(MONICA BARBARO, 30 ANOS, ELA/DELA) Atenção, atenção, quem vem lá? Ah, é ISABELA MADRIGAL, da história ENCANTO! Todo mundo te conhece… Como não conhecer?! Se gostam, aí é outra coisa! Vamos meter um papo reto aqui: as coisas ficaram complicadas para você, né? Você estava vivendo tranquilamente (eu acho…) depois do seu felizes para sempre, você tinha até começado a FAZER SUJEIRA NA CASITA COM SUAS EXPERIMENTAÇÕES ARTÍSTICAS… E aí, do nada, um monte de gente estranha caiu do céu para atrapalhar a sua vida! Olha, eu espero que nada de ruim aconteça, porque por mais que você seja ENCANTADORA, você é RÍGIDA, e é o que Merlin diz por aí: precisamos manter a integridade da SUA história! Pelo menos, você pode aproveitar a sua estadia no Reino dos Perdidos fazendo o que você gosta: ADMINISTRANDO SEU ATELIÊ EXPERIMENTAL E DEIXANDO O MUNDO DAS HISTÓRIAS MAIS BONITO COM AS FLORES QUE FAZ BROTAREM POR AÍ.
DEPOIS DO FELIZES PARA SEMPRE
A profecia envolvendo sua irmã caçula, a volta do seu tio e a descoberta de que é capaz de fazer brotar flores não-tão-perfeitas foram momentos marcantes para Isabela, que, desde o felizes para sempre, tem tentado se abrir a novas experiências e descobrir novas paixões. Perceber a liberdade que uma vida imperfeita pode trazer também fez com que ela começasse a valorizar erros e se tornasse uma pessoa que diz "sim" para quase tudo. É como se, pela primeira vez, estivesse aprendendo a se conhecer de verdade, por isso frequentemente se vê em conflito a respeito da sua própria identidade. Apesar de ter se tornado uma pessoa um pouco mais despreocupada, ainda é difícil tomar decisões sem levar em consideração o julgamento de outras pessoas, especialmente dos seus familiares, que são pessoas que ela respeita e admira imensamente.
OPINIÃO SOBRE OS PERDIDOS
A entrada dos perdidos em sua história tem deixado Isabela bastante insegura e temerosa pelo futuro de sua família. Embora tenha tentado ser uma pessoa mais leve após o final do seu conto, o estresse tem sido constante desde que o Mundo das Histórias começou a passar por todas essas mudanças, afinal, como nenhum progresso é linear, ainda são relativamente comuns os momentos em que Isabela age como aquela pessoa controladora que precisa que tudo seja perfeito o tempo todo.
ATELIÊ EXPERIMENTAL FLORES Y COLORES
O ateliê oferece um espaço para artistas profissionais e amadores exercitarem sua criatividade através de desenhos, pinturas e esculturas, servindo especialmente para aqueles que buscam uma maneira lúdica de experimentar algo novo. No Ateliê Experimental Flores y Colores, todos são encorajados a se expressar livremente, sem medo de julgamentos ou a pressão de produzir algo perfeito. O lugar tem algumas salas e um espaço aberto nos fundos com um belo jardim, todos disponíveis para uso. E o mais legal? As flores criadas por Isabela, que inundam o local, são usadas para a extração da tinta que é disponibilizada aos artistas. De tempos em tempos, o ateliê promove oficinas em grupo e exposições de artes amadoras.
CONEXÕES DESEJADAS
ㅤㅤ01ㅤㅤEm suas tentativas constantes de alcançar a perfeição, Isabela passou muito tempo rejeitando a sua autenticidade e se privando de ter alguma amizade verdadeira. Foi com MUSE 01 que ela pode ter essa experiência pela primeira vez. É uma pessoa com quem pode ser ela mesma e por quem tem tanto carinho que praticamente considera como parte da sua família.
