisse eu não estaria reclamando.
— Opa, não encontrei a carta, Snape.
Como assim? Que carta?
-Ah tá, por que você deve ser tão ocupado…
Na verdade não muito, apenas não tenho tempo para pessoas assim...
Isso se chama karma. Quando você é um pé no saco do Universo, o Universo é um pé no saco para você também.
Sério isso? Se fizesse algum sentindo, eu até acreditaria...
Me desculpe, mas é que tem um negócio preso nas suas costas e eu achei que deveria lhe avisar.
Ah... O que é que está grudado, então?
[FB] Somebody I used to know | Lily&Severus
@snivellus-snape-rp
Era o último dia de aula, entretanto nem isso impediu que os estudantes injustamente responsáveis pela limpeza do instituto, pudessem cessar com o trabalho. Lily era teimosa por demais para que se submetesse à algo tão absurdo como tal, de modo que não apenas se recusava de fazer o mesmo, como no processo também dizia para vários outros bolsistas que isso não era o dever deles e que a injustiça e diferença explícita entre eles e elitistas, não era algo para se aceitar de cabeça para baixo. Porém, como de costume, boa parte se preocupava em perder a bolsa, de modo que se deixavam colocar cada vez mais para baixo. Mas, embora possuísse plena ciência de suas possíveis consequências, planejava inclusive um protesto junto de Isobel Diggory e mais um grupo de alunos tão cansados e revoltados quanto.
Sua aula havia acabado há pouco tempo, de modo que foi primeiramente em direção dos banheiros que ficavam poucos metros de distância. Entretanto, assim que os orbes esmeralda se fixaram na imagem pouca coisa em sua frente, sentiu o estômago revirar. Existiu um tempo em que Lily Evans e Severus Snape eram melhores amigos, tão melhores amigos que promessas de amizade eterna eram feitas e que, de fato, pareciam que iriam fazer jus às palavras, solidificando-se. Mas não era o caso e já há um bom tempo. Nunca deixara de se importar com o garoto de madeixas negras, entretanto se perguntava se o lado preconceituoso dele era algo que sempre existiu e esteve se escondendo especificadamente dela, ou se foi algo que começou em Hogwarts, mesmo. Mas de qualquer forma, era preconceito e a Potter nunca havia deixado de pensar nele nesse tempo ou de deixar de ficar chateada, mas pelo fato de que sentia falta do garoto que conhecera em sua infância e com quem possuía tantas lembranças. Acreditava sim que ainda existia uma parte boa em Snape, contudo nem por isso aceitaria as condições de julgar os outros da maneira como ele o fazia. Tendo dito isso, o observar junto com outros elitistas humilhando os bolsistas que eram obrigados a limpar o chão fez com que fosse atingida diretamente. — It seems like you are having the best time. — A voz da ruiva foi firme no momento em que se aproximou da figura masculina, ouvindo alguns comentários dos outros, dos quais apenas ignorou. — Afinal… caçoar dos outros e agir como se tivesse uma síndrome de superioridade virou algo bem constante, right? — Doía ter que falar dessa forma, todavia, não deixaria isso passar. Ficaram um longo tempo sem que trocassem palavras, até algum tempo atrás, na ocasião em que a ruiva certamente soltou várias coisas que não eram do desejo do ex melhor amigo. A indignação soava das palavras femininas e os olhos o fitavam com incredulidade, a voz com toques irônicos que sempre se apresentavam nesses casos. Estava de frente para alguém que costumava conhecer como ninguém mas que, agora, não saberia dizer quem era.
Os feriados de fim de ano já estavam próximos, assim também como o ultimo dia de aulas. O fim do ano frequentemente animava Severus, ele sempre permanecia em Hogwarts e por algumas vezes visitava seus pais, mas nunca tinha vontade de fazer isso, preferia ficar sozinho como na maioria dos dias. Mas desta vez ele não teria saída, já que Hogwarts estaria fechada dali há alguns dias, e assim ele teria de escolher se iria para a casa de sua mãe ou de seu pai, o que não lhe agradava nenhum pouco.
Depois de sua ultima aula, seguia pelo corredor com um grupo de colegas de sala, comentando sobre como seria seu final de ano. Estava se gabando com eles, sobre como seria maravilhoso, mas é claro que estava mentindo. Se contasse a verdade sobre como passaria seu final de ano, com certeza seus colegas lhe zombariam, principalmente se ele falasse de seu pai, que o mesmo já considerava um pé-rapado, mas não tinha orgulho nenhum disso. A conversa estava calma e descontraída, haviam parado em certo ponto para comentarem sobre algo, porém Severus já não estava mais prestando atenção. No momento que Severus avistou que Lily Evans estava caminhando em sua direção, o seu pensando não estava mais naquela conversa. É claro que ele sentia saudade daquela garota, mas como de costume ele havia estragado o que existia entre ele e ela, mesmo que ele nunca afirmasse isso para ninguém, essa verdade sempre ecoava em sua cabeça quando a via pelos corredores de Hogwarts. Quando percebeu que a ruiva estava perto demais, à ponto de poder ouvir o que os outros ao seu redor diziam, Severus se deixou prestar atenção, e logo percebeu que aquele assunto atingiria Lily de alguma forma. Severus deixou que um sorriso malicioso se abrisse em seus lábios para as piadas que ouvia. Estava quase imerso à aquela situação, até que ouviu a voz de Lily próxima à ele, aquele tom de voz que lhe lembrava a discussão que tiveram quando param definitivamente de se falar, e aquilo atingiu o coração de Severus com bastante intensidade. - Estaria tendo mesmo, um ótimo momento, se você não aparecesse para me atrapalhar... - as palavras saíram com amargura para ela, Severus havia soltado o que sentia por dentro.
Poderia ser o momento certo para que Severus voltasse atrás e se reconciliasse, mas de algum jeito muito egoísta ele se sentia injustiçado por ser tratado daquela maneira por sua ex melhora amiga. O sorriso malicioso ainda permanecia em seus lábios, porém se apagou após Lily lhe dizer a próxima frase. - Acontece que alguma pessoas são mesmo superiores. - esperava aceitação dos colegas que estavam próximos dele, era o momento certo para mostrar a eles que não se interessava mais em Lily, porém mal ele sabia que os colegas não estavam muito interessados naquela conversa, mal prestavam atenção. - Você poderia ajudar eles à limpar, não? Já que quer resolver essa “injustiça”. Acho que ir chorar para o seu marido não vai resolver isso. - o tom frio estava presente em sua voz, estava quase arrependido por te a respondido daquela maneira, mas ele mal podia esperar para ver a reação que ela teria.