aquele cafuné, aquela bronca depois de um resultado de boletinho e malditas notas vermelhas. aqueles trocados que rendia balas e chicletes, aquele cheiro de comida que a gente sentia um quarteirão de distância. aquela música antiga que tinha letra e não censura, aquela amizade sincera e verdadeira, aquele amor de infância que parecia que ia ser amor de uma longa vida. aquele suco de limão feito dos limões roubados da vizinha, aquele futebol descalço no asfalto que sempre rendia um machucado no dedão do pé. aquele esconde-esconde entre meninas e meninos, pega pega, amarelinha, bolinha de gude, brincadeiras de criança na qual a gente era feliz e não sabia. apertar a campainha do vizinho e sair correndo, jogar bola no portão do vizinho e pular o muro na casa dele pra pegar a bola. apanhava de chinelo e nem sonhava que apanhar da vida iria ser mais doloroso. assistir desenho, adormecer no sofá e com um passe de mágica, acordar na cama. a gente já se teletransportava e não sabia. que saudade de ser criança.