ㅤㅤ02ㅤㅤIsabela enxerga muito de si mesma em MUSE 02. Talvez porque têm famílias parecidas ou porque lidaram com as mesmas dificuldades ao longo da vida. O que importa é que se sentem confortáveis o suficiente para desabafar e contar para a outra pessoa coisas que normalmente não teriam coragem de compartilhar com mais ninguém.
ㅤㅤ03ㅤㅤMUSE 03 serve como uma má influência para Isabela, incentivando que ela faça coisas que não está acostumada ou que não teria coragem de fazer normalmente. Estranhamente, apesar da resistência inicial, ela sempre se diverte ao máximo quando está com elu.
ㅤㅤ04ㅤㅤIsabela é a mais velha de suas irmãs e primos e sempre se preocupou em servir de exemplo para eles. Quando está com MUSE 04, os papeis se invertem e, além de ser alguém que Isabela vê com admiração, MUSE 04 também dá o seu melhor para servir de exemplo e a trata como uma irmã mais nova.
ㅤㅤ05ㅤㅤAssim como Mariano, o antigo pretendente de Isabela no seu conto original, MUSE 05 parece ser a pessoa perfeita para se casar segundo as expectativas da matriarca da família Madrigal. Embora saiba que não gosta de MUSE 05 dessa maneira, a pressão de ser a neta perfeita e de tentar fazer as melhores escolhas pela família faz com que ela comece a ter sentimentos confusos sobre sua relação com MUSE 05. Especialmente porque, de maneira inconsciente, Isabela começou a associar os seus recentes atos de rebeldia e autenticidade com os problemas que andam atormentando o Mundo das Histórias e com a tragédia iminente do seu próprio conto.
ㅤㅤ06ㅤㅤEmbora Isabela nunca tenha admitido que gosta de MUSE 06 em voz alta, qualquer um perceberia a forma como seu comportamento muda em sua presença. Seu jeito naturalmente gracioso dando lugar ao nervosismo, que faz com que ela gagueje, tropece nos seus próprios pés e acidentalmente diga coisas que não necessariamente tinha a intenção de dizer. Para sua sorte, MUSE 06 é a única pessoa que não percebe isso.
ㅤㅤ07ㅤㅤIsabela não sabe dizer o que exatamente a incomoda sobre MUSE 07, mas ela simplesmente não suporta estar na sua presença. Quando isso acontece, elus protagonizam as brigas mais bobas e infantis já vistas no Mundo das Histórias.
ㅤㅤ08ㅤㅤPARA CANONS: Isabela está desesperada com a possibilidade da nova versão da sua história se concretizar. GRETEL, que está em uma situação parecida, decide se juntar a ela para elaborar os planos mais absurdos na tentativa de descobrir uma maneira de fazer as coisas voltarem ao normal no Mundo das Histórias. Claro que nunca conseguiram chegar perto de resolver qualquer coisa e ainda se colocam constantemente em situações embaraçosas por causa disso.
ㅤㅤ09ㅤㅤPARA PERDIDOS: À primeira vista, Isabela e CONNIE não têm muito em comum, o que explica a relação de implicância que compartilham. Ela também não esconde a sua vontade de que os perdidos voltem para casa logo para que CONNIE possa sumir da sua vida de uma vez por todas. O que estão começando a perceber, porém, é que têm muito mais em comum do que imaginam. Isabela não admitiria isso em voz alta, mas vai sentir falta de CONNIE (e do seu jeito implicante) se alguém finalmente encontrar uma maneira de levar os perdidos de volta para casa.
"Bela, belita..." Cantarolou enquanto passava a mão nos longos cabelos da sobrinha, os admirando. Naquele momento, quando o bem-estar de sua família estava mais ameaçado do que nunca, Pepa considerava mais importante que nunca estar perto de seus parentes. Pensar em todas as tragédias que poderiam acontecer eram o suficiente para lhe deixar chorando na cama, com uma grande nuvem de chuva cobrindo todo o reino, então tê-los por perto era também uma forma de se certificar de que nada ruim estava acontecendo. "Eu gostaria que fosse tão fácil assim," indicou a fonte com o ombro, "simplesmente jogar uma moeda e ter meus desejos atendidos. Já pedi pra mandarem esses perdidos de volta e restaurarem as histórias um milhão de vezes! E aí poderíamos voltar pra casita e viver em paz..."
