Abismos da Alma
Nas profundezas do ser, onde a luz não ousa entrar, A alma se esconde, em sombras a se enredar. Segredos sussurram, memórias se contorcem, Em um véu de escuridão, verdades se distorcem.
Ecos de dor, sussurros do passado, Caminhos esquecidos, destinos marcados. A alma vaga, solitária e perdida, Buscando sentido na eterna ferida.
No silêncio da noite, quando o mundo se cala, A alma desperta, em um lamento que exala. Sombras se estendem, abraçam o vazio, E a escuridão se torna seu sombrio abrigo.
Mas mesmo nas trevas, há um brilho distante, Uma esperança frágil, um desejo constante. Pois a alma, embora corrompida, ainda sonha, Com um amanhecer que a dor transponha.
A maldade humana, em seu abraço gelado, Deixa cicatrizes profundas, um rastro marcado. A alma luta, em meio à escuridão, Contra a crueldade, sua eterna prisão.
Em cada ato vil, em cada gesto impuro, A alma se contorce, em um grito obscuro. A humanidade, em sua face sombria, Reflete a dor, a tristeza, a agonia.
Corpos vendidos, pureza esquecida, A alma se perde, em uma vida corrompida. Mas mesmo assim, a alma persiste, Em meio à maldade, ela resiste.
Pois há uma chama, que nunca se apaga, Um desejo de luz, que a escuridão afaga. E mesmo nas trevas, a alma clama, Por um retorno à pureza, que a maldade desarma.








