just a simple dinner, right?!
general-hak:
Soowon que tentasse insistir, mas nada mudaria a sua mente em relação a como se sentia a ele e com Yona. Pela princesa não ter mudado de nenhuma forma, ele ainda queria acreditar que o mesmo se aplicava ao amigo, mesmo que a maldita realidade estivesse ali estampada em sua cara. A parte trágica de ser cabeça dura.
“Eu não entendo essa vontade do general de me querer lá. Posso gostar de lutar, mas não gosto de derramar sangue o qual eu julgo desnecessário. Isso não combina comigo.” Comentou sem nem se sentir culpado pelas próprias palavras. Gostava de lutar sim, mas não gostava de pensar na possibilidade de sair matando diversas pessoas sem um propósito real, como se dependesse daquilo como um todo. Para si guerras eram desnecessárias como a existência de pessoas que faziam questão de iniciar as mesmas.
Um sorriso lhe adornou os lábios quando observara o do loiro, aquilo realmente havia lhe deixado feliz. Hak se pegou analisando a face alheia por tempo o suficiente para perceber que a beleza de Soowon ainda existia e que não haveriam guerras ou batalhas que mudaria aquilo. “Nem mesmo seus sentimentos?” Questionou com a sobrancelha arqueada e um olhar curioso. A pergunta saíra sem nem ao menos dar tempo a si próprio de pensar sobre ela, mas algo em seu íntimo necessitava saber daquela resposta.
Observou o amigo, prestando atenção em suas palavras. Mas ele compreendia o modo que o pai pensava. A paz nunca seria absoluta, em geral, era forçada, uma mentira. O rei poderia fugir o quanto quisesse, uma hora ele teria de tomar uma decisão que seria fatal para um dos lados. Importantes cargos traziam pesadas responsabilidades, e seu tio parecia querer fugir de todas estas. Soowon se perguntava até quando isso iria acontecer. Não faltava muito para o reino sucumbir. “Preferia quando isso era assunto de gente adulta e não tínhamos que nos meter.” O rapaz resmungou, tornando seu olhar para a mesa. Pouco se importava agora se haveria ou não uma guerra. Sua maior preocupação era saber que Hak estaria em perigo, uma vez que era o guarda-costas da princesa. Se ele ainda vivesse na tribo do ar.. Talvez o loiro não ficasse tão tenso só de pensar no assunto.
Podia sentir o olhar do outro sobre si, mas não ousou fitá-lo. Estava envergonhado. Amaldiçoando-se também. O rapaz deveria ter permanecido em silêncio, teria sido melhor para ele. Mas, ao ouvir aquelas quatro palavras vindas de Hak, ele não pode evitar o forte rubor em suas maçãs do rosto. “Como eu disse... Certas coisas nunca mudam.” Foi apenas o que respondeu, e não falaria mais que isso. Logo, Soowon pegou seus hashis e soltando-os, passou a ocupar as mãos e a boca. Antes, talvez, ele teria se controlado um pouco melhor. Mas após dois anos afastado, trazer aquilo à tona tão repentinamente era quase assustador. Ele não queria ter de falar a respeito, não queria que Hak se sentisse na obrigação de lhe dizer alguma coisa.