Enquanto encarava a fonte com uma expressão vazia, os pensamentos de Isabela eram muito semelhantes ao de sua tia Pepa. Durante todo esse tempo, tentava passar uma imagem de quem tinha tudo sob controle. Era a maneira como sempre lidou com os momentos ruins de incerteza. Mas, não importava o quanto ainda confiasse em Merlin, era óbvio que a situação estava muito pior do que inicialmente imaginou. Isabela, embora tentasse fingir ou até convencer a si mesma de que tudo ficaria bem, se permitiu demonstrar vulnerabilidade na presença da sua tia por um instante. "Você acredita que as coisas vão voltar ao normal algum dia?" Perguntou, mesmo sabendo que não seria tão fácil quanto fazer um pedido ao chafariz. "Nossa história tem um final horroroso, tía, eu não vou aguentar viver daquele jeito... Sem a abuela e, ainda por cima, uma drogada!"
"ou você pode morder a bundinha dele..." sugeriu ao notar a indecisão alheia, com um sorriso curto. o pão, por mais adorável que fosse, não sentiria dor alguma em ser devorado. "sério! fique à vontade." incentivou mais uma vez, contendo a ansiedade em ver a reação dela. se desse certo, poderia tentar outros animais com esse recheio, ou refazer os porquinhos. "exato. eu pensei em fazer doce, mas achei que as pessoas relacionariam ele com algo salgado de imediato. parece que minha teoria estava certa."
Isabela soltou uma risadinha frouxa, achando graça do duplo sentido que aquele comentário carregava. Ignorando o quão fofo e vivo aquele pãozinho parecia, ela cravou os dentes em um pedaço, saboreando sua massa e recheio. "Hmmm..." murmurou, fechando os olhos brevemente. "É uma pena que ele seja tão saboroso," falou, olhando uma última vez para o pão antes de tomar a decisão de remover os seus olhinhos para que ele voltasse a se parecer apenas com... bom, um pão. "Eu sei que porquinhos não têm muito a ver com Halloween," retomou o assunto anterior antes de dar mais uma mordida. "Mas até que seria legal se alguém pudesse fazer alguma poção ou feitiço que os trouxessem à vida, né? Não é todo mundo que pode dizer que tem um pão-porco como pet."
❝Ah, você é de Encanto! Encontrei com a Pepa mais cedo, não esperava que ela fosse ser tão gostosa.❞ Falou com simplicidade sem se importar de ser um comentário inconveniente e que poderia causar desconforto, não tinha vergonha alguma. ❝É, mais ou menos... Até onde eu sei, vocês seguem sem ter aviões aqui ou carros.❞ Comentou em uma pequena risada, achava cômico como os personagens sempre pareciam tão fascinados com os aviões. ❝Você acha que ele realmente vai conseguir resolver? Por que tipo assim, pelo que sei, vocês já estão meio que há alguns meses aqui... Não seria melhor a gente tentar resolver ou pelo menos ajeitar as coisas pra não acabarem tão mal?❞
"Ah... ok...?" Isabela franziu as sobrancelhas, desejando tê-la repreendido ou dito algo como 'ei, é da minha tia que você está falando!', mas a sinceridade da mulher a havia deixado completamente sem reação. Preferiu, então, deixar aquele assunto para lá. "Por que teríamos essas coisas? Nós já temos portais e dragões," argumentou. "Você não acredita que as coisas vão permanecer assim para sempre, né?" Questionou de volta. "Se você conhece o meu conto, então sabe que não é a primeira vez que passamos por um momento difícil em que as coisas fogem do nosso controle. Mas tudo vai terminar bem. Tudo sempre termina bem."
