drwnshdows·:
Já deviafazer mais de uma hora que a mulher estava sentada na grama de um de seuslocais favoritos no Limbo, mais conhecido como o parque próximo de seu apartamento.Também era onde sempre ia quando necessitava de um pouco de ar fresco ou atémesmo colocar os pensamentos em ordem, era uma amante do ar livre e sempresentia uma sensação de paz quando estava nos ambientes externos. Talvez fosseaté por isso que amasse tanto o seu trabalho – além do motivo óbvio, conhecido comoo seu amor por todas as plantinhas existentes. Gostava mesmo era de ficar naparte do parque em que estava, afinal, poucas pessoas pareciam a conhecer, o quepermitia uma maior tranquilidade e bom aproveitamento de seu tempo. Por esses eoutros motivos que não imaginava acabar encontrando outra pessoa consigo ali no local, presença a qual percebeu assim que virou a cabeça um pouco para olado. Inevitavelmente franziu o cenho ao se dar conta de que não fazia a menorideia de quem era o rapaz, o que a deixou um tanto curiosa sobre a identidadedele – nunca deviam ter se visto, sua memória era boa o bastante para que não oesquecesse caso fossem conhecidos. “Oh, achei que estava sozinha. Nunca vejooutras pessoas por aqui.” Comentou, se virando um pouco mais na direçãodele. Notou então o bichinho que estava em seus braços, um sorriso doce e umtanto animado surgindo em seus lábios. “Quegracinha! Qual o nome dele?”
O pouco ar que ele segurava, fora saindo pelas narinas aos poucos. Estava morto, mas ainda precisava dele, não é? Mas era mania trancar-se quando tinha contato com estranhos. Parte do cérebro desejou ignorá-la, porém o corpo falhou quando olhou na direção dela. Ambas as orbes movendo-se, tímidas, medrosas e inquietantes. No mais, era da mesma forma como o resto do corpo trabalhava. A combustão fazendo-se presente, o alerta de invasão, da interação social despertando e soando silenciosamente da maneira que apenas ele mesmo identificava. Chamavam de sentidos. Sujeito a questionamentos pelo próprio Nam, que parecia aprender coisas novas todos os dias; o dom de saber sem saber de fato. Vivia assim. Mas ele sorriu, divertindo-se com a fala da alheia e tão rapidamente já não sorria por concluir que também era refém do grande equívoco bobo. Os olhos automaticamente voltaram-se ao animal em seus braços, sereno, como de costume; era um bom bichano, afinal! Companheiro de boas aventuras, mas que o deixava na mão em outras------ muitas outras. Honggi dizia que eram como lobos, às vezes precisavam apreciar a solidão e dispensar, nem que fosse, da melhor companhia. Eram melhores amigos, de fato, o único a qual o homem confiava “Majin Boo, que gosta de silêncio e toques afáveis. Não somos tão parecidos assim, a não ser pelo silêncio. Toques não.” respondeu em sua forma ajustada de ser.









