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hello vonnie
d e v o n
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@drwnshdows-blog
soulggi !!
Honggi adorava perambular por aí; essa era uma atividade recorrente que fazia. Sem destino algum, às vezes se perguntava o porquê das caminhadas, mas se o agradava, ele deixava de questionar. Carregava sempre consigo o gato querido, Majin Boo, que tinha em seus pelos a mistura perfeita de preto, branco e amarelo e os olhos vibrantes de tom esmeralda. o Nam levava-o a passeio no parque agora, ainda que o bichano não mostrasse boas reações—– nem más, bastava-se no meio termo e miados, até que o dono sentasse em um banco e passasse a afagá-lo na cabeça. Permanecia de tal maneira, solitário; a cabeça oca, deixando-o apenas perder-se do próprio corpo, longe da vida que agora levava e sismava em entender sem sucesso. Os dias às vezes repletos de déjà vus. Tinha sempre a sensação que haviam peças faltando no quebra-cabeças que era a própria existência. Mas não conseguia se lembrar, só sabia que estava morto ou era isso que alguém havia o dito há meses atrás. Honggi piscou depois de um tempo, suspirando; quando distraiu-se, olhando para o lado, notou a presença alheia e endireitou-se, segurando firme o animal nos braços. Ele não gostava, ou melhor, não lidava bem com a presença de outra pessoa. Não nesse momento; sozinho. Mas ainda esperava que passasse despercebido aos olhos dela, ficando quieto na sua, fingindo não vê-la.
Já devia fazer mais de uma hora que a mulher estava sentada na grama de um de seus locais favoritos no Limbo, mais conhecido como o parque próximo de seu apartamento. Também era onde sempre ia quando necessitava de um pouco de ar fresco ou até mesmo colocar os pensamentos em ordem, era uma amante do ar livre e sempre sentia uma sensação de paz quando estava nos ambientes externos. Talvez fosse até por isso que amasse tanto o seu trabalho – além do motivo óbvio, conhecido como o seu amor por todas as plantinhas existentes. Gostava mesmo era de ficar na parte do parque em que estava, afinal, poucas pessoas pareciam a conhecer, o que permitia uma maior tranquilidade e bom aproveitamento de seu tempo. Por esses e outros motivos que não imaginava acabar encontrando outra pessoa consigo ali no local, presença a qual percebeu assim que virou a cabeça um pouco para o lado. Inevitavelmente franziu o cenho ao se dar conta de que não fazia a menor ideia de quem era o rapaz, o que a deixou um tanto curiosa sobre a identidade dele – nunca deviam ter se visto, sua memória era boa o bastante para que não o esquecesse caso fossem conhecidos. “Oh, achei que estava sozinha. Nunca vejo outras pessoas por aqui.” Comentou, se virando um pouco mais na direção dele. Notou então o bichinho que estava em seus braços, um sorriso doce e um tanto animado surgindo em seus lábios. “Que gracinha! Qual o nome dele?”
(180810) irene - with you
warnolv !!
“Vai ficar no caminho para sempre ou vai me deixar passar?”
Huh... Sinto muito, eu não tinha visto você, ‘tava um pouco distraída. Mas não há necessidade de se estressar, viu? E acho até que estamos indo para o mesmo lado.
welcome home | subin.
@undrwter.