˗ˏˋ ♡ ˎˊ˗ ── É? Uma comidinha caseira faria milagres por mim agora, sério. Estou morrendo de fome, acho que esqueci de me alimentar direito desde que cheguei aqui. ── Pousou a mão sobre o estômago para adicionar dramaticidade em sua fala. ── Bem é uma palavra meio forte, né? Mas também não estou mal, só confusa. Eu sou uma recém chegada e ainda não entendi muito bem o meu papel por aqui ou porquê diabos eu fui a escolhida para entrar em um mundo mágico sem previsão alguma de sair. ── Bufou, frustrada com a situação. ── E sabe o que é pior?! Eu fui escolhida pra ser uma vilã! ──
"Então lamento dizer que você está no lugar errado," falou baixinho, sem querer chamar atenção das pessoas que cuidavam do Bloody Hooked. "O Fofocafé, da minha prima Dolores, tem as melhores comidas de todo o Reino. E eu não tô falando isso só porque é minha mãe quem faz os pratos que são servidos lá," ou talvez estivesse, mas Isabela genuinamente achava difícil encontrar por aí receitas mais gostosas do que as que sua mãe fazia. Ela podia entender a angústia da outra sobre ser uma perdida naquele lugar, mas não conseguiu esconder o espanto ao descobrir que ela se tornaria uma vilã. "Sério?" Sussurrou em misto de curiosidade e temor. "Qual exatamente é o seu papel?"
“mesmo?” indagou, precisando de mais uma validação. estava prestando atenção na opinião de isabela, olhando-a de canto. “ele não é incompetente...”, respondeu baixinho, as sobrancelhas unidas. “não é como se a pessoa não tivesse acesso ao eugene, dava para ter conversado com ele. se ele soubesse do problema, se houver um, ele vai resolver.” considerou, suspirando bem alto em seguida. “eu entendo e não entendo ao mesmo tempo.” e não havia uma conclusão exata para o que rapunzel pensava. “eu queria entender, na verdade... por que depois de dormir no sofá dessa pessoa, o rei o demitiu? parece incoerente, não é? o que tem com esse sofá e... hm, ele podia ter comprado uma cama. não que reis não possam ter problemas, mas... sabe?”
Isabela reagia com um sorriso brando à forma como ela defendia o rapaz. Incompetente ou não, ele certamente tinha outras qualidades que faziam Rapunzel ter tanta confiança nele. "Bom, vejamos..." ela continuou, tentando auxiliá-la a chegar a alguma conclusão sobre aquele problema. "É a primeira vez que algo parecido acontece?" Perguntou, pensando que seria logicamente mais fácil descobrir o culpado a depender do padrão de atendimento do local. "Eu também achei isso bem confuso, para falar a verdade. Desde quando reis dormem em sofás? E se o sofá já estava sendo usado, onde esse funcionário dormiu?"
Ter um celular que não era exatamente celular era, no mínimo, estranho para si nessa nova realidade. Ykvan tinha muito, muito mesmo, a se acostumar e adaptar. Não era de todo ruim, afinal sua vida ali estava dez mil vezes melhor e mais promissora do que na Terra, e não parecia ser nem um por cento do que poderia atingir se ficasse mais tempo. Então, enquanto mexia nas funções dispostas na tela, viu a opção portais. Ora, se tinha opção 'portais', então por que simplesmente não sumiam dali para a Terra? Foi sua lógica falha que lhe fez clicar, abrir um e, após descontar um valor na telinha que ele não fazia ideia do que era, passou os pés pelo mesmo e, magicamente, lá estava ele... em um casamento na floresta?
Aparentemente confuso, Ykvan ficou ali parado por alguns longos segundos antes de todos o olharem e ele analisar a situação. Que gente eram aquelas e por quê ele estava ali? Mil e uma pétalas caíam sobre si, os convidados se viravam nas cadeiras e o silêncio então pairou. Ele estava mais perdido que nunca.
