A vida, às vezes, parece uma montanha-russa. E nem sempre quem a gente confia é quem realmente nos protege. Dizem que o perigo mora nas ruas… mas, na verdade, às vezes ele está dentro da própria casa. Porque você nunca sabe quem alguém é de verdade… até algo acontecer. Dizem também que sobreviventes cansam. E, de certo modo, isso é verdade. Eu conheci amores. Alguns que eu fingia sentir… só pra ter uma saída, uma fuga de uma ilusão disfarçada de proteção. E outros que eu amei de verdade… tão intensamente que acabei destruindo tudo. Menti. Apaguei. Quebrei a confiança. E existem coisas que simplesmente não se reconstróem. Eu queria ter sido diferente. Mais madura. Mais responsável. Mas, ainda assim… eu sei que amei de verdade. Foi o primeiro amor. Aquele que marca, que fica, que não se apaga. Era como uma corda invisível… forte, inquebrável. Meu porto seguro. O lugar onde eu podia confiar… mesmo tendo medo de ser quem eu realmente era. Talvez eu nunca tenha sido totalmente sincera. E talvez seja por isso que doeu tanto. Porque o primeiro amor… a gente nunca esquece. Ele vive entre as lembranças mais bonitas e também nas mais dolorosas. E, por muito tempo, eu me senti presa. Ao passado… à versão dele… e até a uma versão minha que eu não queria enxergar. Mas a vida muda. E as pessoas também. E foi quando eu comecei a me amar… que entendi que eu também posso ser meu próprio porto seguro. Minha própria força. Minha própria saída. Porque o amor mais honesto… é aquele que nasce dentro da gente. Existem pessoas que vão ficar guardadas. No fundo do coração. Como um oceano profundo… em tempestade. E talvez exista alguém que ainda consiga abrir todas as portas em mim. Mas, hoje… quem decide isso sou eu. Porque não é mais sobre o que eu sinto. É sobre quem eu sou. O que eu mereço. E o que eu escolho permitir. Sentimentos podem destruir… mas o amor próprio constrói.

