O andar sem pressa da coreana pelo corredor servia para que pudesse indicar os vizinhos cujos nomes se recordava para Subin enquanto andavam, não deixando de mencionar quais eram simpáticas companhias e quais seria ideal que evitasse para não passar por nenhuma dor de cabeça por quão inconvenientes eles poderiam vir a ser. Sabia que a garota muito provavelmente não iria gravar nem metade dos nomes e que só com o tempo iria conseguir tê-los em mente, mas também não lhe custava nada em ir os apresentando a ela para que se sentisse um pouco mais confortável – talvez a tranquilizasse um pouco sobre estar em um lugar totalmente desconhecido. “Está vendo aquela porta com as caixas na frente? É o Sr. Kim, ele é bem simpático e gentil, está na casa dos sessenta anos se não estou enganada. Pode ir pedir a ele algo se acabar precisando, tenho certeza de que irá te ajudar.” O indicador de Inna apontava para a porta em frente ao seu próprio apartamento, não deixando de ficar curiosa sobre o motivo das caixas estarem ali – poderia perguntar a ele em uma outra hora, se não as tirasse de lá. Sorriu de canto ao finalmente alcançar sua porta, digitando a senha com calma para que Subin pudesse observá-la e ter em mente para quando precisasse entrar no apartamento e ela não estivesse ali. “Chegamos! É bem fácil chegar aqui, né? Acho que não tem muito risco de acabar se perdendo quando vier sozinha, mas qualquer coisa é só perguntar lá na entrada onde Han Inna mora e eles vão te dizer o número.” Inna abriu a porta e fez um gesto com a mão para que a mais nova entrasse para aquela que seria a residência de ambas agora. Nunca tinha cogitado dividir sua casa com outras pessoas durante o seu tempo no limbo, mas ver o quão perdida e confusa estava Subin ativou o seu instinto maternal com uma rapidez surpreendente até para ela mesma, que não pensou duas vezes antes de convida-la para ir morar consigo. “O que vai querer primeiro, huh? Um tour ou algo para comer?
bencvollent !!
“Tudo bem, não se sinta mal.” Assegurou com confiança, o leve sorriso ainda abraçando o canto dos lábios. “Eu que comecei o assunto de qualquer forma, não me faz mal falar dela.” Os cotovelos se apoiaram na mesa, e ele se reclinou para frente, falando mais baixo dessa vez. “Imagino que tenha perdido alguém especial também ?” Fez que sim com a cabeça quase que instintivamente quando a outra indagou sobre a esposa, e o lugar que, em sua cabeça, ela com certeza tinha garantido no céu. “Sim. Ela merecia mais que isso esse lugar.” A mão apertou-se ao redor do anel com um pouco mais de força como se estivesse sempre desesperado por uma prova que não tinha sonhado os dias mais lindos de sua vida vazia. “Não comece com e se’s, eles não tem fim. E se você disser algo? E se não disser nada? E se seus sentimentos crescerem demais para ficar perto dele? E se outra pessoa tomar seu lugar? Viver ou bem, estar aqui, seja oque for é sobre uma série de escolhas. Tenho ‘pra mim que é melhor decidir seu próprio caminho do que esperar que a vida, ou a morte, simplesmente aconteça com você. Pode se arrepender de qualquer jeito, mas não é melhor se arrepender de algo que fez do que viver com esse ’e se’ para sempre ?” Suspirou e finalmente soltou a aliança, unindo as mão sobre a mesa. “Ás vezes ser egoísta é a melhor opção não exista pelos outros e pense no que você quer. De qualquer forma, o pior já aconteceu, você está morta.” Sua mente viajou por um momento embora seus olhos continuassem presos aos dela, e recordou-se de uma história antiga que conhecia bem. “Tenho dois amigos que se amaram muito em vida, e por que nunca tiveram coragem de dizer, acabaram miseráveis. Se tivesse que te dar um concelho é, não acabe como eles."