Juramos sempre ajudar aqueles ao nosso redor. Ao longo de toda a sua vida, Isabela repetiu aquelas palavras da sua abuela como um mantra. Era uma forma de honrar o seu dom, mas também de se manter sã, sabendo que tinha um propósito maior na sua vida. Desde o felizes para sempre, estava constantemente descobrindo novas utilidades para o seu poder, mas sabia que a sua imagem de menina que faz flores perfeitas ainda era muito forte. Honestamente, não se incomodava em continuar servindo a população do Mundo das Histórias da maneira que eles precisassem. E, claro, o dom de Isabela era sempre muito requisitado em casamentos.
Sua função nesse evento específico era simples. Após ter decorado todo o espaço com suas belas flores, ela só precisava esperar que um dos noivos aparecesse para então fazer uma chuva de pétalas cair sobre sua cabeça enquanto ele caminhava até o seu futuro esposo, que o esperava no altar improvisado do outro lado do bosque. Ela estava relaxada, pois sabia que o noivo levaria pelo menos mais uns 20 minutos para che- O NOIVO CHEGOU! As pétalas brotaram sobre a cabeça do rapaz aos montes até, passados alguns segundos, Isabela fazê-las parar abruptamente. Aquele não era o noivo coisa nenhuma! Ela franziu o cenho, finalmente reconhecendo o rapaz como um dos perdidos do seu conto. Claro! Aquilo só podia fazer parte do seu plano. Primeiro, atrapalharia Isabela em seu trabalho, depois, enganaria Dolores para fazê-la se apaixonar por ele, e, por último, tiraria a vida da sua abuela! Isabela já não conseguia esconder a sua frustração com a interrupção da cerimônia e logo se aproximou do rapaz para arrastá-lo para longe dali. "O que você pensa que está fazendo?!" Esbravejou quando estavam distantes o suficiente do restante dos convidados. "Esse é um evento fechado para o qual eu tenho certeza que você não foi convidado, seu..." o encarou dos pés à cabeça antes de acusá-lo. "... ladrãozinho!"
"pois é... obrigada." não chegou a corrigir, dizendo que não participou tanto da preparação das teias de aranha, mas só porque ficaria constrangida em admitir uma coisa dessas. o sorriso sem mostrar os dentes seria o suficiente, aumentando assim que ouviu o comentário sobre o pão-porquinho. "obrigada!" era essa reação que queria mesmo. "bom... não diria destruir, mas comem com gentileza... você pode ficar com esse, se quiser. preciso que alguém experimente." incentivou, não demorando para acrescentar. "antes disso: você acha que ele é recheado? se sim, doce ou salgado?"
Ela avaliou aquela possibilidade, olhando para o porquinho novamente. "Talvez se eu cortasse a cabeça dele antes seria mais fácil comer sem culpa," ela falou, fazendo uma careta assim que percebeu como aquela frase piorava a situação. "Sério? Quer dizer, acho que posso morder um pedacinho só para experimentar," considerou, percebendo pela primeira vez que, além de fofinho, o pão parecia estar fresquinho e exalava um cheiro saboroso. Antes de fazê-lo, ela pensou na pergunta de Riley. "Hmmm... recheado, com certeza. E... salgado?"
