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@solturno
quanto mais te escrevo,
mais as palavras se bastam. [tu nem imagina a bagunça que faz por aqui]
MIXED PALE
“I just don’t know what I’m supposed to be”. (Lost in Translation, 2003)
vinte e oito do sete
o curta era sobre cinco minutos de um cachorro latindo passando na tela da tevê. eu não sou insensível. recitei um poema teu e disse que você não estava lá, o Iuri sorriu, logo você vai estar. você deve ter contado até de que plantação veio a erva, mas não me disse o que achou do gosto do chimarrão. o meu vai ser melhor. a minha depiladora hoje disse para entregar nosso relacionamento nas mãos de deus e escrever um livro sobre nós dois. tava frio aquela noite, vim pra casa pensando em você. minha felicidade tem o teu nome.
não me importo com as piscinas fechadas. quero me afogar no teu mar. você prometeu, um dia, não deixar eu me afogar.
faltam horas. mal posso esperar para te beijar.
m.,
eu nunca chorei por você.
teus sinais, de fato, me confundiam da cabeça aos pés.
teus olhos tão negros quanto a noite me deixaram triste, sim. o teu olhar distante (de mim) também. mas eu nunca chorei, não por você.
nem mesmo quando eu li teus poemas,
nem mesmo quando eu escutei cícero no domingo,
nem mesmo quando nós fingimos que não nos conhecíamos,
nem mesmo quando tu sentou de costas para mim,
e eu pensei assim, teu corpo poderia ser uma obra renascentista,
nem mesmo quando eu não consegui finalizar meu(s) texto(s) e poema(s).
eu nunca chorei por você.
(venus)
this must be underwater love
a menina dançou se enroscou tropeçou encabulou-se todinha
this is not a song about your eyes mas quem dera jogar seu agosto na fogueira junina bandeiras coloridas teu inferno astral
há o sol em sua pele há a vida que queres me roubar num pulo de gato me molhar.
eu gostaria de conseguir viver totalmente alheia ao fato de que eu não sei não ser sua
meu corpo inteiro responde ao toque dos seus dedos / pena que são meros acidentes / um esbarrar do teu corpo no meu ser /
se você engolir tudo que sente, no final você se afoga.
ponto zero
as vezes é preciso fechar os olhos silenciar a mente ceder as certezas voltar a essência pra recomeçar Elisa Bartlett