“Se não te faz mal, então tudo bem. Também tenho uma pessoa que sempre me dói um pouco falar sobre, embora a ame com todo o meu coração.” Mais uma vez se referia ao tão amado filho, que sempre causava um aperto em seu coração ao se tornar o assunto de alguma conversa. “A pessoa que eu mencionei anteriormente é o meu filho, ele tinha cinco anos quando eu morri e a saudade dele me consome todos os dias. Daria qualquer coisa para estar ao lado dele.” Um suspiro escapou dos lábios rosados da mulher, acompanhados pelo surgimento de um sorriso entristecido nos mesmos. Conseguia controlar melhor suas emoções ao falar de Sehwan após os anos de sua existência no Limbo, então ao menos conseguia evitar que acabasse chorando na frente de todo e qualquer um com quem falasse sobre ele. “Bom... Ao menos, eu espero que ela esteja bem lá, e que você também consiga ser feliz aqui, de uma forma ou de outra.” Realmente torcia para o rapaz acabar alcançando o mais próximo de felicidade que poderia naquele lugar, afinal, todos mereciam ser felizes. “Olhando por esse lado, acho que você está certo? Sei lá, se arrepender por não ter feito algo parece pior do que se arrepender por ter feito. O assunto ficaria sem uma conclusão assim e... Me sentir culpada não é uma coisa que eu goste muito, me sinto assim o suficiente. Tenho medo de acabar estragando tudo entre nós, mas uma parte de mim tem esperança de que seja algo recíproco. Sonhar não custa nada.” Inna franziu o cenho, avaliando as palavras alheias e até mesmo as suas próprias. “Acha mesmo que eu deveria fazer isso?” Perguntou novamente, como se precisasse da confirmação alheia para decidir se o faria ou não. “Sinto muito pelos seus amigos, de verdade... Eles estão melhores?”
ahjwrl !!
“O dia da convergência foi estranho, não? Parece que nunca vou me acostumar com isso acontecendo, nem se ficar aqui pra sempre. Você está bem? Foi difícil?”
Não foi dos melhores, admito. Só... Recebi uma coisa que acabou mexendo comigo, mas estou melhor sim, anjinho, não precisa se preocupar. Mas e com você, como foi?
pretty irene is pretty ~
bencvollent !!
Seguiu a mão da mulher com o olhar de maneira incaracteristicamente tímida, sorrindo levemente ao perceber como as ações e os sentimentos pareciam se assemelhar e se tornar um só em meio aquela conversa tão profunda. “Ela morreu.” Respondeu simplesmente, tendo o ímpeto de focar os olhos na outra novamente. “Antes de mim.” Fazia tanto tempo que não contava da esposa para ninguém, pensou que iria desabar se um dia o assunto viesse à tona novamente, mas de alguma forma desabafando com Inna se sentia mais leve. Talvez porque ela parecia entender bem o turbilhão de sentimentos confusos presos no peito, e a única certeza de amar alguém. “Tinha alguma esperança de encontrar ela depois de morto mas enfim, acho que ela era boa demais ‘pra esse lugar.” Respirou fundo, o ar deixando seus pulmões como a mais fraca das risadas. “Imagino como deve ser difícil 'pra você, mas talvez tenha sido destinada a esse homem de qualquer forma. Se destino realmente existe, deve ter uma razão para ter conhecido ele aqui, não acha ? Pelo lado bom, você tem a oportunidade de passar a eternidade ao lado dele se quiser não deixaria essa oportunidade escapar se fosse você.” Aconselhou de maneira doce, as mãos ainda ocupadas com o anel. “No final, as pessoas devem se fazer felizes.”
“Eu...” Foi o que conseguiu falar, se sentindo um tanto culpada por estar trazendo um assunto que imaginava ser doloroso para o outro ter de falar sobre. “Eu sinto muito... Sei como é estar distante de uma pessoa que amamos, como dói não ter ela consigo.” Encolheu os ombros, um suspiro escapando dos lábios. Não falava de nenhum amor romântico nessa hora, mas sim do próprio filho e da separação de ambos devido a sua morte, e como sentia uma falta imensurável deste todos os dias. “Acha que ela foi lá ‘pra cima?” Indagou, se referindo ao Céu, torcendo para que não estivesse se intrometendo mais do que deveria. “Não é muito fácil mesmo de lidar... Tento organizar todos os meus sentimentos faz um bom tempo, mas nunca consigo me decidir sobre o que fazer. E você acha mesmo que eu deveria tentar? Me abrir e tudo o mais, tentar falar sobre o que sinto com ele...” Inna engoliu em seco. “Tenho medo de acabar estragando tudo, sabe? E se a nossa relação não for mais a mesma? E se for tudo coisa da minha cabeça e eu estiver me iludindo sem motivo?” Esses e muitos “e se’s” atormentavam sua mente, a deixando ainda mais confusa. “Ao mesmo tempo em que meu maior desejo é ganhar coragem e abrir o meu coração, não consigo evitar me sentir uma egoísta somente por cogitar fazer isso.”
jiinyoungl !!