pelo canto do olho , eva pode notar as flores se agitando a cada passo que ela dá , quase como se tentassem impedi - la de chegar até muse . o pensamento a faz sorrir travessa e , para o aparente desespero da flora local , a impulsiona a terminar seu percurso . ❛ as rosas me mandaram tomar cuidado com você . ❜ ela declara com a mesma naturalidade de quem comenta sobre o clima . poderia até o fazer , contudo , aquele é um assunto bem melhor para se quebrar o gelo e ela está entediada o suficiente para o fazer . quando a outra pessoa se vira , encontra o par de olhos castanhos brilhando enquanto lhe fita de cima a baixo . ❛ agora fiquei curiosa . tem algum motivo para isso ou você só não é muito popular ? ❜
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"Talvez elas estejam me avisando para tomar cuidado com você," rebateu no mesmo tom leve que a outra usava com ela, um sorriso discreto estampando o seu rosto. "Modéstia à parte, eu sou popular o suficiente e as rosas têm todos os motivos do mundo para gostar de mim," deu de ombros, convencida. É verdade que ultimamente ela vinha dando preferência a outras plantas no lugar das rosas, mas foi com elas que Isabela passou anos e anos treinando o seu poder. Para ela, fazer brotar rosas por aí era tão natural quanto respirar. "Afinal, fui eu que fiz essas aí," ela explicou, finalmente, fazendo uma rosa aparecer em sua mão e erguendo as sobrancelhas para a mulher como se estivesse provando um ponto.
❝Aparentemente o mesmo nível de dificuldade que você tem pra entender como as coisas funcionam no meu mundo, considerando sua reação.❞ Apenas estava tentando assimilar toda aquela loucura de seu modo, mesmo que não fosse ser o fácil para aqueles que lhe ouviam, era o que ela sabia lidar. As flores mágicas surgindo no cabelo dela, sendo apenas um lembrete na mente de Solange que nada estava normal de verdade. ❝Claramente nossas visões de normal não é a mesma, já que você achou estranho tudo que eu falei e pra mim é estranho flores mágicas nascendo no cabelo dos outros.❞ Ainda se sentia incerta se estava inteiramente consciente quando via algo do tipo, mesmo que o C.C.C fosse pra lá de estranho com toda sua magia também. ❝Ahn... Na verdade, pelo que entendi se essas novas versões se concretizarem, vai ter várias pessoas que vão morrer sim... Eu sei que se eu ficar aqui, eu não vou, mas parece tão ruim quanto morrer...❞
Isabela inclinou a cabeça levemente para o lado, considerando o argumento da perdida. Ok, ela tinha sido refutada, mas não precisava admitir aquilo em voz alta, então apenas deu de ombros, aceitando a derrota. "É o meu poder! Todos na minha família têm um," explicou, como se fosse a coisa mais normal do mundo. No seu mundo, realmente era. "Quer dizer, não todos. Minha irmã Mirabel não tem. E no lugar de onde eu venho, a maioria das pessoas também não tem, então acho que consigo imaginar como as coisas devem funcionar no seu mundo," podia não saber sobre tudo, mas certamente tinha curiosidade sobre o tal Mundo Real de que os perdidos tanto falavam. "Elas não vão se concretizar," falou sem qualquer convicção. Desde que descobriu o fim que teria sua abuela na nova versão do seu conto, Isabela estava em completo estado de negação. "Merlin não deixaria isso acontecer. Ele só... precisa de mais tempo. Ou algo assim."
ter ido para o mundo fantasioso tinha suas vantagens, mas a principal era justamente o fato de não precisar mais trabalhar, mesmo gostando do que fazia, não suportava a ideia de obrigações para conseguir sobreviver. porém, tudo isso foi por água abaixo após ser informado que também precisava trabalhar lá. além do mais, ele tinha dois empregos! não que provar doces fosse um problemão, ainda sim… QUE SHOW DA CASA DA ÓPERA É ESSE?! o que o deixava maluco era lidar com pessoas, quem diria que público era em qualquer lugar? "não senhor, o nome do nosso chefe é remy! não é ratatouille…" explicava pela milésima vez a um perdido. respirou fundo antes de ir até a mesa de muse, vermelhidão presente por todo seu rosto. forçou um sorriso simpático. "seja bem-vindo ao chez remy! como posso ajudar?"
Isabela se escondia atrás de um cardápio enquanto observava, de uma maneira não tão discreta, a interação que acontecia entre duas pessoas a algumas mesas de distância. Sem perceber que alguém se aproximava, soltou um gritinho contido quando o rapaz direcionou as palavras a ela. "Ah, eu... não vou querer nada por enquanto," abriu um sorriso amarelo para ele. Estava satisfeita apenas com a entrada que já havia pedido. "Estou aqui em uma missão," sussurrou para o rapaz como se compartilhasse um segredo cabeludo. "Tá vendo aqueles dois ali?" Apontou para a mesa que observava, onde estavam sentados um perdido e uma princesa do Mundo das Histórias. "Ele está convencido de que ela vai dizer sim para o seu pedido de casamento. Até me pediu para fazer um buquê de flores, porque já tinha gastado todos os seus merlos no anel," explicou. "O problema é que ele é meio lento, mas a qualquer momento algo muito lindo ou muito trágico vai acontecer."
"você acredita que esqueci do halloween?" falou como se tivesse feito algo ultrajante, sendo visível em sua expressão o quão incomodada estava com isso. normalmente, a padaria vendia alguns pães temáticos nessa época, mas com toda a questão dos perdidos e novas receitas, acabou se esquecendo disso. por sorte, sua família se planejou e não deixou faltar os pães mais famosos dessa época. "esses dias, um perdido comentou de um pão de porquinho. achei curioso e... bom, fiz um. ou melhor, um pouco mais de um." admitiu com os ombros encolhidos, mas um sorriso. "acho que não vou poder fazer mais agora, considerando que porcos não combinam com essa época, mas... veja. ficou bonitinho, não?" e com isso, estendeu o porquinho de pão já em sua caixinha, pronto para ser vendido.
Apesar da teatral reação de surpresa que Isabela fez, ela podia entender as várias razões que levariam as pessoas a andarem um pouco mais distraídas ultimamente. Com tantos absurdos acontecendo, ela própria tinha experienciado situações parecidas. "Pelo menos, deu tempo de fazer uns pãezinhos temáticos. Esses parecem ótimos," comentou, apontando vagamente para alguns em formato de teias de aranha. Ergueu as sobrancelhas com curiosidade ao ouvir sobre o pão de porquinho e, quando finalmente pôde vê-lo, ficou encantada pela sua fofura. "Que gracinha!" Falou fininho, pegando a caixa em suas mãos para que pudesse admirá-lo de perto. "Espera... se ele é um pão, então tem gente destruindo ele para comer?"
˗ˏˋ ♡ ˎˊ˗ Viver naquele mundo ainda era como um sonho (ou pesadelo, neste caso). Tinha certeza de que tudo não passava de uma grande alucinação, talvez estivesse em um coma causado pelo estresse que enfrentara nos últimos dias existindo no planeta terra, quem sabe?
E para piorar se tornaria uma vilã! Logo quando era acostumada a ser adorada e venerada por todos, se pudesse escolher, com certeza seria uma mocinha indefesa como Cinderela ou Ariel (exceto pela parte em que trocaria as suas pernas por um homem, já que particularmente achava a vida das sereias muitíssimo mais interessante).
Recostou a testa contra a madeira refinada do balcão do Bloody Hooked, cerrando os seus olhos e soltando um suspiro profundo antes de começar a atingir o objeto com a cabeça com certa força, enquanto murmurava: ── Acorda! Acorda! Acorda! ── Parou subitamente ao notar a presença de muse, que parecia encará-la. Apoiou-se em sua bochecha e ofereceu o seu sorriso mais encantador, como se não estivesse prestes a enlouquecer. ── O seu pai é padeiro? ── Perguntou.
Isabela se assustou com a atitude inesperada da pessoa ao seu lado. Fazendo uma careta ao imaginar a dor que aquele gesto poderia trazer, ela apenas a encarou por alguns segundos, sem saber como exatamente reagir à pergunta, tão repentina quanto tudo que aquela pessoa se propunha a fazer, pelo visto. "Não exatamente... mas minha mãe sabe fazer pães deliciosos," compartilhou num tom incerto. "Aliás, a comida dela poderia ajudar com sua cabeça," se referia ao poder que a mulher tinha de curar ferimentos com suas deliciosas receitas. "Você está bem?" Decidiu questionar, por fim, apenas para se certificar.