Não conseguiu impedir o largo sorriso que infestou o rosto enquanto ela segurava suas bochechas. Era quase doloroso, mas ele mal se importava. Ficava tão feliz ao vê-la que era difícil sequer compreender, tinha certeza que seria impossível descrever a alguém. “Sim, senhora.” Respondeu com uma risada, permitindo-se ser guiado por Inna até o lugar que conhecia bem, nem mesmo reparando em olhares alheios. Sabia oque as pessoas do hospital achavam dos dois, e embora muitos eram como vovó Park, tinha certeza que alguns se escandalizavam ao o ver com alguém que não era seu destino. “Bo Wang?” Perguntou retoricamente quando finalmente atingiram o terraço decorado com arbustos e algumas flores. “Ele é sempre assim. Se eu quase perco meu emprego por me atrasar e responder, imagina ele. É um mistério como chegou aqui. Mas não é mau pessoa, os pacientes adoram as piadas dele bom, alguns. A maioria. Fica mais fácil de entender depois que você se acostuma.” Sentou-se em um dos bancos, os dedos ainda entrelaçados aos dela e olhou para cima, focando o olhar diretamente nas feições angelicais, mais um sorriso o escapando. “Mas deixa ‘pra lá. Como foi o trabalho ? Desculpa não poder te buscar hoje, tive uma reunião com a equipe que foi avisada em cima da hora.” Deixou um carinho gentil na mão da mulher, antes de desatar o laço e bater devagar no lugar ao lado dele. “Senta aqui, me conta do seu dia enquanto a gente come.”
"Se eles te demitirem, eu mesma venho aqui incomodar até te contratarem de volta, vou ser mais persuasiva do que nunca!” Exclamou, não mentindo em momento nenhum, o faria sem pensar duas vezes se fosse ajudar Jin. “Deve ser meio cansativo lidar com uma pessoa assim... Mas ao menos com os pacientes ele acaba sendo bom e, creio eu, compensa um pouco a personalidade. E ele merece um crédito, sabe, por fazer os pacientes rirem com as piadas.” Falou, um tanto pensativa, não se achava muito no direito de sair julgando o outro, pois nem sequer o conhecia sem ser apenas de vista. Permanecia com o olhar no outro, então notando que este fazia o mesmo e não evitando um sorriso bobo apenas pela descoberta de tal coisa, embora não fosse raro acabarem encontrando os olhares. “Ya, nem comece a me pedir desculpas, não tem o menor motivo ‘pra isso. Suas reuniões são mais importantes e nós estamos nos vendo agora, tudo está ótimo.” Se sentou então ao lado do rapaz no banco, o pote sendo colocado sobre seu colo para que não caísse. “O meu dia foi bem normal. Minhas plantinhas estão cada vez mais lindas, e eu estou tão feliz de ver elas assim! Me sinto, uh, uma mãe orgulhosa.” Riu de si mesma, então abrindo o recipiente com o bolo e o entregando sem a tampa para Jin, esta sendo deixada mais uma vez no colo. “E o seu dia, como foi? Bom? Ah, e eu quero opiniões sinceras sobre esse bolo, não pode mentir só ‘pra me deixar feliz.”
bencvollent !!