Dizer que estava deslocada naquele lugar era o mínimo, mas tentava fazer o possível para compreender o que estava acontecendo e correlacionar com algo que ela conhecia, foi justamente por isso que ela parou por alguns segundos depois da explicação de muse tentando achar alguma coisa próxima para comparar. ❝Então, basicamente você tá me dizendo que a gente tipo no seriado de Lost versão Disney? Só que sem avião e ilha mágica, se bem que é um reino mágico, né? Gente que loucura...❞ Não se importou que a pessoa a sua frente fazia alguma ideia do que era Lost ou não, foi a coisa que ela mais conseguiu se aproximar considerando toda aquela dinâmica entre os personagens e os perdidos que lembrava ela bastante toda a situação dos hostis com os passageiros do avião. Ainda que toda aquela comparação não lhe deixasse bem animada com a situação, por isso tentou brincar um pouco com a situação. ❝Qual foi? Só falta você me dizer que tem um maluco chamado Jacob também que é tipo uma entidade que basicamente ninguém vê ou consegue falar com, daquelas bem inacessíveis e que nós os perdidos como vocês chamam fomos escolhidos a dedo por um propósito maior.❞ Se permitiu rir baixo com o quão absurda aquela simples ideia soava, ainda mais quando dita em voz alta. ❝Espero que não, por que a sequência disso em Lost é uma fumaça assassina e eu sou jovem e linda demais pra morrer!❞
"Eu não disse nada disso..." a expressão confusa que fazia apenas deixava claro que Isabela simplesmente não tinha entendido uma única palavra que havia sido dita. "Lost... Jacob... fumaça assassi- quê?! Aposto que nenhuma dessas palavras está no Livro das Histórias," reprovou com um discreto balançar de cabeça. "É tão difícil assim para vocês entenderem como as coisas funcionam por aqui? Somos apenas pessoas normais em um mundo normal!" Algumas flores mágicas brotaram em seu cabelo, um sinal da sua indignação com o absurdo daquelas indagações. Isabela delicadamente deslizou as mãos pelos fios para fazê-las desaparecer. "E ninguém vai morrer!" Estava tentando acalmar a si mesma e à outra, mas a exclamação soou mais como um pedido de ajuda. Ela pigarreou, tentando de novo, dessa vez mais baixo. "Ninguém vai morrer. Ok?"
era a quarta vez que rapunzel encarava a review no scroll. toda vez que pensava em como responder, ela fazia uma careta diferente. na mensagem dizia: 1,0 ★ ☆ ☆ ☆ ☆ pedi uma mudança de um castelo para o outro e flynn ryder colocou tudo no castelo errado. os móveis estão no lugar errado. todos eles. um imprestável!!!! fui demitido porque o rei dormiu no meu sofá. suspirou, olhando para o lado e torceu o nariz. se comparasse, aquela não era a pior crítica. e, sem dúvidas, seu marido não era um imprestável, ele fez um trabalho rápido e eficiente como sempre. “o que você acha de eu responder isso aqui com ‘imprevistos acontecem. seu sofá é confortável? eu posso te oferecer outro emprego.’?” disse de modo otimista, mostrando a mensagem para a pessoa ao seu lado. “muito insensível? eu acho que ele foi um pouco rude, não?”
"Insensível? Acho que não. É uma boa resposta," Isabela opinou, seus olhos ainda fixados no scroll. "Mas também não acho que ele foi rude," se afastou apenas para que pudesse olhar para Rapunzel novamente. "Quer dizer... se o Flynn realmente fez todas essas coisas, imagina como essa pessoa deve estar se sentindo! Talvez ele tenha errado quando o chamou de imprestável, vai ver ele foi só... incompetente? Mas vai dizer que você não entende a revolta? No calor do momento, acho que eu até diria coisas piores..."