“Ah, eu ficaria muito agradecido, Inna.” Um sorriso fraco adornava as belas feições, vacilando ligeiramente quando as próximas palavras deixaram os lábios da mulher. “Pessoas ruins ?” Nunca tinha considerado a possibilidade, se estava sendo honesto. A possibilidade de que alguém esperava por um final feliz preparado pelo destino e seu amor, que para o rapaz significava tudo, era nada mais que um empecilho nos olhos de outro. “Pessoas que realmente amam nunca deixam de amar.” Ele disse enquanto uma das mãos inconscientemente se apertava em torno do anel seguro pelo cordão prata ao redor do pescoço. “Como poderia olhar ‘pra minha suposta alma gêmea e dizer que vou tentar amá-lo se meu coração não muda ? Não se sente assim às vezes o sorriso de outras pessoas são apenas sorrisos, mas o sorriso dele ilumina seu dia. A risada dos outros são apenas risadas, mas quando ele ri você se sente feliz também. Ele é bonito e inteligente e engraçado … O tipo certo de engraçado.” Não planejava considerar a possibilidade tão cedo ; chame-o de egoísta mas o sentimento lindo que floresceu dentro dele na época mais escura da vida era um milagre e não uma tragédia. “Como isso poderia ser errado ?” Os olhos escuros finalmente encontraram os dela, uma única certeza no olhar brilhante. “Não seriamos pessoas ruins se deixássemos um tipo de amor assim escapar ? Se eu me esquecer da garota que amei, se você nunca tiver a coragem de dizer a esse homem que o ama deixar coisas boas assim esperando sozinhas só porque o sistema diz algo … não seria ainda pior?”
A mão destra foi até o cordão em seu pescoço, presente de aniversário do rapaz que agora era o tópico principal de seu lado da conversa com Minhyuk, pensando em como aquele acessório era tão precioso e especial para si - assim como quem a havia presenteado com ele. “É... Acho que é uma boa forma de ver isso, né? Sei lá, não consigo evitar me sentir culpada de um jeito ou de outro. O coração não manda em quem vamos amar, não é? Como você mesmo disse, não podemos nos obrigar a amar tal pessoa, seria até mesmo injusto com ela agir como se pudéssemos mudar o que sentimos.” Inna engoliu em seco, ponderando sobre as próprias palavras e como soavam tão diferentes quando deixavam a sua mente e se tornavam realidade. “Quando encontramos a pessoa que se encaixaria nesse tal conceito de pessoa certa, nós conseguimos notar como as coisas são diferentes, como nada consegue voltar a ser 100% normal. Você nota o quão especial e única é essa pessoa, não se importa com os defeitos dela por a amar mesmo e apesar deles.” Suspirou baixinho, não evitando ter sua mente focada, ao menos em parte, em quem pensava ao falar tais coisas. “Talvez... Eu pensei, algumas vezes, em fazer isso, mas o que me falta é coragem. Tenho medo do que pode vir a acontecer, sou uma tonta.” Os cantos dos lábios se voltaram para baixo, um sorriso um tanto triste tomando conta dos lábios da Han. “A garota que você falou... Não soube o que aconteceu com ela?”
jiinyoungl !!
Como sempre, os olhos se tornaram suaves ao olhar para ela. Era curioso, como o olhar geralmente sério mudava em certas ocasiões ; quando os pacientes contavam piadas, quando ela entrava pela porta e o fazia esquecer do sangue enchendo sua boca, e o sufocando. “Inna ” Curvou a cabeça ligeiramente em respeito enquanto a outra mulher se retirava, e então finalmente pode focar na presença da amiga. Amiga ? Que maneira estranha de se referir a alguém que significava tão mais. “Não precisava se incomodar.” Recebeu o abraço com um sorriso no rosto, mantendo as mãos na parte baixa de suas costas mesmo depois que ela se afastou para encará-lo. “Chocolate ? Ah, que maravilha, era tudo que eu precisava. E ver você também não dói nem um pouco.” Deixou um beijo rápido na testa da mulher bem no momento que seu colega mais irritante bo wang passava pela porta aberta, fazendo questão de assoviar e dizer algo que Jin não entendeu direito mas devia ser ao longo das linhas de ’ vão arrumar um outro tipo de quarto ’. “Essa gente é difícil, por isso quase sou demitido todo dia.” Ele disse suspirando, enquanto se afastava completamente. “Vamos ‘pro telhado ? Podemos ficar em paz lá e finalmente comer, agora eu 'to morrendo de vontade do bolo.”
“Mas não é um incômodo! Considere como um pedido de desculpas por não ter feito no dia em que fiquei sem ingredientes.” Um biquinho de leve surgiu nos lábios rosados da Han, adoraria ter conseguido oferecer ao outro um de seus famosos doces. “Hmm, não dói nem um pouco? E agora?” Perguntou, levando ambas as mãos até as bochechas alheias e apertando-as de leve, sorrindo largo ao que não deixava de pensar que ele ficava adorável daquela forma, além de engraçado. Os olhos castanhos se fecharam ao sentir os lábios do outro em sua testa, era um de seus tipos de contato favoritos e sempre sentia seu coração amolecer ao recebê-lo, ainda mais por parte do rapaz. Franziu o cenho ao ouvir o barulho de um assovio vindo de perto deles, seguido de uma frase incompreensível mas que não era muito difícil adivinhar o contexto, se limitando a revirar os olhos para aquilo. “Vamos lá sim! Ficaremos melhor sem assovios, e assim podemos conversar melhor. E é melhor manter essa sua vontade de bolo até nós chegarmos lá, hein?” Sorriu, animada, então pegando a mão do rapaz e a entrelaçando na sua, puxando Jin consigo enquanto se lembrava do caminho que os levaria até o local. Notava alguns olhares sobre ambos conforme passavam, mas não dava muita bola para eles, queria era chegar de uma vez no tal telhado. Agradeceu silenciosamente ao finalmente chegarem lá, então se virando para o outro, ainda com a mão segurando a dele. “Seu coleguinha é sempre assim ou foi hoje que o santo baixou?”
lunch time ♡ *゚· ˚
prttynara !!
O sol acertava em cheio o rosto angelical, a mulher precisava semicerrar os olhos para conseguir enxergar com eficiência o caminho que percorria. Amaldiçoava-se internamente diversas vezes por ter ido trabalhar com uma meia calça tão quente abaixo da saia social preta. A biblioteca costumava ser um lugar frio pela manhã, graças ao ar condicionado que sua “querida” colega de trabalho teimava em ligar. Não importava o clima, aquele maldito aparelho estava ligado.
Sorriso singelo brotou nos lábios de Nara, assim que avistou o local de sua grande amiga, uma das garotas que mais lhe dava segurança para permanecer ali no limbo e a lembrar que nem tudo eram trevas. Jogou as mãos para cima, espreguiçando o corpo em um alongamento mal feito assim que adentrou o jardim. Apreciava com cautela cada pétala, e o cheiro de rosas recém plantadas invadiam as narinas de forma já conhecida. Yeon Nara amava aquele ambiente, tão calmo, sereno, diferente dos problemas que a cercavam: Talvez Han estivesse certa, conversar com as plantas trazia uma paz interna.
— Inna? — Chamou a dona dos olhos sempre firmes e penetrantes. — Está aí? Estou com tanta fome, apareça logo antes que coma um de seus girassóis! Os dedos habilidosos, rápidos na técnica de encapar livros, faziam um coque frouxo para livrar um pouco do calor.
Instantaneamente um sorriso surgiu após ouvir a voz feminina que tanto conhecia, finalmente Nara estava ali para que pudessem ir almoçar. Ajeitou no ombro a bolsa azul marinho em estilo carteiro, a mesma em que carregava os instrumentos que utilizaria no trabalho após o retorno, assim como alguns itens pessoais que sempre carregava em caso de necessidades. Se dirigiu rapidamente na direção de onde acreditava vir a voz, não demorando para avistar a amiga, acenando alegremente com a mão direita para que esta visse que estava se aproximando. “Nara!” Chamou a atenção da outra, o sorriso apenas aumentando. Envolveu a mulher em um abraço ao parar em sua frente, carinhosa como sempre era com os amigos. “Ya, e nada de comer os meus girassóis. Eles são muito precioso e me deram um trabalhão na hora de cuidar deles, são como os meus filhos! Nada de comer eles.” Fez surgir uma expressão ameaçadora em seu rosto, mas não conseguiu que durasse por mais de alguns segundos sem que desatasse em risos. Se afastou apenas o suficiente para que pudesse então enganchar seu braço no de Nara, adorava andar daquela forma com os outros, ainda mais por ser tão adepta do contato físico como era. “Vamos?”
bencvollent !!
“Jura ? Sério mesmo ? Meu Deus, pode me apontar ‘pra esses casos ? Nossa, Nara tem razão, eu preciso sair mais de casa.” Levantou a cabeça ligeiramente para o teto depois de inclinar-se ainda mais sobre a mesa, os olhos vidrados em algum lugar longe, diferente dali. “É exatamente assim que eu me sinto, no entanto. Como se o sistema tivesse falhado e eu estivesse preso a pessoa errada.” Voltou o olhar para a menina em sua frente, um sorriso acolhedor e um tanto triste envolvendo o canto dos lábios. “Amei muito alguém alguém que me completava de maneira que ninguém entendia. Pensar que não é essa pessoa que o destino, ou talvez Deus, preparou 'pra mim é triste, não é?” Os olhos sempre brilhavam falando da esposa, um tom melodramático que odiava envolvendo suas palavras toda vez. “Não gosto de pensar que ela não é a melhor coisa que podia me acontecer.” Voltou a tocar as costas na cadeira, as mãos caindo para o colo e o olhar fugindo pela janela. “Mas talvez tenha razão talvez seja só besteira.” Foi tudo oque sussurrou.
“A maioria dos casos que eu conheço são dos meus colegas de trabalho nos jardins, se quiser posso pedir ‘pra alguns deles virem falar com você. E a Nara está quase sempre certa, tem mesmo que escutar mais ela!” Riu, um breve momento de distração ao pensar na adorada amiga. Entendia como era para o rapaz justamente por ser assim que se sentia, com o coração se apertando somente ao pensar sobre o tema, um sorriso entristecido tomando conta dos lábios rosados que antes exibiam um sorriso. Ao menos ele compreendia como era sentir-se daquela forma, não costumava encontrar pessoas que soubessem como era estar, ao menos teoricamente, conectado com alguém, mas ter seu coração pertencendo a outra. “Sei como é... Nunca amei ninguém no sentido romântico enquanto viva, mas aqui eu encontrei alguém que é ‘pra mim o que essa pessoa era ‘pra você. Ele me entende e só de ter ele eu sei que sou mais feliz.” Suspirou, se sentindo estranhamente confortável e até mais leve por desabafar com Minhyuk. “Será que isso nos torna pessoas ruins?”
(flashback)
baesogong !!
Assim que foi envolvido pelos braços alheios se permitiu fechar os olhos por um curto momento e suspirar, era um conforto mútuo que fazia muito bem para ambos e que Gong aproveitava ao máximo sempre que possível. “Eu estou trabalhando, anjos não podem desfrutar de um bom feriado.” brincou, com um sorriso forçado. Tentava fazer seus sorrisos saírem o mais natural possíveis naquelas ocasiões, mas nem sempre era possível. “Eu estou bem, apenas cansado e precisando de uma cerveja urgente. E você, Inna-ah? Já encontrou algo pra você na árvore?” peguntou, se afastando levemente do abraço para poder olhar o rosto da mulher. Sabia que ela provavelmente não acreditaria no seu estar bem, mas não era como se ele fosse dizer tudo o que precisava em um momento como aquele. Sabia que não era o único que podia sofrer por aquele dia. “Eu estive pensando, você podia ir lá em casa fazer um bolo amanhã, não acha? Eu quero muito um bolo e não existe nenhum como o seu no limbo.”
“O senhor precisa descansar e ter uma boa noite de sono quando chegar em casa, viu?” Seu lado materno sempre aflorava em situações como aquele, não evitando as preocupações em relação ao bem-estar dos amigos. “Eu não cheguei a ir lá ainda, Gongie... Estou meio no processo de enrolar mais um pouco até tomar coragem de dar uma passada na árvore.” Os cantos dos lábios de Inna se voltaram um tanto quanto para baixo, um sorriso um tanto entristecido, mas que não durou muito por não querer preocupar o homem. Analisou melhor as expressões alheias agora que estavam mais afastados, se perguntando se ele realmente estava bem como dizia, ou portava uma fachada como ela mesma estava fazendo durante aquele dia. “Pode me dizer se precisar conversar ou algo do tipo, hm?” Inna levou a mão direita até o rosto dele, deixando um de seus carinhos ali. Não queria ser intrometida ou deixar o outro desconfortável, mas achava importante deixar claro que estaria ali se precisasse em algum momento. “Eu adoraria ir lá! E vou levar alguns petiscos pros seus gatos, estou com saudades de encher esses anjinhos de mimos. Não me elogie demais ou eu vou ficar sem jeito, existem muitos outros bolos bons... Mas qual você vai querer?”
@hvnsclx
O amor da coreana pelo ar livre não era mistério para ninguém, sendo ela uma jardineira muito orgulhosa de sua profissão. Os jardins eram o seu local favorito no limbo todo e nada a deixava mais feliz do que estar ali com suas amadas flores, ainda mais em dias belos e ensolarados como aquele. Não estava com a menor disposição de ficar em casa fazendo nada e sentia falta de passar o tempo com um de seus queridos amigos, então a decisão de chama-lo para que fossem até os jardins fazer um piquenique não tinha sido nada difícil de tomar após ter a ideia. Um sorriso doce e alegre tomava conta dos lábios rosados de Inna desde o momento em que tinham chegado no local escolhido, com sua cesta cheia de deliciosas comidas que havia preparado e uma toalha que estenderia no chão para sentarem. “Hansol-ah, acho que aqui ‘tá bom ‘pra gente ficar.”
jiinyoungl !!
“Veio visitar alguém?” Arrumou uma imperfeição inexistente na armação dos óculos por puro hábito enquanto os encarava, a expressão cansada demais para alguém morto. “Que eu saiba a senhora desse leito não ‘ta esperando ninguém.” Por um momento nem sequer pensou na possibilidade de não entenderem que referia-se a pessoas recém chegadas da doce aventura da morte, e não uma visita comum. “Então você provavelmente 'ta no lugar errado. ” Não colocou muita emoção no tom, e não pode impedir um bocejo quieto de abrir seus lábios macios, mas piscou algumas vezes demoradamente tentando colocar a cabeça no eixo. Lembrou-se que naquele grande lugar, ninguém se importava. “Eu posso ajudar ? ”
Escutar a voz masculina falando daquela forma a deixou um tanto intrigada, então decidiu se aproximar mais para ver o que era, esperando que Jin a notasse ali. Acenou animadamente ao finalmente achar que estava no campo de visão dele, se esquivando para o lado ao que a mulher que antes falava com ele saísse, confirmando que realmente estava no local errado como o rapaz tinha afirmado. "Lee Jinyoung!” Exclamou, sorrindo largo antes de andar na direção dele e o envolver em um abraço. “Como você está, hm?” Se afastou o suficiente para que pudesse ver o rosto dele, embora os braços continuassem envolvendo seu pescoço. Tinha em mãos um pote vermelho de plástico, seu presente para o outro e o motivo de sua visita. “Eu fiz um bolo hoje de manhã e ficou tão bom que eu decidi trazer ‘pra você. É de chocolate!”